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alejandro dominguez
A França saiu de campo classificada. O Paraguai, eliminado. Mas, nos corredores do estádio, quem falou em tom de peito aberto foi Alejandro Domínguez. Presidente da Conmebol, o dirigente não deixou a queda paraguaia nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 passar apenas como mais uma vitória europeia sobre uma seleção sul-americana.
Após o triunfo francês por 1 a 0, Domínguez elogiou a entrega da equipe comandada por Gustavo Alfaro e aproveitou para questionar o tamanho do favoritismo da França no torneio.
"É uma boa seleção, sem dúvida, mas não é tudo isso que dizem. Pelo menos hoje, eu a vi pedindo a hora", disse o presidente da Conmebol, em declaração obtida pelo jornalista independente costa-riquenho Kevin Jiménez.
A fala veio depois de uma partida em que o Paraguai, mesmo eliminado, conseguiu manter o confronto aberto até os minutos finais. Para o dirigente, a França avançou, mas não passou ilesa pela pressão imposta pelos paraguaios.
"Isso me surpreende [atitude da França], porque em uma Copa do Mundo é preciso deixar tudo em campo", afirmou no lado de fora do estádio da Filadélfia.
Domínguez também reforçou que a derrota no placar não apaga o desempenho paraguaio na competição.
"O time perdeu, mas não foi derrotado. Também mostrou muitas fragilidades da França. Não vi aquela equipe fantástica de que todos falavam", completou.
O presidente da Conmebol ainda fez questão de colocar a campanha paraguaia dentro de um contexto continental. Para ele, o trabalho de Gustavo Alfaro recolocou o Paraguai em um lugar de competitividade internacional e reforçou a força das seleções sul-americanas.
"É mérito do Alfaro, dos jogadores e de todo um país. É um continente inteiro que acredita que pode competir em alto nível", disse.
Na sequência, ao comentar sobre as demais equipes da América do Sul ainda vivas na Copa, Domínguez resumiu a postura que, segundo ele, acompanha as seleções do continente.
"Nós sempre jogamos no tudo ou nada. Não existe meio-termo."
Presidente de Conmebol, Alejandro Domínguez: “Vi a Francia pidiendo hora, no vi al equipo del que todos hablaban” ???????? pic.twitter.com/JhcvRS8dAG
— Kevin Jiménez (@KevinJimenezCR) July 5, 2026
A leitura do dirigente foi parecida com a de Gustavo Alfaro. Na entrevista coletiva, o técnico do Paraguai transformou a eliminação em defesa pública da própria equipe. O treinador reconheceu a força da França, mas destacou que o adversário precisou sofrer para confirmar a classificação.
"Os jogos da França costumavam ser decididos em 60 minutos. Hoje, se não fosse aquele pênalti, eles não conseguiriam abrir vantagem. Por isso comemoraram tanto e terminaram fazendo cera. Eles sabem o quanto sofreram para vencer", afirmou.
Alfaro também lembrou a diferença de contexto entre as duas seleções. A França chegou ao Mundial como campeã de 2018, vice de 2022 e novamente candidata ao título. O Paraguai, por outro lado, voltou a disputar uma Copa depois de 16 anos.
"Essa França foi campeã do mundo em 2018 e vice em 2022. Nós voltamos a disputar uma Copa depois de 16 anos. Competir da maneira como competimos me enche de orgulho, principalmente por tudo o que enfrentamos ao longo do caminho", disse.
O treinador encerrou a coletiva em tom emocional, uma marca de sua passagem pela seleção paraguaia nesta Copa. Alfaro falou sobre o perfil de seus jogadores, a distância entre as realidades dos elencos e o desejo de construir algo maior no futebol do país.
"Vamos enfrentar jogadores que brigam pela Bola de Ouro, pela artilharia histórica do Mundial. Nós temos garotos que não conheceram seus pais. Eu queria tentar uma revolução no Paraguai. Podíamos fazê-la através do Mundial. Queria chegar mais longe, era algo que senti internamente, por isso morro com essa dor", concluiu.
Gustavo Alfaro, técnico do Paraguai, após a derrota para França.
— LIBERTA DEPRE (@liberta___depre) July 5, 2026
"Eu disse aos jogadores: 'Vamos enfrentar jogadores que brigam pela Bola de Ouro, pela artilharia histórica do Mundial'. Nós temos garotos que não conheceram seus pais. Que passaram por dramas severos. Mas apesar… pic.twitter.com/8pDU2esEqD
Com o resultado, a França avançou às quartas de final. O Paraguai se despediu da Copa, mas deixou a competição com reconhecimento pela campanha e com uma provocação que ganhou força depois do apito final: para Domínguez e Alfaro, a favorita passou, mas passou no limite.
A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) se antecipou ao cenário eleitoral da Fifa e declarou apoio "de maneira unânime" a uma possível reeleição de Gianni Infantino para a presidência da entidade máxima do futebol mundial. O anúncio foi feito pelo presidente Alejandro Domínguez, em uma publicação no X, na última quinta-feira (9).
El Consejo de la CONMEBOL manifestó de manera unánime su respaldo a la gestión de Gianni Infantino al frente de la FIFA, ante una eventual postulación a la reelección para el período 2027–2031.
— Alejandro Domínguez (@agdws) April 9, 2026
Presidente, gracias por su compromiso permanente con el desarrollo del fútbol… pic.twitter.com/NQhDlx18BI
"O Conselho da CONMEBOL manifestou de maneira unânime seu respaldo à gestão de Gianni Infantino à frente da FIFA, ante uma eventual postulação à reeleição para o período 2027–2031. Presidente, obrigado por seu compromisso permanente com o desenvolvimento do futebol sul-americano e pelo liderança impulsionada a nível global", escreveu Domínguez.
Apesar de ainda não ter oficializado candidatura, o dirigente suíço-italiano é considerado favorito para disputar um quarto mandato consecutivo nas eleições previstas para 2027.
O posicionamento da Conmebol marca o primeiro respaldo público de uma confederação continental ao atual presidente da Fifa. A decisão foi tomada após reunião do Conselho da entidade sul-americana, que reúne dez federações, incluindo Brasil e Argentina.
Infantino é presidente da Fifa desde 2016, quando assumiu a função após o escândalo conhecido como "Fifagate". Desde então, foi reconduzido ao posto por aclamação nas eleições de 2019 e 2023.
O apoio ocorre em meio a articulações políticas no cenário do futebol internacional. O próprio Domínguez tem defendido a ampliação da Copa do Mundo de 2030, sugerindo o aumento de 48 para 64 seleções como forma de celebrar o centenário do torneio.
A proposta, no entanto, ainda não conta com o respaldo público de Infantino e enfrenta resistência de outras lideranças do futebol mundial.
A edição de 2030 terá jogos distribuídos em diferentes continentes. Paraguai, Uruguai e Argentina receberão partidas comemorativas, enquanto Espanha, Portugal e Marrocos serão os principais anfitriões do torneio.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) enviou um ofício à Conmebol na última quinta-feira (20), criticando a atuação da entidade no combate ao racismo e cobrando punições mais severas em competições como a Copa Libertadores e a Sul-Americana.
No documento, assinado pelo presidente Ednaldo Rodrigues, a CBF discorda da postura da Conmebol em casos recentes, citando especificamente o episódio de racismo contra os jogadores Luighi e Figueiredo, do Palmeiras, durante a Libertadores Sub-20. Segundo a CBF, a punição aplicada ao Cerro Porteño – clube envolvido no caso – foi “inócua, ineficaz e insuficiente”, além de ignorar a reincidência do clube paraguaio.
A entidade brasileira também reforçou sua posição como a primeira federação nacional a prever perda de pontos e punições esportivas para casos de racismo e voltou a propor, pela quarta vez, mudanças no Estatuto e Código Disciplinar da Conmebol, para garantir sanções mais severas contra o crime.
Além disso, o documento cobra que a Conmebol adote o Protocolo Antirracismo da FIFA e passe a aplicar punições mais rígidas em casos futuros, caso as sanções
A reunião para discutir medidas contra o racismo está agendada para o dia 27 de março, e a CBF confirmou presença, reforçando a necessidade de uma postura mais firme da Conmebol no combate à discriminação no futebol sul-americano.
O Governo Federal divulgou na última terça-feira (19) uma nota oficial condenando as declarações do presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, feitas durante o sorteio das Copas Libertadores e Sul-Americana. O comunicado foi assinado pelos Ministérios do Esporte, da Igualdade Racial e das Relações Exteriores.
"As declarações ocorrem em contexto em que as autoridades da Conmebol têm reiteradamente falhado em adotar providências efetivas para prevenir e evitar a repetição de atos de racismo em partidas por ela organizadas, incluindo medidas para combater a impunidade e promover a responsabilização dos responsáveis", afirmou o governo.
ENTENDA A POLÊMICA
A repercussão negativa começou após Domínguez afirmar que a Libertadores sem clubes brasileiros seria como "Tarzan sem Cheeta", acrescentando que isso seria "impossível". A fala ocorreu na última segunda-feira (17), durante o evento da Conmebol no Paraguai. Veja o momento:
Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol, sobre a Copa Libertadores sem os clubes brasileiros:
— LIBERTA DEPRE (@liberta___depre) March 18, 2025
"Isso seria como Tarzan sem Chita. Impossível"
?????: @BolavipBR pic.twitter.com/Qm6zYTPBDz
A frase gerou indignação, especialmente no contexto dos recentes casos de racismo em competições organizadas pela entidade sul-americana, como o episódio envolvendo o jogador Luighi, do Palmeiras, na Libertadores Sub-20.
O debate sobre uma possível saída dos times brasileiros da Libertadores é oriundo das declarações da presidente do Palmeiras, Leila Pereira. Em entrevista à TNT Sports, ela sugeriu que os clubes do país poderiam se filiar à Concacaf (Confederação da América do Norte, Central e Caribe de Futebol), caso a Conmebol não tomasse medidas mais duras contra o racismo.
"Já que a Conmebol não consegue coibir esse tipo de crime [racismo], não consegue tratar os brasileiros com o tamanho que os clubes representam à Conmebol, por que não pensar em nos filiarmos à Concacaf? Só assim vão respeitar o futebol brasileiro. É uma coisa a se pensar", afirmou Leila.
NOTA COMPLETA DO GOVERNO FEDERAL
"O governo brasileiro repudia, nos mais fortes termos, as declarações do Presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), Alejandro Dominguez, na noite de ontem, 17 de março, em entrevista à imprensa após cerimônia de sorteio da fase de grupos dos torneios promovidos por aquela entidade.
As declarações ocorrem em contexto em que as autoridades da Conmebol têm reiteradamente falhado em adotar providências efetivas para prevenir e evitar a repetição de atos de racismo em partidas por ela organizadas, incluindo medidas para combater a impunidade e promover a responsabilização dos responsáveis.
O governo brasileiro exorta a Conmebol e as Federações Nacionais de Futebol da América do Sul a atuarem decisivamente para coibir e reprimir atos de racismo, discriminação e intolerância, promover políticas de igualdade racial e compartilhar conhecimento e boas práticas para ampliar o acesso de pessoas afrodescendentes, imigrantes e outros grupos vulneráveis ao esporte.
O governo brasileiro reitera seu compromisso com iniciativas de combate ao racismo e de promoção da igualdade racial, inclusive medidas contra qualquer tipo de discriminação nas diferentes modalidades de esportes."
Após a repercussão negativa de sua declaração durante o sorteio da Libertadores e da Sul-Americana, o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, usou as redes sociais para se desculpar nesta terça-feira (18). Durante o evento realizado em Luque, no Paraguai, ele foi questionado sobre a possibilidade de os clubes brasileiros deixarem a competição e respondeu com uma comparação que gerou críticas.
"Isso seria como Tarzan sem Chita. Impossível", disse.
A fala aconteceu no contexto da insatisfação de clubes brasileiros com a punição aplicada ao Cerro Porteño após o caso de racismo contra Luighi, jogador do Palmeiras, na Libertadores Sub-20. O clube paraguaio recebeu uma multa de US$ 50 mil (cerca de R$ 284 mil) e jogou o restante do torneio com portões fechados. A punição foi considerada branda, levando a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, a cogitar um boicote à competição. Leila, inclusive, não compareceu ao evento da Conmebol como forma de protesto.
Diante da repercussão, Domínguez publicou uma nota oficial pedindo desculpas. Veja na íntegra abaixo:
“Em relação às minhas declarações, quero expressar minhas desculpas. A expressão que utilizei é uma frase popular e jamais tive a intenção de menosprezar nem desqualificar ninguém. A Conmebol Libertadores é impensável sem a participação de clubes dos dez países membros. Sempre promovi o respeito e a inclusão no futebol e na sociedade, valores fundamentais para a Conmebol. Reafirmo meu compromisso de seguir trabalhando por um futebol mais justo, unido e livre de discriminação.”
Além do pedido de desculpas, o presidente da entidade afirmou que pretende buscar ações em conjunto com órgãos governamentais e clubes para combater o racismo no futebol.
— Alejandro Domínguez (@agdws) March 18, 2025
Durante o 78º Congresso da Conmebol, realizado na última quinta-feira (11), em Luque, no Paraguai, a Federação Israelense de Futebol (IFA) assinou um acordo de cooperação com a confederação sul-americana de futebol, a Conmebol.
A parceria foi anunciada nas redes sociais das duas entidades.
"Orgulhosos de fazer parte da grande família Conmebol. Juntos, pelo bem do jogo e pelo companheirismo", dizia o perfil dos israelenses.
Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol, comemorou a "aliança estratégica" para fortalecer os laços entre as regiões. “O futebol é uma ponte que une pessoas, países e continentes”, disse Alejandro, que em setembro de 2023 visitou Israel e se encontrou as entidades do esporte do país e com o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.
O acordo foi firmado pelas entidades visando fortalecer o desenvolvimento do futebol de Israel e na América do Sul, em áreas como a formação de treinadores, árbitros, categoria feminina e de base. Além disso, os países da Conmebol irão participar da realização de amistosos com Israel.
“Espero que a seleção israelense faça parte em breve de um dos principais torneios organizados pela Conmebol, talvez a Copa América”, afirmou Shino Zoaretz, presidente da Federação Israelense.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
José Múcio Monteiro
"Precisamos ver onde podemos ajudar mais. A simpatia que o meu presidente tem pela Venezuela é absoluta. A partir de agora, Brasil e Venezuela são um só país".
Disse o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro após reunião nesta terça-feira com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, em Caracas. O encontro está marcado para as 14h, horário de Brasília. Pela manhã, Múcio já havia se reunido com o ministro da Defesa venezuelano, Gustavo González López, com quem conversou sobre a ajuda que o Brasil vem enviando ao país após os terremotos da semana passada.