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bbt art academy
Há 50 anos, no coração do tradicional Clube Bahiano de Tênis, no bairro da Graça, uma sala de dança começava a ganhar vida sob o comando de Tânia Durand Gordilho. Ali, sua filha, Fabiana, cresceu entre sapatilhas, músicas e figurinos, acompanhando de perto a construção da BBT Art Academy. Cinco décadas depois, mãe e filha celebram uma trajetória que ultrapassou as fronteiras baianas e transformou carreiras, consolidando a instituição como uma das mais prestigiadas escolas de ballet do país.
“Quando olho para o início e para o BBT de hoje, vejo uma transformação enorme em estrutura, possibilidades e alcance, mas reconheço a mesma essência desde o primeiro dia da minha escola até hoje”, refletiu Tânia, fundadora e diretora artística, em conversa com o BN Hall.
Ao longo das décadas, a instituição incorporou linguagens como teatro musical, canto, jazz dance, hip hop, artes marciais e modalidades voltadas para o público adulto e 50+, mas a espinha dorsal continua sendo a dança clássica. “O BBT nunca abriu mão da disciplina, da qualidade técnica, do respeito ao professor e do cuidado com cada aluno. Mas também nunca deixou de se renovar. Talvez esse seja o nosso maior segredo: tradição sem ficar preso ao passado”, destacou.
Essa combinação entre tradição e renovação também passa pela formação oferecida pela escola. Segundo Tânia, o divisor de águas para a instituição foi a consolidação do método da Royal Academy of Dance nas aulas de dança. Criado por uma das maiores organizações de balé clássico do mundo, o sistema de treinamento é estruturado. Quando aplicado na BBT Art Academy, no entanto, promove o prazer por meio da movimentação do corpo.
“À medida que as crianças crescem, naturalmente aumentam as exigências técnicas e a responsabilidade. Mas acredito que a dança contribui muito para a formação da personalidade, ensinando disciplina, concentração, respeito, perseverança, convivência e compreensão de que grandes resultados são construídos aos poucos. Técnica e sensibilidade precisam caminhar juntas”, explicou.
É justamente da combinação entre rigor técnico e afeto humano que surgem as conquistas nacionais e internacionais das alunas. Em 2026, a aluna Maria Clara Cerqueira fez um feito inédito no Festival de Dança de Joinville. Aos 11 anos, tornou-se a primeira baiana a conquistar o título de Melhor Bailarina do Festival da Meia Ponta e o primeiro lugar no Festival da Sapatilha. Com preparação conduzida por Fabiana Gordilho, a bailarina também foi aprovada na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, única filial da instituição russa no mundo.
Ainda neste ano, Paula Marquez, de 16 anos, foi aprovada na European School of Ballet, em Amsterdã, enquanto as bailarinas Juliana Faro e Beatriz Reis preparam-se para o Solo Seal Award, o exame prático mais rigoroso e elevado da Royal Academy of Dance.

Para Tânia, a disputa de suas alunas pelo selo possui um significado imenso. “O Solo Seal é o exame de maior nível de performance da Royal Academy of Dance, e ver bailarinas formadas na Bahia chegarem a esse estágio mostra que podemos oferecer aqui uma formação de excelência e padrão internacional. Nossas alunas serão as primeiras baianas a fazer esse exame”, destacou a diretora.
Mais do que representar uma conquista individual, a projeção internacional das alunas da BBT Art Academy reafirma, para Tânia, a convicção de que “o lugar onde você nasce não deve determinar até onde você pode chegar”.
A relação com a Bahia, aliás, acompanha a história da escola desde sua fundação. Quando Tânia fundou o Ballet Bahiano de Tênis, em 1976, a professora não imaginava que, 50 anos depois, gerações de dançarinas teriam passado por lá. Segundo ela, a capital da Bahia não é apenas o local onde tudo começou, mas parte indissociável da identidade e da memória afetiva da instituição. “Hoje, desejo que Salvador tenha cada vez mais escolas capazes de preparar jovens para ocupar qualquer palco do mundo”, declarou.
É também em Salvador que a história de cinco décadas ganhou novos contornos em 2026, com a inauguração da nova sede no Shopping Barra. Segundo a co-gestora, Fabiana Gordilho, é emocionante unir-se à mãe após dançar nos principais palcos mundiais. “Voltar para o Brasil e aprender diariamente com minha mãe sobre a condução do BBT significa dar continuidade a uma história que faz parte de mim, mas também trazer um olhar para o futuro”, revelou.

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A bailarina baiana Paula Marquez Ribeiro foi aprovada para o Classical Program 2026–2027 da European School of Ballet (ESB), em Amsterdã, na Holanda. A partir de setembro, ela inicia a formação pré-profissional da instituição, reconhecida internacionalmente pela preparação de bailarinos para algumas das principais companhias de dança do mundo.
Com uma trajetória iniciada ainda na infância, Paula fez toda a sua formação no BBT Art Academy, em Salvador, sob orientação das diretoras Tânia Gordilho e Fabiana Gordilho, além do acompanhamento das professoras Fryda e Zelinha.

Foto: Acervo Pessoal
Ao longo da formação, concluiu todos os níveis da Royal Academy of Dance (RAD) e conquistou a classificação High Distinction no exame Advanced 2, uma das mais altas certificações da instituição britânica. Também participou de cursos, programas de aperfeiçoamento e masterclasses com profissionais da dança internacional, além de integrar iniciativas da Royal Ballet School, da Australian Ballet School e da própria European School of Ballet.
No circuito competitivo, Paula participou de eventos como o Youth America Grand Prix (YAGP), o World Ballet Competition e o Gran Premio América Latina (GPAL), além de conquistar bolsas de estudo.
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Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Sandro Filho
"Não é flerte, não é namoro, não é casamento. É só uma decisão de um cidadão e agora um deputado eleito acreditando que um candidato a presidente é melhor do que o outro para trazer investimentos tanto para o meu estado quanto para o meu país".
Disse o deputado federal eleito Sandro Filho (PP) rechaçou a caracterização de que sua movimentação política represente um "flerte", "namoro" ou "casamento" com o bolsonarismo.