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Artigos

Ernesto Marques
Jabuti não sobe em árvore
Foto: Divulgação

Jabuti não sobe em árvore

A expressão é comum nos corredores em que jornalistas, assessores e políticos movimentam os chamados bastidores. Refere-se a algum acontecimento estranho, consumdo por causa da ação deliberada de quem prefere o anonimato. Claro! Se aparece um jabuti no alto de uma árvore, é porque alguém o colocou lá em cima, sabe-se lá qual a razão. Mas é fato: jabuti não sobe em árvore.

Multimídia

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições
O vereador de Salvador Cezar Leite (PL) atribuiu a repercussão da entrega do Título de Cidadão Soteropolitano ao senador Flávio Bolsonaro (PL) ao cenário eleitoral. Em entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (26), ele comparou a homenagem a outras concedidas a figuras nacionais e criticou a tentativa de barrar a solenidade na Justiça.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

axe e espiritualidade negra

Axé e Espiritualidade Negra: Papo Preto celebra sincretismo religioso da Irmandade da Boa Morte em Cachoeira
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

Explorando a temática “Axé e Espiritualidade Negra”, a terceira temporada do Papo Preto conheceu a sede da Irmandade da Boa Morte, uma das principais organizações sociopolíticas protagonizadas por mulheres negras na Bahia. O segundo episódio, divulgado nesta quinta-feira (20), dia em que se celebra o feriado da Consciência Negra, celebra o sincretismo religioso e as tradições afro-brasileiras por meio da história de mais de 200 anos de resistência da irmandade em Cachoeira, no Recôncavo Baiano.

 

O projeto, apresentado pelas jornalistas Eduarda Pinto e Ana Clara Pires e produzido ao lado de Alana Dias, já está disponível no YouTube do Bahia Notícias.

 

 

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Fundada em 1820, a Irmandade da Boa Morte é uma confraria religiosa exclusivamente feminina, composta por mulheres negras descendentes de africanas escravizadas. Seu principal objetivo era angariar fundos para a compra de cartas de alforria e garantir enterros dignos para suas integrantes. Além disso, a irmandade desempenhou um papel crucial na proteção de escravizados fugitivos e na preservação da cultura afro-brasileira.

 

A devoção a Nossa Senhora da Boa Morte, que dá nome à irmandade, é uma manifestação de fé católica misturada com elementos das religiões de matriz africana. Em Cachoeira, a irmandade é uma entidade consolidada, que participa ativamente das atividades socioculturais do município. As irmãs possuem uma sede bem no centro da cidade, onde mantêm um museu e uma capela, utilizada para eventos e reuniões religiosas.

 


Sede da Irmandade da Boa Morte, em Cachoeira. À esquerda, a fachada da capela, e à direita, a fachada do museu, em um prédio anexo. Fotos: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

 

A organização ainda mistura símbolos e diretrizes católicas com a fé e indumentárias das religiões de matriz africana, promovendo um modelo de sincretismo pessoal e marcante. Tudo isso fica mais latente entre os dias 13 e 17 de agosto, em que as irmãs da Boa Morte protagonizam uma das principais festas de Cachoeira, a Festa da Boa Morte, que é considerada Patrimônio Imaterial da Bahia desde 2010.

 

No evento, a Irmandade da Boa Morte é responsável por liderar, ao lado da paróquia católica, as procissões, missas e rituais do evento, que celebra a devoção a Nossa Senhora da Boa Morte e a libertação de pessoas escravizadas no Recôncavo.

Axé e Espiritualidade Negra: 3ª temporada do Papo Preto estreia com visita aos encantos do Recôncavo Baiano
Foto: Alana Dias / Bahia Notícias

A terceira temporada do Papo Preto estreou nesta quinta-feira (13) com a temática “Axé e Espiritualidade Negra". O projeto, escrito e apresentado pelas jornalistas Eduarda Pinto e Ana Clara Pires, foi produzido ao lado de Alana Dias e explora os encantos das religiões de matriz africana e o sincretismo religioso na Bahia, provocado pela influência e resistência dos povos africanos escravizados. 

 

O primeiro episódio, que já está disponível no YouTube, viaja até a segunda capital da Bahia, a cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano, para desvendar os segredos do terreiro Zògbódó Bògún Màlé Sejáhùndé, a Roça do Ventura. 

 

 

Fundado por volta de 1850, a Roça do Ventura atravessou quase dois séculos de preservação da cultura “jeje-mahi” na Bahia. O termo “jeje” é uma nomenclatura para designar os africanos escravizados trazidos da região da Costa da Mina, na África Ocidental, onde se encontrava o antigo do Reino do Daomé, e hoje estão os países de Togo, República do Benim e sudoeste da Nigéria. 

 

A palavra tem origem iorubá e significa “forasteiro”, devido às divergências entre grupos étnicos na África. Os escravizados da região foram enviados, especialmente, para a região do Nordeste, onde, entre diferenças étnicas, eram conhecidos como falantes das línguas “gbe”.

 

No que diz respeito às tradições religiosas, os terreiros de tradição jeje cultuam os Voduns, espíritos e divindades, que, comumente, representam forças da natureza ou ancestrais divinizados. O Bahia Notícias conheceu a casa religiosa, que se encontra em meio a uma reserva natural, que foi tombada juntamente com o terreiro em 04 de dezembro de 2014 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). 

 

A solicitação para o tombamento da casa de candomblé matricial de tradição Jeje-Mahi foi feita pela presidenta da Sociedade Religiosa Zogbodo Male Bogun Seja Unde, Alaíde Augusta da Conceição, a veneranda vodunce Alaíde de Oyá, em dezembro de 2008. Com estudos e avaliações técnicas, o Iphan reconheceu a importância da Roça do Ventura na rede de terreiros do Recôncavo Baiano e sobretudo para a formação do candomblé como uma instituição religiosa.

 

O reconhecimento nacional marca o início das ações legais de proteção à casa de candomblé, que são ainda necessárias em função do risco provocado pela especulação imobiliária na região de Cachoeira.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Depois das eleições, o fogo amigo começou mais rápido do que eu imaginava. Enquanto isso, cada um se desobriga a ter coerência e vai tentar garantir o seu quinhão. Difícil tá a vida do Ferragamo, com o clima nos bastidores da prefeitura. Mas o lado do Cacique também não está tão tranquilo assim. E lógico que o primeiro alvo já foi definido. E nem o Correria escapa em Brasília. Já na Câmara, sobrou pra Mumu dizer amém pra Missa Filho. Só falta descobrir quanto tempo o clima de paz vai reinar. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Valdemar Costa Neto

Valdemar Costa Neto
Foto: Reprodução / CNN Brasil

"Não gostei".


Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior. 
 

Podcast

Projeto Prisma entrevista o vereador de Salvador Cezar Leite nesta segunda

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Foto: Projeto Prisma
O vereador de Salvador, Cezar Leite (PL), é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira (26). O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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