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O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), é visto por gestores e banqueiros da Faria Lima, centro financeiro de São Paulo, como uma espécie de “novo Antonio Palocci” no PT. Parte do mercado aposta no nome dele para comandar o Ministério da Fazenda no quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que começa em janeiro de 2027.
A avaliação foi publicada pelo colunista Lauro Jardim. Segundo a coluna, o mercado enxerga em Fonteles alguém que entende o funcionamento da economia e, ao mesmo tempo, tem habilidade política para negociar com o Congresso e conduzir conversas difíceis. São características associadas a Palocci, ministro da Fazenda no primeiro mandato de Lula.
A comparação, no entanto, vem com uma ressalva: a expectativa é que Fonteles repita as qualidades de Palocci, mas sem os vícios que levaram o ex-ministro à prisão e o afastaram da vida política.
Palocci comandou a Fazenda entre 2003 e 2006 e se tornou um dos nomes mais elogiados pelo mercado no início do governo Lula. Depois, foi preso na Operação Lava Jato, em 2016, e firmou acordo de delação premiada.
O presidente Michel Temer realizou uma reunião nesta quarta-feira (5), no Palácio do Planalto, com presidentes de bancos públicos e privados e representantes de entidades para tentar obter apoio financeiro das instituições para ajudar na reconstrução do Museu Nacional do Rio de Janeiro.
De acordo com informações do site G1, Temer informou no inicio da reunião que o governo está trabalhando com a hipótese de criar fundos privados, cujos recursos iriam ser destinados à recuperação do Museu Nacional e também a investimentos em outros museus do país. Cerca de 90% do acervo do museu, com 20 milhões de peças, foi consumido pelo fogo. O incêndio destruiu a parte interior do palácio.
"Decidimos a hipótese da constituição de um fundo voltado inicialmente para a recuperação da obra física do Museu Nacional, mas de igual maneira à recuperação do acervo do Museu Nacional", relatou Temer aos banqueiros.
Durante a reunião desta quarta, Temer disse aos banqueiros que o incêndio do Museu Nacional foi uma “tragédia” para a história do Brasil e “para a museologia em geral”. Além disso, o presidente destacou que o acontecimento teve “repercussão internacional” e que alguns países se colocaram à disposição para ajudar a recompor o acervo do Museu Nacional.
“Devo registrar que este lamentável evento teve repercussão internacional. E não foram poucos os países e autoridades que se comunicaram com nosso governo dispostos a colaborar até com a remessa de peças do próprio acervo, para substituir o acervo que foi destruído”, declarou.
Na reunião Temer chegou a convidar as empresas e entidades a ingressarem no comitê criado pelo governo para acompanhar a recuperação do Museu.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.