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Artigos

Adriano Sampaio
A flutuação centrípeta do eleitorado neutro e as assimetrias metodológicas na conversão de tendências
Foto: Acervo pessoal

A flutuação centrípeta do eleitorado neutro e as assimetrias metodológicas na conversão de tendências

Há, na leitura das pesquisas de opinião, uma tentação recorrente: a de reduzir a complexidade do eleitorado a uma aritmética rudimentar entre aprova e desaprova. Essa simplificação, embora conveniente para a circulação rápida da informação, empobrece o fenômeno e obscurece o que nele há de mais relevante: a zona intermediária, a região de latência cognitiva que as escalas qualitativas costumam nomear como regular. É ali, e não apenas nos polos da concordância ou da rejeição, que se estrutura a engenharia silenciosa da reputação política.

Multimídia

Rosemberg prevê vitória de Jerônimo contra ACM Neto no 1º turno

 Rosemberg prevê vitória de Jerônimo contra ACM Neto no 1º turno
Em entrevista ao podcast Projeto Prisma, com Fernando Duarte, o deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) afirmou ter confiança na vitória do atual governador Jerônimo Rodrigues na disputa contra ACM Neto (União) pelo governo do estado.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

ativismo

Polícia legislativa impede ativistas de estender bandeira LGBTQIA+ em gramado do Congresso Nacional
Foto: Divulgação / Grupo Estruturação/Divulgação

Ativistas LGBTQIA+ foram impedidos pela Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados de estender uma bandeira de aproximadamente 50 metros no gramado em frente ao Congresso Nacional neste domingo (28), data em que se celebra o Dia do Orgulho. Segundo informações da Agência Brasil, o grupo, composto por cerca de 20 pessoas, pretendia realizar um ato pacífico, mas foi abordado por policiais em viaturas assim que a bandeira com as cores do arco-íris foi estendida.

 

De acordo com relatos dos participantes, a abordagem foi marcada por hostilidade, o que levou os manifestantes a se ajoelharem para demonstrar que estavam desarmados e que não buscavam confronto. Michel Platini, um dos ativistas presentes, explicou que a bandeira simbolizava o orgulho da comunidade em resposta à violência sofrida, mas os agentes alegaram que não havia autorização para o ato.

 

Por outro lado, os organizadores garantem que solicitaram a permissão na semana anterior e que informaram sobre a manifestação com mais de 24 horas de antecedência, conforme os parâmetros constitucionais para atos pacíficos.

 

Platini destacou que o ato foi reprimido sem justificativa plausível. “Reprimiram o ato sem justificativa. Eles não pararam os atos antidemocráticos de 8 de janeiro (de 2023), que promoveram destruição, mas nos pararam porque estávamos com uma bandeira”, afirmou o ativista. Para ele, o episódio é uma materialização da violência existente contra a população LGBTQIA+.

 

Ainda segundo Platini, o Grupo Estruturação e o Centro Brasiliense de Defesa dos Direitos Humanos do Distrito Federal pretendem protocolar uma representação na Câmara para pedir a investigação da conduta dos policiais. Além disso, o deputado distrital Fábio Felix, que preside a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara Distrital do DF, afirmou que solicitará explicações oficiais sobre a abordagem.

VÍDEO: Daniela Mercury fala sobre atuação enquanto ativista e relação com blocos afro
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

A cantora Daniela Mercury falou, nesta sexta-feira (9), sobre sua atuação como ativista dos Direitos Humanos no Brasil e também sobre sua relação com a ancestralidade, e que foi justamente o que impulsionou sua ligação com blocos afro aqui na capital baiana.

 

“Eu vou na África, os meninos vão e tudo mais, é o que o povo brasileiro fez, né? A partir de tudo que aconteceu na história da gente, né? E tá aqui, a gente fez essa transformação espetacular e ainda tem esse amor pela ancestralidade, pela história”, disse a artista durante o segundo dia do Carnaval de Salvador. A artista ainda aproveitou para cantar à capela com o Ilê Aiyê. Confira:

 

 

Daniela também comentou seu interesse pelo ativismo e destacou a luta que vem travando nos últimos anos. “Eu sou uma pessoa muito interessada em Direitos Humanos. Tenho lutado constantemente contra todo tipo de violência, né, contra as mulheres, contra o povo negro e os LGBTs, que eu faço parte. Tô na turma dos que lutam pelos seus direitos que é uma questão muito mais complexa”, completou Daniela Mercury. 

Leonardo DiCaprio critica Bolsonaro por queimadas na Amazônia e negacionismo
Foto: Divulgação

Figura non grata para Jair Bolsonaro pelo ativismo ecológico que confrontou a gestão do país em 2019, o ator Leonardo DiCaprio voltou a criticar o presidente brasileiro por causa do desmatamento na Amazônia e pelo negacionismo. 

 

“Dados preliminares indicam aumento de 7% em agosto. O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, está sob pressão internacional para conter os incêndios, mas ele duvidou publicamente da gravidade deles no passado, alegando que oponentes e comunidades indígenas foram os responsáveis", escreveu o artista no Instagram, junto com uma notícia do jornal britânico The Guardian. 

 

“Os incêndios florestais na Amazônia no ano passado foram devastadores o suficiente, mas com o clima mais seco este ano até agora, assim como a pandemia do coronavirus que matou mais de 99 mil brasileiros, há uma preocupação crescente de que o desmatamento em andamento não esteja recebendo atenção suficiente”, acrescentou DiCaprio, que ano passado foi acusado, sem provas, por Bolsonaro de fazer campanha contra o Brasil e “colaborar com as queimadas”. 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

From The @Guardian: The number of fires burning in Brazil's Amazon in July was up 28% on the same month last year, according to data from Brazil's space research agency INPE. Early numbers for August also show a 7% increase. Brazil's president, Jair Bolsonaro, is under pressure internationally to curb the fires, but he has publicly doubted the severity of them in the past claiming opponents and indigenous communities were responsible. Last year's Amazon wildfires were devastating enough, but with the weather being drier this year so far, as well as the Coronavirus pandemic which has killed more than 99,000 Brazilians, there is growing concern that the ongoing deforestation isn't getting enough attention. . . . . . . #Brazil #Amazon #Rainforest #Wildfires #Deforestation

Uma publicação compartilhada por Leonardo DiCaprio (@leonardodicaprio) em

Elza Soares: 'O silêncio dos bons assusta, acho que a gente tem que gritar cada vez mais alto'
Foto: Divulgação

Ativista de causas sociais, antes mesmo dos brasileiros discutirem de forma clara temas como racismo, homofobia e feminismo, Elza Soares volta à sala principal do Teatro Castro Alves nesta sexta-feira (12), a partir das 21h, com o show do disco “Deus é Mulher” (2018). Já na primeira faixa, “O Que se Cala”, é possível ter uma prévia da mensagem pretendida pela artista. "Mil nações/ Moldaram minha cara/ Minha voz/ Uso pra dizer o que se cala/ O meu país/ É meu lugar de fala (...) Pra que explorar? / Pra que destruir?/ Por que obrigar?/ Por que coagir?/ Pra que abusar?/ Pra que iludir?/ E violentar/ Pra nos oprimir?/ Pra que sujar o chão da própria sala?”, diz a letra da composição de Douglas Germano. Apesar do histórico de Elza, seu engajamento ainda surpreende e incomoda a alguns (clique aqui), mas ela segue firme. “Na verdade, é um ato político, gente. Só em eu estar apresentando já é um ato político. Eu falo: mulher preta assusta!”, destaca a cantora carioca. “Eu faço parte disso aí. E por que não falar? Eu sou parte de tudo isso”, acrescenta a intérprete, que ultrapassa os 80 anos de idade, mas diz ser atemporal.


De fato, enquadrar Elza no tempo cronológico seria uma injustiça, já que, ao longo de décadas, sua obra e sua luta seguem inabaladas. “Eu não faço parte de idade. Eu sou totalmente atemporal. Não tenho tempo pra ver que idade tenho. Eu não sei parar, se parar tudo bem, mas enquanto tiver movimento eu estou viva, estou buscando, estou lutando e chamando gente”, explica a cantora, que ainda em turnê com o mais recente disco, já prepara um novo álbum, na mesma linha do “Mulher do Fim do Mundo” (2015) e “Deus é Mulher” (2018). “Vamos falar do amor, da vida, da luta, valorizar as mulheres. Somos a mãe do mundo, ainda temos que gritar: olha pra mim que eu existo! Que loucura, a mulher é mãe do mundo e ainda tem que gritar. A gente tá fazendo o trabalho, por enquanto não posso dizer nada, mas já está sendo feito”, explica.

 

"O Que Se Cala" é uma das canções incluídas no repertório do show:


Mesmo sendo destemida e persistente, Elza se diz alarmada com o atual momento no Brasil. “Olha, a minha luta é sempre a mesma. Não vou parar de lutar e gritar. Venho pedindo misericórdia, pedindo socorro, porque a coisa que me faz muito mal é esse mundo de maldosos. Como está ruim, as pessoas não são boas, e está todo mundo num silêncio profundo. Acabou o amor, é só ódio, e eu tenho muito medo dessa palavra ódio”, pontua a cantora, destacando que lhe assusta muito o “silêncio dos bons”. “O calado dos maus não me faz mal nenhum, mas o silêncio dos bons assusta a gente. Eu acho que a gente tem que gritar cada vez mais alto. E gritar mesmo, não pode calar”, acrescenta, criticando a passividade diante da realidade no país. “Olha, eu vejo muita gente na luta, mas ainda é pouca. Ainda falta muita gente gritar. Eu vejo muito silêncio, o que me faz mal. O que me causa uma certa espécie é o silêncio dos bons, isso me faz mal. Temos que gritar e muito, gritar mesmo!”, reitera a carioca.


O reconhecimento da força de Elza Soares para a cultura brasileira tem sido expresso de várias formas. Só nos últimos anos ela ganhou um espetáculo musical, estrelado pela baiana Larissa Luz (clique aqui); uma nova biografia, escrita por Zeca Camargo (clique aqui); foi destaque na Mocidade Independente de Padre Miguel e, em 2020, será tema do samba enredo da agremiação (clique aqui e saiba mais). “Menina, é um susto. Você ser homenageada na avenida com o tema é uma coisa muito sagrada, muito séria. E eu estou feliz a beça com isso. E tive também a biografia que está sendo linda. E teve o musical”, diz a cantora. “O Zeca escreve muito bem. Escreve muito! Aquilo ali é uma história que eu estava contando pra ele da minha vida. É isso, é muita coisa. Ele traduziu perfeitamente”, acrescenta a artista, contando que no próximo ano também está previsto um filme em sua homenagem. 


Acompanhada pela mesma banda da gravação do disco “Deus é Mulher”, no show desta sexta, em Salvador, Elza apresentará toda potência de sua voz e discurso. No repertório, novas canções como “O Que Se Cala” (Douglas Germano, “Banho” (Tulipa Ruiz), “Um Olho Aberto” (Maria Portugal), “Hienas na TV” (Kiko Dinucci e Clima) e “Exu nas Escolas” (Kiko Dinucci e Edgar), além de sucessos anteriores, a exemplo de “A carne” (Seu Jorge, Marcelo Yuka e Ulisses Cappelletti), “A Mulher do Fim do Mundo” (Romulo Fróes e Alice Coutinho, “Maria da Vila Matilde” (Douglas Germano, “Luz vermelha” (Kiko Dinucci e Clima) e “Benedita” (Celso Sim, Pepê Mata Machado, Joana Barossi e Fernanda Diamant). 


SERVIÇO
O QUÊ:
Elza Soares – Deus é Mulher
QUANDO: Sexta-feira, 12 de abril, às 21h
ONDE: Sala principal do Teatro Castro Alves – Salvador (BA)
VALOR: A a W – R$ 150 (inteira) e R$ 75 (meia) | X a Z6 – R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia) | Z7 a Z11 – R$ 90 e R$ 45 (meia)

Luiza Brunet é homenageada nos EUA por ‘enfrentamento da violência doméstica’
Foto: Divulgação

A modelo brasileira Luiza Brunet foi homenageada neste sábado, nos Estados Unidos, por “sua contribuição e ativismo no enfrentamento da violência doméstica”.


De acordo com informações da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, certificação foi entregue pelo senador do estado de Massachusetts, James B. Eldrige, durante um jantar de gala da ONG AME. A instituição dá suporte a mulheres da comunidade brasileira, para combater a violência doméstica.


Em 2016, Luiza Brunet acusou o ex-namorado, Lírio Parisotto, de tê-la violentado. Em 2017, ele foi condenado por lesão corporal.

Pitty critica ‘hino feminista’ que ataca mulheres e fãs enxergam indireta para Claudia Leitte
Foto: Divulgação

Conhecida por seu posicionamento firme sobre temas da sociedade brasileira, Pitty deu uma alfinetada a um tipo controverso de ativismo. “Amoras, ai ai ai. ‘Hino feminista’ que ataca outras mulheres e estimula competição com esse papo de ‘recalcadas e invejosas’, pra mim não é feminista nem aqui nem na Rússia. rs”, escreveu a roqueira baiana em sua conta no Twitter. “Mas isso sou eu, né? Cada uma, cada uma. Só acho que a gente tem coisas tão mais produtivas pra dizer umas sobre as outras”, arrematou.

Após seus comentários serem encarados como indireta para outras cantoras, como Claudia Leitte, que, nesta sexta-feira (8), lança a música “Lacradora”. Pitty, no entanto, nega. “Era só uma reflexão, e agora que eu vi que tão achando e direcionando para uma pessoa específica e criando o quê? Treta com outra mulher. Já apaguei. Não vai rolar”, voltou a escrever a baiana, após deletar as postagens anteriores. “Eu que sou cagada de timing mesmo hahahah. O pensamento é antigo, só caiu no dia errado”, acrescentou.

HBO estreia filme sobre primeira geração de ativistas que lutou contra AIDS
Foto: Divulgação
O canal americano HBO estreia no Brasil, no próximo sábado (31), às 22h, o telefilme “The Normal Heart”. O enredo do longa acompanha a saga de um grupo de ativistas homossexuais que lutou nos anos 1980 contra o preconceito e o pânico causado pela AIDS, chamada à época de “câncer gay”. Um dos personagens responsáveis por guiar a trama é Felix, vivido por Mark Bomer (da série “White Collar”), gay que é infectado pelo vírus HIV e enfrenta as dores da exclusão social. O ator perdeu 18 quilos para viver o personagem. O elenco é formado por nomes conhecidos das telonas como Julia Roberts (“Uma Linda Mulher”), Mark Ruffalo (“O Incrível Hulk”) e Alfred Molina (“Homem-Aranha 2”). Com direção de Ryan Murphy (“Glee”), o telefilme é baseado na peça homônima e autobiográfica escrita por Larry Kramer, montada nos EUA em 1985 e vencedora de três prêmios Tony (considerado o Oscar do teatro americano). Informações do Estado de S. Paulo.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O que está acontecendo quando uma construtora está mais preocupada com retrofits do que o próprio governo? Ainda assim, parece que o lado do Cacique está afinando mais o tom da campanha, pelo menos. Quem também apostou na inovação foi Vovô Smurf. Do outro lado, tem gente tentando resgatar o passado. Mas confesso que ainda sinto falta da política raiz - o que tem inclusive dificultado muito meu trabalho. Saiba mais!

Pérolas do Dia

José Múcio Monteiro

José Múcio Monteiro
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

"Precisamos ver onde podemos ajudar mais. A simpatia que o meu presidente tem pela Venezuela é absoluta. A partir de agora, Brasil e Venezuela são um só país".


Disse o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro após reunião nesta terça-feira com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, em Caracas. O encontro está marcado para as 14h, horário de Brasília. Pela manhã, Múcio já havia se reunido com o ministro da Defesa venezuelano, Gustavo González López, com quem conversou sobre a ajuda que o Brasil vem enviando ao país após os terremotos da semana passada.
 

Podcast

Deputado Rosemberg Pinto (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda

Deputado Rosemberg Pinto (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda
Foto: Projeto Prisma
O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (15). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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