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auditoria na uefs
O Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) identificou falhas na prestação de contas da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) referentes ao exercício de 2023. Segundo o órgão, a instituição acumula prejuízo superior a R$ 3 milhões devido ao desaparecimento de equipamentos e da falta de uso de bens de alto valor.
Conforme a TV Subaé, a auditoria apontou o sumiço de 371 bens móveis, como computadores, notebooks, impressoras, scanners, projetores, câmeras fotográficas, condicionadores de ar e equipamentos de laboratório. O prejuízo direto com esses itens chega a R$ 271,6 mil.
Além disso, outros equipamentos avaliados em mais de R$ 2,8 milhões estão sem uso ou manutenção em laboratórios da universidade. Relator do caso, o conselheiro Gildásio Penedo Filho disse que as falhas na gestão patrimonial da Uefs não são recentes.
Desde 2017, o número de itens desaparecidos aumentou de 229 para 371. Na análise, a instituição não apresentou comprovação da conclusão de processos administrativos para apurar as perdas, o que evidencia fragilidade nos controles internos.
Apesar das irregularidades, as contas da Uefs em 2023 foram aprovadas, mas com ressalvas. O TCE aplicou multas individuais de R$ 3 mil aos reitores da instituição e determinou que a universidade apresente, em até 90 dias, um plano de ação para colocar em funcionamento os equipamentos parados e evitar novos convênios que ultrapassem sua capacidade de gestão.
DEFESA DA UEFS
Em nota, a universidade afirmou que os bens não estão “desaparecidos”, mas sim “não localizados”, e representam menos de 1% dos mais de 42 mil itens patrimoniais registrados.
A gestão declarou que criou uma comissão para apurar o caso e que já elabora um plano de ação para instalação gradual dos equipamentos de alto valor, destacando que alguns demandam serviços técnicos especializados.
A Uefs também informou que as contas de 2024 foram aprovadas sem ressalvas, com reconhecimento do TCE pelos esforços para aprimorar os processos de controle patrimonial.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.