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O meia-atacante Maurício foi punido com uma partida de suspensão, convertida em advertência, pela 2ª Comissão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) em julgamento realizado por um lance envolvendo o zagueiro Cacá, do Vitória, durante o triunfo do Palmeiras por 4 a 0, pela 21ª rodada da Série A, na última quarta-feira (29). Com a decisão, o jogador está liberado para atuar pelo clube paulista.
O camisa 18 havia sido denunciado com base no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de conduta violenta e prevê suspensão de um a seis jogos.
Após a vitória do Palmeiras por 3 a 0 sobre o Fortaleza, no último domingo (2), pela Copa do Brasil, Maurício afirmou que não teve a intenção de atingir o adversário com uma cotovelada.
"O lance foi totalmente sem intenção, dá para ver pelo meu histórico que não sou um jogador maldoso, com vontade de machucar o adversário. Sou muito tranquilo e sei da minha índole, meus valores", disse o jogador.
A partida também foi marcada por duas expulsões do Vitória. Cacá recebeu cartão vermelho por uma entrada considerada violenta em Jhon Arias, enquanto Luan Cândido foi expulso após fazer um gesto de "roubo" em direção à arbitragem depois da primeira expulsão.
A determinação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) de punir jogadores que permanecerem em pé sobre a bola em campo gerou reações negativas entre atletas e ex-jogadores. O documento, divulgado recentemente, prevê tiro livre indireto e cartão amarelo para quem cometer a infração.
Capitão do Santos, Neymar se manifestou contra a medida em um comentário na publicação do ex-jogador e apresentador Denílson.
“Futebol tá ficando cada vez mais chato. Muito nhênhênhê”, escreveu o camisa 10, recebendo milhares de interações nas redes sociais.
A polêmica ganhou força após um episódio envolvendo o atacante Soteldo, do Santos. Durante uma partida contra o Vasco, o venezuelano realizou o gesto de se equilibrar sobre a bola, o que antecedeu uma entrada dura de Sebastián Ferreira. A confusão gerada resultou nas expulsões de Rodrigo Fernández e Lucas Lima, pelo lado santista, e de Medel, do time carioca.
A proibição também foi alvo de críticas por parte de Memphis Depay, atacante do Corinthians. Após repetir o gesto na final do Campeonato Paulista contra o Palmeiras, o jogador se posicionou nas redes sociais.
“Vamos nos concentrar em quais regras podem melhorar o esporte e focar no lado comercial do futebol, o que beneficia os clubes, os fãs e os jogadores, em vez desses anúncios bobos.”
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu aplicar a pena de advertência a um juiz do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) por participar de um evento político-partidário em período eleitoral. Por maioria, os conselheiros entenderam que, por se tratar de ato isolado do qual o magistrado demonstrou arrependimento, a pena é suficiente.
A decisão foi tomada no julgamento do processo administrativo disciplinar (PAD) contra o juiz eleitoral Edson Alfredo Sossai Regonini, na sessão de terça-feira (3).
Na visão da relatora do PAD, conselheira Daniela Madeira, o juiz foi imprudente ao participar de evento político-partidário nas dependências de uma empresa investigada por assédio eleitoral, no período entre os dois turnos da eleição de 2022. No evento, os organizadores pediram votos para um candidato à Presidência da República.
Apesar de ter estado no evento, Regonini alegou que pensava tratar-se de uma reunião institucional. Na ocasião, o magistrado não discursou ou participou da mesa, mas permaneceu no local por cerca de uma hora e foi fotografado com os organizadores da reunião.
A relatora explicou que a empresa em questão chegou a ser multada por danos morais coletivos e assinou um acordo judicial em que se comprometeu a não realizar novamente esse tipo de ato.
Durante a 3ª sessão extraordinária, realizada em 20 de agosto, o então corregedor nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão, abriu divergência da punição sugerida pela relatora e votou pela aplicação da pena de censura ao juiz, uma vez que a advertência já estaria prescrita.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Romeu Zema
"O problema do Brasil é que bandido fica solto".
Disse o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema em seu primeiro discurso de campanha à Presidência da República pelo partido Novo, realizado neste domingo (16) na cidade de Montes Claros (MG).