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O presidente da AFA, Claudio “Chiqui” Tapia, foi formalmente acusado pela Justiça argentina por crimes ligados à sonegação fiscal e irregularidades em contribuições previdenciárias. A decisão foi divulgada na última segunda-feira (30) e também envolve outros dirigentes da entidade.
De acordo com a investigação, Tapia é suspeito de participação em um esquema de retenção indevida de tributos, além de apropriação de recursos destinados à previdência social. Como parte das medidas cautelares, a Justiça determinou o bloqueio de bens e impôs uma restrição financeira de cerca de 350 milhões de pesos (aproximadamente R$ 1,3 milhão).
O dirigente também está proibido de deixar o país, o que pode impactar sua presença em compromissos internacionais, incluindo a Copa do Mundo de 2026.
A própria AFA também foi incluída no processo e teve ativos bloqueados. A decisão foi assinada pelo juiz Diego Amarante, que estendeu as medidas a outros quatro dirigentes, entre eles o tesoureiro Pablo Toviggino, considerado um dos principais aliados de Tapia.
O caso teve origem em uma denúncia da Receita Federal argentina (ARCA), que aponta um prejuízo de cerca de 19 bilhões de pesos (R$ 71,5 milhões) aos cofres públicos. Segundo o magistrado, há indícios de um comportamento recorrente com o objetivo de adiar o pagamento de impostos retidos.
Em resposta, a AFA nega qualquer irregularidade e afirma que as acusações são infundadas. A entidade também atribui o avanço do processo a uma suposta pressão do governo de Javier Milei, com quem mantém embates políticos recentes.
O cenário de tensão aumentou após o governo defender mudanças estruturais no futebol argentino, como a transformação dos clubes em sociedades anônimas — proposta que enfrenta resistência e não se alinha ao modelo atual da AFA.
Em meio ao caso, clubes chegaram a suspender uma rodada do Torneio Apertura em apoio aos dirigentes investigados.
Além das acusações fiscais, a entidade também é alvo de apurações relacionadas a possíveis casos de lavagem de dinheiro. No fim do ano passado, a sede da AFA foi alvo de buscas em investigação que envolve relações com instituições financeiras.
Tapia, que preside a federação desde 2017, também enfrenta críticas internas por decisões administrativas e pelo formato das competições nacionais. Recentemente, foi vaiado por torcedores antes de um amistoso da seleção argentina em Buenos Aires.
O River Plate anunciou na última quinta-feira (5) que vai deixar de participar das reuniões do Comitê Executivo da Associação Argentina de Futebol (AFA). De acordo com informações do jornal "Clarín", a decisão oficializa o rompimento das relações entre a instituição e a entidade máxima do esporte no país. O movimento ocorre após a aprovação de medidas que alteram as regras de classificação para os torneios continentais de 2027 e 2028.
A gota d'água para a diretoria do clube foi a mudança nos critérios de acesso à Copa Libertadores e à Copa Sul-Americana, aprovada nesta semana pela Liga Profissional. O novo formato estabelece que o terceiro colocado na tabela anual avance diretamente para a Sul-Americana, enquanto o nono colocado ganhe o direito de disputar as fases preliminares da Libertadores. Atualmente, o terceiro posto garante vaga na Pré-Libertadores, sistema que a liga tenta modificar para evitar que clubes argentinos fiquem sem calendário internacional após eliminações precoces, como as recentes quedas de Boca Juniors e Argentinos Juniors.
Em nota oficial, o clube de Núñez detalhou os motivos que levaram ao afastamento das discussões internas da federação.
"Nossa instituição considera que as discussões sobre o futuro do futebol argentino devem se dar mediante procedimentos claros e previsíveis: com os temas incorporados na ordem do dia com sua devida antecipação e submetidos a votação dos membros correspondentes. Em reiteradas ocasiões, a dinâmica de funcionamento observada não refletiu esses mecanismos, resultando em processos menos claros que aqueles aos quais o River Plate está acostumado", diz o comunicado.
O River Plate também se posicionou de forma contrária ao atual modelo da primeira divisão, que conta com 30 equipes, e relembrou episódios de atrito anteriores. Entre os pontos de conflito estão o título outorgado ao Rosario Central em 2025 e a investigação envolvendo o presidente da AFA, Chiqui Tapia. Na ocasião da apuração sobre o dirigente, outros clubes chegaram a ensaiar uma greve, medida que não contou com o apoio do River na época, evidenciando o isolamento do clube em diferentes momentos políticos.
A saída do River Plate do comitê pode gerar reações em outras equipes do país. O Estudiantes de La Plata, que já se ausentou de reuniões recentes por discordâncias com a gestão de Tapia, é apontado como o principal aliado potencial no movimento de oposição. O Racing também é citado por fontes da imprensa argentina como o próximo clube a manifestar insatisfação com as recentes decisões administrativas.
Apesar da aprovação inicial das novas regras de classificação, a proposta enfrenta resistência e críticas na Argentina, o que pode levar a um recuo do próprio comitê. Por enquanto, a AFA trabalha na alteração do regulamento em seu site oficial para acomodar o cronograma que divide as vagas da Libertadores entre os campeões dos torneios Apertura, Clausura, Copa Argentina e os melhores colocados da tabela anual, incluindo a vaga para o nono colocado.
A Associação do Futebol Argentino (AFA) anunciou a criação da Recopa de Campeões, nova competição que passará a integrar oficialmente o calendário do país a partir da temporada de 2027. O torneio reunirá clubes vencedores da Copa Argentina, da Supercopa Argentina e da Supercopa Internacional, ampliando o número de títulos nacionais em disputa no futebol argentino.
Com a inclusão da Recopa, a Argentina contará, a partir de 2027, com oito troféus oficiais distribuídos ao longo da temporada. O movimento faz parte de uma reformulação promovida pela AFA nos últimos anos, que busca aumentar o número de competições e ampliar a atratividade do calendário local.
Os títulos do futebol argentino a partir de 2027:
- Campeonato Argentino – Apertura: disputado em pontos corridos, em turno único, no primeiro semestre
- Campeonato Argentino – Clausura: também em pontos corridos, no segundo semestre
- Campeão da Liga: título concedido ao clube com maior pontuação na soma de Apertura e Clausura
- Copa Argentina: torneio eliminatório em formato mata-mata
- Troféu de Campeões: duelo entre os vencedores do Apertura e do Clausura
- Supercopa Argentina: disputada entre o campeão do Troféu de Campeões e o vencedor da Copa Argentina
- Supercopa Internacional: confronto entre o campeão do Troféu de Campeões e o Campeão da Liga
- Recopa de Campeões: nova competição entre os vencedores da Copa Argentina, Supercopa Argentina e Supercopa Internacional
A Recopa de Campeões será disputada em formato de pontos corridos, com todos os participantes se enfrentando. A equipe que somar mais pontos ao final das rodadas será declarada campeã.
A principal novidade do regulamento está na eliminação do empate como resultado final. Caso uma partida termine igualada no tempo regulamentar, o vencedor será definido em disputa por pênaltis. Nessa situação, o clube vencedor somará dois pontos, enquanto o derrotado ficará com um ponto. As vitórias nos 90 minutos seguirão valendo três pontos.
Segundo a AFA, o modelo foi pensado para reduzir a incidência de empates na classificação. Ainda assim, se houver igualdade de pontos ao fim da competição, os critérios de desempate serão, nesta ordem: saldo de gols, gols marcados e, se necessário, fair play.
A entidade também detalhou como funcionará a ocupação das vagas na Recopa. Caso um mesmo clube conquiste mais de um dos títulos classificatórios, a vaga excedente será repassada ao vice-campeão da competição correspondente. Por exemplo:
- Se o campeão da Supercopa Argentina também for o vencedor da Copa Argentina, a vaga ficará com o vice da Supercopa;
- A mesma regra se aplica à Supercopa Internacional;
- Se ainda houver necessidade de definição, a última vaga será destinada ao vice-campeão da Copa Argentina de 2026.
A Associação Brasileira de Preservação da Cultura Afro Ameríndia (AFA) encaminhou, nesta quinta-feira (13), um ofício ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) solicitando providências diante de um episódio registrado na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) na última terça-feira (11). O documento é dirigido à 1ª Promotoria de Justiça dos Direitos Humanos, sob responsabilidade da promotora Lívia Vaz.
Segundo a entidade, a AL-BA recebe a exposição “Baianinhas”, idealizada pela artista visual Teka Portela e instalada no saguão Josaphat Marinho. O ofício relata que, durante um evento religioso ocorrido em 11 de novembro, telas que retratam elementos da cultura e religiosidade africana - incluindo imagens de Orixás - teriam sido viradas de costas. A ação, conforme descrito, teria sido realizada durante evento do deputado estadual José de Arimatéia (Republicanos), referido no texto como pastor evangélico.
A AFA afirma que o episódio deixou “perplexas muitas pessoas que trabalham e transitam” no espaço e classifica o ato, no documento, como manifestação de intolerância e racismo religioso. A entidade solicita que o MP-BA oficie a Presidência da Assembleia para apurar se houve anuência ou conhecimento prévio dos autores da intervenção mencionada no ofício.
A associação também pede que a AL-BA disponibilize imagens das câmeras de segurança do local, a fim de permitir a identificação dos envolvidos.
O ofício é assinado pelo presidente da AFA, Leonel Monteiro.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) voltou atrás e retificou, na noite da última quinta-feira (21), um comunicado publicado inicialmente sobre os episódios brutais e violentos que interromperam a partida entre Independiente e Universidad de Chile. O episódio ocorreu no Estádio Libertadores da América, em Avellaneda, no confronto que foi válido pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana.
De acordo com a entidade, a primeira nota foi divulgada sem a autorização do presidente Samir Xaud, que já mantinha conversas diretas com a Conmebol e com a Associação do Futebol Argentino (AFA) a respeito do episódio.
"A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informa que a nota publicada nesta manhã em seu site e em seus canais digitais sobre os episódios de violência no estádio de Avellaneda foi divulgada sem a anuência do presidente da entidade, que já mantinha diálogo direto com a Conmebol e com a Associação do Futebol Argentino (AFA) sobre o ocorrido", destacou o novo comunicado.
A retificação também reforçou a relação de parceria da CBF com outras entidades do continente e buscou minimizar o desgaste causado pela primeira publicação, que irritou principalmente a AFA. O texto ainda ressaltou o vínculo histórico de respeito com a federação argentina.
"A CBF lamenta a forma como se deu a publicação, pede desculpas por eventuais mal-entendidos e reafirma sua confiança nas medidas que vêm sendo discutidas conjuntamente entre as entidades, no sentido de prevenir a repetição de incidentes semelhantes", acrescentou.
"Em particular, a relação entre a CBF e a AFA sempre foi guiada pelo respeito, admiração mútua e compromisso compartilhado de fortalecer o futebol em nossa região."
Na nota inicial, divulgada pela manhã, a entidade brasileira havia classificado os acontecimentos em Avellaneda como "barbárie" e cobrado da Conmebol "rigor total na apuração dos fatos ocorridos, com investigação célere e transparente, e que os responsáveis sejam identificados e punidos com severidade".
Enquanto a polêmica em torno dos comunicados se desenrolava, a Conmebol segue apurando os incidentes no estádio. Segundo informações da Universidad de Chile, 12 torcedores precisaram de atendimento hospitalar, sendo um deles encaminhado para a UTI. Oito já receberam alta. A partida estava empatada em 1 a 1 quando foi suspensa.
Também na quinta, um suposto comunicado oficial da Conmebol apontava a exclusão das duas equipes da competição. O Bahia Notícias entrou em contato com a assessoria da entidade, que revelou que o documento era falso.
A FIFA anunciou que abriu um inquérito para investigar os cânticos racistas e homofóbicos entoados pelos jogadores da Argentina num ônibus, que vazou no instagram de Enzo Fernández, durante uma live.
"A FIFA tomou conhecimento de um vídeo a circular nas redes sociais e o incidente está a ser investigado. A FIFA condena firmemente todas as formas de discriminação por parte de qualquer pessoa, incluindo jogadores, adeptos e dirigentes", disse a entidade em comunicado.
A decisão da FIFA surge após queixas da Federação Francesa de Futebol (FFF), que informou que vai agir judicialmente contra a entidade e a AFA.
"Dada a gravidade dos comentários chocantes, contrários aos valores do esporte e dos direitos humanos, o presidente da FFF contactou diretamente o seu homólogo argentino e a FIFA, e decidiu apresentar uma queixa em tribunal por insultos raciais e discriminatórios".
O Chelsea também divulgou uma nota de repúdio, e anunciou a abertura de um processo disciplinar interno.
"O Chelsea considera completamente inaceitáveis quaisquer formas de comportamentos discriminatórios. Orgulhamo-nos de ser um clube diverso e inclusivo, no qual todas as pessoas, de todas as culturas, comunidades e identidades são bem-vindas. Temos em conta o pedido de desculpa do nosso jogador e usaremos isso como uma oportunidade para educar", falou o clube.
Em comunicado oficial divulgado na tarde da última terça-feira (16), a Federação Francesa de Futebol (FFF) informou que irá a justiça contra a FIFA e contra a AFA (Associação de Futebol Argentina), devido aos cânticos racistas entoados pelos jogadores argentinos em um ônibus, após a conquista da Copa América 2024.
No vídeo, divulgado no instagram de Enzo Fernández, meia do Chelsea e da seleção argentina, os jogadores aparecem cantando a seguinte letra: "Jogam pela França mas são de Angola... Sua mãe é nigeriana, Seu pai, camaronês, mas, no passaporte: francês".
Federação francesa irá prestar queixa contra AFA e FIFA por cânticos racistas de jogadores argentinos#BNesportes
— BN Esportes (@bnesportes) July 17, 2024
???? Instagram / enzofernandez pic.twitter.com/R85ZzsZqOd
ENZO FERNÁNDEZ SE DESCULPA
Em resposta a onda de críticas, Fernández publicou em suas redes sociais um pedido de desculpas , lamentando o episódio e se opondo a qualquer forma de discriminação.
"Quero pedir sinceras desculpas por um vídeo postado no meu canal do Instagram durante as comemorações da seleção nacional. A música inclui uma linguagem muito ofensiva e não há absolutamente nenhuma desculpa para essas palavras . Me oponho à discriminação em todas as suas formas e "peço desculpas por ter recebido preso na euforia das comemorações da Copa América, aquele vídeo, aquele momento, essas palavras, não refletem minhas crenças nem meu caráter ”, declarou Fernández.
Vale lembrar que o Chelsea, clube de Enzo, é um dos clubes fora da França que mais possui jogadores franceses.
Confira o comunicado oficial da FFF:
O presidente da Federação Francesa de Futebol, Philippe Diallo, condena nos termos mais veementes os inaceitáveis ??comentários racistas e discriminatórios que foram feitos contra os jogadores da seleção francesa no contexto de um canto cantado por jogadores e torcedores da seleção argentina após a sua vitória na Copa América e veiculado em vídeo nas redes sociais.
Perante a gravidade destas declarações chocantes, contrárias aos valores do desporto e dos direitos humanos, o presidente da FFF decidiu desafiar diretamente o seu homólogo argentino e a FIFA e apresentar uma queixa judicial por comentários insultuosos de natureza racial e discriminatória.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Precisamos jogar fora o complexo de vira-lata, de achar que somos pequenos e que não temos nada. A gente precisa querer ter para poder fazer".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao afirmar que o Brasil precisa “jogar fora o complexo de vira-lata”. A declaração foi feita durante um evento em São Paulo.