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banco digimais
O Banco Digimais, do bispo Edir Macedo, e suas assessorias de cobrança estão no centro de uma nova polêmica. Segundo relatos de clientes no portal Reclame Aqui, a instituição financeira está sendo acusada de se passar pelo Detran para pressionar o pagamento de dívidas e financiamentos em atraso. A denúncia vem à tona no mesmo momento em que o banco se tornou o principal alvo da Operação Miragem, deflagrada pela Polícia Federal (PF).
A PF investiga um esquema de fraudes financeiras em que o Digimais é suspeito de inflar artificialmente o próprio patrimônio. Na ação judicial foram cumpridos 9 mandados de busca e apreensão e mais de R$ 670 milhões de 10 alvos da operação foram bloqueados, além de a justiça ter determinado a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos envolvidos.
Edir Macedo, líder da Igreja Universal e dono do banco, não foi alvo direto dos mandados de busca por residir no exterior. No entanto, ele teve seus bens bloqueados e o sigilo quebrado pela Justiça.
Enquanto a PF investiga os bastidores financeiros, os consumidores reclamam de intimidações. Relatos apontam que assessorias ligadas ao banco enviam mensagens se passando pelo órgão de trânsito. Alguns clientes relatam, também, ter recebido SMS em nome do Detran com ameaças de suspensão da CNH, bloqueio de RENAVAM e busca e apreensão do veículo. Um dos reclamantes destacou o absurdo da estratégia, lembrando que o Detran cobra apenas impostos e multas, e que bloqueios de veículos só ocorrem por vias judiciais.
Em resposta às reclamações no Reclame Aqui, a ouvidoria do Banco Digimais admitiu a falha e reconheceu que as mensagens enviadas via SMS "ficaram fora do padrão de comunicação adotado pela instituição". O banco informou que o caso está sendo tratado internamente e que reforçou as orientações sobre a conduta e a comunicação com os clientes.
O Banco Digimais, ligado ao bispo Edir Macedo, teria direcionado recursos para fundos de investimento com ativos considerados problemáticos. Entre os ativos citados estão um terreno vazio em Pernambuco e uma área litorânea isolada no Rio de Janeiro, protegida pela União e envolvida em disputas com comunidades locais há décadas.
Conforme os fundos, o patrimônio dessas estruturas somaria cerca de R$ 526 milhões. Segundo informações publicadas pelo jornal Estadão, o banco teria transferido carteiras de crédito consideradas de alto risco para fundos ligados à própria instituição, em operações que poderiam reduzir a exposição de prejuízos nos balanços financeiros.
Segundo o material publicado, as carteiras incluiriam créditos inadimplentes e até veículos com histórico de roubo, situação que costuma gerar alerta no mercado financeiro e entre órgãos reguladores. Em meio ao cenário, o BTG Pactual avançou nas negociações para aquisição do Digimais, em uma operação que teria apoio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
O negócio, no entanto, ainda depende de aprovação regulatória. Outro banco citado, o Bluebank, teria desistido anteriormente de comprar o Digimais antes mesmo de encaminhar a operação ao Banco Central. O Digimais não comentou as informações divulgadas pela reportagem.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
José Múcio Monteiro
"Precisamos ver onde podemos ajudar mais. A simpatia que o meu presidente tem pela Venezuela é absoluta. A partir de agora, Brasil e Venezuela são um só país".
Disse o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro após reunião nesta terça-feira com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, em Caracas. O encontro está marcado para as 14h, horário de Brasília. Pela manhã, Múcio já havia se reunido com o ministro da Defesa venezuelano, Gustavo González López, com quem conversou sobre a ajuda que o Brasil vem enviando ao país após os terremotos da semana passada.