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acusado de agressao
O advogado e influenciador digital João Neto, conhecido como Dr. João Neto, foi anunciado como pré-candidato a deputado federal pela federação “Renovação Solidária”, formada pelo Solidariedade e pelo Partido Renovação Democrática (PRD). O lançamento ocorreu na última quarta-feira (6).
Em junho de 2025, João Neto, de 47 anos, foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão em regime aberto, com uso de tornozeleira eletrônica, por violência doméstica. A decisão foi proferida pelo juiz Robério Monteiro, titular do 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Maceió. A sentença cabe recurso.
A federação aposta em nomes com grande alcance nas redes sociais e potencial de mobilização popular para disputar espaço contra grupos tradicionais da política alagoana.
O anúncio foi feito ao lado do suplente de vereador Lucas Costa, também apresentado como pré-candidato à Câmara dos Deputados. Segundo dirigentes partidários, o objetivo é ampliar a representatividade da federação e conquistar ao menos uma vaga em Brasília nas eleições de 2026.
RELEMBRE O CASO
O caso ocorreu em abril daquele ano, quando o influenciador foi preso em flagrante acusado de agredir a companheira. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ele arrasta a mulher para fora do apartamento onde moravam, no dia 14 de março, em Maceió.
Segundo a investigação, a vítima sofreu lesões no rosto e precisou de atendimento médico.
Em agosto, João Neto anunciou um noivado nas redes sociais. Ao publicar a novidade, escreveu: “Há quem diga que quando uma porta se fecha, muitas outras se abrem. No meu caso, não foi apenas uma nova porta que se abriu, mas uma casa inteira, pronta para me acolher e permitir que eu recomece”.
Natural de Salvador, João Neto chegou a acumular mais de dois milhões de seguidores nas redes sociais, onde ganhou notoriedade publicando vídeos com dicas jurídicas voltadas ao público geral.
Acusado de agredir a namorada em Maceió, o advogado João Neto criticou a suspensão temporária do registro na Ordem dos Advogados do Brasil, seção Bahia (OAB-BA). Ele fez um vídeo nas redes sociais criticando a atuação da OAB e atribuiu a sanção a racismo.
“Esse negro aqui, vai continuar, sim, tendo o que quer vivendo onde, quer e comprando o que quiser. Não será meia dúzia de racistas. Só posso atribuir isso ao racismo”, disse, se comparando com outros casos em que, segundo ele, a Ordem não suspendeu o registro de advogados brancos.
Veja vídeo:
O advogado confirmou a suspensão e falou que já está lutando para reverter a decisão de suspensão do registro profissional.
"Esclareço aos meus clientes que, sim, tive minha carteira da OAB suspensa. Mas não por crime algum. E aqui reside a pergunta que não quer calar: por que para alguns a OAB oferece proteção institucional, mesmo em casos envolvendo tráfico, corrupção ou venda de sentenças e, para mim, um advogado negro, filho da periferia, não se levanta sequer em defesa da minha dignidade profissional? Dois pesos, duas medidas?".
SUSPENSÃO
O Tribunal de Ética e Disciplina (TED) da Ordem dos Advogados do Brasil na Bahia (OAB-BA) suspendeu preventivamente por 90 dias, o advogado João Neto, preso em flagrante por supostamente agredir a namorada em Maceió, em abril deste ano. O julgamento foi realizado em 8 de maio de 2025.
De acordo com a OAB-BA, a suspensão preventiva ocorreu em um processo ético-disciplinar anterior à prisão. O processo instaurado no TED da OAB-BA tem relação com condutas incompatíveis com a dignidade da profissão e com o exercício profissional da advocacia, em inúmeras falas do advogado João Neto em redes sociais e em diversos veículos jornalísticos, dentre outras condutas irregulares.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.