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O debate sobre prevenção ao HIV segue em constante evolução, especialmente diante da ampliação do acesso a estratégias como a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e a Profilaxia Pós-Exposição (PEP). Para o infectologista Alessandro Henrique Tavares, do Centro Estadual Especializado em Diagnóstico, Assistência e Pesquisa (Cedap), a compreensão correta dessas ferramentas é decisiva para reduzir novas infecções. Ele explica que, embora ambas sejam voltadas à prevenção, elas atuam em momentos distintos e exigem critérios específicos, principalmente a testagem negativa para HIV antes do início dos medicamentos.

Médico infectologista Alessandro Henrique Tavares
Segundo o especialista, a PrEP é destinada a pessoas que estão sob risco de adquirir o vírus, mas que não tiveram uma exposição recente. Já a PEP é indicada após uma situação concreta de risco, ocorrida em até 72 horas, seja por um acidente ocupacional envolvendo material biológico, seja por uma relação sexual sem preservativo, rompimento da camisinha ou qualquer exposição não planejada. O esquema da PEP é semelhante ao tratamento utilizado por pessoas que vivem com HIV, dura 28 dias e deve ser iniciado o mais rapidamente possível. Ambos os métodos, destaca ele, têm sua eficácia condicionada a um teste negativo de HIV antes do início, condição obrigatória para evitar erros diagnósticos e garantir que a pessoa seja direcionada ao cuidado adequado.
Um ponto que desperta frequentes discussões é a ideia de que a PrEP estimularia o abandono do uso da camisinha. Alessandro Tavares rebate essa interpretação, ressaltando que se trata de uma percepção mais cultural do que científica. Ele cita um estudo envolvendo mais de 9 mil participantes, no Brasil e no México, que avaliou o comportamento sexual de pessoas antes e depois de iniciarem a PrEP. Os resultados mostram que não houve redução significativa no uso de preservativos atribuída ao início da medicação. Pelo contrário: há perfis variados de usuários, incluindo pessoas que mantêm o uso regular da camisinha, pessoas que passam a usar mais e aquelas que já não utilizavam antes e veem na PrEP uma alternativa dentro da chamada “mandala de prevenção”.
Essa mandala, explica o médico, reúne um conjunto de estratégias complementares e igualmente importantes uso de preservativos, PEP, PrEP, testagem constante, tratamento de infecções sexualmente transmissíveis, vacinação contra hepatite B e HPV, além do tratamento adequado das pessoas que vivem com HIV. A combinação dessas medidas é que fortalece a proteção individual e coletiva. Ao iniciar o acompanhamento de alguém interessado em PrEP, a equipe de saúde discute todos esses elementos com o paciente, entendendo hábitos, comportamentos e eventuais vulnerabilidades, já que o uso ou não de camisinha de forma consistente é um dos indicadores de risco que orientam a oferta da profilaxia.
O processo de acompanhamento das pessoas que utilizam PrEP segue um protocolo específico. Após o primeiro atendimento, no qual são avaliados critérios de elegibilidade, outras possíveis infecções e contraindicações, o paciente retorna em 30 dias. Esta consulta é fundamental para fechar a chamada janela imunológica, período em que um teste pode dar falso negativo caso a pessoa tenha adquirido HIV há poucos dias. A partir daí, os retornos passam a ser trimestrais e, depois de um ano, para usuários que seguem corretamente o esquema e mantêm regularidade nas consultas, o acompanhamento torna-se semestral. Durante toda a trajetória, outras infecções sexualmente transmissíveis também são monitoradas, assim como eventuais efeitos colaterais dos medicamentos.
Caso o teste inicial seja positivo, algo que ocorre com certa frequência, já que muitas pessoas chegam para pedir PrEP sem saber que foram infectadas recentemente, o fluxo muda completamente. Nesse cenário, a prioridade passa a ser o início imediato do tratamento para HIV, ainda no mesmo dia, seguido da vinculação a um serviço especializado. O Cedap, por ser o maior serviço do estado, foca preferencialmente nos pacientes mais complexos, enquanto pessoas assintomáticas costumam ser encaminhadas para os Serviços de Atendimento Especializados (SAE) municipais, garantindo capilaridade no cuidado.
A procura pela PrEP tem crescido significativamente na Bahia, mas ainda está longe de atender a todos que poderiam se beneficiar dela. De acordo com Tavares, a demanda supera a capacidade atual dos serviços, apesar dos esforços constantes de expansão e capacitação de novas unidades. Estima-se que menos de 20% do público elegível esteja em uso da profilaxia, percentual muito inferior ao de cidades que são referência mundial, como Sydney e Nova York. Ele destaca que o principal grupo elegível compreende pessoas sexualmente ativas sem parceria fixa e que não usam camisinha de forma consistente, um recorte que representa um universo populacional muito amplo. A dificuldade, contudo, não está apenas na oferta limitada, mas também no desconhecimento e na percepção equivocada sobre a própria vulnerabilidade, muitas dessas pessoas não se reconhecem como estando sob risco.
Os preconceitos também influenciam. Ainda há quem associe o uso de PrEP a promiscuidade, o que afasta muitos potenciais usuários. A recomendação dos especialistas, no entanto, é que pouco importa o número de parceiros; o que importa é se a pessoa está ou não em uma situação que pode levá-la a adquirir o HIV e se não há contraindicações ao medicamento. A atenção é ainda maior para grupos historicamente mais vulneráveis, como homens que fazem sexo com homens, pessoas trans, trabalhadores do sexo, usuários de drogas, população privada de liberdade e jovens abaixo de 30 anos, faixa etária em que a infecção por HIV mais progride no Brasil.
Outra questão abordada pelo médico é a importância do diagnóstico precoce. Assim como ocorre em diversas doenças crônicas, identificar o HIV cedo garante um tratamento mais simples, maior preservação da saúde e melhor qualidade de vida a longo prazo. Embora não exista cura disponível para a população em geral, iniciar o tratamento rapidamente reduz processos inflamatórios, evita complicações e permite que a pessoa viva toda a vida sem adoecer por causa do vírus. Além disso, um diagnóstico rápido interrompe a cadeia de transmissão. Uma pessoa que passa anos sem saber que vive com HIV está, durante todo esse período, potencialmente transmitindo o vírus. Por outro lado, se ela é diagnosticada em meses, a redução desse impacto comunitário é imensa.
As campanhas de prevenção e testagem seguem essenciais, e embora o Cedap esteja aberto a todos os usuários, suas ações externas ainda se concentram em grandes mobilizações, como o “Fique Sabendo” e as iniciativas que ocorrem no período do Carnaval. A busca ativa em ambientes específicos, como locais de trabalho sexual ou presídios, ainda não é rotineira no serviço, mas o tema já está presente em discussões de política pública mais amplas. O centro, entretanto, conta com iniciativas importantes, como o ambulatório trans, que busca oferecer atendimento multidisciplinar e acolhimento especializado, garantindo que essa população, frequentemente alvo de estigma, possa acessar prevenção e tratamento de forma mais segura e digna.
Tavares resume o trabalho do Cedap como um compromisso contínuo de ampliar a prevenção, combater o preconceito, fortalecer o diagnóstico precoce e garantir que todas as pessoas, independentemente de origem, comportamento ou identidade, possam acessar as ferramentas disponíveis para evitar ou tratar o HIV. Conforme o especialista, ainda há muitos desafios pela frente, mas a ampliação do debate e a circulação de informação qualificada são passos fundamentais para que mais pessoas reconheçam riscos, busquem cuidado e rompam barreiras históricas que ainda afastam grande parte da população dos serviços de saúde.
A Bahia registrou um aumento na taxa de incidência em casos do HIV/AIDS nos últimos quatro anos. Um levantamento da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) disponibilizado ao Bahia Notícias, mostrou que a taxa em 2020 foi de 15%. O estudo chega em meio ao Dezembro Vermelho, campanha de conscientização para o tratamento precoce da síndrome da imunodeficiência adquirida e de outras infecções sexualmente transmissíveis.
O dado foi inferior aos obtidos nos anos consecutivos, quando foram registrados 16,9% em 2021; 18,5% em 2022; 22,1% em 2023 e 22,2% em 2024. Já neste ano, a taxa ficou em 18,3% até o último dia 27 de novembro. Os números de Aids também registraram um aumento e uma variação no mesmo período, onde foram obtidos 5,7% em 2020, 7,4% em 2021 seguido por 8,4% em 2022 e 8,5% no ano retrasado. Já no ano passado o índice ficou em 7,7% e 5,7% neste ano.
"No estado da Bahia, vale ressaltar, que nos anos de 2023 e 2024, o aumento de casos de HIV foi de 0,1%. A implementação na estratégia Fique Sabendo e a descentralização da testagem na Atenção Primária, pode estar diretamente relacionado ao incremento de notificações de HIV", avalia a coordenadora de Doenças e Agravos Transmissíveis da Sesab, Eleuzina Falcão.
O estudo ainda trouxe os números relacionados à mortalidade de Aids no estado. Em 2020 foram 610 óbitos (4,1%) em decorrência da enfermidade, seguido por 692 e taxa de 4,6% em 21; 617 em 22 e taxa de 4,4%; 633 no ano retrasado com taxa de 4,5% e 564 com 3,8%.
“O atual cenário das notificações de HIV/Aids na Bahia apresenta um discreto aumento na taxa de detecção dos casos de HIV (0,1%) comparando o mesmo período nos anos de 2023 e 2024. Em relação à ocorrência de Aids na Bahia, se observa neste mesmo período, redução que pode estar relacionada ao aumento do diagnóstico precoce, a adesão dos usuários ao tratamento, a eficácia do tratamento dos medicamentos e a disponibilização destes tratamentos na Rede SUS”, explica Eleuzina.
Veja a tabela:

PERFIL
O levantamento da Secretaria de Saúde trouxe informações sobre a divisão de episódios do tipo. Casos registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), indicaram que a prevalência de situações do tipo permanece no sexo masculino, representando 69,1% dos casos notificados entre 2015 e 2024.
Segundo o estudo, a faixa etária mais acometida foi a de 20 a 34 anos, representando 46,6% dos casos. Foi constatado, porém, um aumento progressivo em todas as faixas etárias. A pasta apontou que o fator influencia no “diagnóstico precoce, associado à implementação de estratégias de Prevenção Combinada, bem como à expansão da oferta de testes rápidos e autotestes na Rede de Atenção à Saúde”.
Os registros ainda apresentaram que a condensação de casos de HIV/Aids ocorreu entre indivíduos com Ensino Médio completo (média de 18,5%), seguido do Ensino Fundamental, 5ª a 8ª série (média de 11%). Conforme o órgão, as notificações em pessoas sem informação de escolaridade permanecem em patamar elevado (36,2%), tendo como possibilidade as falhas no preenchimento dos formulários ou à ausência de informação fornecida pelos pacientes, o que compromete análises mais detalhadas dos dados.
Dessas notificações, 52,1% dos casos foram em pessoas pardas, representando mais da metade das ocorrências, 24,4% dos casos de pretas e 9,4% dos casos em brancas. Os outros episódios ficaram em torno de 13,1% das notificações e expressam pessoas diagnosticadas com HIV/Aids que não foram classificadas quanto à raça/cor.
Algumas ações e iniciativas podem contribuir para o combate dessas doenças e ISTs na Bahia e em Salvador, a exemplo de ações de testagem rápida, entre outras iniciativas.
Os testes podem ser feitos em postos e unidades de saúde básica da capital baiana e tratamentos a exemplo do Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) utilizado antes da exposição a um patógeno capaz de provocar uma doença, com o objetivo de prevenir o HIV. Também é oferecida a Profilaxia Pós-Exposição, medida de prevenção de urgência para ser utilizada em situação de risco à infecção pelo HIV.
Os medicamentos são oferecidos gratuitamente em algumas Unidades de Pronto Atendimento de (UPA), que podem ser acessadas no site da Secretaria de Saúde. Além disso, uma das formas de se prevenir da doença, é utilizar preservativos em relações sexuais.
A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) negou que haja um registro de surto de infecções por HIV/Aids entre os jovens baianos. O posicionamento estadual foi divulgado neste sábado (24), em resposta a divulgação de perfis nas redes sociais de que o estado estaria vivendo um “surto” de Aids entre os jovens de 14 a 19 anos.
Em nota, a Sesab alegou que “não há um surto de HIV/Aids entre jovens de 14 a 19 anos na Bahia conforme alguns veículos de comunicação / perfis em redes sociais publicaram de forma irresponsável”. Nas redes sociais, as publicações afirmam registrados cerca de 11 mil casos da infecção nesta faixa etária, enquanto, a gestão estadual de Saúde reportou 93 casos de HIV/Aids em pessoas de 14 a 19 anos, entre janeiro e agosto de 2025.
Segundo a política nacional de saúde, o “surto” de uma infecção ou doença se dá quando ocorre um aumento repentino do número de casos em uma região específica, acima do projetado pelas autoridades. A Sesab explica porque não há um surto da doença na faixa etária em questão: “Na Bahia, no ano de 2025, até o início de agosto, foram notificados 93 casos de HIV/Aids na faixa etária de 14 a 19 anos. Em 2024, nesta mesma faixa etária, foram 184 casos. No ano de 2023 foram 158 registros. Em 2022 o número chegou a 137”, escreveu o órgão.
A gestão ainda apontou que os números de 11 mil diagnósticos de HIV/Aids dizem respeito a todos os diagnósticos registrados entre 2023 e 2025, considerando todas as idades. “Na Bahia, de janeiro de 2023 a 02 de agosto de 2025 foram diagnosticados 11.187 casos de HIV e Aids, 8.005 (72%) no gênero masculino, 3.164 (28%) no gênero feminino e 18 casos com gênero ignorado.”, destaca a entidade estadual.
Ainda sobre os dados, a faixa etária mais afetada seria entre pessoas de 20 e 34 anos, com 5.212 casos registrados; seguida pela faixa de 35 e 49 anos, que registrou 3.664 casos. Entre 10 a 19 anos foram 168 casos, 1.517 registros foram entre pessoas de 50 a 64 anos e 345 casos em pessoas com mais de 65 anos.
Por fim, a Sesab aponta que “vem intensificando as ações de educação em saúde, prevenção combinada e ampliação do acesso ao diagnóstico, especialmente nos serviços voltados ao público adolescente e jovem”.
Dados do boletim epidemiológico do Ministério da Saúde divulgados nesta semana, indicaram que em 2023 foi registrado um crescimento de 4,5% nos casos de HIV, em comparação ao ano de 2022. A constatação, segundo a pasta, aponta que houve um aumento na capacidade de diagnóstico dos serviços de saúde brasileiros.
Mesmo com o aumento da detecção de casos relacionado ao fato de algumas pessoas se testarem pela primeira vez, a taxa de mortalidade caiu e registrou cerca de 3,9 óbitos, sendo a menor desde 2013. O levantamento apontou que 70,7% das notificações ocorreram em pessoas do sexo masculino, 63,2% ocorreram em pessoas pretas e pardas, e que 53,6% em homens que fazem sexo com outros homens. A razão de sexos é de 2,7 casos em pessoas do sexo masculino para cada caso do sexo feminino.
Já a faixa etária com mais casos, 37,1%, é a de 20 a 29 anos de idade, sendo que, no sexo masculino, a mesma faixa etária concentra 41% dos casos. De acordo com o órgão, os números mostraram a necessidade de considerar os determinantes sociais para respostas efetivas à infecção e à doença, além de incluir populações-chave esquecidas pelas políticas públicas no último governo.
O ministério tem uma meta de eliminar como problemas de saúde pública: malária, doença de Chagas, tracoma, filariose linfática, esquistossomose, oncocercose, geo-helmintíase, além de cinco infecções de transmissão vertical (sífilis, hepatite B, doença de Chagas, HIV e HTLV). Também o cumprimento das metas da OMS para diagnóstico, tratamento e redução da transmissão da tuberculose, hanseníase, hepatites virais e HIV e aids.
Pela primeira vez na história, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal criaram uma Frente Parlamentar Mista de Enfrentamento às IST/HIV/Aids e Hepatites Virais. As deputadas petistas Ana Pimentel (MG) e Erika Kokay (DF), e a deputada Daiana (PCdoB-RS) compõem a coordenação da Frente, instalada nesta quarta-feira (10).
O evento de lançamento contou com a presença de diversos parlamentares que participam da frente, movimentos sociais engajados na luta contra as infecções sexualmente transmissíveis, além do apoio do Movimento Brasileiro de Luta contra a Aids e Hepatites Virais, o UNAIDS Brasil e o Diretor do Departamento de HIV/AIDS, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde, Draurio Barreira Cravo Neto.
POLÍTICAS PÚBLICAS
A Frente é um espaço fundamental para a formulação de políticas que promovam a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, além de contribuir para reduzir o estigma e a discriminação associados a essas enfermidades. Para a deputada Ana Pimentel, “a união entre poder público, sociedade civil e especialistas cria um ambiente propício para a discussão aberta e produtiva de estratégias eficazes para enfrentar esses desafios de saúde pública”.
A iniciativa busca unir forças entre os poderes legislativo e os segmentos sociais mais diretamente impactados pelas IST/HIV/Aids e Hepatites Virais e tem o objetivo de impulsionar a conscientização, a prevenção e a promoção de políticas públicas voltadas para o combate a essas infecções que afetam significativamente a saúde pública e a qualidade de vida da população.
A atuação conjunta entre parlamentares, organizações da sociedade civil, movimentos de base e especialistas da área de saúde busca não apenas ampliar o conhecimento sobre as IST/HIV/Aids e Hepatites Virais, mas também fortalecer as estratégias de enfrentamento, garantindo acesso universal a tratamentos eficazes e apoio às pessoas que vivem com essas condições.
O cantor, produtor, compositor e guitarrista Roberto Frejat gravou uma participação - de forma remota - no programa #Provoca, TV Cultura, que vai ao ar na próxima terça-feira (20), às 22h15. Na edição inédita, ele narrou detalhes emocionantes sobre sua relação e parceria com Cazuza, como a primeira e a última vez em que encontrou o amigo. "Foi na casa dele, fui visitá-lo e ele já estava muito doente, muito fraco. Eu falei: 'Meu Deus, isso não é vida. Ninguém merece passar por isso...' E ele foi uns 3, 4 dias depois”, contou.

Cazuza e Frejat | Foto: Reprodução / Globo
Para quem não sabe, Cazuza morreu aos 32 anos, no dia 7 de julho de 1990, por complicações causadas pela HIV. Ele foi a primeira personalidade pública a falar abertamente sobre o assunto na mídia. O músico descobriu a doença em 1987 e, naquela época, pouco ainda se sabia sobre opções de tratamento.
Frejat, que acompanhou de perto as batalhas enfrentadas por Cazuza, também confessou a Marcelo Tas que aprendeu muito com a coragem dele. "Se tem uma coisa que o Cazuza me ensinou é brigar até o fim. Acho que essa foi a grande lição que ele deixou. Eu tenho muito orgulho dele por isso. Ele foi um cara que só largou a briga quando já não tinha mais condição de brigar. Eu mesmo pedi que isso acontecesse em algum momento, porque a última vez que me encontrei com ele foi muito pesado, sabe?", declarou.
Uma missa será feita nesta terça-feira (7) em homenagem aos 30 anos de morte cantor e compositor Cazuza. Realizada na Paróquia da Ressureição, no Rio, a celebração será transmitida virtualmente pelo Facebook da igreja às 19h.
Cazuza morreu em 1990, em decorrência de complicações causadas pela AIDS. O convite para a missa é da mãe do artista, Lucinha Araújo, que fundou e lidera a Sociedade Viva Cazuza, ONG destinada a assistência e prevenção do HIV/AIDS.
Em uma participação no programa "Bright Minded”, transmissão ao vivo da cantora Miley Cirus, no Instagram, Elton John revelou temer que as pessoas com HIV possam ser negligenciadas durante a pandemia do novo coronavírus e anunciou doação milionária para a causa.
"Minha preocupação com esse problema do coronavírus é que as pessoas que precisam do remédio contra a Aids não estão recebendo o tratamento de que precisam, porque podem ser passadas para trás de pessoas que precisam de tratamento urgente por causa do coronavírus", alertou o músico.
Na live, o cantor disse ainda que sua fundação estará empenhada nos próximos três meses para que as pessoas com Aids possam ter tratamento e medicamentos que necessitam. Para isso, ele vai doar US$ 1 milhão, o que equivale a cerca de R$ 5,3 milhões, para esta causa.
"As pessoas com outras doenças infecciosas também sofrerão, então teremos um golpe duplo. Vou manter minhas armas na fundação contra a Aids e garantir que as pessoas que sofrem por outra pandemia global não sejam esquecidas ", destacou o artista, acrescentando que este é seu foco principal.
Os cantores Lady Gaga e Bono Vox farão uma parceria musical em prol de uma grande causa. De acordo com informações da Rolling Stone Brasil, os artistas integram uma campanha contra a AIDS, promovida pela RED, que prevê uma composição personalizada escrita pela dupla como prêmio para um dos doadores. Ainda segundo a publicação, cada 10 dólares doados é revertido em um cupom para o sorteio. “Eles descobrirão tudo sobre você e escreverão uma canção para você. Ainda, você ganhará uma cópia autografada da letra!”, explica o site oficial da campanha, que fica aberta até o dia 18 de janeiro, pela internet (clique aqui). O anúncio foi feito no programa do Jimmy Kimmel, durante o especial "Shopathon", iniciativa para arrecadar fundos para a luta contra a AIDS.
No mês de enfrentamento à AIDS, o Espaço Xisto Bahia recebe o espetáculo “Ausências”, do grupo de teatro Vánacontramão. Dirigida por Walter Rozadilla e adaptada do texto de Toni Marquet, a montagem fica em cartaz desta sexta-feira (15) até domingo (17), com ingressos a R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). A peça ambienta o público em um drama que transcorre na década de 1990, mostrando o impacto emocional, social e sexual do vírus da AIDS na vida das pessoas infectadas e em seus entes queridos. O espetáculo “Ausências” tem como proposta mostrar a humanidade que existe por trás das estatísticas frias das organizações de saúde e estimular reflexões sobre a forma que se percebe a doença atualmente, quando a incidência do vírus na população jovem e idosa tem se alastrado silenciosamente. Nas cenas, o público pode acompanhar as relações dos personagens, assim como seus dramas, conflitos e esperanças.
SERVIÇO
O QUÊ: Espetáculo “Ausências”
QUANDO: 15 a 17 de dezembro. Sexta , às 20h; sábado, às 18h e 20h e domingo, às 19h
ONDE: Espaço Xisto Bahia – Salvador (BA)
VALOR: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia)
Wanessa integra o grupo formado por artistas, como Victoria Beckham, Annie Lennox, Naomi Watts e os brasileiros Mateus Solano e David Luiz. A cantora será uma das convidadas de honra para a inauguração da exposição fotográfica nacional "Positivo na Lata: Revelando a Vida", organizada pelo Instituto Bogea, um dos parceiros da Unaids no evento. A exposição reúne cerca de 30 fotos feitas por jovens soropositivos durante oficinas de fotografia do projeto.
De acordo com o comunicado divulgado pela ONU, uma das principais atribuições de Wanessa será "levar ao público jovem mensagens sobre prevenção, cuidados com a saúde e a necessidade de construção de um mundo livre de preconceito e discriminação". "Será muito importante contar com o apoio da Wanessa nesse desafio porque ela está em contato direto com este público, conhece a linguagem e os anseios deles, além, é claro, de ter se mostrado muito empenhada no cumprimento de sua missão como Embaixadora", afirma a diretora do Unaids, Georgiana Braga-Orillard.
Não é a primeira vez que Wanessa demonstra engajamento com a causa. Em 2003, a cantora participou de uma campanha de incentivo ao teste de HIV. "Estou muito honrada com esta missão e me sinto muito feliz de exercer esta função de Embaixadora ao lado de pessoas que admiro tanto, como o Mateus Solano”, declara a cantora.
“Vou me empenhar para levar as mensagens do UNAIDS aos meus fãs e seguidores, seja nos shows, seja pela TV ou pelas mídias sociais. Eu falo sobre o fim do preconceito e da discriminação em relação ao HIV porque, só assim, conseguiremos vencer o vírus", finaliza. Ao longo de sua carreira, Wanessa também já foi defensora da Mata Atlântica e participou de campanhas do Ministério da Saúde sobre amamentação e doação de sangue. Em São Paulo, ela estampou uma campanha de incentivo à leitura.
Na visita à Brasília, Wanessa já se reúne com o coordenador residente do Sistema ONU no Brasil, Niky Fabiancic, e com integrantes do curso de Formação de Jovens Lideranças, na Casa da ONU. Na quarta (2), a cantora aproveita para visitar uma das brinquedotecas da ONG Amigos da Vida, que acolhe crianças portadoras do vírus HIV e em tratamento para outras doenças crônicas.
O site americano Radar Online publicou uma reportagem denunciando que o ator chegou a pagar U$S 5 milhões de dólares para garantir que ninguém fale sobre sua doença. Mulheres que já se envolveram com o ator, incluindo sua ex-esposa, Brooke Mueller, o acusam de “potencialmente" ter lhes infectado com o vírus.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Donald Trump
"Entendo que ela virá na próxima semana e estou ansioso para cumprimentá-la".
Disse o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump ao afirmar que deve se reunir com a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, na próxima semana, em Washington.