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Walter Viterbo da Silva Neto
Lula aos 81 anos: estresse, saúde mental e mais quatro anos na Presidência
Foto: Acervo pessoal

Lula aos 81 anos: estresse, saúde mental e mais quatro anos na Presidência

O desafio pode fazer bem. O risco está na pressão sem recuperação — e isso vale para qualquer pessoa que trabalhe sob grande exigência depois dos 80.

Multimídia

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições
O vereador de Salvador Cezar Leite (PL) atribuiu a repercussão da entrega do Título de Cidadão Soteropolitano ao senador Flávio Bolsonaro (PL) ao cenário eleitoral. Em entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (26), ele comparou a homenagem a outras concedidas a figuras nacionais e criticou a tentativa de barrar a solenidade na Justiça.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

arte

Cultura do interior baiano é destaque em exposição na França 
Fotos: Reprodução / Instagram / rosefernandesartista

As artistas baianas Rose Fernandes, Sol Meira e Aila Fernandes participaram da exposição internacional Arts Sans Frontieres 2026, levando para a França a cultura do interior baiano por meio de suas obras. O trabalho das artistas ficou exposto entre os dias 16 e 29 de outubro na comuna francesa de Ansouis, região histórica no sul do país, ao lado de outros trabalhos brasileiros e internacionais.

 

Rose e Aila Fernandes, mãe e filha, representaram o município de Guanambi na exposição, levando diferentes olhares sobre o sertão nordestino e suas faces. Enquanto Rose pinta paisagens e estampas em óleo, acrílico, aquarela e pastel, sua filha mostra a realidade por meio de suas lentes fotográficas.

 

Já Sol Meira, de Macaúbas (BA), levou à mostra a série fotográfica “A Natureza por um Fio”, composta por 10 imagens que tratam de temas ecológicos e naturais.

 

A exposição coletiva reuniu pinturas, fotografias e xilogravuras de diferentes nações, estimulando o intercâmbio cultural entre os artistas selecionados.

 

Para Rose Fernandes, participar do evento validou sua trajetória como artista, uma vez que foi a Ansouis anteriormente a passeio e, dois anos depois, retornou como expositora. “Somos três artistas que representaram a Bahia nessa exposição. Gratidão a Deus e à minha família por levar a arte brasileira cada vez mais longe”, escreveu Rose nas redes sociais.

 

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Menino de 11 anos do sertão baiano é aprovado no Bolshoi após pesquisar seleção por conta própria

Um menino de 11 anos de Riachão do Jacuípe, no sertão baiano, está prestes a dar um passo importante para realizar o sonho de se tornar bailarino profissional: Arthur Silva Morais Rocha foi aprovado na seleção da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, em Joinville, Santa Catarina, e vai ingressar na instituição em 2027.

 

A apuração é do portal G1 Bahia.

 

A aprovação na escola, uma das mais prestigiadas no segmento, foi divulgada no dia 17 de outubro. Mas a relação de Arthur com a dança começou antes mesmo das primeiras aulas de balé.

 

Segundo a mãe dele, Juliana Bispo da Silva, em entrevista ao portal g1, o menino sempre gostou de se movimentar e costumava acompanhar vídeos de pessoas dançando na internet. Desde pequeno, tinha uma rotina agitada e gostava de praticar diferentes atividades físicas.

 

Aos 9 anos, decidiu procurar aulas de balé por conta própria. Arthur foi até a única escola da modalidade em Riachão do Jacuípe, a Criativa Ballet & Arte, e manifestou interesse em participar das aulas.

 

A primeira aula aconteceu em fevereiro de 2024. Inicialmente, ele foi colocado no primeiro grau, mas a professora percebeu sua facilidade com a dança e o transferiu para o segundo.

 

Arthur também conseguiu uma bolsa de estudos. De acordo com a mãe, a professora tinha interesse em contar com um menino entre os alunos da turma.

 

Apesar de ouvir comentários de pessoas da cidade de que balé era uma atividade destinada exclusivamente a meninas, Arthur encontrou na internet referências de bailarinos e passou a enxergar novas possibilidades. Ele tinha ainda o apoio da família.

 

DA BAHIA Á JOINVILLE

Depois de começar as aulas, Arthur passou a buscar informações sobre como ingressar no Bolshoi. Ele pesquisava na internet quando haveria seleções na Bahia e descobriu uma pré-seleção em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).

 

Depois, convenceu a mãe a fazer a inscrição. A primeira etapa ocorreu em junho, e Arthur foi selecionado cinco dias depois. "Enquanto eu não fiz a seleção, Arthur não me deixou em paz", lembrou Juliana.

 

Com a aprovação na pré-seleção, ele seguiu para Joinville, onde participou de duas etapas: uma avaliação física e outra artística. Foi aprovado nas duas.

 

A mãe contou ao g1 que a aprovação foi um momento de muita emoção. Na ocasião, estavam apenas os dois, enquanto os demais familiares acompanhavam o resultado à distância, na expectativa de receber notícias.

 

Arthur também se surpreendeu ao descobrir que havia conquistado a vaga. "Quando a gente vê o nosso nome ali, no resultado, passa um monte de coisa na cabeça, de tudo que aconteceu até chegar aquele momento".

 

A MUDANÇA

A aprovação representa uma conquista importante, mas também traz desafios para Arthur e a família. Para ingressar na escola, ele precisará se adaptar à rotina em Joinville, cidade que tem características diferentes das de Riachão do Jacuípe.

 

Juliana conta que esteve recentemente em Santa Catarina por quatro dias e pretende passar inicialmente cerca de dois meses na cidade para acompanhar a adaptação do filho.

 

A principal preocupação, segundo ela, é financeira. A família pretende organizar uma campanha de arrecadação e buscar apoio da prefeitura para ajudar a custear as despesas dessa nova etapa.

 

Arthur também já pensa no que vai deixar para trás. Além dos familiares e amigos, ele afirma que sentirá falta da cultura da cidade onde nasceu e até mesmo do calor da Bahia.

 

SONHO DE SER BAILARINO PROFISSIONAL

Mesmo diante das mudanças que estão por vir, o garoto mantém os planos para o futuro. O menino quer aproveitar a oportunidade de estudar no Bolshoi para aprimorar a técnica e construir uma carreira na dança. "O meu maior sonho já foi realizado, que era passar nessa etapa da seleção nacional do Bolshoi. E eu quero chegar a ser um bailarino de alto nível, que viaja vários países", projeta o garoto.

Pena Cal Galeria participa da ArtPE com obras de Edineusa Bezerril e Nathalia Valladares
Foto: Divulgação

A Pena Cal Galeria, comandada por Eva Pena Cal, participa da 5ª edição da ArtPE – Feira de Arte Contemporânea de Pernambuco, no Recife, com obras de Edineusa Bezerril e Nathalia Valladares. A feira, que começou na última quarta-feira (14) e segue até este domingo (18), conta com a participação da galeria pelo segundo ano consecutivo, com um acervo que inclui pinturas, cerâmicas e esculturas têxteis.

 

Entre os destaques estão os trabalhos de Edineusa, conhecida por suas esculturas em cerâmica, denominadas “urbanistas”, e por suas pinturas. Em suas obras, a artista investiga a construção da imagem, explorando relações de luz, cor, volume e camadas de tinta sobre tela e papel. Pernambucana radicada no Rio de Janeiro, ela propõe, nas peças expostas, um diálogo entre memória e imaginação.

 

Já a baiana Nathalia Valladares leva ao acervo esculturas têxteis tridimensionais que combinam bordado manual, madeira, cerâmica e resíduos de tecidos e couro. Inspiradas em móbiles e nas florestas tropicais brasileiras, suas peças convidam o público a refletir sobre sustentabilidade a partir de suas interações temáticas.

 

Com 25 anos de atuação, a Pena Cal Galeria foi fundada em Salvador e trabalha com artistas de diferentes vertentes. Na ArtPE, a galeria apresenta obras que exploram linguagens e materiais distintos, da pintura à cerâmica e à escultura têxtil.

 

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Primavera dos Museus amplia acesso à cultura em todo o país e reúne museus baianos em programação nacional
Foto: Divulgação / MAC_BAHIA

Museus de Salvador e de outras cidades da Bahia participam, a partir desta segunda-feira (21), da 20ª Primavera dos Museus, iniciativa promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). A programação segue até o dia 27 de setembro e reúne instituições de todo o país em torno do tema “Museus para Todas as Pessoas”.

 

Na Bahia, 143 museus estão inscritos na iniciativa, sendo 51 deles em Salvador. Entre os espaços participantes na capital baiana estão o Memorial Casa do Rio Vermelho, o Museu Casa da Música da Bahia, a Casa do Carnaval da Bahia, o Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC_BAHIA) e a Casa do Benin, Memorial Mãe Menininha do Gantois, entre outros equipamentos culturais.

 

O Memorial Casa do Rio Vermelho, por exemplo, terá atividade de visita mediada ao jardim do espaço, com abordagem sobre biodiversidade, espiritualidade, preservação ambiental e saberes tradicionais. A atividade está prevista para quinta-feira (24) e tem participação gratuita.

 

O MAC_BAHIA também integra a programação da Primavera dos Museus. No dia 26, o espaço, localizado no bairro da Graça, receberá uma atividade gratuita de xadrez promovida em parceria com o coletivo Cavaleiros do Centro e a Primeira Liga de Xadrez do Lobato.

 

ACESSO À CULTURA

A iniciativa ocorre em um cenário de baixa frequência da população brasileira a museus. Segundo pesquisa da Fundação Itaú, apenas 16% dos brasileiros visitaram um museu nos 12 meses anteriores a 2025. No mesmo período, 26% frequentaram um centro cultural. O acesso é ainda menor entre pessoas de faixas de renda mais baixas.

 

A Primavera dos Museus busca aproximar essas instituições da sociedade e ampliar as oportunidades de contato da população com espaços de memória, patrimônio e cultura. Em 2026, a programação cadastrada pelo Ibram inclui exposições, palestras, oficinas, seminários, rodas de conversa, visitas mediadas e ações educativas.

 

TEMA DE 2026

Com o tema “Museus para Todas as Pessoas”, a edição deste ano propõe discutir as barreiras que ainda dificultam o acesso e a participação de diferentes públicos nos museus. A proposta considera não apenas questões relacionadas à acessibilidade física, mas também barreiras comunicacionais, sociais e simbólicas.

 

O Ibram destaca ainda temas como diversidade, representatividade, direito à memória, participação e pertencimento. A ideia é estimular as instituições a fortalecerem a relação com as comunidades e possibilitar que os visitantes reconheçam nos acervos e patrimônios elementos relacionados às próprias histórias e culturas.

 

A programação completa da 20ª Primavera dos Museus pode ser consultada na plataforma Visite Museus, do Ibram.

Rita Moscone e Angélica Moreira estreiam exposição “Horizontes da Memória” na AL-BA
Fotos: Divulgação

O  Espaço Cultural do Saguão Josaphat Marinho, na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) recebe, entre os dias 21 e 29 de setembro, a exposição “Horizontes da Memória”, que reúne obras das artistas Rita Moscone e Angélica Moreira. A mostram propõe um diálogo entre as paisagens criadas pelas duas, a partir de suas diferentes experiências e formas de perceber o mundo.

 

A aproximação entre as artistas surgiu das afinidades na maneira de encontrar inspiração e transformar vivências em pintura. “O encontro com a Angélica foi algo que pareceu programado. De repente e rapidamente conheci alguém com tantas afinidades que, logo, estávamos criando o horizontes da memória”, declarou Rita em conversa com o BN Hall.
 

Foto: Divulgação
 

Os trabalhos apresentados na exposição refletem parte das referências que orientam a produção de Rita. Daltônica, a artista relata uma relação particular com as cores e destaca a presença do amarelo em suas obras. “O amarelo em todos os tons fica muito aparente para mim. Talvez por isso a minha preferência e quase fixação em pores do sol”, afirma.

 

A contemplação também ocupa espaço em seu processo criativo. “Gosto de observar o momento em que o caos se transforma em poesia: Quando a luz encontra a matéria, o vento encontra o mar e a intensidade da vida se revela em cada forma”, explica. Entre suas obras estão “SP depois da chuva”, pautada na frieza do concreto, e “A hora azul”, voltada à luz e ao calor do litoral soteropolitano.

 

Foto: Divulgação

 

Já Angélica Moreira desenvolve seu trabalho artístico a partir de experiências na literatura e na terapia integrativa. Autora dos livros “Depois da Chuva” e “Conversa de Quintal”, a baiana afirma que sua relação com a arte começou na infância, quando acompanhava a avó durante o processo de pintura. “Hoje literatura, terapia e artes visuais se encontram em minha trajetória de maneira natural”, afirma.

 

A artista consolidou sua formação artística formal em 2025, sob a orientação de Chico Maia.

 

 

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Morre Aracy Amaral, crítica de arte que estudou o modernismo no país, aos 96
Foto: André Seiti / Divulgação

Morreu, aos 96 anos, a crítica de arte, curadora e historiadora Aracy Amaral, a maior especialista na obra de Tarsila do Amaral no país e que foi pioneira ao ocupar cargos em instituições culturais numa época em que mulheres raramente chegavam a postos de comando na área.

 

O anúncio da morte foi feito por amigos e familiares nesta terça-feira (15), mas a causa da morte não foi divulgada. Amaral será velada no cemitério Parque Morumby, a partir das 14h, e sepultada na sequência, às 17h.

 

Amaral ganhou destaque no setor graças à ampla pesquisa sobre modernismo brasileiro. Em 1969, se tornou mestre em história da arte pela Universidade de São Paulo com o trabalho "As Artes Plásticas na Semana de 22", livro que se tornaria referência nos estudos da área na década seguinte.

 

Em 1975, Amaral foi responsável pela primeira grande catagolação da obra de Tarsila, na públicação "Tarsila: Sua Obra e Seu Tempo". Décadas depois, em 2008, a historiadora supervisionou a criação do catálogo raisonée da modernista, considerado a compilação definitiva de sua produção artística.

 

Enntre outras obras de sua autoria estão "Blaise Cendrars no Brasil e os Modernistas", "A Hispanidade em São Paulo: Da Casa Rural à Capela Santo Antônio", "Arte e Meio Artístico: Entre a Feijoada e o X-Burger" e "Arte Para Quê? A Preocupação Social na Arte Brasileira". Ela ainda organizou "Correspondência: Mário de Andrade e Tarsila do Amaral".

 

Ela assumiu a direção técnica da Pinacoteca do Estado de São Paul entre 1975 e 1979. No cargo, foi responsável pela renovação do museu e a ampliação de seu diálogo com instituições e figuras do restante da América Latina. Em 1982, assumiu o mesmo cargo no Museu de Arte Contemporânea, o MAC USP.

 

Enquanto jornalista e pesquisadora, colaborou com veículos como este jornal, além de O Estado de S. Paulo, o Correio da Manhã e a nova-iorquina Arts Magazine. Nos anos 1970, teve um programa diário sobre artes plásticas na rádio Joven Panm em São Paulo.

 

As pesquisas de Amaral serviram de base para dezenas de exposições em instituições renomadas do país. Uma delas foi o 34º Panorama da Arte Brasileira do Museu de Arte Moderna, o MAM, em 2015. "Da Pedra da Terra Daqui" expôs obras de artistas convidados, como Cildo Meireles e Cao Guimarães, em diálogo com a arte pré-histórica.

 

Amaral teve um filho, Andre Toral, com o artista chileno Mario Toral. Ela deixa também duas netas.

Casa Divino reúne moda autoral, arte e experiências no Santo Antônio Além do Carmo
Foto: Divulgação

Moda, arte, design e encontros dividem espaço na Casa Divino, novo endereço criativo instalado em um casarão no bairro do Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador. Com vista para a Baía de Todos-os-Santos, o espaço abriga as lojas físicas e os ateliês das marcas baianas Areia, voltada à moda, e Divino Ammor, especializada em decoração e arte brasileira, além de receber eventos intimistas mediante agendamento.

 

A proposta é integrar criação, produção e convivência em um mesmo ambiente. Na Areia, o público encontra peças assinadas pelo designer Adailton Jr., que aposta em uma estética contemporânea inspirada na identidade baiana e já vestiu artistas como João Gomes, O Kannalha e Fabrício Boliveira. Já a Divino Ammor reúne objetos produzidos com fibras, madeira e outros elementos naturais. O atendimento nas lojas e nos ateliês é realizado mediante agendamento pelo perfil @acasadivino no Instagram.

 

Desde abril deste ano, a Casa Divino também passou a receber clientes e convidados para experiências gastronômicas e encontros em petit comité. A iniciativa surgiu de forma espontânea, a partir do interesse de amigos e frequentadores, e ampliou a atuação do espaço para além da moda e do design.

 

Segundo Adailton Jr., a proposta é consolidar a Casa Divino como um ambiente de convivência e produção cultural no Centro Histórico de Salvador. “Recebemos, no coração de Salvador, amigos e clientes que se conectam com a Areia e a Divino Ammor. É um espaço vivo, repleto de arte e design, pensado para acolher com afeto. As lojas dialogam com o centro da cidade e reforçam o sentimento de pertencimento às nossas origens”, afirma.

 

Para o verão, o espaço prevê a ampliação das atividades, com a ocupação de novos ambientes do casarão e a realização de recepções intimistas voltadas à cultura, à arte e à criação.

 

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Exposição gratuita reúne obras de grandes nomes da arte brasileira e vira opção cultural no feriadão em Salvador
Foto: Vicente de Mello

Quem pretende aproveitar o feriadão de Corpus Christi em Salvador e busca uma programação cultural gratuita pode incluir a exposição Paisagens em Travessia no roteiro. Em cartaz na CAIXA Cultural Salvador, no Centro da capital baiana, a mostra reúne mais de 40 obras de importantes nomes da arte brasileira e segue aberta à visitação até 16 de agosto.

 

Entre os artistas presentes na exposição estão nomes consagrados como Cândido Portinari, Adriana Varejão, Djanira, Anna Bella Geiger e Siron Franco. O público pode conferir pinturas, esculturas, gravuras, fotografias e instalações que abordam temas como devastação ambiental, ancestralidade, justiça climática e os impactos da exploração dos territórios.

 

A mostra foi aberta oficialmente na última quarta-feira (27), em evento que reuniu convidados, artistas e os curadores Daniel Barretto e Daniela Matera. Desde quinta-feira (28), a visitação foi liberada gratuitamente ao público.

 

A proposta curatorial busca provocar reflexões sobre as relações entre natureza, território, memória e futuro, além de discutir diferentes formas de perceber e transformar as paisagens ao longo do tempo.

 

O percurso expositivo está dividido em cinco núcleos temáticos: O corpo da arte, Paisagem, utopia, distopia, O eclipse que está por vir, Imaginar o porvir e Aprender a viver com os vivos. Segundo os curadores, a proposta é ampliar a compreensão da paisagem para além da representação da natureza, incluindo também aspectos históricos, políticos e afetivos.

 

A exposição acontece na CAIXA Cultural Salvador, localizada na Rua Carlos Gomes, no Centro, com visitação gratuita de terça-feira a domingo e feriados, das 9h às 18h.

 

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Fábrica Cultural oferece serviços gratuitos a empreendedores criativos em Salvador
Foto: Meneson Conceição

Uma nova oportunidade para os empreendedores da economia criativa de Salvador foi anunciada. A Fábrica Cultural está oferecendo atendimentos profissionais em audiovisual, fotografia, design gráfico e redação publicitária voltados para pequenos negócios criativos da área de comunicação.

 

Esses serviços são voltados para marcas autorais, produtores culturais e artistas que desejam ampliar sua presença no mercado e nas redes sociais, com o intuito de alavancar pequenos negócios da área, e são totalmente gratuitos, sem necessidade de edital ou qualquer tipo de seleção. Quem deseja contratar esses atendimentos deve fazer isso até julho, através de um formulário. Todo empreendedor criativo que realizar o cadastro tem direito ao atendimento e pode solicitar mais de um serviço, de acordo com as necessidades do seu negócio.

 

Entre os serviços disponíveis estão: produção de vídeos institucionais de até dois minutos, ensaios fotográficos profissionais, criação de peças gráficas digitais e impressas, além de conteúdos publicitários para divulgação de marcas e portfólios.

 

Inscrições:

Os interessados podem realizar cadastro gratuitamente pelo formulário: bit.ly/fabricaservicos

Jovem artista de 18 anos estreia primeira exposição individual em Salvador
Foto: Divulgação

Aos 18 anos, o artista baiano Chico Santana estreia sua primeira exposição individual no dia 25 de abril, em Salvador, marcando sua entrada oficial na cena cultural da cidade. A mostra reúne cerca de 20 pinturas em tinta acrílica sobre tela e apresenta um conjunto de obras voltadas à representação da figura humana, com foco em expressões, gestos e atmosferas do cotidiano.

 

Autodidata, o jovem artista desenvolve sua produção desde a infância e, agora, apresenta ao público um trabalho que busca traduzir percepções pessoais e experiências do dia a dia. As telas revelam um percurso ainda em construção, mas que já aponta para uma identidade visual definida e um interesse recorrente por retratos e estudos de personagens.

 

Com curadoria de Rody Carvalho, a exposição propõe um olhar sobre esse processo criativo inicial, destacando a relação entre técnica e sensibilidade nas obras. Segundo Chico Santana, a pintura funciona como uma forma de organizar pensamentos e emoções, reunindo referências da cidade e vivências pessoais em composições de caráter íntimo.

 

A abertura contará com apresentação da cantora baiana Cacá Magalhães e marca também a atuação do Escritório do Pensamento, produtora cultural responsável pela realização. A iniciativa reforça o investimento em novos artistas e amplia o espaço para jovens nomes na produção contemporânea baiana.

 

A mostra permanece em cartaz por três meses, com visitação gratuita.
 

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Ibirataia recebe o 16ª Edição do Festival dos Homens de Barro com oficinas e shows
Foto: Reprodução / Selma Calheira

O município de Ibirataia se prepara para a 16ª edição do Festival dos Homens de Barro, um dos maiores eventos culturais da sul da Bahia. Previsto para os dias 17 e 20 de setembro, o festival celebra a arte, a identidade local e a criatividade. A música também terá destaque no evento, com shows nos dias seguintes nos dias 19 e 20.

 

A artesã Selma Calheira utiliza o material como símbolo de resistência e pertencimento, já reconhecido como patrimonio material do estado. As esculturas, moldadas no barro e finalizadas em fogo, representam a força e a resiliência do povo da região.

 

Imagem da artista | Foto: Reprodução / Selma Calheira

 

A programação de quatro dias inclui uma variedade de atividades, como exposições, oficinas, uma feira de economia criativa e um festival gastronômico. Um dos momentos mais aguardados é a tradicional Queima dos Homens de Barro, realizada em um forno gigante, que oferece um espetáculo visual e emocional ao público.

 

Além de valorizar a tradição, o festival foca no futuro. Oficinas exclusivas de cerâmica e atividades lúdicas serão oferecidas para crianças da rede municipal, enquanto empreendedores locais poderão participar de workshops sobre Turismo Cultural e Marketing Digital, visando o fortalecimento dos negócios criativos da região.

 

Imagem de manifestação artística na última edição | Foto: Reprodução / Selma Calheira

 

A sexta-feira será dedicada a artistas locais, unindo arte e gastronomia. No sábado, a programação musical é intensa, com apresentações que vão do forró dançante de Acordeana a performances de Bumba Meu Boi e Capoeira. O ponto alto da noite será o show de Pedro Pondé, com encerramento da Banda Quizila.

Salvador recebe projeto que transforma ruas da capital em galerias de arte
Foto: Divulgação

A capital baiana foi contemplada com a primeira etapa do projeto 'Tem Arte nas Rua', que levará para as ruas intervenções artísticas a comunidades de Salvador.

 

O projeto, apresentado pelo Ministério da Cultura, Nubank e Larco, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio do Nubank e Larco, e realização da Maré Produções, Ministério da Cultura e Governo Federal – União e Reconstrução, celebra a arte urbana e a identidade cultural.

 

“O projeto nasceu do desejo de transformar o espaço público em palco e galeria, levando arte para onde as pessoas estão. Acreditamos que cultura acessível fortalece vínculos, valoriza talentos e ressignifica a cidade como um lugar de encontro, expressão e pertencimento”, disse a diretora-executiva da Maré Produções, Fernanda Bezerra. 

 

A iniciativa ainda oferecerá oficinas de grafite em parceria com instituições locais, disponibilizando até 150 vagas para diferentes faixas etárias, com foco na valorização da arte urbana e no desenvolvimento de habilidades criativas.

 

As primeiras obras serão realizadas de 26 de maio a 7 de junho no bairro do Curuzu, em parceria com o Ilê Aiyê.  O projeto 'Tem Arte Nas Ruas' ainda segue para o São João do Cabrito e encerra no bairro do Uruguai. 

VÍDEO: Igor Kannário alfineta radialista de Itabuna em entrevista: "Não gostei muito da entrevista desse cara"
Foto: Reprodução / Blog do Políticos do Sul da Bahia

O cantor Igor Kannário, em entrevista na última sexta-feira (21), alfinetou o radialista Alex de Souza, conhecido em Itabuna, ao criticar o foco do profissional em política em vez de arte. "De política não temos mais o que falar, a gente sabe que essa p*rra não vai mudar", declarou Kannário.

 

Veja o momento:

 

Em vídeo gravado pelo parceiro do Bahia Notícias, o Blog dos políticos do Sul da Bahia, é possível ver momento em que ao ser questionado sobre sua candidatura anterior, o cantor respondeu de forma rápida: "Não gostei muito da entrevista desse cara. A gente está falando de arte, e ele veio falar de política", alfinetou. 

 

Vale lembrar que o radialista mencionou a trajetória política de Kannário, ex-deputado federal e, mais recentemente, candidato derrotado à Câmara de Vereadores de Salvador.

 

Artistas baianos marcam presença na exposição “Indomináveis Presenças” em São Paulo
Foto: Divulgação

A exposição “Indomináveis Presenças”, em cartaz até 7 de abril no CCBB São Paulo, reúne 16 artistas de todo o Brasil e coloca em evidência as perspectivas negras, indígenas e LGBTQIAPN+ nas artes. Com curadoria de Luana Kayodè e Cinthia Guedes, a mostra celebra a diversidade e a força da arte contemporânea, apresentando um olhar disruptivo, inclusivo e transformador sobre identidade e história. Entre os destaques da exposição estão vários artistas baianos, cujas obras dialogam com temas como ancestralidade, resistência e a representação de corpos marginalizados.

 

A exposição reúne 114 obras de diferentes linguagens, incluindo fotografias, esculturas, pinturas e até criações com inteligência artificial. Dentre os artistas baianos presentes, se destacam nomes como Bernardo Conceição, Bixa Tropical, Edgar Azevedo, Helen Salomão, Juh Almeida, Lucas Cordeiro e Mayara Ferrão, cujos trabalhos trazem visibilidade da arte baiana no cenário contemporâneo.

 

O artista Bernardo Conceição, conhecido por sua obra que questiona os limites da percepção visual, traz para a exposição obras que propõem uma nova forma de entender a arte e o mundo. Suas criações destacam o corpo negro e a religiosidade afro-brasileira, sempre com uma abordagem sensível e desafiadora. Já Bixa Tropical, com suas obras vibrantes e coloridas, resgata o tropicalismo e desafia normas culturais, oferecendo uma arte que celebra a liberdade corporal e ressignifica a identidade nacional.

 

Edgar Azevedo também figura entre os representantes baianos, com seu trabalho fotográfico que transita entre o real e o imaginário. Suas imagens capturam a diversidade humana, explorando temas como a construção da representatividade positiva da pele negra. Já Helen Salomão e Juh Almeida trazem suas poéticas visuais carregadas de simbologia e reflexão. Helen, com suas fotografias, lida com temas de ancestralidade, memória e celebração dos corpos negros, enquanto Juh constrói novos imaginários afro-visuais através do cinema e da fotografia.

 

Lucas Cordeiro, com seu trabalho que explora espiritualidade e ancestralidade, utiliza tanto a escultura quanto a fotografia para construir narrativas visuais de grande impacto. Já Mayara Ferrão, que faz uma investigação sobre o uso de inteligência artificial na arte, mergulha em questões afro-brasileiras, trazendo à tona discussões sobre o futuro da arte e da tecnologia. 

 

Com um forte foco nas questões identitárias e sociais, a mostra oferece uma visão das novas gerações de artistas que, com suas obras, transformam a forma como o Brasil é visto e representado no cenário das artes visuais.

 

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Exposição Trans Laerte apresenta arte de Laerte Coutinho no MAC Bahia
Fotos: Divulgação

A partir da próxima sexta-feira (13), o Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC Bahia), em Salvador, abre suas portas para a exposição Trans Laerte. A exposição apresenta o trabalho da cartunista Laerte Coutinho. A mostra, com entrada gratuita, poderá ser visitada de terça a domingo, das 10h às 20h e ficará em cartaz até o dia 23 de fevereiro de 2025. A inauguração oficial será realizada no dia 12 de dezembro, às 19h, também aberta ao público.

 

Composta por cartuns, tirinhas e charges, a exposição traz um recorte da produção de mais de cinco décadas de carreira da artista, considerada uma das mais importantes do Brasil, e é fruto de um projeto contemplado pelo Edital Funarte das Artes 2023. O projeto conta com curadoria de Nobu Chinen, pesquisador e especialista em quadrinhos. O público poderá mergulhar nas questões sociais, políticas e de gênero que marcaram sua trajetória, refletindo sobre a produção que acompanha as transformações do Brasil e do mundo.

 

A exposição tem como objetivo promover uma reflexão crítica sobre temas que estiveram presentes na obra de Laerte ao longo dos anos, com ênfase em sua visão política e seus questionamentos sobre a existência humana. A partir de 2005, a artista passou a abordar questões mais filosóficas e sociais, distantes do humor com personagens fixos que marcaram seus primeiros trabalhos.

 

 

Os visitantes serão convidados a vivenciar a exposição de forma multissensorial, imersa nas criações de Laerte, que incluem desde seus primeiros passos na revista amadora Balão, na década de 1970, até suas produções mais recentes. A proposta interativa visa engajar os visitantes de forma única, permitindo que eles se conectem com o conteúdo de maneira intensa e pessoal.

 

A reunião das obras também conta com o trabalho da arquiteta Ana Kalil, responsável pelo projeto expográfico, que teve o desafio de condensar cerca de 400 trabalhos da cartunista. Ela compartilha que a curadoria foi um exercício inquietante, tentando traduzir o espírito revolucionário e a liberdade de expressão presentes nas obras de Laerte. “Pensar em uma exposição sobre Laerte foi inquietante. Como trazer esse espírito revolucionário e livre para uma exposição? Como fazer com que os personagens "pulem" das histórias? Tudo foi feito com muito cuidado e alguma ousadia”, afirmou Kalil.

 

A mostra também inclui trabalhos de teor filosófico que refletem as transformações internas de Laerte, especialmente após sua reflexão sobre identidade de gênero, que culminou com a sua revelação como mulher trans em 2009. Essa nova fase de sua produção explora de forma mais aprofundada questões de direitos humanos, sexualidade e identidade.

 

 

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Representando o Vale do Capão, artista baiano participa do 67º Salão de Arte da Bahia
Foto: Divulgação

O artista visual Morais Nascimento, mais conhecido como Mad, participará do 67º Salão de Artes da Bahia, em Irecê, representando o Vale do Capão. Sua obra surrealista Anéis de Luz, uma pintura em acrílica sobre tela, estará em exposição até o dia 20 de dezembro de forma gratuita, na Praça Céu, na Rua Zeca Batista.

 

A obra traz uma reflexão sobre a identidade humana, simbolizada por seres sem rosto com anéis no pescoço, que representam como as pessoas se apegam às suas identidades limitantes. O candeeiro aceso na pintura simboliza a iluminação ou a busca pela verdade interior.

 

A exposição será aberta ao público de quarta a sexta-feira, das 16h às 20h, e aos sábados, das 10h às 14h. No dia 21 de novembro, Mad participará de um bate-papo com outros artistas, promovendo a troca de experiências.

 

Sobre sua participação, o baiano, que reside no Vale do Capão há 9 anos, se sente honrado em representar a diversidade da região e espera que sua obra provoque reflexões e inspire mudanças. "Fazer parte deste Salão é um reconhecimento da minha trajetória e um momento de conexão com outros artistas e o público", declarou.

 

Iniciado em novembro deste ano, o 67º Salão de Artes da Bahia acontece até janeiro de 2025 e é uma oportunidade para o público se conectar com o que há de mais atual na produção artística do estado. Além das exposições, o evento oferece encontros formativos com artistas e promove reflexões sobre temas contemporâneos da cultura baiana.

 

 

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Artistas baianos são destaque em principal evento de arte da América Latina
Foto: Divulgação

A Acervo Galeria de Arte, de Salvador, mais uma vez marca presença na SP-Arte 2024, o principal evento de arte da América Latina, que ocorrerá de 3 a 7 de abril no Pavilhão da Bienal, em São Paulo. Completando duas décadas de existência, a SP-Arte tem sido um catalisador crucial para a profissionalização, expansão e promoção do mercado artístico nacional.

 

Na edição deste ano, os galeristas Ricardo Portela e Denny Venegeroles estarão exibindo uma seleção do portfólio da Acervo, com foco especial em obras de artistas baianos, como Almandrade, Aurelino dos Santos, Dedé Lins e Juraci Dórea.

 

Além desses talentos locais, a galeria também apresentará obras de destaque do artista pernambucano Montez Magno.

 

 

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Publicitário dá toque de baianidade a obras com argila e cria fitinhas do Bonfim em cerâmica
Fotos: Divulgação

As fitinhas do Bonfim, símbolos icônicos de fé e proteção na cultura baiana, ganham uma nova forma nas mãos do publicitário e artista plástico Bruno Pamponet. Inspirado pela essência marcante do mar e sua profunda conexão com a baianidade, Bruno incorpora esses elementos simbólicos em cada peça que cria.

 

 

Em conversa com o BN Hall, o artista compartilhou sua trajetória que mescla a publicidade com a expressão artística. “Fiz design gráfico e trabalhei com criação de marcas. Porém, em paralelo, sempre estive envolvido com algumas coisas artísticas. Na época, estampava tecidos e fazia aplicações manuais. Estou sempre criando algo. A cerâmica, na verdade, foi algo que despertou minha curiosidade no ano passado. É algo recente para mim. Comprei algumas argilas, comecei a modelar, gostei e passei a produzir de verdade. Me identifiquei muito e tenho uma enorme facilidade”, compartilhou.

 

 

Para Bruno, o processo de modelagem com argila é terapêutico, representando também um desafio particular por ser uma pessoa neurodivergente. “Tem que ter paciência e saber o tempo certo. Logo eu que tenho TDAH nível 9 e autismo nível 1. Tem hora que para me concentrar ou fazer algo é realmente necessário focar ali e fazer um trabalho programado. [...] Não sei bem explicar, mas acho que o TDAH dá essa coisa de realmente ter um turbilhão de pensamentos e sempre consigo tirar boas ideias”, explicou.

 

O artista, orgulhosamente baiano, expressa sua essência na arte, influenciado pela cultura e pela natureza da Bahia. Com um forte vínculo com o mar, Bruno revelou estar preparando uma edição limitada de fitinhas para Iemanjá.

 

“Sou baiano raiz. Morei 10 anos no Rio, acumulei experiências de lá, mas ter saído daqui me fez ser mais baiano e ter mais orgulho do meu estado. Eu adoro. Sempre haverá algo de baianidade na minha arte, é a minha essência. Sou apaixonado pelo mar, algo que me acalma. Falo do mar com toda a sua abundância de peixes e água, incluindo a relação com a nossa baianidade, como o Rio Vermelho e a Casa de Iemanjá”, afirmou.

 

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MP move ação para preservação das obras doadas de Frans Kracjberg
Foto: Leonardo Aversa

O Ministério Público estadual (MP-BA) ajuizou, nesta segunda-feira(04), uma ação civil pública contra o Estado da Bahia para garantir o cumprimento dos encargos previstos na escritura pública de doação do patrimônio do artista Frans Kracjberg. Em 2009,  o artista, que vivia no município de Nova Viçosa, doou todos os seus bens ao Estado. 

 

De acordo com o promotor de Justiça Fábio Fernandes Corrêa, desde o momento da doação, após a sua morte em 2017, "poucas ações efetivas foram tomadas pelo Estado para a preservação desses bens". Entre os bens sob a responsabilidade do Estado estão seus bens móveis, imóveis e todo o acervo composto por escrituras e obras de arte, em caráter irrevogável e irretratável, com cláusula de usufruto em seu próprio benefício. No entanto, o promotor aponta que apurações do MP indicam a falta de conservação das obras do artista e o risco de perecimento delas. 

 

A ação do promotor delimita que no prazo de três meses, o Estado apresente um plano de gestão para conservação do Sítio Vergara e do Sítio Natura, que deve ser propagado enquanto bem cultural e ter efetivado o Museu Artístico e Ecológico, com indicação do cronograma da execução das atividades, inclusive com o retorno das obras do artista. Além disso, que indique as ações que serão realizadas na casa de Frans Kracjberg, que foi demolida pelo Município de Nova Viçosa, com a sua eventual restauração.

 

O promotor de Justiça registrou ainda que todas as obras do artista do Sítio Natura, em Nova Viçosa, atualmente estão armazenadas no Museu Wanderley Pinho-Caboto, em Candeias. "No entanto, não há notícia sobre o término da catalogação e das ações de restauro necessárias às obras danificadas”, afirma. Ele destaca que "Frans Kracjberg é um artista de referência internacional e sempre quis que o Estado da Bahia preservasse e divulgasse as suas obras, que são um protesto contra a destruição da natureza. Infelizmente, o Estado está sendo omisso quanto às suas obrigações com consequências irreversíveis a esse patrimônio cultural."

 

O MP solicitou ainda que, quando julgada a ação, além de determinar a execução de plano de gestão, obrigue o Estado a realizar a higienização, embalagem e catalogação do acervo; fiscalização em relação a supostas falsificações de autenticações e obras do artista; apresentação de atividades da Fundação Museu Frans Kracjberg, criado por lei estadual, e um plano de comunicação à população de Nova Viçosa no tocante às ações envolvendo as suas obras e ao Museu; dentre outras medidas.

Artista baiana Ana Laura Lacerda expõe obras com conchas e búzios como matérias-primas
Foto: Divulgação


A artista baiana Ana Laura Lacerda irá expor suas obras no Salão Náutico Salvador – Grand Pavois, entre os dias 14 e 19 de novembro, na Bahia Marina. No evento, ela promoverá a mostra que transforma a beleza das conchas e búzios do mar em obras de arte tridimensionais. 

 

“O mar é minha grande paixão. Antes de namorar, eu já amava o mar”, confessa a artista.

 

Hoje, Ana Laura Lacerda tem 62 anos. A mesma paixão pelo mar. “Acabei dando uma pausa por conta das demandas de trabalho, filhos e netos. Estou feliz por voltar a me dedicar a minha arte”, celebra. A matéria-prima prioritária vem da Baía de Todos os Santos. Em algumas criações artísticas, Ana Laura usa também conchas de outros países, vindas da África, Indonésia, Filipinas e Japão. 

 

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Artista visual Raiana Britto celebra a cultura e a fé da Bahia em suas obras
Foto: Reprodução / Instagram

A Bahia é conhecida mundialmente por suas festas populares vibrantes, suas tradições culturais ricas e sua espiritualidade única. Neste cenário, a designer e artista visual baiana Raiana Britto busca apresentar a essência e a beleza destas celebrações por meio do seu trabalho. Natural de Salvador e criada em Feira de Santana, iniciou sua carreira profissional em 2017 e começou a ganhar notoriedade quando ingressou no mundo digital em 2020.

 

 

Em entrevista ao BN Hall, Raiana contou que o foco do seu trabalho está nas ilustrações e colagens, mas ela também desempenha serviços de criação de peças gráficas, incluindo logotipos, cards, capas de música e livros, entre outros. Além disso, a artista se destaca como designer de estampas, incorporando em suas criações elementos que representam também o protagonismo negro.

 

Recentemente, Raiana produziu peças para a nova campanha da TV Aratu, afiliada do SBT na Bahia. Intitulada “Festas Populares”, a ação busca promover a cultura do estado e se aproximar do público local. Em sua programação, a emissora fará a cobertura dos principais festejos que movimentam as cidades: Santa Bárbara, Conceição da Praia, Bom Jesus dos Navegantes, Lavagem do Bonfim e Festa de Iemanjá.

 

 

De acordo com o gerente de conteúdo do Grupo Aratu, Glauber Mateus, as festas populares são manifestações que mostram a diversidade e o respeito que caracterizam o povo baiano. “A Aratu cobre – e participa – mostrando para todo o Brasil a importância dessas celebrações. São também um grande exemplo do quanto a Bahia é rica culturalmente. Então por que não utilizar a arte para construir a identidade de nossa campanha? Escolhemos Raiana Brito pela força do trabalho dela, focando a emoção e devoção das pessoas nas celebrações”, afirmou Mateus ao BN.

 

Raiana explica que a proposta era fazer artes que remetessem às festas populares, mas que não envolvessem as figuras religiosas, então ela decidiu focar mais nos rituais, nas pessoas, na fé que as motiva nesses dias especiais.

 

 

“Uma mãe de santo benzendo uma pessoa, uma mulher com sua oferenda na mão, outra mulher trajada de baiana com uma mesa de acarajé nos braços, que é uma comida característica sagrada de Santa Bárbara/Iansã... minuciosamente destaquei a multidão, os cenários onde geralmente são realizadas essas celebrações, como as igrejas, o Rio Vermelho... detalhes como as fitas do Bonfim e também abusei de tons fortes que condizem com a força de cada santo/orixá celebrado. As artes foram feitas digitalmente em cerca de uma semana. Somei meu conhecimento com várias referências e pesquisas feitas sobre os aspectos de cada festividade para poder representá-las e compreendê-las corretamente”, completou a artista.

 

 


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Artistas se reúnem durante festival BTC e realizam pintura em painéis coletivos 
Fotos: Reprodução/Instagram/@carolgarciafoto

A 6ª edição do Festival Bahia de Todas as Cores (BTC) vai acontecer em Salvador, reunindo artistas que farão pinturas em grandes painéis coletivos nas imediações do Museu de Arte Moderna e Comércio. 

 

Além disso, haverá uma mesa de abertura com o tema “Viva a Arte Consciente”, com grafiteiros e grafiteiras engajados com a temática ambiental. O BTC contará com mutirão de graffiti e pintura oficial para os artistas selecionados pela curadoria do evento, promovendo o intercâmbio entre artistas e a comunidade local.

 

O Festival é uma realização do Coletivo Vai e Faz e da Prefeitura de Salvador, através da Fundação Gregório de Mattos e conta com apoio financeiro da fabricante de sprays Baston.
 

 

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Elano Passos apresenta obras em jantar promovido pela Alelo
Foto: Divulgação

O artista plástico Elano Passo participou, na noite de quarta-feira (24), do programa Juntos Além da Mesa, onde ele expôs 10 obras suas, em tela.

 

No evento, promovido pela Alelo, além das 10 telas expostas, ele também fez uma tela ao vivo que, no final, foi presenteada a um dos participantes do jantar.

 

 

"Arte e gastronomia são uma ótima combinação e poder apresentar meu trabalho ao vivo é um grande desafio. Na tela ao vivo, me inspirei no próprio evento e quis retratar a experiência do encontro", conta o artista.

 

 

O encontro reuniu alguns dos principais clientes da empresa de cartão multibenefícios e foi assinado pelo chef Raul Lemos, ex-participante do Masterchef.

Do RH para o universo artístico, Renata Blanco fala sobre transição profissional
Fotos: Divulgação

Com formação em administração e MBA em gestão comercial, Renata Blanco decidiu abandonar a carreira na área para ingressar no universo artístico, criando e pintando peças de porcelana. Desde então, a administradora, e agora artista, vem ganhando o apreço dos clientes e dos brasileiros, com as obras que fazem parte do cenário da novela “Além da Ilusão”, exibida pela TV Globo, que estreou em fevereiro deste ano e se encerra nesta sexta-feira (19).

 

 

Tudo começou durante o período de isolamento social, quando ela se viu insatisfeita com o trabalho que desempenhava. “Sempre trabalhei na área de RH, mas meu último emprego, antes das porcelanas (...), gerou um conflito muito grande para mim (...). Eu sempre defendi as pessoas e eu passei a defender as empresas. Eu não estava 100% satisfeita com isso, apesar de ser um bom emprego, de ter um salário bom”, explicou Renata durante uma conversa com o BN Hall.

 

Com a chegada da pandemia, a artista buscou refúgio na casa do pai, na Ilha, e foi no local que surgiu um novo olhar para a arte. Ela viu nas peças de uma antiga cristaleira, a oportunidade de aprender algo novo. “Durante a pandemia eu fiquei olhando essas peças [da cristaleira], os detalhes… Eu fiquei ‘poxa isso aqui tem cara de ter pelo menos 100 anos. Umas coisas antigas, como é que dura tanto?’, e bonitas, com um douradinho, que na época eu não sabia, mas é ouro de verdade. Eu olhava aquele douradinho ‘nossa que coisa bonita’ e aquela pintura perfeita... Como que alguém conseguiu fazer isso e há tantos anos?”, se perguntou.

 

A partir da dúvida e da curiosidade em saber mais, Renata deu início a busca por respostas. Após tantas pesquisas, a artista se deparou com um anúncio na internet de um curso online de pintura em porcelana, o qual cursou e a fez dar início a produção. Na entrevista, ela contou que no início publicava as peças que fazia apenas em sua conta no Instagram, que era privada, “Para minha surpresa eu comecei a receber encomendas, a primeira [foi] dos meus amigos”, destacou. Depois das primeiras vendas, a artista decidiu tornar a conta pública no Instagram. 

 

 

Percebendo o retorno que estava tendo com as porcelanas, Renata optou por deixar o emprego e investir na carreira de artista, que deu muito certo. Ela foi convidada por Lucy Bonfim, que comanda a MS Home e a Kachepot, em Salvador, para produzir peças para compor o cenário da novela “Além da Ilusão”, da Globo. 

 

“Eu entrei num grupo de empresárias aqui de Salvador (...), e nesse grupo tem uma pessoa que também participa que é a Lucy Bonfim (...), ela entrou em contato comigo falou que já tinha algum tempo acompanhando meu trabalho e que ela gostaria de fazer um convite, que era levarem as peças para uma novela de época. (...) A primeira arte já foi aprovada de cara, por ela e pela diretora de arte da novela ”, descreveu.

 

 

Inspirada pela natureza, no início da carreira Renata ainda revelou duvidou que conseguiria se manter com novo trabalho. “Eu nunca achei que eu pudesse viver de arte. Eu sempre achei que era um hobby. Meu pai sempre me incentivou (...). Eu gostava, mas eu tinha aquilo ali reprimido dentro de mim, porque eu achava que eu não ia ganhar dinheiro com isso”, admitiu. 

 

 

Atualmente, além de produzir as peças, há cerca de seis meses Renata também ministra um curso em seu ateliê, próximo ao Farol da Barra. “O aluno não precisa saber desenhar, não precisa ter o dom da pintura, não precisa ter nada disso e vai sair daqui pintando porcelanas”. Para encomendar ou saber mais sobre o curso, entre em contato através do Instagram @atelierenatablanco. 
 

Elano Passos é homenageado com releituras feitas por alunos de Salvador
Foto: Reprodução / Instagram

O artista plástico baiano Elano Passos foi tema de uma aula do Ensino Fundamental no Colégio Marista Patamares, em Salvador. Os estudantes desenvolveram um projeto sobre artistas baianos, onde puderam se expressar através de releituras de obras de alguns nomes, como Elano, que visitou a escola na terça-feira (16), para prestigiar a exposição das artes e conversar com os alunos sobre seu trabalho e curiosidades.

 

 

Procurado pelo BN Hall, Elano contou como foi apreciar e levar conhecimento artístico para os estudantes. “Ser acolhido pelos alunos do Marista naquele momento foi surpresa e emoção muito grande. A experiência em saber que eles escolheram e estudaram um pouco mais da nossa cultura e se tornaram multiplicadores da arte na própria casa, mostrou a importância da valorização de encontros e atividades como esta apoiada e incentivada pela família e professores”, declarou o artista.

 


 

Galeria baiana realiza exposição individual no SP-Arte 2022
Fotos: Divulgação

A Acervo Galeria de Arte, localizada no Caminho das Árvores, vai participar da próxima edição da SP-Arte - Rotas Brasileiras, que acontece de 24 a 28 de agosto na ARCA, em São Paulo. Liderada por Ricardo Portela e Denny Venegeroles, a galeria levará ao evento uma exposição individual do artista plástico baiano Igor Rodrigues.

 

 

A série "Me Olhe Nos Olhos", traz diversos questionamentos do artista sobre sua negritude. "O que me torna negro? É possível medir minha negritude? Estas perguntas sempre voltam quando algo sobre o meu trabalho parece estar 'errado', como os traços dos meus personagens, as temáticas que eu escolho, algumas referências... Tudo que parecia não se encaixar na produção que se espera de um artista preto", explica Igor.

 

A exposição conta com texto e curadoria de Justino Marinho e marca a segunda vez do Acervo Galeria de Arte em São Paulo neste ano. Em março, com curadoria de Denise Mattar, a galeria apresentou o projeto “Geometria Sensível” no Salão Internacional de Arte ARTSAMPA.
 

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Exposição 'Humanidade - Óleo sobre Tela' é apresentada no Vitória Boulevard
Foto: Júlia Dultra Comarella

O Vitória Boulevard, localizado no Corredor da Vitória, em Salvador, receberá a exposição "Humanidade - Óleo sobre Tela", de Júlia Dultra Comarella, a partir de terça-feira (3), com visitação gratuita. Dentre as obras que estarão expostas, durante todo o mês, estão o “Estudo de Caipira Picando Fumo” e o “Baba no Humaitá”.

 

"Para viver crises, nos conectamos com nossas raízes. Família (cujos membros, às vezes, tem quatro patas), amigos, artistas que admiramos. Recorremos aqueles que mais profundamente nos tocam para tirar dali nossa fonte de alegria e força para seguir em frente. Escrevemos nossas histórias todos os dias, desde o dia do nosso nascimento até o último dia de nossas vidas. E é sobre essas histórias, que cada um de nós carregamos dentro de si, que trago com essa exposição", antecipa a artista.

 

Segundo Comarella, seu trabalho evidencia "a conexão com os nossos sentimentos mais puros, nossos olhares mais profundos, porque é isso que constitui nossa humanidade". Natural de Vitória, no Espírito Santo, ela começou seu trabalho com a aquarela em 2016 e, no ano seguinte, se mudou para Salvador, onde intensificou sua experiência com a pintura. 

 

Segundo a artista, a pandemia da Covid-19 mudou sua percepção sobre o tempo de vida, fazendo com que ela mudasse de cenário e passasse a cursar artes visuais pela Uninter e pintura a óleo na Academia de Artes da Bahia.

 

"Desde então, tenho observado como a arte influencia meu trabalho como médica e como a medicina influencia meu trabalho como artista. Me inspiro muito nas pessoas que atendo e sinto que minha percepção artística está sempre conectada aos detalhes das expressões dos meus pacientes, suas histórias e olhares. Desde que me entreguei às artes, me sinto muito mais conectada às pessoas com as quais convivo, com meus pacientes e com minha própria humanidade", pontua.

 

A exposição está disponível do dia 3 a 31 de maio, no piso L1 do Vitória Boulevard.

 

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Artista baiano é convidado para bienal de Portugal
Foto: Reprodução/Instagram

O artista plástico baiano Alberty Oliveira foi convidado para participar da 1ª Bienal Internacional Heclectik-Art Glass, que ocorrerá na cidade de Braga, em Portugal. 

 

O evento acontecerá no dia 7 de maio, no Museu D. Diogo de Souza e tem como tema a comemoração do Ano Internacional do Vidro, eleito pela ONU. 

 

"Esperamos todos para prestigiar esse marco importante do Vidro nas artes, na sociedade e no planeta. Agradecemos o Governo Português por apoiar a nossa iniciativa e toda a coordenação do evento", declarou Alberty nas redes sociais, ao anunciar sua participação na bienal internacional.

 

"Não tenho nem palavras para descrever o quão grato e feliz estou com essa conquista mais que especial. Deixo aqui o meu agradecimento a Heclectik-Art Glass, a curadora Heloiza Azevedo e toda coordenação", disse em outra publicação.

 

Essa será a primeira exposição internacional de arte presencial do baiano.

 

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Barroco Sertanejo: Caixa Cultural Salvador expõe obras de Stênio Borges por dois meses
Foto: Divulgação

A Caixa Cultural Salvador vai inaugurar na próxima segunda-feira (18), a exposição Barroco Sertanejo, uma mostra individual do artista cearense Stênio Borges, com curadoria de Denise Mattar. A mostra acontece a partir das 19h e deverá passar também por Recife e Fortaleza. A Caixa Cultural São Paulo também já aproveitou a exposição.

 

Apesar de apresentar majoritariamente obras realizadas entre 2020 e 2021, a exposição também rebusca artes de 2003 a 2019, elaboradas através de uma pintura-desenho delineada em traços rápidos e vigorosos, construídos com espessa materialidade. São riscos e rabiscos saídos do tubo de tinta, que se projetam sobre o fundo criando uma espécie de baixo-relevo, dando à paisagem dinamismo e leveza.

 

Entre as vertentes de sua produção estão os rabiscos feitos de tinta, que criam uma espécie de baixo-relevo, dando uma paisagem dinâmica, mas leve. Além disso, há uma pesquisa sobre a linguagem da cor, com um conjunto de pinturas ou grandes painéis de tecido.

 

Também se faz presente nas obras a forte influência da Holanda, país onde Stênio morou entre 2004 e 2019. Além disso, o artista teve o desafio de pintar buquês de flores da estação, um a cada semana, mês a mês. A pesquisa se transformou numa constante de sua produção e, aos buquês, acrescenta com frequência os símbolos de fé da nossa gente: imagens devocionais e santos protetores, Jesus e Maria, São Jorge e Iemanjá, deuses ibéricos e africanos.

 

A exposição se encerra com as Cartas do Confinamento, produzidas em 2020, quando Stênio se isolou na sua casa, na praia de Amontada. Um forte momento de reflexão sobre a solidão e a finitude humanas, que podem ser vistas nas séries: A Invenção da Solidão e Ensaio sobre a Cegueira, e também no painel Odisseia, uma grande pintura in progress, que se renova continuamente.

 

O título da mostra de Borges surgiu de uma conversa entre o artista e Mattar. Segundo ela, "seu trabalho reúne o risco duro e a exuberância cromática, a economia do traço e a profusão da tinta, a contenção e o excesso".

 

O Barroco Sertanejo poderá ser apreciado até o dia 19 de junho, na Caixa Cultural Salvador, localizada na Rua Carlos Gomes. O local fica aberto ao público de terça-feira a domingo, das 9h às 18h. Para mais informações, basta entrar em contato com o número (71) 3421-4200.

 

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Adrianne Gallinari realiza primeira exposição individual em Salvador
Foto: Paulo Freitas

A mineira Adrianne Gallinari vai expor a sua arte individualmente pela primeira vez na Roberto Alban Galeria, localizada em Ondina, em Salvador, do dia 24 de março a 30 de abril.

 

A artista, que é formada pela Escola Guignard, vive e trabalha entre Belo Horizonte, onde nasceu, além de Salvador e São Paulo. Na mostra, ela apresentará 28 pinturas de diferentes formatos e um desenho em grande escala, que foi feito em 2018 e exibido em São Paulo, na Casa de Cultura do Parque.

 

Gallinari integra importantes coleções institucionais como a do Itaú Cultural (São Paulo), Coleção Madeira Corporate Service (Portugal), Museu de Arte da Pampulha (Minas Gerais) e Banco de Espanha (Espanha).

Exposição de cartunistas brasileiros e estrangeiros faz homenagem a artistas baianos 
Foto: Divulgação

Começou no último domingo a segunda edição do Axé Comics, uma mostra de humor, com cartunistas do Brasil, Argentina e Colômbia, que homenagearam artistas do Carnaval de Salvador.

 

Em formato online, a exposição pode ser vista através do Instagram @axe.comics e o conteúdo estará completo para o público até o dia 1º de março.

 

Os interessados não podem apenas apreciar as artes, mas também comprar o catálogo contendo as caricaturas e um breve texto sobre os cartunistas e os artistas apresentados, além de camisetas, ecobags e canecas com as imagens pelo site www.lacoafro.com.br. 

 

Parte do lucro das vendas das obras servirá para custear a produção e financiar o trabalho dos cartunistas e boa parte será destinada à Instituição Assistencial Beneficente Conceição Macedo (IBCM), que atua com a prevenção e tratamento, assistência e defesa dos direitos de pessoas vivendo com HIV/AIDS. 

 

A mostra é organizada pelo estúdio Laço Afro, do cartunista baiano Wilton Bernardo, que se une a outros nomes nacionais e internacionais na homenagem.

 

"Não haverá carnaval no formato que conhecemos, onde os artistas, em trios e palcos, fazem a alegria desta festa gigantesca. A ideia surgiu a partir da vontade de dizer a esses artistas que sentimos a falta deles, que o trabalho deles importa e nós reconhecemos e valorizamos. Acredito na cultura popular. Acho fundamental reconhecermos e valorizarmos nossa cultura", explica Wilton.

 

Confira algumas fotos das artes:

 

 

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Bohemia convida artistas baianos para fazer quadros em homenagem a Iemanjá
Foto: Reprodução/Instagram

Até mesmo a cervejaria Bohemia se rendeu ao Dia de Iemanjá e decidiu fazer uma homenagem à Rainha do Mar. 

 

Para celebrar o 02 de fevereiro, a empresa convidou seis artistas plásticos baianos. A ideia é que eles façam quadros que representem, sob suas óticas, a cultura e o festejo de Iemanjá, retratando a imagem dela.

 

Os escolhidos foram Ananda Santana, Suzane Lopes, Eder Muniz, Andressa Moniqui, Ani Ganzala e Tárcio V. Todas as obras foram expostas nas redes sociais.

 

Confira:

 

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Elano lança coletânea de artes em homenagem ao mar
Foto: Divulgação

O artista plástico Elano Passos está apresentando uma nova coletânea de artes com o tema "Do Mar". 

 

As 10 telas mostradas para o público foram criadas em 2022 e trazem diferentes tamanhos e personagens, como a Rainha do Mar, pescadores, barcos e tudo o que remete à atmosfera praiana. 

 

Segundo Passos, viver próximo à praia do Rio Vermelho lhe traz a criatividade para fazer as artes. "O fato de estar todos os dias de frente para o mar do Rio Vermelho no meu ateliê, respirar aquele ar e me inspirar com a vista, me despertou criar obras com esse tema que envolve, não apenas o dia-a-dia da região como também a tradicional festa de Iemanjá", conta.

 

A casa cultural Colaboraê é a nova residência artística e ateliê do artista plástico Elano Passos. No espaço, localizado no Rio Vermelho, o artista vai criar peças e também receber clientes para mostrar suas obras. “Estar em um ambiente que tem a arte pulsando em todas as suas áreas está sendo importante e mais um estímulo. Além de poder receber, seguindo todos os protocolos, as pessoas para mostrar a produção”, disse Elano. 

 

O ateliê de Elano Passos fica localizado no Colaboraê, espaço localizado no Rio Vermelho que, além de artes plásticas, também abriga gastronomia e música.

 

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A pedido de Caetano, Gisele doa cestas básicas para trabalhadores do setor artístico
Foto: Divulgação

Atendendo a Caetano Veloso, que pediu aos amigos que os presentes por seu aniversário de 79 anos fossem convertidos em doações, Gisele Bündchen deu uma ajuda a vários trabalhadores da cultura.

 

De acordo com informações da coluna de Ancelmo Gois, no jornal O Globo, por intermédio da Associação Procure Saber, ela doou cestas básicas suficientes para alimentar 150 famílias por três meses.

 

Segundo a publicação, a iniciativa contemplou músicos, técnicos, compositores e outros profissionais do setor artístico que ficaram sem poder trabalhar e, consequentemente, sem remuneração, por causa da pandemia.

 

Ainda de acordo com a coluna, a Procure Saber, que é coordenada pela mulher de Caetano, Paula Lavigne,  já distribuiu mais de 60 toneladas de alimentos durante a crise sanitária.

Frias comemora retirada da Lei Paulo Gustavo de pauta no Senado: 'Lei oportunista'
Foto: Reprodução / Instagram

O titular da Secretaria Especial da Cultura, Mario Frias, comemorou a retirada da discussão sobre a Lei Paulo Gustavo ser retirada da pauta de uma sessão deliberativa do Senado, nesta terça-feira (14). “Quero agradecer o senador Fernando Bezerra Coelho, líder do governo no Senado, por ter retirado de pauta o Projeto de Lei Paulo Gustavo. Este projeto é completamente absurdo!”, escreveu o secretário nas redes sociais.

 

De autoria da bancada do PT no Senado, o Projeto de Lei Complementar 73/2021, que está em tramitação na casa, prevê apoio emergencial ao setor cultural brasileiro diante dos impactos da pandemia, por meio de R$ 4,3 bilhões de investimento federal, até o final de 2022. 

 

Além da fala nas redes sociais, em entrevista à Jovem Pan, Frias fez mais críticas à lei que visa ajudar os agentes de cultura, área que ficou praticamente paralisada durante toda a pandemia. 

 

"Desde que se especulou essa possibilidade, eu nunca neguei que sou contra. Apanhei bastante por isso, mas continuo contra. Uma coisa é a gente ter votado a favor, ter apoiado a Lei Aldir Blanc no ano de 2020. Foi um ano acho que todos aqui vamos concordar que foi um ano atípico, principalmente para o setor de eventos, da cultura, aonde o Ministério da Economia criou um orçamento de guerra, a nossa EA 106”, disse o secretário, afirmando que a nova proposta “é completamente” da política aplicada anteriormente.

 

Mario Frias classificou a Lei Paulo Gustavo de “lei oportunista” por limitar o poder da União e de sua pasta na destinação dos recursos. Lembrando "que o único papel do governo federal na Lei Aldir Blanc foi distribuir esse recurso”, ele afirmou que "é fácil investir com dinheiro dos outros". "Então, no momento em que você cria uma lei como essa, o governo federal e a Secretaria de Cultura vão se transformar num caixa eletrônico compulsório. A gente vai pegar R$ 4,3 bilhões por ano e entregar na mão de governadores. Não me parece, em momento algum, que isso atenda à necessidade da população, justamente por não haver nenhum estudo, nenhum dado concreto pra investimento desses recursos", declarou o secretário, que tem sido acusado pela classe artística de promover um apagão da cultura no país.

 

SAIBA MAIS SOBRE A LEI PAULO GUSTAVO
O Projeto de Lei Complementar 73/2021 tem como base três objetivos: salvar recursos do superávit financeiro do Fundo Nacional de Cultura (FNC) e do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) para aplicação na cultura e não para amortização da dívida pública da União; destravar os recursos do FNC e do FSA no orçamento de 2021; e vedar futuros contingenciamentos e outras formas de limitações do empenho de ambos os fundos. 

 

Baseada no modelo da Lei Aldir Blanc (Lei 14.017/2020) e seguindo todas as regras orçamentárias, a Lei Paulo Gustavo prevê que a União transfira recursos oriundos de fundos de apoio e da contrapartida de estados e municípios, aos estados, Distrito Federal e municípios, com distribuição descentralizada e autônoma entre cada linguagem artística. Este formato estabelece uma execução colaborativa e capilarizada, garantindo a participação efetiva da sociedade e dando ênfase ao Sistema Nacional de Cultura (SNC).


 
O PL também prevê a adoção de políticas que estimulem a participação e o protagonismo de mulheres, população negra, povos indígenas, comunidades tradicionais e quilombolas, LBTQIA+, pessoas com deficiência e outras minorias, por meio de cotas, critérios diferenciados de pontuação e outros meios de inclusão.

Obras de Eliana Kertész são expostas em versão virtual da mostra 'Fartura e Abundância'
Mostra pode ser acessada em imersão de 360° | Foto: Reprodução

Com obras da artista plástica Eliana Kertész, a exposição “Fartura e Abundância” ganhou uma versão virtual que pode ser acessada através da experiência de imersão em 360°. Aberta nesta quinta-feira (2), a mostra fica em cartaz na internet (http://elianakertesz.com.br/ek360/) por tempo indeterminado. 

 

A exposição tem como destaque a marca registrada da artista, as  “gordinhas”, cujas esculturas podem ser conferidas em várias formas e tamanhos. A mostra conta ainda com vídeos e depoimentos de pessoas que conviveram com Eliana, que faleceu em 2017.  

 

As obras agora disponíveis em plataforma digital estavam expostas no Palacete das Artes, no bairro da Graça, em Salvador, desde dezembro de 2019. A exposição presencial, entretanto, teve que ser interrompida em razão das medidas restritivas implementadas para conter a Covid-19. 

 

“A exposição foi interrompida antes do previsto pela pandemia, encontramos esse formato de eternizar e manter a mostra aberta virtualmente”, explica Chico Kertész, filho da artista, sobre a decisão de criar o formato virtual da exposição. 

 

Curador da mostra, Gringo Cardia ressaltou que o trabalho da baiana reforça um discurso de liberdade. “O parâmetro principal da vida dela era a liberdade. Vivemos no momento que temos que ter liberdade e ela era uma pessoa sem culpa, dizia que não era certinha, que não era boba, que adorava o imperfeito. Quando você quer a perfeição, você vira um robô. É uma exposição sobre o amor, sobre a vida”, afirmou em entrevista à Rádio Metropole, à época do lançamento da exposição presencial. 

Para quebrar estigmas, série baiana discute violência, drogas e saúde da população de rua 
Foto: Divulgação

A carreira artística do baiano Bruno Masi ficou muito marcada pela trajetória nos vocais da Superfly, nos anos 2000, mas o audiovisual sempre foi sua praia, antes mesmo da banda. Agora, imerso na linguagem do cinema e no desejo de discutir questões sociais por trás da violência nas ruas, ele lançou a série “Ninguéns”, que estreou nesta semana e segue no ar às segundas-feiras, sempre às 20h30, na TVE Bahia.

 

“Na verdade, o audiovisual vem antes da música na minha vida. Eu estava me formando em Direito em 1995, 1996, mais ou menos, mas já era apaixonado por cinema. Eu ia para o Canadá para estudar lá, estava numa viagem de sair um pouco de Salvador. Fui para lá, estudei cinema, princípios do cinema, fotografia, toda parte técnica, de iluminação de cena, movimento de câmera, que ainda não era digital”, conta Masi, lembrando que na volta ao Brasil a ideia era trabalhar na área, porém, foi “pego no meio do caminho pela música”.

 


Bruno Masi entre duas paixões, o cinema e a música | Foto: Thais Laila | Divulgação

 

No novo projeto, mergulhando nas origens e com a assessoria científica do psiquiatra e professor da Faculdade de Medicina da Ufba, Antônio Nery Filho, ele narra, em cinco episódios de 26 minutos, a rotina de pessoas em situação de rua na capital baiana, levantando discussões sobre temas como preconceito, violência e, sobretudo, o vício das drogas.

 

Bruno Masi explica que apesar da série ter sido finalizada agora, ela já vinha sendo desenvolvida há cerca de dois anos e meio, em parceria com a produtora executiva Thais Laila, que também assina o roteiro junto com ele. “A gente estava já profundo nele, porque já tinha feito várias entrevistas com Dr. Antônio Nery, já tinha feito um caminho de um trabalho que a gente gostaria, que seria um trabalho humano. Não seria um trabalho baseado em dados, em ‘tantas pessoas morrem’, ‘tantas pessoas usam cocaína’. Não, eu não queria números, eu queria a história de pessoas”, afirma o artista, que também é o responsável pela direção e finalização da obra. “Eu queria, obviamente, antes de mais nada, uma obra de arte audiovisual. E, como toda obra de arte audiovisual, é um corte. E eu gostaria que esse corte tivesse um olhar humano, tivesse um foco no usuário, nessas pessoas que são vulneráveis”, destaca.

 

Imbuída da ideia de retratar a realidade para além das estatísticas, a equipe procurou explorar a fundo o tema, amparada em estudos e nas entrevistas com os personagens. “A gente foi estudando redução de danos; a questão da guerra às drogas, o fracasso da proibição, e as consequências nefastas e violentas que isso gera; a falta de amor nas famílias, a falta de agregar na família, a violência familiar, que leva muitos jovens às ruas”, conta Masi, salientando que a ideia do projeto não é “vitimizar” ou “criminalizar” os retratados, mas sim estimular a reflexão sobre as políticas públicas e as melhores estratégias para lidar com a dependência química, que segundo ele, é um drama real que deveria ser encarado com uma questão de saúde pública.

 

As filmagens começaram no fim de 2018, entraram por 2019, até 2020, quando a equipe teve que parar, por causa da pandemia. O projeto não foi comprometido porque já haviam sido captadas cerca de 80% das imagens necessárias para concluir o documentário. Com a flexibilização dos protocolos, este ano, o projeto pôde ser retomado, mas muitas soluções também surgiram a partir de animação e recursos gráficos. O diretor conta que esta alternativa foi usada, por exemplo, para preencher cenas que poderiam soar muito agressivas, como no segundo episódio, quando um personagem conta que sua família o mantinha preso e que, levado a um manicômio, passou por torturas e eletrochoques. O trabalho de arte gráfica de “Ninguéns” é assinado por Igor Caiê.

 

EPISÓDIOS

O primeiro episódio da série explora a história de três personagens principais, tendo como pano de fundo o papel dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), a política de redução de danos e o trabalho do Centro de Estudos e Terapia de Abuso de Drogas (Cetad), da Universidade Federal da Bahia (Ufba).

 

O segundo conta a trajetória de “Os Incênicos”, grupo de teatro formado por usuários dos Caps. Nesta parte, o projeto discute a saúde mental, as drogas administradas para este grupo e a arte como ferramenta de cura. O episódio explora ainda como a saúde mental e a estigmatização podem levar as pessoas às ruas.

 


Terceiro episódio de "Ninguéns" aborta trabalho social desenvolvido na Igreja da Santíssima Trindade | Foto: Divulgação

 

No terceiro, por sua vez, a produção conta a história da Igreja da Santíssima Trindade, localizada na Cidade Baixa, onde é desenvolvido um trabalho social com a comunidade. “O irmão Henrique é um missionário que tem uma história linda. A gente conta a história dele e do lugar, da comunidade que ele criou, onde moradores de rua podem dormir, comer…”, conta Bruno Masi. O quarto episódio, por sua vez, tem como foco os artistas de rua e o uso de substâncias psicoativas. 

 

Fechando a série, o quinto episódio é sobre o Movimento Nacional População de Rua e o papel de sua fundadora, Maria Lúcia Pereira, falecida em 2018. Uma das personagens entrevistadas é Sheila Maloca, ex-moradora de rua e filha adotiva de Maria Lúcia.

 

Confira o trailer da série baiana:

Turma da Mônica faz paródia de reencontro de Friends: 'Migos: The Reunion'
Foto: Reprodução

No dia em que estreia o especial "Friends: The Reunion", que reúne o elenco original para celebrar os 25 anos da série (clique aqui), a Turma da Mônica prestou uma homenagem por meio de uma paródia. 

 

Em uma arte publicada nas redes sociais, alguns personagens de Mauricio de Sousa aparecem no sofá do Central Perk, local no qual os protagonistas Ross, Rachel, Chandler, Monica, Joey e Phoebe costumavam se reunir. 

 

Intitulada como “Migos: The Reunion”, uma brincadeira em referência ao título do especial, a arte mostra Magali, Cebolinha, Milena, Jeremias, Mônica e Cascão. “Mais que friends, M.I.G.O.S!”, diz a legenda no Instagram da Turma da Mônica.

 

 

MAM-SP é o primeiro museu brasileiro a ser reproduzido em jogo online
Foto: Reprodução / MAM-SP

O Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP) adentrou o mundo dos games e se tornou o primeiro museu do Brasil a estar no "Minecraft: Education Edition". O projeto oferece experiências de aprendizado ao reproduzir o espaço do equipamento cultural e obras do acervo e disponibilizar jogos pedagógicos, atividades lúdicas e propostas de aulas. 

 

Feito em parceria com a Microsoft e a agência Africa, o projeto, direcionado a escolas, estudantes, artistas e interessados em arte e videogame, apresenta um diálogo com o público. Estão reproduzidas no jogo tanto os ambientes internos quanto os externos do MAM, incluindo sua sede e o Jardim de Esculturas.

 

No jogo educativo, além de visitar o museu, é possível construir ou reconstruir obras de arte e aprender sobre a história da arte brasileira por meio de atividades lúdicas e virtuais. No Education Edition, versão educativa do Minecraft, professores, ou outro adulto responsável pela condução do jogo, têm controle do que os jogadores fazem e podem incluir blocos para limitar a área de atuação no mapa, não só demarcando os limites do território, mas também indicando onde os jogadores poderão construir ou não. 

 

 

Outra ferramenta do game é a lousa, que trará informações e links ao site do MAM sobre as obras de arte tratadas na aula e orientações para realização das atividades.

 

O MAM Educativo preparou planos de aula nos quais os alunos serão convidados a andarem pelo Minecraft atentando os seus olhares e senso estético para o que estão vendo. Ao final, farão a própria seleção de obras. Baixe os planos de aula nos botões abaixo.

Claudia Ohana dá aulas de interpretação online e grátis para crianças isoladas e hospitalizadas
Foto: Arquivo Pessoal

A atriz Claudia Ohana promove aulas gratuitas e online de interpretação, voltadas para crianças hospitalizadas ou isoladas em casa. O curso será oferecido em duas ocasiões: nesta sexta-feira (23), das 10h às 12h; e na segunda-feira (26), das 15h às 17h.

 

Durante a aula, a artista realizará atividades voltadas à conscientização do corpo, relaxamento, música, mímica, além de improvisação. Para participar, os interessados devem acessar a sala Viva On na plataforma Google Meet nos dias e horários marcados (clique aqui).

 

A iniciativa é promovida pela Associação Viva e Deixe Viver (Viva), organização da sociedade civil (OSC) que congrega 1,3 mil voluntários responsáveis por contar histórias em 86 hospitais do País.

 

Esta é a segunda vez que Claudia Ohana participa do projeto, a primeira foi em 2020. Sobre as novas aulas, a artista destaca que elas podem ser acompanhadas por crianças em leitos ou impossibilitadas de caminhar, e revela um pouco do que vai abordar na ocasião. "Também aproveitarei o momento para contar um pouco de minha trajetória profissional e sobre o nosso papel como atriz", pontua.

Relatório da da Art Basel aponta queda de 22% na venda de arte em 2020 com a pandemia
Foto: Divulgação

Um relatório da Art Basel divulgado nesta terça-feira (16) avaliou o impacto da pandemia no circuito mundial de arte. Segundo o O Globo, a pesquisa elaborada por Clare McAndrew, especialista em economia da cultura e fundadora da consultoria Arts Economics, apontou uma queda de 22% nas vendas globais de arte em 2020, com relação ao ano anterior. No ano passado, foram movimentados US$ 50,1 bilhões em obras de arte e antiguidades, enquanto em 2019 o total foi de US$ 64,1 bilhões.

 

Por outro lado, o relatório registrou o crescimento das vendas online, em face do fechamento das galerias e cancelamento das feiras presenciais. De acordo com a publicação, os negócios fechados pela internet geraram US$ 12,4 bilhões, o dobro do registrado no ano anterior. Com a mudança, a modalidade respondeu por uma participação de 25% do valor de mercado.

Intervenções artísticas no Castelo Branco encerram projeto 'A Rua é o Museu do Povo'
Foto: Manu Ribeiro

O projeto "A Rua é o Museu do Povo" chega ao fim no próximo dia 21 de março, às 14h, com a ocupação do atelier do "Arte Marginal Salvador". Por conta dos protocolos sanitários decorrentes da pandemia da Covid-19, intervenções artísticas serão realizadas em uma laje localizada no bairro de Castelo Branco.

 

Serão exibidas obras da arte de Pedro Arcanjo - conhecido como "Noite", que conta sua história através do grapixo, a pintura de Luís Santos e suas impressões sobre a existe?ncia humana no mundo contempora?neo e o cotidiano das ruas - e a performance de Fabricia Rios, integrante do grupo "A Pombagem", baseada na obra "O Museu é a Rua", que reafirma a arte urbana.

 

"A Rua é o Museu do Povo" busca colocar o museu como um espaço de artes públicas que dialoguem artisticamente com a periferia. “Os tradicionais museus têm um aspecto solene, obras de um lado e o visitante do outro, mas isso limita a uma experiência de contemplação. Isso não é o que desejamos, queremos interagir”, destaca Fabrício Brito, integrante do Arte Marginal Salvador que aproveita para sublinhar a parceria artística do grupo de arte popular A Pombagem.

 

Durante sua execução, o projeto passou pelos bairros de Castelo Branco, Fazenda Grande do Retiro e Largo do Tanque. A última atividade será exibida em uma transmissão exibida na página do Facebook do coletivo.

Projeto 'Arte de Passagem' realiza terceira edição em formato virtual
Foto: Divulgação

O projeto "Arte de Passagem - itinerância pela arte contemporânea da Bahia" chega a sua terceira edição, desta vez de maneira totalmente virtual. Organizado em formato de festival de artes visuais, o evento tem início na próxima quinta-feira (11) e segue até o dia 19 de março, com conferências, exposições e catálogos virtuais, além das lives mediadas transmitidas dos espaços/ateliês dos artistas, que mostram seus processos poéticos autorais.

 

“As produções dos artistas, curadores e pesquisadores convidados, transmitidas de forma remota, a partir de seus ateliês/residências, revelam atravessamentos de passagens de um tempo hodierno, o que estamos passando, libertando suas paisagens confinadas dentro de seus territórios subjetivos, para trazerem possíveis atentos a novas realidades geográficas”, discorre Willyams Martins, agenciador do projeto.

 

Os trabalhos apresentados circulam entre performances, videoarte, pinturas, esculturas, gravuras, desenhos e instalações. A ideia é ser um festival expandido e representativo das artes visuais contemporâneas do estado. Os artistas selecionados são de diversos territórios da Bahia.

 

Por meio do site, acontecerá uma exposição coletiva virtual com obras de 16 artistas, além de textos curatoriais e links para as redes sociais de todos os artistas envolvidos. A partir do canal do projeto no YouTube, todos os dias serão transmitidas três lives, de diferentes ateliês, com participação de críticos, apresentador e público, sobre os processos criativos dos participantes. Os encontros começam sempre às 18 horas.

 

O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

Projeto transforma Largo do Tanque em museu a céu aberto neste domingo 
Foto: Manu Ribeiro

A Praça Luís Gama, localizada no Largo do Tanque, em Salvador, será transformada em museu a céu aberto neste domingo (21), das 14h às 17h, com as intervenções artísticas do projeto “A Rua é o Museu do Povo”.

 

Na ocasião, o público poderá conferir uma exposição de fotografias de Hércules Bressy, pinturas de Luís Santos, além de grapixos de Pedro Arcanjo, todos eles integrantes do coletivo Arte Marginal Salvador. 

 

O projeto prevê ainda uma performance da poeta, atriz e cantora Ludmila Singa, do grupo A Pombagem. Ela fará um dos atos do espetáculo “Museu é a Rua”, com o objetivo de proporcionar uma reflexão sobre a ocupação da rua.  

 

Após a apresentação, a partir das 18h, pelo perfil do Instagram do grupo Arte Marginal Salvador (@artemarginalssa), a artista participa de um bate-papo com a museóloga Melissa Santos e o artista Hércules Bressy. O encontro terá como tema a afirmação de que “A Rua é o Museu do Povo”.

Oficinas de variadas linguagens artísticas são oferecidas pelo projeto 'Educarte' 
Foto: Divulgação

Com a meta de usar o momento de pandemia para desenvolvimento profissional, o projeto "Educarte: Na Crise Crie", que propõe uma série de oficinas e workshops voltados para jovens e agentes culturais da periferia, está com inscrições abertas até o próximo domingo (31), através do preenchimento de formulário (clique aqui).

 

A programação é inteiramente gratuita com oficinas de Hip Hop com Creu SD, Street Jazz com Kely Adriane, Ritmos com Thiago Diamante, Twerk com Taila Samile e AfroHouse com Kalip, todas online pelo Zoom.  

 

Os cursos serão ministrados por profissionais de regiões periféricas de Salvador com foco para formação de jovens e agentes culturais que desenvolvam projetos culturais em comunidades.

 

Cada aula terá limite de até 30 participantes. Além disso, o projeto proporcionará apoio a projetos de dança dos bairros colocando à disposição quatro professores e coreógrafos para auxiliar na retomada das atividades e reconstrução coreográfica das suas montagens.

 

Ao final do período, cada oficina de dança produzirá um vídeo como resultado das ações que serão publicadas na página criada pelo projeto e canais de conteúdo de dança de Salvador. 

Espaço Boca de Brasa Cajazeiras abre inscrições para oficinas virtuais
Foto: Reprodução / Secom PMS

Até a próxima segunda-feira (25), estão abertas as inscrições para as oficinas virtuais de Formação em Audiovisual e de Produção Cultural, no Espaço Cultural Boca de Brasa, em Cajazeiras. 

 

A programação faz parte da quinta edição do Diversão de Verão, que acontece nos equipamentos culturais geridos pela Fundação Gregório de Mattos (FGM). Durante este período de alta estação, diversas atrações e atividades formativas vão ser realizadas para o público pelas plataformas virtuais, adaptando-se ao novo normal.

 

Os interessados podem efetuar a inscrição por meio do site disponibilizado pela FGM (acesse aqui). Serão 30 vagas para cada oficina, destinadas ao público em geral, com idade mínima de 16 anos. As aulas vão ocorrer a partir do dia 8 de fevereiro. A Oficina Audiovisual acontece sempre às segundas e quartas, das 14h às 17h, e a Oficina de Produção Cultural ocorre nas terças e quintas, das 14h às 17h.

 

Além das oficinas, o Palco Aberto Show de Calouros Cajazeiras trará uma competição on-line que vai premiar, em dinheiro, três finalistas escolhidos mensalmente. As apresentações vão ocorrer sempre no último domingo de cada mês, sendo que a primeira está prevista para acontecer no dia 31 de janeiro.

 

A estimativa é de que 30 artistas se apresentem e, destes, serão escolhidos 20 competidores. Em fevereiro serão escolhidos mais 16, que irão se apresentar em março e assim sucessivamente até chegar a final, no mês de junho, com 10 finalistas.

 

Conforme a coordenadora do projeto, Fernanda Paquelet, o fomento da produção artística precisa investir em três pilares fundamentais: formação, experimentação e distribuição. “Nosso objetivo é fazer uma atividade que comporte um pouco desses três fundamentos para que o aluno tenha a possibilidade de observar um ciclo completo. Nossas dificuldades são as de todos: manter a atenção dos alunos, mesmo sem a presença, é um trabalho árduo”, avalia.

Podcast conta história de Anselmo Serrat, fundador do Circo Picolino
Foto: Reprodução / Facebook

Foi lançado nesta quinta-feira (10), nas plataformas de streaming, o podcast "Anselmo Serrat - Vida e Obra", que vai conta parte da história do fundador, idealizador e ex-diretor do Circo Picolino. 

 

O material faz parte da segunda fase virtual do projeto do circo, contemplado no edital Espaço Cultural Boca de Brasa, da Fundação Gregório de Mattos (FGM). Quem escutar o áudio vai poder conhecer a trajetória de Anselmo Serrat, ícone do circo e da cultura baiana. Com texto do próprio Serrat e Dalton Carneiro, o episódio é dirigido por Luana Tamaoki Serrat e narrado pela equipe do Circo Picolino, além de convidados.

 

Anselmo Serrat faleceu no dia 17 de março deste ano em decorrência de um câncer (relembre aqui). O carioca fundou o Circo Picolino em 1985, onde abriga também a Escola Picolino de Artes do Circo, a primeira de artes circenses do Nordeste e a terceira do gênero no Brasil.

 

O diretor foi um ponto de referência para artistas, produtores e pesquisadores por todo o mundo. Tem sido objeto de estudo de diversas pesquisas acadêmicas, principalmente no que se refere a seu trabalho social com crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social.

 

Confira o podcast:

Fundado por Ariano Suassuna há 50 anos, Movimento Armorial continua influente
Foto: Reprodução / Acervo Pessoal

O Movimento Armorial completou, neste domingo (18), 50 anos de fundação. Apresentado pela primeira vez pelo escritor e dramaturgo Ariano Suassuna ao Recife em 1970, ele foi resultante de pesquisas e de formulação de um pensamento que buscou na tradição popular nordestina elementos para criar uma cultura erudita com origem brasileira. 

 

Na ocasião do lançamento, se apresentaram a Orquestra Armorial de Câmara e uma exposição de artes plásticas, com participação de artistas como Francisco Brennand, Manoel Arruda e Gilvan Samico, na Igreja de São Pedro dos Clérigos, na capital pernambucana.

 

O projeto de desenvolvimento do movimento surgiu no Departamento de Extensão Cultural da Universidade Federal de Pernambuco, onde Suassuna atuava. "Ariano falava que a arte amorial precedeu o movimento. Ele já vinha desenvolvendo esse pensamento há muito tempo, desde quando era estudante na Faculdade de Direito. Ao deflagrar o movimento, ele queria apenas reunir artistas que pensavam como ele, que faziam da cultura popular uma fonte de pesquisa, para que pudessem juntos discutir e se apoiar", explica Carlos Newton Jr, professor, pesquisador e especialista na obra do artista paraibano em entrevista ao Jornal do Commercio.

 

A ideia seria a de valorizar a cultura popular para que ela pudesse ser admirada e vista com outro olhar, assim, valorizando elementos como a xilogravura e a atuação do romanceiro popular, por exemplo. O Movimento Armorial se espalhou para outras linguagens artísticas, como a música, o teatro, a dança, as artes visuais e a literatura. 

 

Segundo Carlos Newton, o movimento continua pulsante nas criações de artistas e intelectuais que desenvolvem pesquisas a partir desse imaginário cultural popular celebrado por Ariano. "Ele estabeleceu uma poética, um caminho, e todo mundo que ainda segue conscientemente esses princípios, os reavalia, com eles experimenta, está fomentando o Movimento Armorial", enfatiza o pesquisador. "A arte armorial desafia os estereótipos que o Brasil ainda mantém sobre o Nordeste. É uma arte erudita feita a partir da cultura popular; não é comercial. Mescla os elementos das culturas originárias, ibérica e africanas para construir uma arte brasileira".

 

Para o artista visual Manuel Dantas Suassuna, filho de Ariano e de Zélia de Andrade Lima Suassuna, seu pai desejava que o Brasil fosse armorial, com a valorização da diversidade de cada região do país.

 

"Na visão dele, era preciso se aprofundar no Brasil, olhar para tudo que essa terra e seu povo produz, que é muito rico, com tantas manifestações como a literatura de cordel, a xilogravura, a música de viola, rabeca, pífano, que são elementos celebrados pelo armorial. Cada canto tem suas particularidades e, ao invés de querer uniformizar, a gente deveria celebrar o que faz cada lugar único. O que papai fez foi acender a centelha para essa importância de se olhar para o Brasil e valorizar nossa cultura", conta.

 

Dantas tem um trabalho influenciado pelos princípios armoriais e diz enxergar como um dos grandes legados do Movimento Armorial as Ilumiaras, que seriam espaços físicos (entre eles a Jaúna, na Fazenda Carnaúba, em Taperóa, a partir das indicações do próprio Ariano) e simbólicos de celebração à arte e a cultura. "Esses lugares celebram o pensamento que Ariano fomentou e eram lugares sagrados para ele. Então, acredito que depois do encantamento de papai, estes são os principais símbolos do armorial agora. Acredito que estamos na fase das Ilumiaras e o que elas representam enquanto possibilidades de criação e de reflexão para a cultura", enfatiza.

'Drag Inédita': Performers de Salvador lançam reality show para difundir a arte transformista
Foto: Reprodução / Instagram @draginedita

Estreia neste domingo (18), às 20h, no YouTube, o reality show "Drag Inédita". Produzido e apresentado pelas queens Aimée Lumière e Spadina Banks, o concurso se propõe a difundir a arte de diversas performers e entreter, especialmente, o público LGBTQIA+.

 

O programa vai contar com artistas não só da Bahia, mas também do Rio de Janeiro, Pernambuco, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Segundo Spadina, a dinâmica vai consistir na realização de provas semanais e a cada semana uma das integrantes será eliminada da competição. 

 

"O primeiro episódio vai apresentar as drags para a gente conhecer melhor e a partir da próxima semana já começam as provas em si. Nessas provas, nosso grande objetivo está sendo explorar a identidade dessas artistas, que são diversas, não só por uma questão regional, mas também de terem corpos diferentes. Quando a gente fala sobre essa questão do inédito parece um deboche, mas tem uma coisa forte aí, que é a questão de visibilidade mesmo", explica. 

 


Aimée e Spadina, apresentadoras e idealizadoras do reality | Foto: Reprodução / Instagram

 

Para ela, a arte drag, como um todo, é um espaço de reflexão e política. E no programa essas características dão as caras. "Geralmente, a gente aborda muitos assuntos atuais em nossas performances. Estamos envolvidas com críticas sociais, específicas e atuais. No reality, por exemplo, mesmo que a gente faça uma prova aberta, sem direcionar para uma questão política você vê que as drags tomam esse cuidado de abordar questões de gênero, sexualidade, da política brasileira ou de raça. A arte drag acompanha nossos corpos", descreve Spadina Banks.

 

E caminhando com essa ideia, em janeiro deste ano integrantes da cena drag queen da capital baiana lançaram um manifesto em que ressaltam a importância das produções artísticas e culturais drags no contexto local. O cenário que essas artistas em específico encaram aqui envolve uma situação de falta de visibilidade e de espaços para se apresentar.

 

"Hoje você vê um número de mulheres drags cisgêneras e transgêneras muito grande, as drags negras ganharam muita força. Essa cena é rica artisticamente, mas ainda carece de espaços, de investimento - em outras palavras, de dignidade. É dificil fazer renda e viver apenas dessa arte", desabafa Spadina, afirmando que, ainda hoje, as performers estão relegadas a se apresentarem em tempos, templos e locais definidos: na madrugada, em bares e boates.

 

É aí que surge o fator criatividade, que inspira o contexto de inventividade das artistas soteropolitanas e do qual, garantem as organizadoras, surge a vontade em fazer o reality. "Quando a gente fala de criatividade para gerar oportunidades é justamente sair desse espaço. A gente busca, nesse movimento de ocupar outros espaços como editais, teatros, a política também, a internet para praticar o que tá cada vez mais nítido, que somos nós por nós", completa.

 

 

"Drag Inédita" não é o primeiro concurso baiano reunindo drags, mas o diferencial dele, defende Aimée, "é o que as candidatas podem oferecer, as provas que vão ser feitas e o elenco diverso". "As provas são leves e divertidas. Nós fizemos dessa forma porque sabemos como é um concurso drag, já participamos e sabemos como é. Conseguimos potencializar e dar ferramentas para que as meninas conseguissem fazer o trabalho delas. Fizemos gambiarras para ter uma iluminação bacana, a gente conseguiu dar para cada uma um tecido verde para o chroma key no fundo. A gente conseguiu instrumentalizar elas dessa forma, incentivando e dando essas ferramentas. A gente espera que o público se apaixone e faça um momento inédito para que todos possam se divertir", diz animada. 

 

A ideia inicial veio para dar seguimento a um projeto que as duas tocavam juntas às sextas-feiras: uma live show com performances e uma pitada caprichada de humor. As duas compõem um coletivo bastante atuante na cidade, a Shantay, que junto com outros artistas e grupos como Bonecas Pretas e Lésbica Futurista produzem a arte drag do lado de cá da Baía de Todos-os-Santos. 

 

O próximo passo delas, afirma Aimée, vai ser retomar as atividades dos shows presenciais, quando isso for possível, com toda força, dando continuidade para uma presença nas redes também, com projetos audiovisuais e materiais para as redes sociais.

 

A transmissão do reality "Drag Inédita" será totalmente pelo YouTube, no canal Drag Inédita TV. A produção do projeto também disponibilizou as redes sociais, especificamente o Instagram, nos perfis @draginedita, @spadinabanks e @aimeelumiere.

Neojiba lança 2ª edição do 'Meninas na Música'; projeto promove equidade de gênero na arte
Foto: Reprodução / Flickr / Neojiba

O Neojiba vai lançar, na próxima sexta-feira (18), a live de lançamento do segundo ano do "Meninas na Música". O projeto foi criado para promover a equidade de gênero e o empoderamento feminino no universo da música, além de despertar a conscientização do papel de todos, homens e mulheres, na construção de uma sociedade sem preconceitos e sem violência contra as mulheres. 

 

A live será transmitida às 18h pelo Facebook do Neojiba  e terá como convidadas Julieta Palmeira, secretária de Política para Mulheres do governo da Bahia, e Mafoane Odara, gerente do Instituto Avon - que apoia a iniciativa. Elas irão falar sobre protagonismo, relacionamentos saudáveis, habilidades sócio emocionais e construção de projetos de vida. A conversa será mediada por Fernanda Tourinho, diretora de Desenvolvimento Institucional do Neojiba. 

 

Entre setembro e dezembro deste ano, o Meninas na Música irá realizar virtualmente doze masterclasses com musicistas convidadas, como a clarinetista boliviana Camila Barrientos,  a trompista brasileira Waleska Beltrami, a fagotista canadense Catherine Carignan e contrabaixista brasileira Patricia Weitzel. 

 

A maioria delas toca instrumentos ou assume funções historicamente ocupadas apenas por homens. As masterclasses, voltadas para integrantes do projeto musical, irão se desdobrar posteriormente em quatro aulas públicas.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Pensando aqui em quanta energia #sabetudo e Aninha do Camaro gastaram pensando em 2028, pra verem o Soberano tomar de volta a candidatura. Mas ninguém precisa correr pra ficar com pena do Soberano. Pelo menos ele tem seu lado empresário pra ocupar o tempo até lá. O motivo, dizem às más línguas: o Carlismo morreu. Ao menos sob a batuta do herdeiro original. Dito isso, ele vai aproveitar também pra ajudar o Ferragamo com essa crise de imagem dos ônibus da eleição. O cenário agora é de reflexão real. Apoiaram o ZeroUm, para manter vivo e soltar o Capitão, agora, quem vai ter que ficar ligado é a galera da Bahia. Ao menos quem não é seguidor da família. Por falar em eleição futura, os disparos em massa de #sabetudo devem ficar mais restritos. Na boca miúda, o que se fala é que essa eleição foi um block atrás do outro. Sobrou para Elde, Bonitinho, Renatinha Ex-Fala Bela e mais uma renca. Alguns desbloqueados, mas outros ainda vão ficar no cantinho do pensamento. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Valdemar Costa Neto

Valdemar Costa Neto
Foto: Reprodução / CNN Brasil

"Não gostei".


Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior. 
 

Podcast

Projeto Prisma entrevista o vereador de Salvador Cezar Leite nesta segunda

Projeto Prisma entrevista o vereador de Salvador Cezar Leite nesta segunda
Foto: Projeto Prisma
O vereador de Salvador, Cezar Leite (PL), é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira (26). O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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