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O Banjo Novo realiza a primeira edição de 2026 nesta sexta-feira (9) em um novo cenário. A festa, que se tornou um dos momentos mais esperados do calendário baiano, se instala no Porto de Salvador, no Comércio, para uma edição ao ar livre.
De acordo com a organização da festa, a edição inaugura um novo ciclo do projeto, reforçando sua vocação para ocupar espaços urbanos e criar experiências sensoriais que unem música, ancestralidade e afeto.
Segundo a equipe do Banjo, a iniciativa mantém a mesma atmosfera intensa e coletiva que consolidou o evento no cenário cultural soteropolitano, e vem com o propósito de transformar a noite em uma vivência completa, onde o som, o espaço e o clima se encontram.
Os ingressos ainda estão disponíveis no site Ingressos Simples e custam R$ 80 no terceiro e último lote.
A festa Banjo Novo ganhará uma nova edição gratuita em Salvador.
Após o sucesso do 'Banjo de Rua' em outubro, o evento idealizado por Samora Lopes, encerrará as atividades do Mês da Consciência Negra com uma edição aberta ao público na sexta-feira (28), no Largo do Pelourinho, a partir das 19h.
"É um movimento feito por nós e para nós, impulsionado pela força comunitária e pela beleza da coletividade. Trazer o Banjo Novo para o Pelourinho, justamente no Mês da Consciência Negra, é como fechar um ciclo com respeito e responsabilidade. Aqui, tudo tem sentido: o lugar, as pessoas, a energia. A gente não faz o Banjo para ser um evento; fazemos para ser encontro, para ser abraço, para ser memória viva", pontua Lopes.
Com uma proposta que une tradição e modernidade, o Banjo Novo cresce de maneira orgânica porque é alimentado pela força da própria comunidade. Para os organizadores, neste cenário, o Banjo Novo amplia sua potência se apresentando como mais do que uma festa, um rito, celebração e reafirmação.
“Ali, o público se reconhece, se acolhe e se fortalece, reunido pela musicalidade e força que atravessa gerações e pela vivência coletiva que só Salvador é capaz de proporcionar. Cada edição é sobre pertencimento e esta, especialmente, carrega um significado profundo”, celebra Igor Reis, que divide a idealização do Banjo com Samora.
Com início previsto para 19h, a entrada no local é franca, com ocupação sujeita à lotação do Largo do Pelourinho.
O Banjo Novo, um dos sambas mais aguardados da capital baiana, levou uma multidão ao Largo do Santo Antônio Além do Carmo. Ao som de sambas clássicos e autorais, a segunda edição do Banjo de Rua transformou o Centro Histórico em um palco a céu aberto.
Com apresentações de Delcio Luiz, referência do samba nacional, além de Jonilson Pantera e Caboco Santos, o evento aconteceu na noite de sexta-feira (17). A proposta de só encerrar quando a chama de uma vela se apagasse manteve a festa animada até o fim da noite.
“Hoje vivemos algo histórico e estamos extremamente gratos por cada um que veio e viveu essa experiência única”, declarou a organização do Banjo de Rua nas redes sociais, ao compartilhar imagens do Largo lotado.
Criado por Samora Lopes e Igor Reis, o projeto Banjo de Rua tem como objetivo resgatar e fortalecer o samba de raiz nas ruas de Salvador, de forma democrática e acessível. A iniciativa valoriza as tradições do povo negro, transformando o espaço urbano em território de cultura, memória e resistência.
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O Banjo de Rua, idealizado por Samora Lopes e Igor Reis, leva o samba raiz para as ruas de Salvador de forma acessível e democrática.
O único pedido dos organizadores é o respeito a tradição de vestir branco. “Às sextas, vestimos branco e o samba vai rolar até a vela apagar”, anunciam os organizadores.
De acordo com Samora, a ação nasce com o propósito de devolver o samba ao seu território natural: a rua.
“É ali que o povo se reconhece, compartilha histórias e reafirma suas raízes”, explica. Ele destaca que o projeto também tem impacto social e econômico: “Além de preservar o samba raiz, o Banjo de Rua movimenta a economia criativa, fortalece os comércios locais e gera oportunidades para artistas e trabalhadores da cultura”.
A iniciativa é um encontro entre música, memória e comunidade, onde a cultura afro-brasileira é vivenciada em sua essência. Para Igor, o movimento é um gesto de valorização da memória e da representatividade negra no cenário cultural da cidade.
“Quando ocupamos o espaço público com nossa música, estamos reafirmando nossa identidade. O Banjo é sobre convivência plural, sobre ocupar com alegria, fé e respeito”, afirma o idealizador.
"O samba só acaba quando a vela apaga...". Com duração de aproximadamente 4 horas, tempo determinado pela queima da vela palito nº 8, o samba Banjo Novo conquistou adeptos em toda capital baiana e realizou na sexta-feira (8) a maior edição da história, já com data certa para voltar a brilhar, dia 15 de novembro na Liberdade.
A Arena Parque Santiago foi o espaço que abriu as portas na sexta-feira para o projeto idealizado por Samora Lopes, que teve início em uma laje do Trobogy, e já ganhou até edição gratuita nas ruas do Pelourinho.
"A história do Banjo Novo começou no meu aniversário. Eu já reunia alguns amigos para fazer uma brincadeira, mas depois ficou mais sério quando Igor Negralha, que é um dos sócios, entrou no negócio. Ele propôs: ‘bora fazer um samba raiz, que tem algumas características que vêm de rua, com poucos instrumentos microfonados’. A gente começou lá num lugar bem pequenininho, numa laje no Trobogy, e as pessoas foram abraçando o movimento", contou Samora ao Bahia Notícias.
Campos Campos, Samora Lopes e Igor Negralha | Foto: Instagram
A vela chegou para o Banjo Novo através da ideia de um músico e foi testada a vera após a produção esquecer de cortar a vela. Desta forma, a banda tocou por 4 horas, tempo de duração da queima da vela nº 8, e o público acompanhou na palma da mão e com o samba no pé.
"Já existe o Samba da Vela em outros lugares, e quando começou o Banjo Novo, Tiago do Pagode chegou e falou assim, ‘Poxa, por que vocês não trazem uma vela no meio do samba e dizem que o samba só acaba quando a vela apagar?’. Inicialmente a gente falou assim, ‘Rapaz… vocês vão aguentar?’ Porque às vezes uma vela número 8 pode durar de 3 horas e meia a 4 horas e meia, e ele deu a ideia de cortar a vela. Só que a gente esqueceu, e o samba foi rolando, um olhava para cara do outro, o samba não acabava, todo mundo cantando e a gente adotou. Essa ideia da vela é algo muito de vivência, o Banjo Novo é muito de vivência, algo que já fazia parte do nosso imaginário, da nossa cultura. Hoje a gente tem um ritual para a entrada da vela."
No papo com o site, o comunicador, formado em Publicidade e Propaganda, celebrou o sucesso de um projeto ambicioso, já que para entrar no samba precisa de muito respeito. Sensação no calendário de festas em Salvador, para Samora, um dos motivos da festa ter caído no gosto popular foi justamente a conexão forte que o evento tem com o público e como ela se comunica com eles na web.
"O Banjo é muito de vivência e experiência. Quando criamos, buscamos investir muito nessa coisa da tradição, então, esse negócio de vestir branco na sexta-feira é uma característica muito soteropolitana, já existia e a gente trouxe para o evento a questão da vela. O Banjo promove esse encontro com a ancestralidade."
Ao BN, Samora conta que, para não perder a essência do Banjo, que começou como algo pequeno, a festa passou a ter outras versões, como o Banjinho e o Banjo de Rua, que pode voltar a ter novas edições gratuitas.
“O Banjo Novo tomou proporções que a gente não imaginava. A nossa última edição foi a maior que já fizemos. Então, para não nos afastar da nossa ideia, criamos o Banjo de Rua para conseguir promover o evento de forma sustentável e acessível, porque tinham algumas pessoas que não frequentavam, não tinham condições de frequentar o Banjo Novo, e criamos o Banjinho, que é uma roda menor para o nosso público saudosista, com a roda mais próxima do público, mais intimista. E a nossa próxima edição vai acontecer no dia 15 de novembro, no Vista Baía, na Liberdade.”
Nascido e criado no samba, Samora, que veio da família do Bloco Alvorada e vivia nos bastidores, decidiu tomar a frente para fazer os eventos de samba na capital baiana há alguns anos e não se arrepende da decisão, apesar das dificuldades. O Banjo Novo, por exemplo, é feito com recursos próprios e só teve apoio público na edição gratuita da festa, com a Secretaria de Promoção e Igualdade Racial.
“Acho que a grande dificuldade hoje em Salvador é o capital. Você ter pessoas que abracem os eventos de samba da forma como eles merecem. Então, é uma dificuldade enorme para arrumar patrocinador, ter um apoio. Outra dificuldade também são os espaços aqui em Salvador. Chega esse período de verão, os espaços são disputadíssimos. Às vezes você tem uma ideia boa, tem um evento bacana, mas não tem um espaço.”
Ao BN, Samora ainda falou sobre a crescente que vive o samba. Para o comunicador e produtor, o que aconteceu nos últimos anos foi um aumento na visibilidade para o ritmo e não aumento no consumo. "Eu acho que o samba agora, com as redes sociais, está vivendo um momento diferente. Porque o samba sempre esteve presente da mesma forma de segunda a segunda em Salvador, porém agora, com as redes sociais, ele está tendo uma visibilidade que ele não tinha antes", afirma.
Para o comunicador, em Salvador, o samba sempre se fez presente e agora tem o destaque que merece, mas ainda pode ir mais longe. "A gente também está vivendo um bom momento do samba nos streams. O samba, acho que na última semana, bateu o top 1 nos streams, coisa que não tinha acontecido com a música pelo domínio de outros ritmos. Mas ele sempre esteve perene, na sociedade soteropolitana. Eu percebo também que os artistas que não faziam parte do movimento do samba, agora estão apostando no ritmo".
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