Artigos
O contingenciamento ilegal que compromete o Brasil
Multimídia
Deputado Leur Lomanto Jr. defende reformulação do processo eleitoral e critica “fragilidade” no vínculo partidário
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
abel braga
O Grupo Arco-Íris ingressou com ação judicial contra Abel Braga, cobrando indenização de R$ 5 milhões por danos morais coletivos. O processo tramita na 5ª Vara Cível da Regional de Campo Grande e tem como base uma declaração do dirigente durante coletiva de apresentação no Internacional, do Rio Grande do Sul.
“Eu não quero a p** do meu time treinando com uma camisa rosa, porque parece um time de v**”, disse.
Na ação, o grupo sustenta que a fala possui caráter discriminatório e extrapola os limites da liberdade de expressão, configurando ofensa à população LGBTQIA+. Além da indenização, a entidade solicita a adoção de medidas educativas voltadas ao combate à discriminação no esporte.
A declaração foi feita em novembro de 2025 e gerou repercussão imediata. No mesmo dia, Abel Braga divulgou uma retratação por meio de nota nas redes sociais. Posteriormente, em fevereiro, ele foi punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva com cinco jogos de suspensão e multa de R$ 20 mil.
O diretor técnico do Internacional, Abel Braga, obteve efeito suspensivo parcial junto ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e pôde atuar normalmente na vitória por 2 a 0 sobre a Chapecoense, no último domingo (22).
O dirigente havia sido punido no início de fevereiro pela 6ª Comissão Disciplinar do STJD com cinco partidas de suspensão e multa de R$ 20 mil, em razão de uma declaração de cunho homofóbico feita em 2025, durante sua apresentação como técnico do clube nas rodadas finais do Campeonato Brasileiro.
Desde o julgamento, o Internacional disputou quatro partidas: contra o Remo, Atlético Mineiro, Bahia e Santos. O pedido de efeito suspensivo foi analisado e aceito na última sexta-feira (20), liberando Abel para a beira do campo na rodada seguinte.
A punição foi baseada no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que prevê sanções para atos discriminatórios relacionados, entre outros pontos, à orientação sexual. A denúncia teve origem após representação do Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT.
Na ocasião que motivou o processo, Abel Braga criticou o uso de uniforme rosa pelo clube e afirmou: "Eu não quero o meu time treinando com uma camisa rosa, porque parece um time de veado".
A declaração gerou repercussão negativa imediata. Ainda no mesmo dia, o então treinador utilizou as redes sociais para divulgar uma nota de retratação pelo episódio.
O técnico e diretor técnico do Internacional, Abel Braga, foi punido pela 6ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por uma declaração de teor homofóbico feita durante coletiva de imprensa realizada em novembro do ano passado.
A decisão determinou a suspensão de cinco jogos, além da aplicação de multa no valor de R$ 20 mil. A punição ainda cabe recurso ao Pleno do STJD, instância superior da Justiça Desportiva.
A fala ocorreu durante a apresentação oficial de Abel no clube, quando o treinador criticou a cor do uniforme de treino e afirmou que não queria o time usando camisa rosa, pois isso “parece time de veado”. A declaração gerou forte repercussão negativa, críticas públicas e mobilizações nas redes sociais, reacendendo o debate sobre a persistência da LGBTfobia "recreativa" no futebol brasileiro.
O caso foi enquadrado no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de práticas discriminatórias relacionadas à orientação sexual e outras formas de preconceito, prevendo punições esportivas e financeiras.
Uma das notícias de infração que deu origem ao processo foi formalizada e enviada ao STJD pelo Coletivo de Torcidas Canarinhos LGBTQ+.
Em nota, o coletivo avaliou a decisão como um marco no enfrentamento institucional à discriminação no esporte.
“Essa é uma decisão importante, que reforça mais uma vez a postura antidiscriminatória do STJD e aprofunda a luta contra a LGBTfobia recreativa no futebol brasileiro. O futebol não pode continuar tratando a violência como piada. Quando uma autoridade do esporte reproduz esse tipo de discurso, ela legitima um ambiente hostil e perigoso para milhares de pessoas”, afirmou Onã Rudá, fundador e presidente do Coletivo de Torcidas Canarinhos LGBTQ+.
O grupo também destacou que a punição reforça a necessidade de atuação firme da Justiça Desportiva diante de declarações públicas discriminatórias, especialmente quando proferidas por figuras de liderança, como técnicos, dirigentes e atletas.
A derrota do Internacional por 3 a 0 para o São Paulo, nesta quarta-feira (3), no MorumBis, trouxe à tona novamente a repercussão de uma declaração anterior do técnico Abel Braga. Na coletiva pós-jogo, o treinador voltou a comentar sobre o termo homofóbico dito no último domingo (30), quando utilizou um termo homofóbico ao relembrar uma situação antiga envolvendo o uso de uma camisa rosa em treinos de sua passagem anterior pelo clube.
"Eu não quero mais meu time treinando de camisa rosa. Parece time de viad*. Não falei que tinha que tirar essa camisa aí?", assista:
O trecho do Abel Braga, novo treinador do Internacional, falando que não quer o time dele usando uma camisa rosa pois “parece time de viado” e que tinha que “tirar essa camisa aí”
— DataFut (@DataFutebol) November 30, 2025
pic.twitter.com/A0paOQ2cGL
Abel afirmou que sua declaração havia sido resultado de uma 'brincadeira' mencionada fora de contexto e disse já ter pedido desculpas. O treinador também citou a morte de seu filho, João Pedro, em 2017, ao tentar explicar a situação. "Eu perdi um filho com 19 anos. Quem perde um filho não é homofóbico. Foi uma brincadeira que eu não deveria ter falado ali", disse.
"Quero fazer uma colocação daquilo que houve lá na última coletiva, onde eu fui relatar uma brincadeira que aconteceu no treinamento e isso criou uma polêmica muito grande. Então, eu já me desculpei, não deveria ter falado absolutamente nada naquele momento. Só quero que vocês entendam uma coisinha, preciso fazer esse parênteses porque é a minha vida. Eu perdi um filho com 19 anos. Quem perde um filho não é homofóbico. Quero que vocês entendam isso. Foi uma brincadeira que eu fui o juvenil, não devia ter falado nada ali e pronto, aquilo passava", declarou.
VÍDEO: Após derrota do Inter, Abel Braga se defende de acusação de homofobia: “Quem perde um filho não é homofóbico”
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) December 4, 2025
Confira?? pic.twitter.com/0tUWSonLwu
A fala gerou reação imediata nas redes sociais e entre torcedores. Horas depois, o técnico publicou uma retratação em seu Instagram, afirmando ter reconhecido o erro.
"Cores não definem gêneros. O que define é caráter. O Internacional precisa de paz e muito trabalho. Vamo, vamo Inter!", escreveu, em trecho.
Dentro de campo, o Inter foi derrotado com gols de Sabino, Maik e Luciano. O resultado manteve a equipe com 41 pontos e provocou nova queda na tabela, colocando o clube no 18º lugar. A posição se deve à vitória do Fortaleza por 2 a 1 sobre o Corinthians, que levou o time cearense aos 43 pontos e temporariamente à 16ª colocação.
Para escapar do rebaixamento, o Internacional depende de uma combinação de resultados: precisa torcer por uma derrota do Vitória e por um tropeço no confronto entre Fortaleza e Ceará.
O Inter volta a jogar no domingo (7), às 16h, no Beira-Rio, contra o Red Bull Bragantino, em partida decisiva pela última rodada do Campeonato Brasileiro.
O Grêmio anunciou nesta segunda-feira (1º) uma promoção para o uniforme rosa, um dia depois da declaração do técnico colorado Abel Braga, que associou a cor da camisa ao termo "time de veado". A fala, feita durante sua apresentação no Beira-Rio, no domingo (30), gerou imediata repercussão e levou o treinador a publicar um pedido de desculpas horas depois.
No site oficial do clube, as camisas rosa aparecem com preços reduzidos entre 25% e 28%. Sócios ainda recebem 10% de desconto adicional. A compra pode ser feita pela internet ou nas lojas físicas, e a oferta segue até domingo ou enquanto houver estoque.
Ainda na noite de domingo, o Grêmio reagiu nas redes sociais ao episódio. O clube publicou uma imagem com uma bandeira do Orgulho LGBT+ estampada com a frase “Clube de Todos”. Na legenda, afirmou: "Temos orgulho de todos os nossos torcedores, sejam eles azuis, brancos, pretos, rosas ou de qualquer outra cor".
Após a fala homofóbica do técnico Abel Braga, do Internacional, o Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTI+ denunciou o clube e o treinador à Procuradoria do STJD. Durante a apresentação na equipe, Abel comentou sobre as cores do uniforme de treino da equipe.
"Eu não quero a p*rr* do meu time treinando de camisa rosa, parece time de viado", afirmou.
O treinador se desculpou nas redes sociais após a repercussão negativa que o comentário gerou. Durante o pronunciamento, o técnico revelou que "cores não definem gêneros".
A entidade que denunciou o clube e o treinador afirmou que a retratação através das redes sociais não isentam a conduta do técnico por contra da sua "capacidade de influenciar comportamentos, reforçar estigmas e naturalizar práticas discriminatórias dentro do ambiente esportivo".
Além de Abel, o processo também foca em Ramón Díaz, ex-comandante do Internacional. Durante a coletiva de imprensa após o empate contra o Bahia, pela 33ª rodada do Brasileirão, o treinador afirmou que "futebol é para homens, não é para meninas".
A denúncia leva em consideração a violação das normas desportivas previstas no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que pune quem pratica atos discriminatórios.
A punição pode chegar a R$ 100 mil e uma suspensão de até 10 partidas. Além do de Abel Braga, o texto também focou em punições ao clube caso a infração fosse prática por considerável número de pessoas vinculadas à equipe.
Abel Braga parece ter retornado ao comando do Internacional ainda desconectado do cenário atual do futebol — e do mundo. Durante sua apresentação na tarde do último domingo (30), o treinador utilizou um termo homofóbico ao relembrar uma situação antiga envolvendo o uso de uma camisa rosa em treinos de sua passagem anterior pelo clube.
"Eu não quero mais porr* do meu time treinando de camisa rosa, pô! Parece time de viad*. Não falei que tinha que tirar essa camisa aí?", disse Abel, ao reviver o episódio. Assista:
O trecho do Abel Braga, novo treinador do Internacional, falando que não quer o time dele usando uma camisa rosa pois “parece time de viado” e que tinha que “tirar essa camisa aí”
— DataFut (@DataFutebol) November 30, 2025
pic.twitter.com/A0paOQ2cGL
A fala gerou reação imediata nas redes sociais e entre torcedores. Horas depois, o técnico publicou uma retratação em seu Instagram, afirmando ter reconhecido o erro.
"Cores não definem gêneros. O que define é caráter. O Internacional precisa de paz e muito trabalho. Vamo, vamo Inter!", escreveu o treinador, em trecho. Confira abaixo:

Foto: Reprodução/Instagram
A declaração de Abel ocorre menos de um mês após outra fala considerada discriminatória dentro do próprio clube. Em novembro, o então técnico Ramón Díaz fez um comentário machista ao analisar o desempenho da equipe após o empate por 2 a 2 contra o Bahia, no Beira-Rio, pela 33ª rodada do Brasileirão.
"Não pode ser que, em um clube tão importante, se passe isso. Porque foi incrível. O futebol é para homens, não é para meninas, é para homens", afirmou o argentino.
Os dois episódios aumentaram a pressão sobre o ambiente institucional do Internacional, especialmente em um momento crítico da temporada.
Abel Braga saiu da aposentadoria para tentar evitar o rebaixamento do Colorado. Seu contrato vai apenas até o fim do Campeonato Brasileiro e não prevê remuneração.
O Inter ocupa a 17ª colocação, com 41 pontos, e precisa vencer São Paulo e Red Bull Bragantino nas duas rodadas finais para ter chances reais de permanecer na Série A. Abel comandou o primeiro treino no último domingo e terá apenas dois dias de preparação antes do duelo decisivo, que ocorre nesta quarta-feira (3), contra o Tricolor Paulsita, na Vila Belmiro.
O Internacional anunciou no último sábado (29) a volta de Abel Braga para comandar o time na reta final do Campeonato Brasileiro. A decisão foi tomada horas após a demissão de Ramón Díaz e Emiliano Díaz, que deixaram o cargo depois da derrota por 5 a 1 para o Vasco, em São Januário, resultado que colocou o clube na zona de rebaixamento. A combinação do revés com o Vitória vencendo o Mirassol agravou a crise e acelerou a mudança no comando técnico.
A reapresentação de Abel está prevista para este domingo (30), no CT Parque Gigante, onde iniciará o trabalho ao lado da comissão permanente. O retorno de Élio Carravetta também foi confirmado e faz parte da estratégia da diretoria de reaproximar o clube de referências históricas.
A escolha pelo treinador não é por acaso. Esta será a oitava passagem de Abel Braga pelo Inter. Ele soma 340 partidas oficiais, marca que faz dele o técnico que mais vezes dirigiu a equipe. O currículo do treinador inclui alguns dos títulos mais importantes da história colorada, entre eles o Mundial de Clubes e a Copa Libertadores de 2006.
Na última vez em que esteve no Beira-Rio, em 2020, Abel conduziu o time a uma campanha de recuperação que terminou com o vice-campeonato brasileiro, decidido apenas na rodada final. A direção aposta na experiência e no perfil mobilizador do técnico para tentar evitar o rebaixamento e reconstruir a confiança do elenco nas semanas decisivas da competição.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Papa Leão XIV
“A Santa Sé já conversou com os bispos alemães. A Santa Sé deixou claro que não concordamos com a bênção formalizada de casais — neste caso, casais homossexuais — ou de casais em situações irregulares, além do que foi especificamente permitido pelo Papa Francisco, ao dizer que todas as pessoas recebam a bênção”.
Disse o Papa Leão ao manter o posicionamento da Igreja Católica contra a formalização de bênção a casais homoafetivos, nesta quinta-feira (23). O momento ocorreu durante entrevista à imprensa em um voo de retorno ao Vaticano, após viagem do religioso à Guiné Equatorial, na África.