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agiotagem na bahia
Um homem, de 39 anos, foi preso por prática de agiotagem em Campo Formoso, no Piemonte Norte do Itapicuru. O flagrante ocorreu nesta quarta-feira (15) no povoado de Laje do Raso, zona rural do município. Segundo o delegado Atílio Tércio, coordenador da 19ª Coorpin/Senhor do Bonfim, o homem emprestava dinheiro a juros abusivos, prática conhecida como agiotagem ou usura.
“A legislação brasileira proíbe a cobrança de juros e taxas acima dos limites legais, justamente para proteger os cidadãos de práticas financeiras abusivas”, explicou o delegado.
Com o suspeito, os policiais encontraram diversos cartões bancários, documentos pessoais de outras pessoas e notas promissórias com registros de dívidas. O material apreendido, incluindo cartões, documentos e promissórias, será periciado e devolvido aos verdadeiros proprietários.
Já o suspeito foi autuado em flagrante e segue à disposição da Justiça. Não se sabe se ele foi detido, uma vez que de acordo com a Lei dos Crimes contra a Economia Popular, a prática prevê detenção de seis meses a dois anos como multa.
Uma operação resultou na desarticulação de uma organização criminosa envolvida em práticas de agiotagem, extorsão e posse ilegal de arma de fogo. Dois homens foram presos durante a ação, ocorrida nesta quinta-feira (10). A dupla é acusada de extorquir durante três anos um proprietário de uma farmácia de Irecê, no Centro Norte baiano. O prejuízo estimado à vítima ultrapassaria R$ 2 milhões.
Batizada de Otiosos, a operação foi deflagrada em Irecê e João Dourado, além de Várzea Nova, no Piemonte da Diamantina. Segundo a Polícia Civil, os suspeitos presos foram encontrados em João Dourado e Várzea Nova.
As investigações tiveram início após a prisão em flagrante dos dois suspeitos no dia 24 de junho passado, em Irecê. Conforme apurado, os crimes vinham sendo praticados de forma sistemática por um grupo familiar.
Durante as diligências, os policiais apreenderam uma pistola calibre 9 mm com dois carregadores, 28 munições do mesmo calibre, cinco munições calibre 38, um cofre, R$ 7.250 em dinheiro, notas promissórias, dois cheques preenchidos, nos valores de R$ 90 mil e R$ 43 mil, recibos de imóveis rurais, aparelhos celulares e um caderno com anotações que podem comprovar a prática criminosa.
A operação foi coordenada pelas 14ª, 13ª e 16ª Coordenadorias Regionais de Polícia do Interior (Coorpins), com o apoio das Coordenações de Apoio Tático e Técnico à Investigação (Catti) das regiões da Chapada, Piemonte e Diamantina. As investigações continuam para identificar e responsabilizar outros envolvidos na organização criminosa.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.