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alexandre magno
Reeleito vereador da cidade de Paripiranga, cidade na divisa da Bahia com Sergipe, Alexandre Magno Rodrigues de Oliveira (MDB) foi condenado a 14 anos de prisão pelo crime de homicídio qualificado, cometido no dia 2 de maio de 2014. A sentença foi proclamada pelo 1º Juízo da 1ª Vara do Tribunal do Júri, em Salvador, nesta quarta-feira (4), na sessão conduzida pela juíza Gelzi Maria Almeida Souza Matos.
Alexandre Magno é acusado de ter matado o médico José Carlos Carvalho, que era filiado ao PT na cidade. Segundo a decisão da Justiça, o vereador foi o mandante do crime.
Ao falar da conduta do político, a sentença diz que o “modo de agir do réu evidencia intenso grau de reprovabilidade”, apesar dele ter bons antecedentes. A pena base foi fixada em 12 anos, mas aumentada com o reconhecimento do “motivo fútil” para a motivação do crime. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.
Conforme denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA), o crime foi motivado após Alexandre Magno considerar sua candidatura a prefeito de Paripiranga “ameaçada” por José Carlos, que provavelmente sairia como candidato também.
Além do vereador, também foi condenado Leonardo Fraga Guimarães, apontado como autor dos dois disparos que mataram o médico. Ele foi condenado a 14 anos de prisão, a serem cumpridos inicialmente em regime fechado, e teve a pena agravada em vista da emboscada feita para matar a vítima e mediante recompensa que ele receberia por praticar o crime, promessa feita por Alexandre Magno.
Um terceiro réu, identificado como Igor de Menezes Carvalho, foi inocentado.
Um vereador, e candidato ao mesmo cargo, neste ano em Paripiranga, na divisa da Bahia com Sergipe, teve mais um recurso negado pela Justiça. Alexandre Magno, que nega o crime, pedia a realização do júri popular por envolvimento na morte do médico José Carlos Bezerra Carvalho, ocorrida em maio de 2014, em Paripiranga.
Magno pretendia demover a decisão do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-BA) que tinha ordenado o “desaforamento” do júri, ou seja, determinou a realização do julgamento em outra cidade, no caso em Salvador.
No entendimento da Corte, a mudança do local do júri tem por objetivo evitar a influência “social e política” exercida por Alexandre Magno. Além de vereador desde 2016, Magno foi procurador jurídico do município, cargo que ocupava à época do homicídio. Outro motivo é que a memória da vítima também causaria influência, já que era político influente [disputou as eleições de 2008 e 2012 pelo PT]. A data do júri não foi informada.
Além de Alexandre Magno, foram acusados pelo homicídio Igor de Menezes Carvalho e Leonardo Fraga Guimarães. Doutor Zé Carlos, como era conhecido, foi morto na noite do dia 2 de maio de 2014. O médico saía de uma clínica quando dois homens a bordo de uma motocicleta passaram e atiraram contra ele.
Alexandre Magno foi acusado pelo Ministério Público do Estado (MP-BA) de ser o mandante do crime, motivado por desavenças políticas. O homicídio teria sido executado por Leonardo Fraga Guimarães, e a moto usada no crime conduzida por Igor de Menezes Carvalho. Os dois últimos foram presos.
Em setembro do ano passado, a defesa de Leonardo Fraga tentou um habeas corpus, mas o pedido de liberdade foi negado pelo ministro Cristiano Zanin do Supremo Tribunal Federal (STF). Adenúncia contra Alexandre Magno foi assinada pelo promotor Gildásio Rizério. Alexandre Magno e Doutor Zé Carlos pertenciam a grupos políticos rivais em Paripiranga.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Fernanda Melchionna
"A cantilena enfadonha da extrema direita e dos bolsonaristas chega a doer o ouvido. Um juiz, que foi um juiz ladrão, como mostrou a Vaza Jato, vem aqui tentar se mostrar como paladino da moral, como se lutasse contra a corrupção. É muita falta de vergonha na cara daqueles que votaram na PEC da bandidagem na Câmara dos Deputados vir aqui dizer que estão contra os corruptos".
Disse a deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) ao debater com o senador Sérgio Moro (PL-PR) durante a discussão do veto do presidente Lula ao projeto da dosimetria de penas, a deputada do Psol chamou Moro de “juiz ladrão”.