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A vereadora Lu de Ronny (PV) afirmou que houve avanços na rede municipal de saúde de Feira de Santana após a substituição do Instituto de Saúde Nossa Senhora da Vitória (INSV) pela Associação Saúde em Movimento (ASM), responsável pela administração de unidades básicas de saúde, postos do Programa Saúde da Família (PSF) e algumas policlínicas.
Durante sessão da Câmara Municipal nesta quinta-feira (15), a legisladora relatou que, no período da gestão anterior, recebia reclamações de trabalhadores e usuários sobre atrasos salariais e falta de insumos nas unidades.
Segundo ela, as queixas foram encaminhadas ao secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, e ao prefeito José Ronaldo (União). Com a entrada da ASM, Lu de Ronny afirmou que os salários dos funcionários estão em dia e que as unidades voltaram a contar com materiais necessários para os atendimentos.
A vereadora frisou que a regularização dos pagamentos influenciou na melhoria das condições de trabalho dos profissionais e na qualidade do serviço oferecido à população.
Lu de Ronny também declarou que não tem vínculo com a ASM e que a posição dela teve como objetivo reconhecer as melhorias relatadas, mantendo o compromisso de fiscalizar os serviços públicos de saúde.
Uma das principais organizações do terceiro setor da gestão hospitalar do Brasil, a Associação Saúde em Movimento (ASM), acumula cerca de processos trabalhistas por conta de atrasos de salários de funcionários. A entidade também é apontada por fraudes, superfaturamentos e inadimplências em unidades de saúde do país.
Segundo o site VeroNoticiais, em meio às ações judiciais, o CEO da empresa, Cláudio Vitti mantêm um padrão de luxo na organização, que não seria compatível com seus rendimentos formais.
De acordo com a publicação, Vitti e sua família seriam responsáveis por operar uma estrutura financeira com diversas faces. Relatórios indicaram que eles seriam responsáveis por triangulação ilegal de repasses públicos e teriam burlado ferramentas estruturadas para possível evasão fiscal. O grupo foi apontado ainda por “confusão patrimonial”, que ocorre quando não há separação clara entre os bens e recursos da empresa e os dos sócios.
A ASM ainda seria responsável por utilizar sua rede composta por organizações menores, onde empresas do grupo seriam utilizadas como CNPJs "laranjas". Isso possibilitaria que a ASM continuasse participando e ganhando licitações públicas onde estariam proibidas de disputar por força de bloqueios judiciais.
INVESTIGAÇÕES POR FRAUDES E INADIMPLÊNCIAS EM ESTADOS DO BRASIL
A empresa ainda foi apontada por um histórico de inadimplência em diversos estados brasileiros. No Rio de Janeiro, a ASM é alvo de Ação Civil Pública de R$370 milhões, onde foi apontada por possível uso de atestada de capacidade técnica falsa.
Em outros, a exemplo do Distrito Federal e Tocantins, a organização chegou a ter seus contratos e atividades suspensas. Em Brasília, auditorias do Tribunal de Contas encontraram indícios de superfaturamento e serviços não executados em hospitais de campanha durante a pandemia de covid-19, em 2020. Os valores chegaram a R$ 34 milhões.
Já no Rio Grande do Sul e no Mato Grosso, foram identificados também atrasos, subcontratações e questionamentos de irregularidades fiscais em unidades de saúde administradas por eles.

Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.