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Edir Macedo injeta R$ 1,5 bilhão para tentar viabilizar venda do Digimais

Por Redação

Edir Macedo injeta R$ 1,5 bilhão para tentar viabilizar venda do Digimais
Foto: Instagram / Templo de Salomão

O bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, realizou um aporte de aproximadamente R$ 1,5 bilhão no Banco Digimais com o intuito de viabilizar a venda da empresa. 

 

Segundo informações do jornal O Globo, o montante foi destinado a cobrir rombos e reduzir problemas no balanço financeiro da instituição, que passa por dificuldades. O objetivo da estratégia é limpar as contas do banco para destravar as negociações com potenciais compradores, entre os quais estão gigantes do setor como o BTG Pactual e o Banco Safra.

 

A tentativa de venda do Banco Digimais ocorre em meio a uma grave crise institucional. Em junho deste ano, a Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem, que acusa o banco de inflar artificialmente o valor de seus ativos para esconder uma situação de insolvência e ludibriar investidores e órgãos reguladores. Entre as práticas investigadas está a oferta de CDBs com taxas acima de 110% do CDI entre 2023 e 2024 para captar recursos rapidamente, além de fraudes em fundos geridos pela Corretora ID, braço do grupo.

 

A situação do Digimais se agravou após a liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada em novembro de 2025. A PF revelou que a instituição de Edir Macedo tem uma exposição de R$ 600 milhões em carteiras de crédito do Master, ativos que hoje têm qualidade e lastro questionados. 

 

Especialistas apontam que a maquiagem contábil buscava preservar artificialmente o Índice de Basileia, indicador que mede a solidez bancária. Se as acusações de gestão fraudulenta forem confirmadas, os envolvidos responderão por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.