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Artigos

Valdemir Medeiros
É nosso dever combater a violência contra a mulher
Foto: Acervo pessoal

É nosso dever combater a violência contra a mulher

Nos últimos anos, o Brasil tem assistido a uma escalada dos casos de feminicídio, um cenário que exige atenção e ação imediata. Segundo dados do Ministério da Justiça, ao menos quatro mulheres são assassinadas por dia no país.

Multimídia

Elmar Nascimento cita Wagner e crítica “presunção de culpa” contra políticos: "Estão fazendo uma barbaridade"

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O deputado federal Elmar Nascimento (União) criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) com o que classificou como uma "presunção de culpa" adotada pelo judiciário e pela opinião pública contra a classe política brasileira.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

anuario de seguranca publica 2026

Crimes de roubo e furto de celulares têm queda de 14% na Bahia
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

 

Os crimes de roubo e furto de celulares registraram uma queda de 14,1% na Bahia. Somado, o total de ocorrências dos dois crimes caiu de 63.405 para 54.563 entre 2024 e 2025. Isso é o que apontam os dados do Anuário de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23).

 

As informações do Fórum de Segurança Pública apontam que, entre os dois crimes, o furto de celulares se tornou o menos comum no estado. Em 2025, foram registrados 36.517 roubos de celulares e 25.386 casos de furto.

 

Na tipificação dos crimes, a principal diferença entre roubo e furto está no uso da força. O furto ocorre quando alguém subtrai um bem sem que a vítima perceba e sem nenhum tipo de violência ou ameaça; já o roubo envolve violência física ou grave ameaça para forçar a entrega do objeto.

 

No que diz respeito aos roubos, foram 36.517 registros em 2024, o que representava uma taxa de 245,9 roubos a cada 100 mil habitantes. Em comparação ao ano de 2025, o número representa uma queda de 20,2%.

 

Já nos casos de furtos, o estado registrou 26.888 casos em 2024, cerca de 1.500 casos a mais que no ano passado. Assim, a taxa de furtos a cada 100 mil habitantes passou de 181,1 para 170,7, com uma variação numérica de -5,7%.

 

O cenário da Bahia é similar ao cenário nacional. O país registrou uma queda no total consolidado de crimes envolvendo celulares, embora as duas modalidades tenham tido comportamentos distintos: os roubos tiveram uma queda de -18,6%, totalizando 308.723 casos; e os furtos apresentaram um leve aumento de 0,9%, chegando a 483.561 registros. Ao todo, o país registrou 792.284 ocorrências, somando os dois crimes.

 

Em um ranking nacional, a Bahia se posiciona na 11ª colocação no levantamento. Os estados com maior número de roubos ou furtos de celulares, com base nas taxas de ocorrências a cada 100 mil habitantes, são o Distrito Federal (677,1), Amazonas (671,9) e Amapá (611,4).

Com a 2ª polícia mais violenta, seis cidades baianas tem 10 maiores índices de letalidade policial do país
Foto: Ascom / PC Bahia

Em 2025, o Brasil registrou um total de 6.602 mortes decorrentes de intervenções policiais, em serviço ou fora de serviço. Neste cenário, a polícia baiana aparece como a 2ª mais violenta do país. Isso é o que apontam os dados divulgados pelo Anuário de Segurança Pública nesta quinta-feira (23).

 

Os dados do Fórum de Segurança Pública não detalham os números de mortes por letalidade policial por estado, mas o Anuário destacou os índices de letalidade por estado, chamados de taxas de Mortes Decorrentes de Intervenção Policial (MDIP), a cada 100 mil habitantes. Na Bahia, 10,6 pessoas foram mortas por ação policial a cada 100 mil habitantes.

 

Com os maiores números da série histórica desde 2015, o estado fica atrás apenas do Amapá, com uma taxa de MDIP de 17,1. Em terceiro lugar aparece o estado de Sergipe, com 8,4 pessoas mortas em ações policiais a cada 100 mil habitantes.

 

O estudo analisou ainda a variação dos índices entre 2024 e 2025. A Bahia esteve entre os 18 estados em que a variação apresentou um aumento de 0,8%. O índice de letalidade policial do país ficou em 3,1 por 100 mil habitantes. O aumento numérico entre 2024, quando ocorreram 6.237 mortes decorrentes de intervenções policiais, e 2025 foi de 5,4%.

 

As maiores variações foram registradas nos seguintes estados: Rondônia, que registrou um índice de letalidade policial de 2,7, em uma variação 485,6% maior que em 2024; Maranhão, com uma taxa de MDIP de 2,0 e uma variação de 84%; e Alagoas, que registrou uma letalidade policial de 3,6 e uma variação de 54,6%.

 

RANKING MUNICIPAL
O Anuário de Segurança Pública destacou ainda as cidades brasileiras com população acima de 100 mil habitantes que registraram os maiores índices em 2025. O estado domina o ranking: dos 10 municípios, seis são baianos.

 

Confira o ranking completo:

  • 1° lugar: Porto Seguro (BA) - 32,3 mortes por 100 mil habitantes
  • 2° lugar: Eunápolis (BA)- 29,7 mortes por 100 mil habitantes
  • 3° lugar: Marituba (PA) - 28,5 mortes por 100 mil habitantes
  • 4° lugar: Itabaiana (SE) - 22,0 mortes por 100 mil habitantes
  • 5° lugar: Simões Filho (BA) - 19,1 mortes por 100 mil habitantes
  • 6° lugar: Jequié (BA) - 18,9 mortes por 100 mil habitantes
  • 7° lugar: Lauro de Freitas (BA) - 18,2 mortes por 100 mil habitantes
  • 8° lugar: Luís Eduardo Magalhães (BA) - 17,7 mortes por 100 mil habitantes
  • 9° lugar: Japeri (RJ) - 17,6 mortes por 100 mil habitantes
  • 10° lugar: Macapá (AP) - 17,2 mortes por 100 mil habitantes
Bahia registra 4° maior número de feminicídios do Brasil; veja os números
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Bahia registrou o quarto maior número de feminicídios do país no último ano. Ao todo, 102 mulheres foram assassinadas por motivos ligados à condição de gênero. O número foi incluído nos registros de homicídios de mulheres do Anuário de Segurança Pública 2026, divulgado nesta quinta-feira (23).

 

Ao todo, 352 mulheres foram vítimas de homicídio feminino em 2025, incluindo os casos de feminicídio. O homicídio feminino configura qualquer assassinato de uma mulher, independentemente da motivação. Já o feminicídio é uma qualificadora do homicídio doloso no Brasil, mediante lei.

 

No Brasil, foram registrados 3.539 homicídios de mulheres em 2025, sendo que 1.571 foram tipificados como feminicídio. Neste cenário, quase metade dos homicídios de mulheres no Brasil, cerca de 44,4%, foram feminicídios, ou seja, motivados em razão do gênero.

 

Em ambas as tipificações de crime, o estado apresentou variações de queda em comparação ao ano de 2024. Há cerca de dois anos, a Bahia registrou 388 homicídios femininos. Naquele ano, 5,1 a cada 100 mil mulheres foram assassinadas no estado.

 

Já em 2025, o número total teve uma redução de 36 vítimas, o equivalente a 9,4%, e a taxa de homicídios foi de 4,6 mulheres mortas a cada 100 mil. Já os feminicídios tiveram uma queda menos perceptível: foram 110 em 2024 e 102 no último ano.

 

No cenário nacional, foram 3.728 homicídios femininos em 2024, frente aos 3.539 deste ano, registrando uma queda de 5,5% em um ano. Na tipificação de feminicídios, o resultado foi oposto e o país registrou um aumento de 4%. Foram 1.504 casos há dois anos e 1.571 casos no ano passado.

 


Foto: Gráfico elaborado com uso de Inteligência Artificial (Notebook LM)

Bahia tem metade dos 10 municípios com maior índice de mortes violentas do país; veja lista 
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Bahia tem cinco cidades incluídas no ranking nacional de índices de mortes violentas intencionais (MVI). O levantamento, divulgado nesta quinta-feira (23) no Anuário de Segurança Pública, considera índices os índices municipais de mortes violentas com base na taxa de MVIs por 100 mil habitantes.

 

As mortes violentas intencionais (MVIs) são contabilizadas como a soma dos dados de homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte, mortes de agentes de segurança e fatalidades resultantes de intervenção policial. 

 

No levantamento das dez cidades que mais registraram mortes no país, todos os municípios estão no Nordeste, sendo cinco na Bahia, três no Ceará, uma em Pernambuco e uma na Paraíba.

 

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Na Bahia, apareceram no ranking as cidades de Eunápolis e Porto Seguro, na Costa do Descobrimento, na segunda e quarta posição; Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, na quinta posição; Jequié, no Médio Rio de Contas, na sexta posição; e Juazeiro, na região norte do estado, na décima colocação no ranking.

 

Confira a lista completa:  

  • 1° lugar: Maranguape (CE) – Taxa de 100,3
  • 2º lugar: Eunápolis (BA) – Taxa de 85,1
  • 3° lugar Maracanaú (CE) – Taxa de 80,7
  • 4º lugar: Porto Seguro (BA) – Taxa de 71,2
  • 5º lugar: Simões Filho (BA) – Taxa de 68,1
  • 6º lugar: Jequié (BA) – Taxa de 67,4
  • 7° lugar: Caucaia (CE) – Taxa de 66,6
  • 8° lugar: Cabo de Santo Agostinho (PE) – Taxa de 65,1
  • 9° lugar: Santa Rita (PB) – 60,9
  • 10º lugar: Juazeiro (BA) – Taxa de 55,8

 

As cidades de Jequié, Juazeiro, Porto Seguro e Simões Filho, já haviam sido citadas em um ranking de violência nacional este ano. As cidades foram mencionadas no Atlas da Violência 2026, estudo realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública – mesma entidade que realiza o Anuário – que reúne informações consolidadas entre os anos de 2014 e 2024.

Com mais de 5 mil registros, Bahia é o estado com maior número de mortes violentas do Brasil
Foto: Agência Brasil

A Bahia é o estado que mais mata no Brasil. O estado registrou 5.473 casos de mortes violentas intencionais (MVI) em 2025 e ficou na 1ª posição do ranking nacional desse tipo de registro. Os dados divulgados pelo Anuário de Segurança Pública, nesta quinta-feira (23), apontam ainda que a liderança é isolada, já que nenhum outro estado superou a marca de 4 mil mortes.

 

No cenário nacional, o país registrou um total de 40.775 mortes violentas intencionais no último ano. As MVIs são contabilizadas como a soma dos dados de homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte, mortes de agentes de segurança e fatalidades resultantes de intervenção policial.

 

Conforme o Anuário deste ano, além da Bahia, os maiores números de MVIs foram registrados no Rio de Janeiro (3.890) e São Paulo (3.615). Por outro lado, os estados com os menores números foram Roraima (144), Acre (191) e Distrito Federal (287).

 

ÍNDICES EM QUEDA

O Anuário ainda contabiliza os índices estaduais e nacionais de mortes violentas, considerando a taxa de MVIs por 100 mil habitantes. O Brasil registrou uma queda de -8,2%, o equivalente a apenas 4 mil registros a menos em comparação a 2024, quando foram registradas 44.220 mortes violentas intencionais.

 

Apesar de registrar números altos, no ranking que mede a maior redução percentual de mortes entre 2024 e 2025, o estado da Bahia apresentou uma taxa de redução superior à média nacional e ocupa a 9ª posição, com uma queda de -9,6% no total de vítimas.

 

Os índices dos demais estados com maiores números totais de mortes ficaram fixados em 22,6% no Rio de Janeiro, com uma queda de apenas 0,5% em um ano; e 7,8% em São Paulo, com uma queda de 3,9%.

 

As maiores reduções no período foram registradas pelos estados do Amazonas (-32,5%), Rio Grande do Sul (-25,7%) e Mato Grosso (-23,2%). As menores reduções foram registradas em Santa Catarina (7,6%), São Paulo (7,8%) e Distrito Federal (9,6%).

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
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Pérolas do Dia

Valdemar da Costa Neto

Valdemar da Costa Neto
Foto: Beto Barata/ PL

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