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ahmad donyamali
A poucas horas da estreia na Copa do Mundo de 2026, a participação do Irã voltou a ser atravessada por questões políticas. Autoridades do país afirmaram ter comunicado à Fifa que a seleção iraniana poderá abandonar partidas do Mundial caso ocorram manifestações políticas nos estádios contra líderes da República Islâmica.
A declaração foi feita pelo ministro dos Esportes do Irã, Ahmad Donyamali, em entrevista ao portal local Varzesh3 nesta semana. Segundo ele, a posição foi apresentada formalmente à entidade antes do início da competição.
"Informamos à Fifa que os membros da seleção nacional deixariam a partida assim que ouvissem slogans políticos nos estádios", afirmou o ministro.
O governo iraniano também demonstrou preocupação com o uso de símbolos associados à oposição ao regime. Donyamali afirmou que Teerã solicitou à Fifa que apenas a bandeira oficial do país seja permitida durante as partidas.
"O segundo ponto que enfatizamos foi que apenas a bandeira oficial deveria ser considerada legal, e não a antiga bandeira persa com o leão e o sol. A equipe também abandonaria o campo nesses casos", acrescentou.
A estreia do Irã na Copa do Mundo está marcada para a próxima terça-feira, contra a Nova Zelândia. Depois, a seleção comandada por Amir Ghalenoei enfrentará a Bélgica e encerrará a fase de grupos diante do Egito.
As duas primeiras partidas serão disputadas em Los Angeles, cidade que abriga uma das maiores comunidades iranianas fora do país. A presença de milhares de opositores do atual regime na região aumenta a possibilidade de manifestações políticas durante os jogos.
A participação iraniana no Mundial já vinha sendo acompanhada com atenção por causa das tensões diplomáticas envolvendo o país. Nos últimos meses, questões relacionadas a vistos, deslocamentos, segurança e acesso de torcedores geraram incertezas sobre a logística da delegação.
Uma das medidas adotadas pela Federação Iraniana de Futebol foi transferir a base de concentração da equipe dos Estados Unidos para Tijuana, no México. Com isso, a delegação reduz o tempo de permanência em território norte-americano e passa a viajar aos Estados Unidos apenas nas datas das partidas.
Até o momento, a Fifa não divulgou um posicionamento público detalhado sobre a declaração do ministro iraniano.
O governo iraniano só baterá o martelo sobre a participação na Copa do Mundo 2026 após a Federação Internacional de Futebol (Fifa) posicionar-se sobre a solicitação das transferência de seus jogos, antes escalados para os Estados Unidos, para o México. A informação foi divulgada pelo ministros do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali.
O argumento utilizado para o pedido vem do envolvimento militar norte-americano ao lado de Israel em ataques que provocaram uma guerra contínua na região.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, declarou na semana passada, no entanto, que o Irã jogará suas partidas conforme programado. "Nosso pedido à Fifa para transferir os jogos do Irã dos EUA para o México ainda é válido, mas ainda não recebemos uma resposta", disse Donyamali à agência de notícias estatal turca Anadolu em uma entrevista publicada no fim de semana.
"Se for aceito, a participação do Irã na Copa do Mundo será certa. No entanto, a Fifa ainda não respondeu. Como ministro dos Esportes, juntamente com a federação de futebol iraniana, manteremos a equipe de futebol pronta para a Copa do Mundo. No entanto, a decisão final será tomada pelo nosso governo", completou.
A Copa do Mundo será realizada nos EUA, México e Canadá de 11 de junho a 19 de julho. O Irã está programado para disputar todos os seus jogos do Grupo G em solo norte-americano.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"Claro que existem preferências. Neto tem uma relação com Caiado, que era do União Brasil. Caiado apoia Neto, Zema apoia Neto, Flávio Bolsonaro apoia ACM Neto. Mesmo os que não estão na Bahia veem que a Bahia precisa mudar de rumo".
Disse o ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro e pré-candidato ao Senado João Roma (PL) ao afirmar que à exceção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), todos os pré-candidatos ao Planalto em 2026 devem apoiar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato da oposição ao Governo da Bahia, ACM Neto (União).