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adriana meira
Quando Anitta apresentou ao público o universo visual de “Equilibrivm II”, um dos figurinos chamou a atenção pela riqueza dos bordados e pela estética marcada por referências à ancestralidade. A peça aparece no clipe de “Sem Pressa”, parceria com MC Tha, e carrega uma história que começou longe dos grandes centros: nasceu entre o sertão e a Chapada Diamantina, pelas mãos da estilista baiana Adriana Meira.
Natural de Brumado, ela comanda, desde 2014, um ateliê que leva seu nome e transforma bordados artesanais, religiosidade e elementos da cultura do sertão e da Chapada Diamantina em peças de moda autoral. O vestido escolhido por Anitta integra a coleção “Rio que Conta”, desenvolvida dentro do projeto Mãos na Moda, iniciativa do Nordestesse em parceria com o Riachuelo Lab para aproximar marcas autorais de coletivos de artesanato tradicional do Nordeste.
Ao BN Hall, Adriana contou que o convite surgiu poucos dias antes das gravações do audiovisual. A escolha partiu da produtora de moda Laitania, também baiana, que já conhecia o trabalho desenvolvido pelo ateliê. “Foi tudo muito corrido. A produção entrou em contato pelo Instagram da marca, escolheu algumas peças e perguntou sobre a disponibilidade. Tivemos menos de uma semana antes das gravações”, relembrou.
Confeccionado em tule e inteiramente aplicado e bordado à mão, o vestido foi inspirado no crivo rústico, técnica artesanal preservada por mulheres de Rio de Contas, na Chapada Diamantina. A referência nasceu durante a convivência da estilista com as artesãs no desenvolvimento da coleção.
“Foram muitos meses de trabalho no projeto Mãos na Moda. O crivo rústico que elas fazem é primoroso, por isso me inspirei nelas para desenhar esta coleção. Se observarmos os apliques do vestido, há bordados do sertão e um diamante no centro do peito, rodeado pelas ‘flores-diamante’. Tudo casou perfeitamente com a estética mágica da música e da história contada no audiovisual”, explicou.
Segundo Adriana, mais do que vestir Anitta, a criação também estabeleceu um diálogo com o conceito de Equilibrivm II. O álbum explora temas ligados à espiritualidade, à ancestralidade e às religiões de matriz africana, elementos que também fazem parte da identidade construída ao longo de sua trajetória.

Foto: André Nicolau
Para a estilista, ver uma peça produzida no interior da Bahia alcançar projeção internacional representa o reconhecimento de um trabalho coletivo, que envolve artesãs, bordadeiras e costureiras. “É uma força gigante. Imagine viver no interior da Bahia e ver seu trabalho ganhando o mundo. Isso fortalece toda a cadeia produtiva, do bordado à costura, e enche de orgulho quem faz e quem veste. É uma sensação de pertencimento e orgulho de ser baiana. O sertão e a Chapada Diamantina têm uma riqueza cultural que merece ser vista”, afirmou.
Ao longo de mais de uma década, o ateliê Adriana Meira consolidou uma identidade que aproxima moda, artesanato e memória. Segundo ela, as coleções partem do diálogo com técnicas tradicionais e saberes transmitidos entre gerações, transformando referências do interior baiano em peças autorais que agora também chegam aos palcos da música brasileira.
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O restaurante Pasta em Casa, no Rio Vermelho, recebe, a partir do dia 22 de janeiro, a exposição “A Grande Mãe – Ocupação Iemanjás”, que reúne obras da estilista e artista visual baiana Adriana Meira em homenagem a Iemanjá. A iniciativa tem curadoria da escritora Bianca Ramoneda.
A mostra apresenta quatro peças criadas especialmente para a ocasião, que ocuparão as paredes da unidade do Rio Vermelho. Conhecida por trabalhos em tecido, Adriana utiliza o papel como matéria-prima nesta mostra, mantendo os estudos de cores e formas que caracterizam sua produção.
Natural de Brumado, no sertão baiano, onde mantém ateliê na Fazenda Mandacaru, a artista contou que tem Iemanjá como referência central em sua trajetória artística. “Tenho uma conexão espiritual muito forte e muito linda com Iemanjá e o astral de forma geral. Há muitos anos trabalho com eles e é uma grande paixão. Iemanjá é como uma madrinha para o ateliê e aparece muito em peças minhas, como vestidos, camisas e batas”, afirmou Adriana.
No dia da abertura, o Pasta em Casa apresenta o Drink Iemangin, criado por Márcio Silva, bartender premiado internacionalmente. A bebida leva gin, xarope de especiarias, limão e maçã verde; é servida em taça de dry martini e decorada com uma fitinha branca do Senhor do Bonfim e uma pétala de rosa branca. Na data, o primeiro pedido será oferecido como cortesia.
A sócia do restaurante, Valeska Calazans, celebrou o projeto e destacou a conexão da iniciativa com o bairro. “Essa unidade do Pasta em Casa fica no coração do Rio Vermelho, bairro que abriga a Casa de Iemanjá e que é palco da festa de Iemanjá, então não poderíamos ficar de fora dessa comemoração tão importante. Este ano teremos a ocupação artística da renomada Adriana Meira, um drink especial temático e, claro, estaremos com a casa aberta ao público no dia 2 de fevereiro”, completou.
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A marca pernambucana Rush Praia apresenta uma colaboração inédita com a artista e estilista baiana Adriana Meira, conhecida pelo trabalho manual desenvolvido em Brumado, na Bahia. A parceria dá origem à peça “La Belle de Jour”, feita 100% em linho, com bordados manuais e tiragem limitada a 16 unidades.
A criação parte da técnica do patchwork, marca do trabalho de Adriana, que combina tecidos, cores e recortes para construir personagens e imagens que atravessam tempo e memória. Inspirada na canção de Alceu Valença, a figura de “La Belle de Jour” é transportada para o universo da artista, ganhando forma em um processo artesanal.
A aproximação entre a Rush e Adriana Meira começou há alguns anos, a partir de um interesse mútuo pelo fazer manual e pela construção de narrativas visuais por meio da roupa.
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Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.