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agressao fisica
Após a denúncia feita pelo DJ e produtor cultural Jamil Godinho sobre supostos episódios de homofobia e agressão física no Show Bar, no Rio Vermelho, na capital baiana, ainda neste sábado (03). O proprietário do estabelecimento, José Alfaya, apresentou uma versão diferente dos fatos ao Bahia Notícias (BN). Segundo ele, houve um conflito no local, mas motivado por uma cobrança financeira que não seria de sua responsabilidade direta.
Em entrevista ao BN, Alfaya afirmou que o DJ não integrava o quadro fixo de artistas da casa e atuava como substituto eventual, indicado por DJ's residentes do estabelecimento, responsáveis por organizar as noites e intermediar os pagamentos.
Conforme a versão do empresário, o episódio começa quando Jamil Godinho o abordou para cobrar valores referentes a apresentações anteriores. “Depois que ele parou de tocar, desceu e começou a me procurar. A casa estava cheia, era sábado. Ele me pegou pelo braço e disse que eu devia 11 datas. Eu respondi que não tinha relação comercial com ele e que não devia ninguém”, conta.
O dono do bar alegou ainda que existe um intermediário responsável pelos pagamentos aos DJ's e que não mantém vínculo financeiro direto com os artistas que se apresentam de forma eventual. Na versão de Alfaya, diante da confusão, um dos seguranças interveio para separar as partes.
“O segurança pediu para eu voltar para dentro, porque ele tinha [me puxado para fora], ele desceu a escada, catou no meu braço e disse 'preciso falar com você' e me levou para fora, tomei um choque na hora, eu disse 'não conheço você'. Depois disso, ele começou a cobrar pagamentos de "11 datas" e se exaltar, dizendo que ia pegar o equipamento”, relata.
O empresário disse que o DJ não foi autorizado, que ele estava alcoolizado e alterado para retornar ao interior do estabelecimento e que outro segurança recolheu os equipamentos e os colocou sobre uma mesa. Ainda segundo ele, o DJ teria provocado tumulto no local.
“Ele fez um escândalo, começou a gritar desesperadamente. Disse que de fato queria pegar o equipamento, foi quando ele queria filmar, dizia que ia se jogar no chão. Foi quando o segurança o conteve e pediu para que aguardasse o equipamento voltar que uma pessoa ia pegar”, disse.
Alfaya negou as acusações de homofobia e afirmou que testemunhas presenciaram o episódio. “Para mim foi uma surpresa. As pessoas que estavam do lado de fora viram o que aconteceu. Não houve homofobia. Temos clientes e amigos gays de [diferentes perfis], nunca tivemos qualquer problema com isso”, ressalta.
“Eu respondi que não tinha relação comercial com ele e que não devia ninguém. Existe um intermediário responsável por isso”, relembra. O empresário informou ainda que pretende reunir provas e testemunhas para apresentar à Justiça.
A VERSÃO DO DJ
Procurado pelo Bahia Notícias, o DJ Godinho apresentou uma versão diferente do ocorrido. Segundo ele, a tentativa de conversar sobre os pagamentos aconteceu antes do fim da apresentação e teria sido feita de forma pacífica.
“Ele perguntava ‘quem é você?’ e começou a se exaltar. Quando falei que ele me devia cerca de '10 datas em aberto', ele ficou indignado, começou a gritar que não devia nada e não me deixou mais entrar”, relata.
O artista, que se identifica como integrante da comunidade LGBTQIA+, alega que tentou retornar ao local apenas para recolher seus pertences, mas conta ter sido alvo de ofensas homofóbicas e agressão física. “Eu só queria entrar para pegar minhas coisas. Houve ofensas [ele me chamou de vi***nho], e um segurança me deu um soco no tórax. Depois disso, peguei um Uber chorando. O motorista me levou à delegacia mais próxima”, detalha.
Confira abaixo a postagem do DJ que acusa o estabelecimento de homofobia:
Ainda conforme o relato, ao tentar registrar a situação com o celular, o aparelho teria sido tomado por outra pessoa e arremessado ao chão. “Peguei o celular para gravar e ter provas, mas uma pessoa tomou meu telefone e jogou no chão”, detalha.
Registros do estado físico do telefone após o conflito | Foto: Reprodução / Redes Socias
PAGAMENTOS QUITADOS
Durante a apuração, o Bahia Notícias entrou em contato com o DJ residente responsável pelos pagamentos dos artistas, que preferiu não se identificar. Ele confirmou que havia pendências com datas previstas para pagamento, mas negou que fossem no volume citado por Jamil Godinho.
Segundo o responsável, o sistema de pagamentos havia sido alterado recentemente, passando de quinzenal para semanal. Ele informou ainda que o DJ recebeu um pagamento na sexta-feira (2) e que os valores pendentes foram quitados ao longo deste domingo (4), mesmo não sendo a data combinada.
“De fato, sou eu quem responde pelos pagamentos. Houve pendências, mas não nessas proporções. Não existiam 10 datas em aberto. Isso não procede”, conta. O intermediário disse que não estava presente no momento do conflito e classificou o episódio como um problema de comunicação.
“Para mim, foi um erro claro de comunicação. Esse tipo de assunto não se resolve no meio da noite. Na noite, a gente trabalha e vai embora. Pagamento se conversa com calma, sentado. Todo mundo está cansado, às vezes bebendo, não é o momento. Nunca foi dito que ele não receberia. Às vezes há pendência, mas eu sempre pago. Não se trata de não receber, e sim de algo que poderia ter sido conversado”, conclui.
O Bahia Notícias segue acompanhando o caso. As autoridades da polícia civil devem investigar o caso com rigor, podendo analisar imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas para esclarecer os fatos. O espaço permanece aberto para novas manifestações.
Um jovem, identificado como Maicmilla Azevedo Palmeira, de 25 anos, filho do vereador Joabe Palmeira (PSB) foi assassinado na tarde desta sexta-feira (10), em Dias d’Ávila. O corpo da vítima foi encontrado por populares em sua residência, no bairro Bosque 2, por volta das 11h,
Segundo Polícia Civil, Maicmilla para o Mais Região, parceiro do Bahia Notícias, o jovem foi morto “a paulada” em uma agressão física. As investigações preliminares indicam que o crime ocorreu durante a madrugada. A polícia trabalha para identificar o autor ou autores do crime e a motivação para o homicídio.
A notícia da morte de Maicmilla causou comoção na cidade. Em nota, o vereador Joabe Palmeira lamentou profundamente a perda do filho e agradeceu as mensagens de apoio e conforto.
Um jovem, identificado como David Ricardo Oliveira de Farias, de 26 anos, não resistiu aos ferimentos causados por uma agressão física e faleceu na tarde desta segunda-feira (06), no Hospital do Oeste. O crime ocorreu no dia 07 de dezembro, em Formosa do Rio Preto, no Oeste baiano.
Segundo informações preliminares ao Blog do Braga, parceiro do Bahia Notícias, David foi atingido por uma paulada na cabeça e socorrido em estado grave para o hospital, onde ficou internado na UTI. Após 30 dias de luta pela vida, foi constatada a morte encefálica.
O corpo de David foi encaminhado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) para realização de exame necroscópico. A Polícia Civil investiga o caso e aguarda os laudos para identificar e prender o autor do crime.
Em decisão unânime, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abriu revisão disciplinar contra o juiz José Daniel Dinis Gonçalves, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), acusado de agredir fisicamente a então esposa. O Plenário resolveu também, por unanimidade, afastar o magistrado das funções na Vara de Fazenda Pública de Araçatuba.
O episódio de agressão aconteceu em dezembro de 2021. O caso foi alvo de julgamento no TJ-SP, que aplicou pena de censura ao juiz.
Agora, o CNJ levará adiante nova apuração para esclarecer as circunstâncias em que José Daniel Dinis Gonçalves, durante discussão, teria reagido a agressões e empurrado a esposa, que bateu com o corpo em um móvel e caiu, batendo a cabeça no chão. A briga gerou graves lesões na vítima, que ficou internada por mais de 30 dias no hospital. Na ocasião, o marido sofreu apenas arranhões.
“As circunstâncias do fato são graves, comportam análise detida para avaliação de penalidade mais adequada, evitando não só a reiteração de novas condutas, mas o comprometimento da imagem do Poder Judiciário como um todo”, argumentou o corregedor nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão durante a sessão desta terça-feira (5).
Ao pronunciar o resultado da votação, o presidente do CNJ, ministro Luís Roberto Barroso, destacou o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero, instituído pela Resolução CNJ n. 492/2023, que leva em conta as especificidades das pessoas envolvidas, a fim de evitar preconceitos e discriminação por gênero e outras características.
No caso específico, os depoimentos de esposa e do juiz são conflitantes e o episódio da briga não contou com testemunhas. Conforme orienta o protocolo do CNJ, nessas situações é preciso valorizar a perspectiva da vítima. “A omissão de socorro reforça a impropriedade da conduta do requerido”, disse o ministro.
Um advogado preso suspeito de agredir e quebrar os dentes de um entregador por aplicativo, foi solto após pagar fiança de R$ 100 mil. A agressão ocorreu na noite do último dia 25 de fevereiro, em Goiânia. A vítima, de 25 anos, teve dois dentes quebrados.
De acordo com informações do Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, os dois tiveram uma briga de trânsito dentro de um condomínio de luxo, na capital goiana. Segundo os policiais, durante a discussão, o entregador foi agredido com um soco no rosto.
À Polícia Civil, o entregou disse que depois de entregar a comida dentro de um condomínio, dirigia em direção à saída quando foi fechado pelo carro do advogado, morador do local. Conforme o relato, os dois começaram a brigar e, após ser golpeado no rosto, o entregador teve dois dentes quebrados. Além da agressão, o entregador denunciou ameaças de morte.
Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil Seção Goiás (OAB-GO) informou que a Comissão de Direitos e Prerrogativas (CDP) esteve presente durante a prisão em flagrante do advogado e que acompanha o caso.
A decisão concedeu liberdade provisória ao advogado – que não teve o nome revelado –, e o suspeito terá de cumprir uma série de regras no decorrer do processo. Além de comparecer mensalmente à sede do juízo para informar e justificar suas atividades, ele não poderá mudar de residência sem prévia notificação das autoridades ou frequentar locais de “má-fama”.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Janja da Silva
"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".
Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país.