Artigos
E se o maior erro das previsões eleitorais não estiver nas pesquisas, mas na forma como interpretamos o eleitor indeciso?
Multimídia
Mansur diz que candidatura feminina no PSOL deve ser decidida pelas mulheres
Entrevistas
Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
bate folha
Morreu, nesta terça-feira (25), aos 98 anos de idade, Olga Conceição Cruz, também conhecida como Nengua Guanguasense, matriarca do terreiro Mansu Banduquenqué, apelidado de “Bate Folha” e localizado no bairro da Mata Escura, em Salvador.
Moradora da Mata Escura desde muito jovem, Nengua Guanguasense era considerada como uma espécie de “arquivo vivo” da região e era reconhecida por transformar a roça do Bate Folha em um espaço de acolhimento da população local.
Dona Olga foi iniciada no candomblé aos 24 anos de idade, no dia 6 de fevereiro de 1949, e era a grande liderança espiritual feminina do Bate Folha, ao lado de Cícero Rodrigues Franco Lima, o Tata Muguanxi.
O sepultamento da líder religiosa acontecerá às 16h desta quarta-feira (26), no Cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas.
BATE FOLHA
Instalado em uma ampla área remanescente da Mata Atlântica, com mais de 15 hectares, o Bate Folha é considerado o mais tradicional terreiro de origem banto do Brasil. Nascida entre a fusão das tradições oriundas de Angola e do Congo, a casa mais que centenária foi fundada em 1916 por Manoel Bernardino da Paixão, o Tata Ampumandezu.
O terreiro foi imortalizado no cancioneiro popular baiano pela música “Toté de Maianga”, escrita pelo compositor Gerônimo. Na música, o eu lírico narra: “vinha passando pela Mata Escura / No Bate Folha, ouvi uma canção / Que é pro santo poder sair da aldeia / Para chamar o orixá dessa nação”.
Apesar da música imortalizada na voz da ministra Margareth Menezes, o terreiro do Bate Folha, assim como toda casa de tradição banto, cultua divindades chamadas “inquices”, que são originadas de povos que ocupavam as regiões em que hoje ficam Angola e Congo. Elas são diferentes dos orixás, de origem iorubá, na Nigéria e no Benim.
Em 10 outubro de 2003, o Bate Folha foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), autarquia do Ministério da Cultura (MinC).
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.
