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Ex-BBB Gil do Vigor detona André Valadão após líder orientar pais a não mandar filhos para faculdade
O pastor André Valadão, líder da Igreja Lagoinha, foi criticado pelo ex-BBB Gil do Vigor após afirmar durante uma pregação que uma mulher que fizesse faculdade era uma "vagabunda". Na ocasião, Valadão discursava sobre faculdade e afirmou que não havia necessidade de enviar os filhos para se dedicarem aos estudos. “Se a faculdade vai acabar com a vida do teu filho, não manda ele para faculdade! Não manda! Vai vender picolé na garagem”, disse.
André Valadão, que usa relógio de R$ 168 mil, não quer que filhos de fiéis façam Universidade. Quanto mais ignorantes as ovelhas, mas os lobos aproveitam. pic.twitter.com/jE69ewLcKo
— Pedro Ronchi (@PedroRonchi2) June 20, 2024
Valadão ainda debochou da possível resposta de alguns pais e insinuou que mulher que estuda pode se transformar em vagabunda.
“‘Ah, mas eu não criei o meu filho para isso’… Então você criou para ele ir para o inferno? Você criou a sua filha para que? Para virar uma vagabunda? Você a criou para ser uma mulher santa, digna, de família e cheia de Deus! Daí ela tem um diploma, é rodada, é doida… ‘Ah, mas la tem um sonho… Tenho um sonho de ter um doutor na minha família’”.
“Mas daí o seu filho está lá: Doutor, mestrado, doutorado, rabalado… Você vai falar de Jesus e ele vai falar assim: ‘Não fala de Deus para mim, não’… Depois vem na igreja e pergunta sobre o que errou. Você, papai e mamãe, se você estiver vivendo essa situação, eu tenho boas novas para você. Não pare de lutar pelos seus filhos”, concluiu.
Revoltado com a situação, o ex-BBB Gil do Vigor chamou André de falso profeta. Para o economista, era de interesse do líder religioso que as pessoas não se dedicassem aos estudos para que ficassem mais sucetives a manipulação.
Quem está contra a educação, está contra você! pic.twitter.com/42mqdK21iI
— GIL DO VIGOR (@GilDoVigor) June 20, 2024
“Elas utilizam da ignorância para juntar massas e assim dominar. Porque a falta do conhecimento, a ignorância gente, é um prato cheio para esses manipuladores! É inadmissível que um homem que tenha acesso a tantas pessoas gere e espalhe desinformação. É um absurdo! A educação e o conhecimento devem ser divulgados para nosso país!”, protestou.
Cristão, Gil, que desde 2021 está nos Estados Unidos onde cursa o PhD, afirmou que os estudos nunca o afastaram de Deus.
“O meu conhecimento nunca me afastou de Deus, pelo contrário, me aproximou! E as pessoas tem o direito de aprender e se libertar dessas pessoas manipuladoras, falsos profetas, que utilizam o nome de Deus dizendo serem perfeitos, mas na verdade são lobos em pele de cordeiro e lembre-se quem é contra educação é contra vocês!.”
Em ação, o Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça que determine a imediata remoção de conteúdos que contenham discursos de ódio proferidos pelo pastor André Valadão no YouTube e Instagram. O MPF destaca que, utilizando as redes sociais, o líder religioso fez declarações discriminatórias contra a população LGBTQIA+, inclusive incitando a violência física.
O MPF também pede a condenação de Valadão para que arque com os custos de produção e divulgação de contrapontos aos discursos feitos, a retratação pelas ofensas, e o pagamento de R$ 5 milhões por danos morais coletivos.
Durante o mês de junho deste ano, o pastor André Valadão fez, em seus perfis nas redes sociais, a campanha “Orgulho não” ou “No Pride”. O MPF destaca que as postagens fazem clara referência discriminatória à população LGBTQIA+, uma vez que a palavra orgulho aparece nas cores da bandeira símbolo do movimento.
Em culto da Igreja Batista Lagoinha transmitido ao vivo pelo YouTube, em 4 de junho, André Valadão associa, em vários momentos, as vivências das pessoas homoafetivas a um comportamento desviante, pecaminoso, imoral e, portanto, algo a ser odiado e rechaçado. Durante a pregação, o pastor ofende a honra e a dignidade dos LGBTQIA+ com expressões como amaldiçoados, nojentos, antinaturais e dignos de ódio.
Já em 2 de julho, também em transmissão ao vivo da unidade da igreja em Orlando, nos Estados Unidos, o MPF afirma que “Valadão subiu mais um degrau na escalada de ódio e violência”, incitando os fiéis a matarem pessoas LGBTQIA+. Em trecho do culto, após mencionar “que se Deus pudesse mataria todos pra começar tudo de novo”, o pastor diz: “Tá com você. Sacode uns quatro do teu lado e fala: vamos pra cima!”.
Para o Ministério Público, a fala do líder religioso é clara ao estimular os cristãos a repudiarem e a atacarem fisicamente essa coletividade de pessoas que, socialmente, já se encontra em situação de vulnerabilidade social.
Na ação, o MPF ressalta que o que se vê na pregação divulgada em várias redes sociais ultrapassa em muito a liberdade religiosa e de expressão. A entidade destaca o tom agressivo e permeado de ataques à população LGBTQIA+, com a intenção de estimular os fiéis a estigmatizar, isolar e ir pra cima para matar tais pessoas. “Inclusive, outros pastores criticaram a propagação de discurso de ódio de Valadão, condenando o uso descontextualizado de trechos da Bíblia para justificar as falas transhomofóbicas”, endossou o MPF.
A procuradora da República Ludmila Oliveira, que assina a peça, cita que “a liberdade religiosa deve ser preservada e, decerto, pastores podem continuar a citar a Bíblia em seus cultos. Todavia, não pode ser admitido o discurso que vai além e prega a discriminação e incita a violência física contra a população LGBTQI+ que não está acobertado pelo manto da liberdade religiosa e de expressão”.
REDES SOCIAIS
O MPF encaminhou ofício às empresas Meta Plataform (responsável pelo Instagram) e Google Brasil (responsável pelo YouTube) para analisarem o vídeo e as postagens de André Valadão e submetê-los à moderação de conteúdo, diante da possível violação à política de combate ao discurso de ódio dessas plataformas.
Segundo o Ministério, apenas o Google respondeu ao pedido, afirmando que o vídeo foi revisado e não foi removido por violação das Diretrizes da Comunidade, sem apresentar outras justificativas.
Porém, conforme destacado no curso do procedimento que instrui a ação, não apenas o MPF aponta ofensa às políticas de combate ao discurso de ódio das plataformas, mas também vários comentários de usuários das redes sociais destacam o caráter discriminatório e homofóbico das postagens do pastor.
“Esse reiterado comportamento de André Valadão de divulgar vídeos com falas agressivas e verniz bíblico, tem a intenção de chamar a atenção, garantir exposição, visualizações e comentários em seus posts, que geram, inclusive, pagamento de remuneração pelas plataformas”, defende o Ministério Público Federal.
Sendo assim, o MPF sinaliza que lhe coube a medida judicial para pedir a remoção do conteúdo discriminatório e ilícito identificado, “considerando que as plataformas nada fizeram, mesmo expressamente solicitadas a moderarem o conteúdo de acordo com suas próprias políticas”.
“Vale frisar que a inércia das plataformas gera um ambiente de anomia, que cria a sensação de que existe um direito absoluto à liberdade de expressão que permite às pessoas humilhar, ofender a dignidade, incitar o ódio e a exclusão de grupos vulneráveis, inclusive em uma escalada violenta, como se viu no presente caso”, destaca trecho da ação.
O Ministério Público Federal (MPF) vai investigar o pastor André Valadão por possível prática de homofobia. O procedimento foi instaurado após fala agressiva do líder religioso durante um culto, transmitido ao vivo pelo YouTube. O procurador regional dos Direitos do Cidadão (PRDC) no Acre Lucas Costa Almeida Dias, é o responsável pelo procedimento.
No último domingo (2), no culto na Igreja Batista Lagoinha em Orlando, nos Estados Unidos, Valadão incitou os fiéis a perseguirem pessoas LGBTQIA+. "Agora é a hora de tomar as cordas de volta e dizer: Pode parar, reseta! Mas Deus fala que não pode mais", afirmou o pastor. "Ele diz: 'Já meti esse arco-íris aí. Se eu pudesse, matava tudo e começava de novo. Mas prometi que não posso'. Agora está com vocês".
"Não entendeu o que eu disse? Agora, tá com vocês! Deus deixou o trabalho sujo para nós", insistiu André Valadão.
Após a apuração dos fatos, o MPF encaminhará as medidas cabíveis para o caso.
O pastor assumiu a liderança da Lagoinha Global, no fim de 2022. A igreja tem mais de 700 templos no Brasil e no mundo. André foi promovido na hierarquia, após seu pai, Márcio Valadão, se aposentar.
O líder religioso foi um dos apoiadores evangélicos mais entusiasmados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na campanha eleitoral do ano passado.
OUTRO INQUÉRITO
O Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) também abriu inquérito contra André Valadão, por falas agressivas contra pessoas LGBTQIA+. O MP-MG atendeu a uma apresentação protocolada pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP).
Conforme a denúncia, no mês de junho, período em que é celebrado o Orgulho LGBTQIA+, o pastor e a Igreja da Lagoinha realizaram um culto chamado “Deus odeia o orgulho”.
"Considero que hoje é o mês que Deus mais repugna na humanidade", disse Valadão durante o culto. A parlamentar fez uma denúncia complementar desta fala mais recente, para ser anexada ao processo.
O cantor gospel André Valadão teceu um comentário preconceituoso em suas redes sociais. Ele sugeriu que seria incoerente que homossexuais frequentem igrejas evangélicas e afirmou que "cada um (gays e cristão) deve saber o seu lugar".
O episódio envolvendo o artista, que também é pastor da Igreja Batista da Lagoinha, aconteceu nesta terça-feira (8) em seu Instagram, quando ele respondeu uma pergunta de um seguidor nos seus stories. "Dois rapazes que são membros da igreja estão namorando. Você os expulsa?", questionou o usuário.

Reprodução/Twitter
"A igreja tem um princípio bíblico. E a prática homossexual é considerada pecado. Eles podem ir para um clube gay. Mas, na igreja, não dá. A igreja é lugar de quem quer viver princípios bíblicos. Não é sobre expulsar. É sobre entender o lugar de cada um", respondeu o pastor.
Conforme noticiou o Diário de Pernambuco, após o posicionamento repercutir negativamente, Valadão o apagou.
Atração confirmada na Marcha para Jesus 2018, a cantora Cassiane vai receber R$ 70 mil da Empresa Salvador Turismo (Saltur). O evento será realizado na tarde deste sábado (22), na capital baiana, com caminhada da Praça do Campo Grande à Praça Castro Alves, onde um palco estará montado para receber os shows.
Como publicado no Diário Oficial do Município (DOM), nesta sexta-feira (21), a Prefeitura também formalizou a contratação de André Valadão e da Banda do P.A. Enquanto o grupo vai ganhar R$ 33 mil para tocar na festa, o cantor recebeu R$ 40 mil.
No início da semana, a Saltur publicou a contratação de Davi Sacer por R$ 45 mil e de Rose Nascimento por R$ 60 mil (veja aqui). Outros shows que integram à programação da 21ª marcha são Renascer Praise e Verônica Sacer.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"Claro que existem preferências. Neto tem uma relação com Caiado, que era do União Brasil. Caiado apoia Neto, Zema apoia Neto, Flávio Bolsonaro apoia ACM Neto. Mesmo os que não estão na Bahia veem que a Bahia precisa mudar de rumo".
Disse o ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro e pré-candidato ao Senado João Roma (PL) ao afirmar que à exceção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), todos os pré-candidatos ao Planalto em 2026 devem apoiar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato da oposição ao Governo da Bahia, ACM Neto (União).