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Associação Saúde em Movimento é alvo de processos por fraudes e atraso de pagamentos em meio a padrão de luxo

Por Redação

Associação Saúde em Movimento é alvo de processos por fraudes e atraso de pagamentos em meio a padrão de luxo
Foto: Reprodução Redes sociais

Uma das principais organizações do terceiro setor da gestão hospitalar do Brasil, a Associação Saúde em Movimento (ASM), acumula cerca de processos trabalhistas por conta de atrasos de salários de funcionários. A entidade também é apontada por fraudes, superfaturamentos e inadimplências em unidades de saúde do país. 

 

Segundo o site VeroNoticiais, em meio às ações judiciais, o CEO da empresa, Cláudio Vitti mantêm um padrão de luxo na organização, que não seria compatível com seus rendimentos formais. 

 

De acordo com a publicação, Vitti e sua família seriam responsáveis por operar uma estrutura financeira com diversas faces. Relatórios indicaram que eles seriam responsáveis por triangulação ilegal de repasses públicos e teriam burlado ferramentas estruturadas para possível evasão fiscal. O grupo foi apontado ainda por “confusão patrimonial”, que ocorre quando não há separação clara entre os bens e recursos da empresa e os dos sócios. 

 

A ASM ainda seria responsável por utilizar sua rede composta por organizações menores, onde empresas do grupo seriam utilizadas como CNPJs "laranjas". Isso possibilitaria que a ASM continuasse participando e ganhando licitações públicas onde estariam proibidas de disputar por força de bloqueios judiciais. 

 

INVESTIGAÇÕES POR FRAUDES E INADIMPLÊNCIAS EM ESTADOS DO BRASIL
A empresa ainda foi apontada por um histórico de inadimplência em diversos estados brasileiros. No Rio de Janeiro, a ASM é alvo de Ação Civil Pública de R$370 milhões, onde foi apontada por possível uso de atestada de capacidade técnica falsa. 

 

Em outros, a exemplo do Distrito Federal e Tocantins, a organização chegou a ter seus contratos e atividades suspensas. Em Brasília, auditorias do Tribunal de Contas encontraram indícios de superfaturamento e serviços não executados em hospitais de campanha durante a pandemia de covid-19, em 2020. Os valores chegaram a R$ 34 milhões. 

 

Já no Rio Grande do Sul e no Mato Grosso, foram identificados também atrasos, subcontratações e questionamentos de irregularidades fiscais em unidades de saúde administradas por eles.