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E se o maior erro das previsões eleitorais não estiver nas pesquisas, mas na forma como interpretamos o eleitor indeciso?
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou nesta sexta-feira (18) que a crise em torno do Banco Master, instituição financeira que destacou ter sido criada durante o governo de Jair Bolsonaro, envolve diretamente ou indiretamente 5 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
As declarações foram dadas em entrevista à Rádio Tupi, concedida antes de compromissos no Rio de Janeiro ao lado do governador interino do Estado, o desembargador Ricardo Couto. Para o chefe do Executivo, a situação "contamina tudo" nas eleições e exige uma solução antes de qualquer debate sobre a reforma do Judiciário.
Durante a entrevista, o petista citou expressamente os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, ressaltando que "ninguém está defendendo" os contratos celebrados por eles com a instituição bancária. Sem mencionar nominalmente o ministro Kassio Nunes Marques, Lula também fez referência a mensagens que indicariam o pagamento de um encontro do magistrado com uma acompanhante por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Ao abordar a relação de opositores políticos com a Suprema Corte, Lula sugeriu a existência de ligações do senador Flávio Bolsonaro (PL) com milícias no Rio de Janeiro e argumentou que a insatisfação do parlamentar com o ministro Alexandre de Moraes se deve às decisões judiciais contra seu pai, Jair Bolsonaro, e não ao escândalo do banco.
O programa Bolsa Família vai atingir um custo de R$162,4 bilhões este ano e R$178,5 bilhões em 2027 graças a um reajuste anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (17). O gasto do programa se multiplicou por 15 em duas décadas.
A previsão para o ano que vem representa um salto de cerca de 1.380% em relação a 2004, ano de lançamento do benefício. Naquela época, o custo anual, considerando valores atualizados pela inflação, foi de R$ 12,1 bilhões.
O reajuste de 15% vai começar a valer na folha de pagamento de outubro, entre o primeiro e o segundo turno das eleições. Desse modo, o custo adicional este ano será de R$ 5,8 bilhões, se somando à dotação orçamentária atual de R$ 156,6 bilhões.
Já para 2027, a estimativa do governo é de que o gasto deve aumentar R$ 22,7 bilhões frente ao valor previsto no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), de R$ 155,8 bilhões.
A retirada do sigilo do inquérito relacionado ao filme “Dark Horse” trouxe, entre outras revelações, uma mensagem apreendida no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que cita um pedido de reunião dos irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro no mesmo dia em que o então deputado federal anunciou que iria morar nos Estados Unidos. Essa mensagem foi enviada pelo publicitário Thiago Miranda a Vorcaro em 18 de março do ano passado.
Segundo relatório da Polícia Federal anexado ao inquérito que apura o financiamento do filme, o publicitário, que intermediou as tratativas sobre o filme, enviou mensagem a Vorcaro às 9h34 do dia 18 de março de 2025. Disse Thiago Miranda: “Flavio B e Eduardo querem marcar uma agenda com vc. Filme”.
No mesmo dia, Eduardo Bolsonaro fez uma postagem às 11h37, convocando seguidores para uma live na qual acabou por anunciar que havia decidido morar nos Estados Unidos. Um dia depois do anúncio, o então deputado afirmou, em entrevista à CNN, que cogitava inclusive abrir mão do seu mandato, segundo ele, porque não tinha “tranquilidade para voltar ao Brasil”.
O relatório não informa qual foi a resposta do dono do Banco Master sobre o pedido de reunião e nem se ela ocorreu. O primeiro repasse de verbas a mando de Vorcaro foi feito pouco mais de um mês antes do anúncio de Eduardo.
Outros dois repasses foram realizados seis dias depois, segundo o relatório. O documento foi tornado público pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O dinheiro para o filme “Dark Horse foi repassado por Vorcaro por meio da empresa Entre Investimentos, que enviou os valores para o fundo Havengate, nos Estados Unidos. O fundo é controlado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro.
O então deputado Eduardo Bolsonaro estava nos Estados Unidos desde 27 de fevereiro de 2025. Na época, aquela era a sua quarta viagem ao país no início de ano, todas pagas com recursos próprios. Quando Daniel Vorcaro fez o seu primeiro repasse para o filme, de US$ 2 milhões, em 13 de fevereiro de 2025, Eduardo estava em sua terceira ida aos EUA.
Em 24 de fevereiro, o deputado do PL foi a uma conferência nos Estados Unidos e passou duas semanas em um périplo para falar com autoridades americanas sobre o ministro Alexandre de Moraes, do STF, meses depois sancionado pela Lei Magnitsky.
A data do primeiro pagamento é posterior ao que foi combinado na proposta de financiamento: seriam 14 parcelas repassadas todo dia 5 — sendo as duas primeiras no valor de US$ 2 milhões em janeiro de 2025 e outras 12 de US$ 1,66 milhão, como mostra documento anexado pela PF.
Em nota à imprensa, Eduardo Bolsonaro diz que nunca conversou ou se reuniu com Vorcaro e nega qualquer relação entre sua mudança para os EUA e o dinheiro do filme. Já a equipe de Flávio vem repetindo a afirmação de que ele não cometeu irregularidades e defende o fim do sigilo da investigação.
O candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) tentou, por quatro vezes, retirar do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), a investigação sobre destinação de emendas e desvio de finalidade para financiar o filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na última quinta-feira (10/9), Dino autorizou uma operação contra 29 alvos ligados à investigação sobre o repasse de emendas parlamentares à produtora do filme.
Os quatro pedidos feitos pela defesa de Flávio Bolsonaro foram feitos entre os dias 13 e 29 de julho deste ano. Dois dos pedidos foram endereçados ao presidente do STF, Edson Fachin, e dois ao próprio Flávio Dino.
A alegação dos advogados de Flávio Bolsonaro era a de que a investigação sobre o filme “Dark Horse” estava sob o comando do ministro André Mendonça, e que, por isso, ele também deveria assumir a apuração sobre eventual uso de recursos públicos na obra.
“Demonstrou-se que o protocolo das petições no âmbito da ADPF nº 854 não se deu por acaso, mas se tratou de verdadeira manipulação das regras de competência, a fim de criar uma prevenção artificial e inexistente do Exmo. Min. Flávio Dino para os fatos”, disse a defesa do senador.
Na investigação sobre as emendas parlamentares, relatada por Flávio Dino, é apurado o suposto uso irregular de verbas públicas para a produção do filme. A Polícia Federal investiga se verbas destinadas à execução de projetos sociais foram desviadas por meio do Instituto Conhecer Brasil (ICB) para bancar a cinebiografia.
Já a investigação que envolve o Caso Master, e que está sob comando de André Mendonça, apura o repasse de milhares de reais feitos por Daniel Vorcaro para financiar o filme. Os investigadores querem saber se houve lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Reportagem exclusiva do site ICL Notícias revelou, nesta sexta-feira (11), que a empresa de capacetes Bravo Grafeno, de propriedade do senador Flávio Bolsonaro e do seu irmão, Carlos Bolsonaro, divide o mesmo endereço em Brasília com 16 firmas de propriedade do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
O levantamento do ICL Notícias indica que a empresa de Flávio Bolsonaro usou não apenas a mesma estrutura do Careca do INSS, investigado na Operação Sem Desconto da Polícia Federal e que se encontra preso na Papuda. O candidato a presidente também se utilizava dos mesmos serviços de contabilidade das firmas do Careca do INSS.
O contador do Careca do INSS se chama Alexandre Caetano dos Reis, dono da Voga Serviços Contábeis. O contador foi preso em dezembro de 2025, envolvido em negócios ilegais com o Careca do INSS, inclusive sendo sócio dele em uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal no Caribe.
Alexandre Caetano dos Reis é responsável também pela contabilidade do escritório de advocacia do senador Flávio Bolsonaro. Além disso, o escritório da firma de Reis funciona no mesmo prédio onde estão localizadas as firmas do Careca do INSS e da Bravo Grafeno de Flávio e Carlos Bolsonaro.
O endereço compartilhado entre a empresa de capacetes e as firmas do Careca do INSS, de acordo com a reportagem do site ICL Notícias, é a sala de número 2601 bloco D, do Edifício Connect Towers, em Águas Claras, região administrativa do Distrito Federal.
A Bravo Grafeno foi aberta pela família Bolsonaro em junho de 2024 e conta com capital social de R$ 100 mil. A loja online vende dois modelos de capacete por R$ 598,90 e viseiras branca e preta, por R$ 54.
O ICL Notícias apurou ainda que outra conexão de Flávio Bolsonaro com personagens investigados no escândalo do INSS se chama Letícia Caetano dos Reis, administradora do escritório de advocacia do senador. Ela é irmã do contador Alexandre Caetano dos Reis, preso na Papuda.
Em entrevista à Agência Pública, em 30 junho de 2022, Letícia afirmou que chegou ao escritório de Flávio Bolsonaro por indicação de Willer Tomaz, amigo do senador e advogado que também foi alvo da Operação Sem Desconto. Willer Tomaz tem procuração nos autos da investigação sobre os desvios no INSS para defender Alexandre Caetano dos Reis.
O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), que concorre à presidência e se recupera em um hospital, falou sobre a revelação do site ICL Notícias em postagem na rede X.
“Estou dois dias internado e quando fui olhar as notícias de Brasília, dou de cara com essa: Careca do INSS é sócio do Flávio Bolsonaro? É isso mesmo?” questionou Caiado.
Um documento da Procuradoria-Geral da República (PGR), elaborado com base em investigações da Polícia Federal (PF), aponta que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro orientou a gestão responsável pela remessa de recursos aos Estados Unidos para o financiamento do filme "Dark Horse", biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O parecer, assinado por Paulo Gonet, procurador-geral da República, deu aval à abertura de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar o financiamento da produção do filme.
Investigadores da Polícia Federal obtiveram, durante as investigações, conversas com orientações sobre como operacionalizar o envio dos valores obtidos para fora do país. O documento do inquérito não afirma quem era o destinatário direto da mensagem.
No texto, o ex-parlamentar sugere enviar o máximo possível pelo sistema já utilizado, sem especificar qual seria, e coloca um operador à disposição para reuniões.
"O ideal seria haver os recursos já nos EUA. Que dos EUA para os EUA é tranquilo. Se a empresa brasileira a enviar aos EUA não tiver aquele grande orçamento que mencionamos como exemplo, será problemático, vai ser necessário fazer as remessas aos poucos e isto tardaria cerca de seis meses, calculamos", diz o trecho atribuído a Eduardo Bolsonaro.
"Meu receio é que você seja solícito, bom coração, mas tenha essa dificuldade. Solução: enviar o máximo possível ainda neste sistema atual, como o remetente atual e etc. Será que conseguimos? Nos dá amanhã um feedback desta sua reunião de hoje à noite, por favor? O Altieris Santana está à disposição, inclusive voa para fazer reunião pessoal com quem quer que seja", conclui a mensagem.
Altieris Santana, citado no diálogo, é identificado na apuração como diretor do Havengate Development Fund, fundo de investimento sediado no Texas (EUA) responsável por administrar os valores e repassá-los à produtora Go Up Entertainment.
O ministro André Mendonça, conforme determinado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, levantou no final da noite desta quinta-feira (10) o sigilo de diversas investigações relacionadas ao escândalo do Banco Master. Mendonça, entretanto, manteve em segredo de justiça algumas delas, como a petição que investiga o repasse de recursos por Daniel Vorcaro para um fundo de investimento nos Estados Unidos com o objetivo de financiar a produção do filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O presidente do STF, na decisão em que solicitou a retirada do sigilo das investigações do caso Master que tramitam na Corte, autorizou André Mendonça a manter em sigilo o que poderia prejudicar investigações futuras operações e diligências sobre o caso.
Nesse sentido, Mendonça manteve fechadas as informações sobre o repasse para o filme “Dark Horse” e também a petição que investiga a relação entre o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o ex-sócio do Banco Master, Augusto Ferreira Lima. Outra investigação mantida em sigilo por Mendonça foi aquela revelada pela Polícia Federal no relatório de inteligência enviado para o ministro Alexandre de Moraes, sobre Antônio Rueda e ACM Neto.
Os documentos relacionados à relação entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro estão na lista de processos que se tornaram públicos após determinação de André Mendonça. Os documentos desse processo, entretanto, já tinham sido liberados na última semana por decisão do próprio Mendonça.
Na noite desta quinta, o ministro André Mendonça tornou público 14 procedimentos sob sua relatoria no STF. Entre eles estão dois dos principais inquéritos que detalham a engenharia financeira que levou ao rombo bilionário do Banco Master.
O principal deles é o inquérito 5026, da Operação Compliance Zero. Ele foi criado quando o processo ainda estava sob relatoria do ministro Dias Toffoli, momento em que o magistrado determinou a remessa do inquérito que tramitava na Justiça Federal contra Daniel Vorcaro e outros suspeitos.
É a partir deste inquérito que outras investigações foram ramificadas. Entre as que tiveram o sigilo levantado por André Mendonça, cinco tratam direta ou indiretamente das operações de prisão e busca e apreensão contra os envolvidos no grupo chamado “A Turma”, utilizado por Vorcaro para intimidação e perseguição de adversários e desafetos.
Outro inquérito, que investiga a cooptação de influenciadores, o chamado “Projeto DV”, para influenciar a percepção pública sobre Vorcaro e o Banco Master, também teve seu sigilo levantado pelo ministro André Mendonça.
Também consta no material liberado por André Mendonça as informações sobre o pagamento de viagens e jantares internacionais por Daniel Vorcaro para os dois servidores do Banco Central acusados de atuar para favorecer o Banco Master. É o que afirma a Polícia Federal nos relatórios enviados ao STF.
De acordo com a investigação, Vorcaro teria custeado parte de uma viagem do ex-chefe de Supervisão Bancária do BC, Belline Santana, junto com a esposa para Paris, assim como do ex-diretor de Fiscalização Paulo Sérgio Neves de Souza para a Disney, nos Estados Unidos.
Segundo a investigação, Vorcaro teria organizado uma viagem de Belline e da esposa para Paris. O ex-banqueiro “tratou diretamente com prestadores de serviços no exterior sobre reservas de restaurantes, recepção e logística, chegando inclusive a encaminhar o contato pessoal do servidor para que a programação fosse finalizada”, diz a PF.
A decisão tomada por Edson Fachin sobre as investigações do Banco Master ocorre às vésperas da sessão extraordinária do Supremo marcada para 15 de setembro. O plenário deverá analisar a controvérsia envolvendo o relatório da Polícia Federal que revelou diálogos entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. A Procuradoria-Geral da República (PGR) questiona a validade dessa parte da investigação e pediu a nulidade do relatório.
O levantamento do sigilo, na visão de Fachin, teve como objetivo permitir que os demais integrantes do STF tenham acesso ao conjunto de informações relacionadas ao caso antes da sessão.
Renan Santos, candidato do partido Missão à presidência, disse acreditar que novas revelações sobre o filme “Dark Horse” não farão o eleitor do senador Flávio Bolsonaro mudar seu voto. Renan postou um vídeo em suas redes sociais nesta quinta-feira (10) para comentar a operação autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra o deputado Mário Frias (PL-SP) e outras pessoas envolvidas com possível uso de dinheiro público para financiar o filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“É óbvio que houve roubalheira no caso Dark Horse, é óbvio que havendo justiça no país, e eu não estou dizendo que haverá, alguns serão presos, e isso vai incluir membros da família do próprio Flávio, e é óbvio que o eleitor do Flávio não liga. Isso não vai mudar nada. O eleitor que vota no Flávio vai olhar isso e falar, dane-se”, afirmou o candidato.
Para Renan Santos, o eleitor do Flávio Bolsonaro já superou denúncias como a das rachadinhas na época em que ele era deputado estadual, já aturou informações sobre a relação do senador com o advogado Willer Tomaz, envolvido no escândalo do INSS, além de outros casos, como compra de mansão com financiamento abaixo dos juros de mercado pelo BRB.
“Eles já aturaram de tudo. Agora vem o escândalo Dark Horse, mas esse pessoal não tem salvação. A desculpa que se usa agora é ´melhor ele do que a turma do Lula´, mas eles estão nos mesmos escândalos, e no primeiro turno o eleitor pode votar em outra pessoa”, afirmou o candidato do Missão.
Ainda no seu vídeo, Renan Santos disse acreditar que a população brasileira “gosta de bandido”, citando, além das denúncias sobre Flávio Bolsonaro, o alto número de seguidores de pessoas como as influenciadoras Virgínia e Deolane Bezerra.
“É muito difícil pegar um eleitor que ama bandido e fala para ele não amar o seu bandido porque ele é bandido. E nem que as pessoas amam o Flávio, elas amam o Jair, e vão se juntando ao Flávio por conveniência”, explicou o candidato do Missão.
Relatório do Coaf citado na decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), indica que a deputada Bia Kicis, do PL do Distrito Federal, teria movimentado, de maneira atípica, um total de R$ 3,4 milhões no período de um ano. A informação foi divulgada pela coluna Tácio Lorran, do site Metrópoles, nesta quinta-feira (10).
O nome da deputada bolsonarista apareceu na investigação comandada por Flávio Dino sobre envio de emendas parlamentares e dinheiro público para o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, devido ao registro de um repasse pontual de R$ 500,00 realizado a ela pelo deputado federal Mário Frias (PL-SP), um dos alvos da investigação. Segundo o relatório do Coaf, Bia Kicis teria movimentado, entre maio de 2025 e maio de 2026, R$ 1,7 milhão em créditos e R$ 1,7 milhão em débitos.
Bia Kicis também aparece na investigação por ter destinado emenda parlamentar à ANC (Academia Nacional de Cultura), entidade presidida por Karina Gama, alvo da operação Make Up, que investiga suspeitas de irregularidades no financiamento do filme “Dark Horse”. Os recursos foram destinados, por meio do Governo de São Paulo, ao projeto “Heróis Nacionais”.
O documento da investigação afirma que a emenda não teve execução financeira e que, até a data da análise, nenhum valor havia sido transferido para a ANC. Os registros do Portal da Transparência, porém, mostram que os recursos foram empenhados e pagos ao Estado de São Paulo.
Como deputada federal, Bia Kicis tem salário de R$ 46.366,19. Nas eleições deste ano, em que concorre a uma das duas vagas de senadora pelo Distrito Federal, Kicis declarou possuir um imóvel no Lago Sul avaliado em R$ 1,2 milhão e R$ 100 mil em depósitos bancários.
O empresário Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro, detalhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) a realização de sete repasses financeiros, sob o formato de "subscrições de cotas", para o fundo Havengate, sediado nos Estados Unidos. O fundo é apontado como responsável pelo financiamento do filme "Dark Horse", produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo informações apuradas pelo g1, os repasses ocorreram entre janeiro e setembro de 2025 e totalizaram US$ 12,333 milhões (o equivalente a cerca de R$ 62,8 milhões na cotação de setembro de 2025). As operações teriam sido efetuadas por meio da empresa Entre Investimentos, a pedido do ex-dono do extinto Banco Master, Daniel Vorcaro.
A subscrição de cotas consiste na emissão de novas frações por um fundo para ampliação do seu patrimônio mediante investimento. Conforme o depoimento do delator, os recursos haviam sido solicitados a Vorcaro pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), atual candidato à Presidência da República.
Em seu relato, Freixo Jr. afirmou que Vorcaro o procurou via aplicativo de mensagens entre o final de 2024 e o início de 2025 para solicitar os envios. A intenção inicial do ex-banqueiro previa a transferência de aproximadamente US$ 24 milhões divididos em mais de dez operações, até janeiro de 2026. Contudo, apenas sete transações foram concluídas antes da primeira prisão de Vorcaro, ocorrida em novembro de 2025.
Em solenidade na tarde desta terça-feira (8) no Palácio do Planalto, para demarcação de Unidades de Conservação em alusão ao Dia da Amazônia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez diversas críticas ao governo do seu antecessor, Jair Bolsonaro, especialmente na área de meio ambiente.
No seu discurso, Lula criticou as medidas adotadas pelo governo Bolsonaro e disse que basta um “salafrário qualquer” para rapidamente destruir políticas ambientais que levam décadas para serem elaboradas e implementadas.
“Agora, para destruir isso, é só um salafrário qualquer, que não gosta da questão ambiental, assumir o governo para ele destruir tudo”, disse Lula.
O presidente e candidato à reeleição afirmou que as políticas ambientais implementadas pelo seu governo foram construídas ao longo de anos, com reuniões e disputas entre diferentes áreas da administração pública.
“A gente não pode esquecer. Dizem que nós temos memória curta, nós não podemos ter memória curta, porque, pra construir essas políticas que nós estamos anunciando aqui, levou anos, anos de reuniões entre o Ministério do Meio Ambiente, a Casa Civil, o Ministério do Transporte, foram anos e muita briga”, explicou.
Lula voltou a fazer referência ao governo Bolsonaro ao criticas políticas adotadas naquele período.
“A menos de quatro anos atrás, a gente tava chorando, porque o discurso era, sabe, vamos quebrar a cerca para passar o gado. Esse era o discurso de quatro anos atrás. A gente não pode esquecer”, reiterou o presidente.
Em sua fala de 13 minutos, o presidente Lula não citou a atual crise institucional do Supremo Tribunal Federal, e nem tampouco a decisão do ministro André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
O evento no Palácio do Planalto marcou a assinatura de decretos que criam quatro Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) no Amazonas e ampliam o Parque Nacional de Sete Cidades, no Piauí. A cerimônia também contou com a assinatura de contratos de concessão florestal, de um termo de fomento à sociobioeconomia e de aportes financeiros do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Durante ato de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realizado na manhã desta segunda-feira (7), no Farol da Barra, em Salvador, o deputado estadual Diego Castro (PL) defendeu a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República e reforçou o movimento pela saída do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A manifestação, realizada no Dia da Independência, reuniu lideranças e militantes da direita baiana e teve como principais bandeiras o apoio a Flávio na disputa pelo Palácio do Planalto e o “Fora Moraes”. Atos com pautas semelhantes foram convocados em outras cidades do país.
O parlamentar afirmou que a militância bolsonarista na Bahia estará mobilizada para ampliar a votação de Flávio em um estado onde o PT historicamente obtém vantagem nas disputas presidenciais.
“Flávio Bolsonaro representa hoje a continuidade de um projeto que milhões de brasileiros escolheram defender. Aqui na Bahia, sabemos do tamanho do desafio, mas não vamos entregar nenhum voto sem disputa. Vamos para as ruas mostrar que existe uma Bahia conservadora, que defende a liberdade e quer Flávio Bolsonaro presidente”, afirma.
A candidatura de Flávio tem apostado nos atos do 7 de Setembro para mobilizar a base bolsonarista na reta final da campanha. O senador também convocou apoiadores para manifestações sob as palavras de ordem “Fora Lula” e “Fora Moraes”. Na Bahia, a mobilização no Farol da Barra já vinha sendo organizada por integrantes do PL como uma demonstração de apoio ao presidenciável.
Diego também direcionou críticas a Alexandre de Moraes. A pressão sobre o ministro ganhou novo impulso entre integrantes da oposição após a divulgação de informações da investigação envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que ampliaram a crise interna no STF e passaram a ser exploradas politicamente por aliados de Flávio Bolsonaro.
“Ninguém pode estar acima da lei, nem mesmo um ministro do STF. Diante de tudo o que veio à tona, Alexandre de Moraes precisa responder ao país. Por isso dizemos, de forma clara: fora Moraes”, declarou Diego.
O deputado baiano ainda relacionou as duas principais bandeiras do ato. Segundo ele, a mobilização em torno de Flávio Bolsonaro e as críticas ao ministro fazem parte de uma mesma agenda política da direita para as eleições deste ano.
“O 7 de Setembro é o Dia da Independência, e independência também significa ter coragem para enfrentar abusos, cobrar respostas e defender a liberdade. O recado que sai hoje do Farol da Barra é muito claro: a direita está nas ruas, está mobilizada e vai trabalhar até o último dia para eleger Flávio Bolsonaro e mudar os rumos do Brasil”, completa.
Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, intensificou suas críticas ao adversário Tarcísio de Freitas (Republicanos) durante um evento de campanha em São José do Rio Preto, no interior paulista, neste sábado (5/9). Ao lado do ex-presidente Lula, Haddad acusou Tarcísio de ter recebido doações do Banco Master para sua campanha eleitoral, citando uma doação de R$ 2 milhões feita por Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, que também está sob investigação.
Haddad destacou que o Banco Master teve relações com três ex-ministros do governo Bolsonaro e mencionou um quarto ministro que também recebeu recursos para sua campanha em 2022. As doações a Tarcísio e Bolsonaro ganharam destaque na mídia após a revelação de uma declaração de Vorcaro, que indicou que os repasses eram, na verdade, propina. Tarcísio respondeu às acusações, chamando-as de “ridículas”, enquanto o governo paulista também se manifestou sobre as alegações.
Haddad, por sua vez, afirmou que o escândalo do Banco Master é resultado de uma “máfia” ligada ao governo Bolsonaro. Ele ressaltou que o banco cresceu sob a gestão do presidente do Banco Central nomeado por Bolsonaro, e que diversos políticos, incluindo ministros e candidatos, se beneficiaram financeiramente.
"Três ministros, o presidente do Banco Central, o candidato a governador de São Paulo e o candidato à Presidência da República, todo mundo pôs o dinheiro, pôs a mão no dinheiro do Master, e nós não chamamos isso pelo nome que tem? Isso é uma máfia. Quem montou o Banco Master nesse país é uma máfia para se perpetuar no poder", declarou Haddad
Além de criticar Tarcísio, Haddad também fez observações sobre Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na corrida presidencial. Ele comparou as posturas dos dois, afirmando que Lula não interfere nas investigações da Polícia Federal para proteger familiares, enquanto Flávio é associado a polêmicas, como a compra de uma mansão em Brasília e pedidos de dinheiro a Vorcaro para financiar um filme sobre seu pai.
Em agenda de campanha o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), declarou que o aliado "é um dos grandes quadros da direita" para a disputa presidencial de 2030. A declaração ocorre após a recente divulgação da pesquisa Quaest mostrar a importância do eleitorado de centro-direita nessa eleição.
Ao público e questionado pelo portal UOL, Flávio afirmou que "não há dúvidas" sobre a presença de Tarcísio entre os nomes para 2030. Durante a fala, o governador paulista, que busca a reeleição, não fez comentários diretos sobre o assunto, reagindo apenas à passagem de um trem próximo ao local da agenda.
Na ocasião, Flávio brinca: "A gente não consegue nem dar entrevista de tanta ferrovia que ele entregou". Apesar disso, se vencer, Flávio já foi claro que pretende anistiar seu pai, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ou seja, mesmo em caso de vitória o futuro é incerto para o candidato ao Palácio do Planalto em 2030.
Esta é a terceira vez que ambos cumprem agenda juntos na campanha. Tarcísio figurava como um dos nomes cotados para a corrida ao Planalto deste ano, mas Flávio foi o indicado por Jair Bolsonaro (PL) para encabeçar a chapa presidencial.
Tarcísio de Freitas, por sua vez, tem mencionado com mais frequência as eleições de 2030, embora evite confirmar oficialmente sua entrada no pleito. No último dia 24, o governador destacou que seu compromisso atual é vencer as eleições de 2026 e cumprir as promessas de campanha, complementando.
"O resto aí é projeto de Deus, é o tempo que vai dizer". Anteriormente, no dia 19, ao ser questionado sobre uma possível candidatura à Presidência "no futuro", limitou-se a responder: "Talvez.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), está no topo da lista dos políticos mais rejeitados do seu estado, a Paraíba. Foi o que revelou pesquisa AtlasIntel realizada na Paraíba e divulgada nesta quinta-feira (3).
Os números da rejeição de Motta apurados pela AtlasIntel colocam em risco não apenas a reeleição do presidente da Câmara, mas também a eleição do seu pai para uma das duas vagas para o Senado Federal. Nabor Wanderley, prefeito da cidade de Patos e pai de Motta, também foi mal avaliado pela população paraibana.
De acordo com a AtlasIntel, Hugo Motta lidera a lista dos políticos mais rejeitados pelos paraibanos, com 63,%% das menções negativas. Motta está à frente de Jair Bolsonaro (56,2%), Flávio Bolsonaro (51,5%), Renan Santos (51,3%) e Romeu Zema (46%).
O pai de Motta, Nabor Wanderley, aparece na sexta posição no ranking da rejeição, com índice de 45,2%. Os dois principais adversários de Wanderley ao Senado possuem rejeição mais baixa: Lucas Ribeiro (PP) tem 32,7% e o atual senador Veneziano Vital do Rego (MDB) tem 29,2% de taxa.
A situação de Hugo Motta é ainda pior na avaliação que a AtlasIntel fez dos políticos que têm imagem mais positiva ou negativa entre os moradores da Paraíba. O presidente da Câmara apareceu na última posição do ranking, com 78% de impressão negativa e apenas 11% positiva.
O líder desse ranking é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com 54% de menções positivas e 41% negativas. Na segunda colocação está o senador Veneziano, com 53% de impressões positivas e 34% de posições negativas.
O estado da Paraíba possui 12 cadeiras na Câmara. Na última eleição, Hugo Motta foi o mais votado, recebendo 158.171 votos para cumprir o seu quarto mandato consecutivo.
A pesquisa AtlasIntel ouviu 1.207 eleitores na Paraíba entre os dias 28 de agosto e 2 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04083/2026.
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, em uma proposta de delação premiada, que os R$ 5 milhões doados em 2022 para campanhas de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Jair Bolsonaro (PL) teriam sido parte de uma negociação de propina. Segundo Vorcaro, foram destinados R$ 2 milhões à campanha de Tarcísio e R$ 3 milhões à de Bolsonaro. O relato foi revelado pelo UOL nesta quinta-feira (3).
Naquele ano, Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro e também investigado na Operação Compliance Zero, foi o maior doador das campanhas. O empresário afirmou que os valores seriam “contrapartidas financeiras” relacionadas a um suposto “ajuste indevido com Gilberto Kassab” para garantir a permanência do Credcesta no governo de São Paulo.
De acordo com o relato, Augusto Lima, sócio do Banco Master responsável pela expansão do Credcesta, teria buscado assegurar a continuidade do negócio diante da possibilidade de vitória de Tarcísio nas eleições daquele ano. Vorcaro disse ainda que o pagamento seria inicialmente feito integralmente em dinheiro.
Segundo ele, Kassab ou interlocutores teriam informado que era necessário cumprir compromissos com partidos aliados e que, nesse caso, as legendas aceitariam apenas doações oficiais. A proposta de colaboração, porém, foi rejeitada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República.
O presidente do PSD afirmou que nunca tratou de doações com Vorcaro ou Augusto Lima e disse não ter qualquer relação com o ex-banqueiro. A defesa de Tarcísio também negou vínculo com Vorcaro. Em nota, afirmou que a campanha de 2022 teve mais de 600 doadores, seguiu a legislação eleitoral e teve as contas aprovadas pela Justiça Eleitoral.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria, nesta terça-feira (1º), para não punir a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, pelo uso de um avatar de Jair Bolsonaro criado com inteligência artificial durante a convenção do partido, em julho. Até o momento, quatro ministros votaram nesse sentido: o presidente da Corte, Nunes Marques, além de André Mendonça, Dias Toffoli e Antonio Carlos.
O entendimento é de que não cabe multa nem remoção do material exibido no evento. O julgamento também discute uma tese sobre o uso de deepfakes nas eleições. Pela posição majoritária, a restrição a esse tipo de ferramenta deve ocorrer quando houver propaganda antecipada. Relator do caso, Nunes Marques afirmou que a fala reproduzida pelo avatar de Jair Bolsonaro não configurou pedido direto de votos para o filho.
Segundo ele, a menção ao cargo pretendido por Flávio não seria suficiente para caracterizar uma convocação do eleitorado. “A expressão não contém pedido de votos. A conclusão não se altera pela frase de encerramento, embora faça referência ao cargo almejado, não conclama os cidadãos”, afirmou o ministro.
Uma resolução do TSE estabelece que o uso de deepfake é proibido para prejudicar ou favorecer candidaturas, mesmo quando há autorização da pessoa reproduzida. A prática pode ser enquadrada como abuso do poder político e uso indevido dos meios de comunicação, com possibilidade de cassação do registro.
No caso analisado, porém, a maioria entende que a peça exibida na convenção não teve conteúdo suficiente para atrair essas punições. O julgamento ainda está em andamento e discute os limites para utilização de inteligência artificial em peças eleitorais e as situações em que a tecnologia pode resultar em sanções pela Justiça Eleitoral.
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro efetuou uma nova transferência no valor de US$ 1,666 milhão para o financiamento do filme Dark Horse em setembro de 2025, dias após ser cobrado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre o atraso em parcelas do projeto. As informações foram reveladas pelo jornalista Breno Pires, em reportagem da Revista Piauí divulgada nesta terça-feira (1º).
O novo repasse consta de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) obtido pela publicação. A operação junta-se a outros seis pagamentos de igual valor realizados até maio de 2025, elevando o total destinado por Vorcaro à cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro de US$ 10,6 milhões para US$ 12,3 milhões (equivalente a mais de R$ 65 milhões na cotação da época).
Segundo as apurações jornalísticas, as transferências do controlador do Banco Master eram intermediadas pela empresa Entre Investimentos e Participações, ligada a um aliado de Vorcaro. A firma repassava os valores para o fundo Havengate, sediado nos Estados Unidos e controlado por um advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, de onde o montante seguia para a produtora do longa.
Diálogos inéditos obtidos pela revista mostram uma troca de mensagens do dia 22 de outubro de 2025 entre o banqueiro e o publicitário Thiago Miranda, responsável pela captação de recursos da obra. Na ocasião, Miranda questionou: “Consegue liberar as parcelas do filme?”. Vorcaro respondeu afirmando ter liberado “mais uma hoje”, ao passo que o publicitário replicou: “Vou avisá-los. Flávio disse que iria te ligar tb”.
Caso a transação mencionada no diálogo tenha se concretizado nos mesmos moldes, o somatório desembolsado pelo empresário alcança US$ 14 milhões (cerca de R$ 72 milhões). Procurado pela piauí, Flávio Bolsonaro não se pronunciou e orientou que os questionamentos fossem direcionados à produtora do filme, a empresa Go Up.
“Irmão, preferi te mandar o áudio aqui para você ouvir com calma. [...] Eu sei que você está passando por um momento dificílimo aí também, essa confusão toda, você sem saber exatamente como é que vai caminhar isso tudo. E apesar de você ter dado a liberdade, Daniel, de a gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando, tá?”.
A apuração da Piauí desmente declaração dada por Flávio Bolsonaro à GloboNews, na qual o senador afirmava que os pagamentos efetuados pelo banqueiro teriam cessado em maio de 2025.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) compartilhou um vídeo antigo como se fosse do primeiro ato do irmão, Flávio Bolsonaro (PL), em Maceió (AL) nesta terça-feira (25). Em publicação no X, o ex-parlamentar respondeu a postagem de um apoiador que vinculava as imagens de uma carreata cercada por uma multidão de verde e amarelo ao evento bolsonarista da primeira agenda de campanha de Flávio no Nordeste.
Acontece que as imagens mostram um ato de campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na Praça da Matriz de Gravatá, em Pernambuco, às vésperas da campanha eleitoral de 2024. Na época, a chegada de Jair ao evento foi compartilhada pelo perfil do próprio ex-presidente no Instagram.
Bati o olho e achei que era o pai, mas é o @FlavioBolsonaro mesmo! Venha 2026! https://t.co/6bxW3nkNzc
— Eduardo Bolsonaro???????? (@BolsonaroSP) August 25, 2026
"Bati o olho e achei que era o pai, mas é o @FlavioBolsonaro mesmo! Venha 2026!", escreveu Eduardo, sugerindo que as imagens são de Flávio.
No Nordeste, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 53% das intenções de voto no primeiro turno, contra 25% de Flávio, segundo o Datafolha. São 28 pontos de vantagem, a maior distância entre os dois nos recortes regionais.
Segundo O Globo, em sua primeira viagem ao Nordeste desde o início oficial da campanha, Flávio reconheceu que Lula “fez algo pelo Nordeste” no passado, prometeu manter o Bolsa Família e dirigiu parte de sua fala ao eleitor “desiludido” com o governo.
A Justiça Eleitoral tem barrado o uso do nome 'Bolsonaro' por candidatos que tentaram utilizar a referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro, sem possuir parentesco ou laço sanguíneo.
As decisões, que partiram dos Tribunais Regionais Eleitorais do Rio de Janeiro e do Mato Grosso, determinaram a retira imediata da alusão ao ex-presidente dos nomes escolhidos por candidatos para aparecer na urna eletrônica. Os relatores justificaram que a utilização do sobrenome pode confundir os eleitores.
Até o momento, os atingidos foram Renato de Araújo Corrêa (PL), que concorre a vaga de deputado federal pelo RJ e Flaviane Ramalho de Oliveira (NOVO), candidata a deputada estadual em Mato Grosso. Os candidatos haviam registrado os nomes "Renato Araujo do Bolsonaro" e "Flaviane do Bolsonaro", no entanto a justiça determinou a mudança da identificação nas urnas.
Segundo o Ministério Público Eleitoral, as relações politicas e pessoais de Renato e Flaviane com a familia Bolsonaro não justificam a incorporação do sobrenome, e pode levar o eleitor a interpretar como uma indicação de parentesco.
As decisões não impedem a candidatura, mas restringem a forma como os candidatos devem ser identificados na urna eletrônica. Assim como o nome de 'Bolsonaro', o MPE alega ser contra o uso de sobrenome de quaisquer outros líderes politico com o intuito de reunir votos.
Atualmente, outro casos ainda aguardam julgamento. Ao todo, 29 candidatos registraram alguma referência a Bolsonaro no nome de urna, enquanto outros 10 tentaram se associar ao nome de Lula.
Os gastos de R$ 75 milhões com o filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, voltaram à ordem do dia em Brasília, depois de um longo tempo sem novas informações a respeito do tema. Nesta segunda-feira (24), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu ao pedido da Polícia Federal e autorizou que a corporação tenha acesso aos dados da operação contra a produtora do filme.
Pela decisão de Dino, a Polícia Federal poderá acessar informações obtidas após uma operação, realizada em junho pela Polícia Civil de São Paulo, contra Karina Ferreira da Gama, proprietária da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme “Dark Horse”. A ação da Polícia Civil mirou suspeitas de fraudes e desvios de recursos públicos.
Também nesta segunda (24), o senador Flávio Bolsonaro sinalizou à imprensa, por meio de interlocutores, que não vai apresentar a prestação de contas do que foi gasto para a realização do filme. Em maio, quando vieram à tona vazamentos da sua conversa com o banqueiro Daniel Vorcaro e o pedido de R$ 61 milhões para fazer o filme, o senador do PL disse publicamente que apresentaria “em no máximo 30 dias” a prestação de contas sobre os recursos repassados a “Dark Horse”.
De acordo com a CNN, a justificativa dada por Flávio Bolsonaro é de que ele não tem acesso a todos os dados necessários para fazer a prestação de contas, já que o filme é feito pela produtora Go Up Entertainment.
Nos bastidores, a campanha de Flávio Bolsonaro admite que o candidato errou ao se precipitar em anunciar uma prestação de contas pública sem que fosse possível ter acesso aos dados. E que o candidato a presidente não tem ligação direta com a administração dos recursos e que uma eventual publicidade dos dados depende apenas da produtora.
Integrantes da campanha dizem ainda que a responsabilidade pela prestação de contas é e sempre foi da produtora, já que o contrato para a execução do filme foi feito por ela. Entretanto, foi Flávio Bolsonaro quem apareceu em áudios pedindo dinheiro para o filme, e falando com Vorcaro da necessidade de efetuar pagamentos aos atores, à equipe etc.
A Polícia Federal suspeita que os recursos possam ter sido destinados para custear a vida de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, já que o dinheiro dado por Vorcaro passou pela conta do advogado do ex-deputado. Um inquérito sob relatoria do ministro André Mendonça foi aberto em 21 de julho para apurar essas suspeitas.
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) negocia uma ampliação da participação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na corrida presidencial e tenta viabilizar a presença da madrasta do senador em alguns dos principais palanques fora de Brasília.
O desenho discutido internamente com Michelle prevê poucas viagens, concentradas em compromissos considerados estratégicos, para que ela consiga conciliar a campanha nacional com a própria disputa pelo Senado no Distrito Federal e a rotina ao lado de Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte estão entre os destinos considerados prioritários.
A ideia não é transformar Michelle em uma presença permanente na agenda nacional de Flávio. A cúpula do PL trabalha com deslocamentos curtos, uma espécie de "tiros" de campanha, para que ela participe de atos selecionados e retorne a Brasília. O formato ainda está em negociação, e não há viagens fechadas. A intenção é escolher eventos nos quais a presença da ex-primeira-dama possa ajudar a mobilizar a base bolsonarista e reforçar a imagem de unidade em torno da candidatura presidencial.
A discussão representa um avanço em relação ao papel que Michelle vinha reservando para si desde a reconciliação com o enteado. Até agora, ela havia indicado que ajudaria Flávio, mas mantinha a participação presencial praticamente restrita ao Distrito Federal. Nesta semana, afirmou que pretende dividir o palanque com o candidato caso ele faça um evento em Brasília. O passo seguinte, desejado pelo partido e pelo entorno do senador, é conseguir encaixar algumas viagens em sua rotina.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está autorizado a receber visitas dos seus filhos Carlos Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro. O ministro Alexandre de Moraes, que autorizou a ação, determina que os encontros não poderão ter finalidade político-eleitoral e nem viabilizar a divulgação de manifestos políticos-eleitorais.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, segue proibido de se encontrar com o pai até o fim das eleições.
Em julho, Moraes suspendeu visitas gerais a Bolsonaro por 30 dias, com exceção de visitas permanentes da equipe médica, fisioterapêutica e dos advogados. A medida foi tomada após Flávio Bolsonaro divulgar publicamente a carta intitulada "Carta aos brasileiros", escrita pelo pai, violando uma das restrições impostas pelo Supremo para o cumprimento da prisão domiciliar.
Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos e três meses de prisão na chamada trama golpista, recebeu o benefício diante do estado de saúde frágil.
A defesa de Jair Bolsonaro comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (21) que iria retomar o agendamento de visitas "gerais" ao ex-presidente. Visitas desse tipo estavam suspensas desde 17 de julho, com o prazo de 30 dias, que acabou semana passada.
Visitas permanentes das equipes médica e fisioterapêutica, além das dos advogados, estavam liberadas.
VISITAS POLÍTICO-ELEITORAIS
A defesa de Bolsonaro já recorreu da decisão que proibiu visitas político-eleitorais e divulgação de manifestos com esse teor. Advogados classificaram a restrição como "genérica" e dizem que foi criada uma limitação sem respaldo constitucional ou legal.
Além disso, Moraes negou pedido da defesa para uma visita do presidente da Argentina, Javier Milei, ao ex-presidente. O encontro ocorreria em 25 de julho, data em que ocorreu a convenção nacional do PL que oficializou a Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência da República.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu nesta sexta-feira (14) ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para deixar a prisão domiciliar e comparecer a uma consulta odontológica. O pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes pela defesa de Bolsonaro. A consulta está marcada para a próxima sexta-feira (21), às 14h.
A defesa solicitou que o atendimento seja realizado pela dentista Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, esposa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No pedido, os advogados requerem que a saída ocorra exclusivamente para a consulta, considerando o período necessário para deslocamento, atendimento e retorno à residência, além das medidas de fiscalização determinadas pela Justiça.
Bolsonaro está proibido de receber visitas de Flávio Bolsonaro após a divulgação, nas redes sociais do senador, de uma carta escrita pelo ex-presidente. Ele também está impedido de realizar publicações em redes sociais, inclusive por meio de terceiros.
O ex-presidente foi condenado no ano passado a 27 anos e três meses de prisão no processo relacionado à trama golpista. Após passar por uma cirurgia, recebeu autorização para cumprir a pena em prisão domiciliar.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou neste sábado (8) o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para receber a visita de três de seus filhos neste domingo (9), data em que é comemorado o Dia dos Pais.
No recurso apresentado ao STF, a defesa de Bolsonaro solicitava, "em caráter absolutamente excepcional", a liberação das visitas dos filhos Carlos, Jair Renan e Flávio Bolsonaro no período da tarde. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos, não figurava no pedido.
Os advogados argumentaram que a solicitação tinha natureza "estritamente humanitária e familiar". "Trata-se de data singular do calendário brasileiro, cuja celebração, ainda que por breve período e nas condições que Vossa Excelência entender cabíveis, permite preservar os vínculos familiares e importante dimensão da convivência entre pai e filhos", afirmou a defesa na petição.
Ao negar a solicitação, Moraes fundamentou sua decisão no cumprimento de uma medida anterior que determinou a suspensão de visitas não essenciais pelo prazo de 30 dias. A restrição foi aplicada após o descumprimento de cautelares impostas pela Corte, motivada pela publicação, nas redes sociais, do conteúdo de uma carta manuscrita de Bolsonaro divulgada por seu filho Flávio Bolsonaro.
Para o ministro, o episódio caracterizou descumprimento da proibição de uso de redes sociais — seja diretamente ou por intermédio de terceiros — além de configurar desvio de finalidade do direito de visita concedido anteriormente. Na decisão vigente, permanecem autorizados apenas atendimentos médicos, fisioterapêuticos e encontros com advogados.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para receber os filhos Carlos, Jair Renan e Flávio na tarde do próximo domingo (9), Dia dos Pais. Segundo informações do Metrópoles, o pedido foi apresentado como uma visita de “caráter absolutamente excepcional”.
Após o primogênito publicar um vídeo nas redes sociais em que leu uma carta escrita pelo pai, Jair, que cumpre prisão domiciliar, atualmente está sujeito a restrições para receber familiares.
Carlos e Jair Renan estão impedidos de visitá-lo por 30 dias, contados a partir de 18 de julho. Já a proibição envolvendo Flávio Bolsonaro tem duração de 90 dias.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (4), deu cinco dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre o recurso da defesa de Jair Bolsonaro (PL) contra a suspensão das visitas de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao pai.
Os advogados pedem que Moraes reveja a decisão que impede o senador, pré-candidato à Presidência, de visitar o ex-presidente durante a prisão domiciliar. Caso o pedido seja negado, a defesa quer que o recurso seja analisado pela Primeira Turma do STF.
A restrição foi determinada após Flávio divulgar nas redes sociais uma carta escrita pelo pai durante uma visita. No texto, Bolsonaro pediu apoio à pré-candidatura do filho. Para Moraes, houve desvio da finalidade da visita e descumprimento da proibição de uso das redes sociais.
A defesa considera a medida desproporcional e afirma que Flávio, além de filho, integra formalmente a equipe jurídica do ex-presidente. Os advogados também citam a Lei de Execução Penal e normas internacionais para defender a manutenção do contato familiar.
Moraes suspendeu as visitas de Flávio por 90 dias e proibiu Bolsonaro de receber visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de 2026. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar após ser condenado pelo STF a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) chorou publicamente ao manifestar receio de ser preso e afirmar que a família Bolsonaro sofre perseguição política. As declarações foram dadas durante o lançamento de uma emissora na Flórida (EUA), onde o político reside desde o início de 2025, nesta quinta-feira (30).
Em evento reuniu investigados pela Justiça brasileira, como o blogueiro Allan dos Santos e o ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), Eduardo relembrou em seu discurso a situação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e citou o impacto pessoal das investigações.
Eduardo Bolsonaro se emociona ao falar da família durante a inauguração da TLTV pic.twitter.com/Mc8BvrTABY
— Revista Timeline (@RevistaTL) July 30, 2026
"Você vai para uma viagem, chega em um local e não sabe se vai ser preso. A gente se pergunta por que está fazendo tudo isso, podendo deixar os moleques em casa sem ver o pai", declarou, com a voz embargada, antes de ser abraçado por Allan dos Santos.
Além do tom emotivo, o ex-parlamentar usou a palavra para criticar alas da própria direita. Eduardo direcionou ataques ao deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP), que recentemente comentou sobre potenciais rumores envolvendo o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
"Estão destruindo uma família e os caras não estão nem aí, falando como se fosse a coisa mais natural do mundo, dando risada. Quando voltar ao Brasil, dá vontade de pegar de porrada esses moleques", afirmou.
Após o evento, a escalada de tom continuou nas redes sociais. Eduardo compartilhou uma publicação de Allan dos Santos com ofensas diretas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticando as restrições impostas pela Justiça brasileira a canais e perfis investigados por atos antidemocráticos.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro negou ter autorizado o uso de sua imagem em vídeo gerado por inteligência artificial (IA) em documento nesta quarta-feira (29). A declaração foi enviada pelos advogados criminalistas do ex-presidente ao ministro Alexandre de Moraes.
No documento, obtido pela GloboNews e apresentado em resposta a um pedido de esclarecimentos no âmbito de sua execução penal, a equipe jurídica justificou que não houve contato entre pai e filho para autorizar a produção da peça.
ENTENDA O CONTEXTO
Na gravação em questão, a imagem recriada do ex-presidente afirma que ele está "preso e calado por uma decisão arbitrária" e declara que "nenhuma prisão vai calar o sentimento de esperança" despertado por seu movimento. O vídeo também apela para que os apoiadores recebam o senador Flávio Bolsonaro "de braços abertos" como candidato à Presidência da República.
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Por sua vez, os advogados de Flávio Bolsonaro argumentam que a exibição da peça não violou a legislação eleitoral. A defesa sustenta que não houve ocultação da tecnologia utilizada, visto que o público presente no evento foi expressamente informado de que a gravação não se tratava de presença física, transmissão ao vivo ou registro autêntico de Jair Bolsonaro, trazendo tarjas informando sobre a recriação da voz e da imagem por IA.
A equipe jurídica sustentou ainda que o recurso não se enquadra no conceito de deepfake, formato criado ou manipulado por inteligência artificial para simular a fala, a imagem ou o vídeo de uma pessoa com aparência de autenticidade. Os advogados compararam a tecnologia empregada ao uso de máscaras e bonecos de papel, apontando-os como recursos gráficos amplamente utilizados em campanhas eleitorais.
Segundo a manifestação, não houve qualquer tentativa de enganar o público, manipular fatos ou ocultar a tecnologia. Outro ponto destacado pela defesa foi o formato do evento, descrito como uma reunião fechada, submetida a cadastramento prévio e direcionada a um público específico e determinado, composto por filiados, delegados e convidados, e não ao eleitorado em geral.
"Houve apenas a criação de um boneco tecnológico, tudo com as devidas tarjas e anúncios, sem qualquer falseamento ou induzimento em erro, com o apelo que nem de longe sequer tangencia o pedido explícito de voto, de que os convencionais 'recebam de braços abertos a pessoa que escolhi para me substituir'", cita ao STF que exigiu explicações.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou nesta que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro se manifeste, no prazo de 48 horas, sobre a utilização de sua imagem e voz em um vídeo produzido por meio de inteligência artificial (IA) e exibido durante a Convenção Nacional do Partido Liberal (PL), realizada no último sábado (25). A decisão foi enviada na noite desta terça-feira (28).
No ofício, Moraes afirma que é necessário esclarecer se Bolsonaro autorizou a produção e a divulgação do vídeo, que simulava um pronunciamento em apoio à pré-candidatura de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, à Presidência da República.
Segundo informações da Agência Brasil, a resposta pode determinar se houve novo descumprimento das condições impostas ao ex-presidente durante a prisão domiciliar humanitária. Caso confirmado o descumprimento, Bolsonaro corre o risco de ter o benefício revogado.
Por outro lado, se o ex-presidente não tiver autorizado a produção do vídeo, Moraes aponta eventual grave desrespeito à legislação eleitoral por parte de Flávio Bolsonaro e do PL, podendo, inclusive, acarretar em inelegibilidade.
"Se não houve autorização do custodiado Jair Messias Bolsonaro para utilização de sua imagem e voz para declarações político-eleitoral, além de constituir desrespeito à ordem judicial por Flávio Nantes Bolsonaro e pelo Partido Liberal (PL), tal conduta poderá tipificar a denominada 'deep fake', prática expressamente vedada pela legislação eleitoral, uma vez que, haverá a caracterização de criação ou divulgação de conteúdo sintético destinado a associar artificialmente a imagem, a voz ou a manifestação de determinada pessoa a candidato, partido ou causa política, sem sua expressa autorização".
Na decisão desta terça-feira, Alexandre de Moraes lembra que Bolsonaro está com os direitos políticos suspensos em razão de condenação criminal definitiva por tentativa de golpe de Estado e está proibido de divulgar manifestações político-eleitorais, inclusive por intermédio de terceiros.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (24), para derrubar a proibição de visitas imposta durante o cumprimento de prisão domiciliar. O ministro Alexandre de Moraes determinou a medida na última semana após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgar nas redes sociais uma carta escrita pelo ex-presidente.
A restrição de visitas tem prazo de 30 dias. Bolsonaro já cumpria uma proibição de acessar a internet, inclusive por meio de terceiros, e a publicação da carta pelo filho foi interpretada como descumprimento dessa condição.
Na mesma decisão que suspendeu as visitas, Moraes também vedou ao ex-presidente o recebimento de visitas com finalidade político-eleitoral até o encerramento das eleições de outubro. A proibição de divulgar manifestos político-eleitorais, inclusive por terceiros e por qualquer meio, também foi estabelecida.
No recurso dirigido ao STF, os advogados de Bolsonaro sustentam que as restrições impostas extrapolam os limites da condenação e violam direitos fundamentais. Para a defesa, a decisão "termina por impor restrição que não decorre da sentença, da lei ou da Constituição, além de representar sensível ampliação do alcance tradicionalmente atribuído às limitações próprias da execução penal, convertendo-a em instrumento de limitação ideológica, resultado incompatível com o regime constitucional das liberdades públicas".
O argumento central é que as liberdades de pensamento e de manifestação de ideias não podem ser suprimidas em decorrência da condenação penal.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo que apurou a trama golpista. Após passar por uma cirurgia, obteve o direito de cumprir a pena em regime domiciliar. O ex-presidente se recupera de uma pneumonia bacteriana.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou, sexta-feira (24), nesta um novo recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão que endureceu as regras de sua prisão domiciliar. Os advogados contestam a proibição de divulgação de "manifestos político-eleitorais", alegando que a medida restringe a liberdade de pensamento e de manifestação.
No documento, a equipe jurídica afirma que impedir ex-presidente de divulgar posicionamentos políticos representa uma "limitação ideológica". Como argumento, os advogados citaram o caso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, enquanto esteve preso em Curitiba durante a Operação Lava Jato, divulgou uma carta de apoio à candidatura de Fernando Haddad na eleição presidencial de 2018.
O recurso também faz referência a entendimentos do próprio ministro Alexandre de Moraes sobre liberdade de expressão. Os advogados defendem que a Constituição não permite censura prévia e argumentam que eventuais abusos devem ser analisados posteriormente, sem impedir antecipadamente a divulgação de manifestações políticas.
Publicado por volta das 19h desta quinta-feira (23), o vídeo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, em que diz aceitar as desculpas públicas de seu enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL), atingiu cerca de 3,4 milhões de visualizações em apenas duas horas no perfil dela no Instagram. Além do vídeo, Michelle publicou uma foto em que ela e Flávio acenam do alto de um carro de som, e com a transcrição do texto do vídeo na legenda da postagem.
Já o vídeo do pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro, postado por volta das 16h no Instagram com um pedido de desculpas à sua madrasta, atingiu às 21h desta quinta cerca de 840 mil visualizações. Na legenda do vídeo, Flávio Bolsonaro pede a “união da direita”, mas não faz citações a Michelle no texto da postagem.
O vídeo da ex-primeira-dama também tem números muito superiores ao de Flávio Bolsonaro na quantidade de curtidas e comentários. Enquanto o pedido de desculpas de Flávio recebeu 129 mil curtidas e 18,3 mil comentários até as 21h, o vídeo de Michelle Bolsonaro desculpando o enteado teve 500 mil curtidas e 44,9 mil comentários no mesmo horário.
No vídeo publicado no meio da tarde, o pré-candidato à Presidência pelo PL pediu desculpas à ex-primeira-dama e renovou o convite para que eles caminhem “juntos na missão de defender o Brasil”.
“O momento é difícil para todo mundo. Ninguém é perfeito, eu não sou perfeito e mais uma vez peço desculpas por alguns momentos que causaram desconforto. Como somos pessoas públicas, isso acaba sendo explorado pelos nossos opositores”, afirmou.
Já Michelle Bolsonaro, em resposta, afirmou que, depois de deixar o PL Mulher, decidiu se recolher e se afastar das articulações políticas. Ela disse ter assistido ao vídeo de Flávio Bolsonaro e recebido as palavras do senador “com muita paz”.
“Todos nós cometemos erros, isso é humano. E o seu gesto de vir a público para pedir desculpas tem muito valor. Poucos homens teriam coragem de fazer isso”, declarou a ex-primeira-dama.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que recentemente fez críticas à sua madrasta, não comentou o vídeo de desculpas do seu irmão. Na rede X, Eduardo postou um vídeo produzido com Inteligência Artificial que mostra a trajetória de Flávio e dos irmãos desde a infância, sem incluir Michelle.
Eduardo diz ainda que “mais do que um vídeo, a história de Flávio Bolsonaro, o primogênito de Jair Bolsonaro, que está na hora certa e no lugar certo para fazer história”.
Já o outro irmão de Flávio, Carlos Bolsonaro, não se pronunciou sobre o pedido de desculpas à Michelle.
Atendendo às manifestações da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal (PF), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (23) a abertura de inquérito e o início de uma investigação sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
No início do mês de julho, o ministro havia enviado à PGR um pedido feito pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) para a investigação sobre eventuais irregularidades no financiamento do filme “Dark Horse” por parte do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Em resposta a Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, disse que há elementos suficientes para pedir a abertura formal de um inquérito que apure os repasses.
O pedido do deputado Lindbergh Farias ao STF foi feito após o site The Intercept Brasil revelar, no mês de maio, que Daniel Vorcaro repassou ao menos R$ 61 milhões para financiar o filme. A reportagem mostrou que Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, pediu dinheiro para o ex-banqueiro.
A negociação inicialmente envolvia um valor maior, de R$ 134 milhões para financiar “Dark Horse”. Segundo Lindbergh, apesar de mensagens revelarem que Flávio pediu dinheiro para o filme, é preciso investigar para onde foram os recursos, quem os recebeu, quem os intermediou e se houve desvio de finalidade.
Na mesma linha, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, pediu a abertura de investigação para apurar o envio de recursos de Daniel Vorcaro aos EUA sob a justificativa de financiar o filme.
O caso era inicialmente relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, mas o presidente do STF, Edson Fachin, no final do mês de junho, redistribuiu o pedido para que ele fosse conduzido por André Mendonça. O motivo é que Mendonça já relata outros inquéritos com relação ao “Dark Horse”.
Ronaldo Caiado ironiza atitude de Flávio Bolsonaro de falar sobre urnas eletrônicas com embaixadores
Em postagem na sua conta na rede X, nesta quarta-feira (22), o pré-candidato a presidente da República, Ronaldo Caiado (PSD), ironizou o conteúdo da fala do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma reunião com embaixadores e representantes diplomáticos estrangeiros. Flávio citou uma informação falsa sobre as urnas eletrônicas brasileiras.
“42 embaixadores numa sala. Dava para vender soja. Dava para abrir mercado para indústria. Dava para atrair investimento. Escolheram falar de urna eletrônica”, escreveu Ronaldo Caiado em suas redes sociais.
A citação às urnas se deu em uma palestra promovida pela consultoria Novo Selo Comunicação e pelo site The Brazilian Report, nesta terça (21), em Brasília. Flávio disse que os Estados Unidos denunciaram fraudes nas eleições da Venezuela e que as urnas utilizadas no país são da empresa Smartimatic, segundo ele, a mesma que fornece equipamentos à Justiça Eleitoral brasileira.
Estavam presentes no encontro membros do corpo diplomático de 42 países, como Estados Unidos, Israel, Reino Unido, África do Sul, Austrália, Paraguai, União Europeia e Alemanha, entre outros. O pré-candidato a presidente do PL disse que não estava questionando o sistema de votação brasileiro, mas pediu que os países mandem observadores para nossas eleições, e falou sobre suspeitas que envolvem a empresa venezuelana.
“Uma das suspeitas é que uma empresa chamada Smartmatic, de origem venezuelana, é que tenha uma programação para alteração das votações nos Estados Unidos”, afirmou Flávio, acrescentando depois o dado equivocado: “Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”.
Segundo esclarecimento antigo publicado na seção “Fato ou Boato” do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Smartmatic não fornece urnas eletrônicas para as eleições brasileiras. Em 2017, quando a informação falsa começou a viralizar nas redes, o TSE publicou uma nota desmentindo a notícia.
“As urnas eletrônicas brasileiras foram projetadas por técnicos a serviço da Justiça Eleitoral e são produzidas, sob a sua direta coordenação, por empresas selecionadas por meio de processos licitatórios públicos e de ampla concorrência”, diz a nota, que foi republicada no dia 8 de julho deste ano.
Escrivão da Polícia Federal concursado desde 2010, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro deve ser demitido por abandono de cargo. Foi o que decidiu a Polícia Federal após concluir um Processo Administrativo Disciplinar aberto em fevereiro contra o ex-parlamentar por abandono de cargo.
Com a conclusão do processo, caberá agora ao ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, assinar o ato de expulsão de Eduardo Bolsonaro da Polícia Federal. O posto de escrivão da corporação, que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ocupava, tem remuneração inicial de cerca de R$ 14 mil mensais.
Eduardo Bolsonaro se auto-exilou nos Estados Unidos desde o mês de fevereiro do ano passado. Como ainda era deputado federal, estava licenciado de suas funções na PF.
No final de 2025, entretanto, Eduardo teve decretada a perda de seu mandato pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), por excesso de faltas. Desde então, Eduardo Bolsonaro recebeu diversas advertências da Polícia Federal para que se apresentasse à unidade onde é lotado, no Rio de Janeiro. A PF alertou que a ausência injustificada poderia resultar em providências administrativas e disciplinares.
Como o ex-parlamentar não se reapresentou ao serviço, um PAD foi aberto para analisar o caso. Na instrução do processo, a Corregedoria da PF no Rio de Janeiro determinou que ele entregasse a sua carteira funcional e arma de fogo.
A perda do cargo na Polícia Federal representa mais um revés para Eduardo Bolsonaro. Além da perda de mandato como deputado federal, o irmão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ainda foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de reclusão por coação, acusado de atuar nos Estados Unidos para impedir a análise de ações por tentativa de golpe de Estado.
Quando o seu julgamento transitar em julgado no STF, Eduardo Bolsonaro ficará inelegível por 12 anos, de acordo com a Lei da Ficha Limpa.
Apesar da condenação pelo STF, o ex-deputado não tem intenção de retornar ao Brasil. Inclusive porque nesta terça (21) o governo dos Estados Unidos concedeu a ele o visto de residência permanente (green card).
O documento assegura ao cidadão estrangeiro o direito de viver, trabalhar e estudar nos Estados Unidos por tempo indeterminado, sem a necessidade de autorizações adicionais.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na sexta-feira (17) a proibição de visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro pelo prazo de 30 dias. Segundo a Agência Brasil, a decisão foi motivada pela publicação, nas redes sociais do senador Flávio Bolsonaro, de uma carta escrita pelo ex-presidente, o que foi configurado como um descumprimento da proibição do uso de redes sociais, inclusive por meio de terceiros.
A decisão de Moraes endurece as condições da prisão domiciliar de Bolsonaro, determinando que Bolsonaro não poderá receber visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de outubro. O ex-presidente também está proibido de divulgar manifestos político-eleitorais por qualquer meio, mesmo que por meio de terceiros. Também estão suspensas algumas visitas específicas ao ex-presidente, essa medida deve impedir a visita solicitada pela defesa para o presidente da Argentina, Javier Milei. Além disso, Moraes manteve a suspensão de visitas do filho, Flávio Bolsonaro, por 90 dias.
"Patente, portanto, o desrespeito de Jair Bolsonaro à medida cautelar, cuja fiel observância é requisito obrigatório para o cumprimento da prisão domiciliar humanitária", afirmou o ministro.
Antes da decisão de Moraes, a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou sobre o episódio da carta. O procurador-geral, Paulo Gonet, reconheceu que a publicação afrontou as proibições judiciais. No entanto, a PGR defendeu a manutenção da prisão domiciliar, argumentando que o retorno imediato ao regime fechado seria uma medida "desproporcional" frente aos motivos humanitários que levaram ao benefício. Gonet sugeriu que as regras fossem mais explícitas para evitar exploração política durante o período eleitoral.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária após ser condenado a mais de 27 anos de prisão por trama golpista e passar por uma cirurgia. Ele atualmente se recupera de uma pneumonia bacteriana. Os advogados de Bolsonaro protocolaram uma manifestação afirmando que o ex-presidente não sabia que a carta seria publicada por Flávio Bolsonaro nas redes sociais.
Na tarde desta sexta-feira (17), a defesa de Jair Bolsonaro ingressou com um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que fosse liberada a visita do presidente da Argentina, Javier Milei, à casa do ex-presidente brasileiro. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em sua residência no bairro Jardim Botânico, em Brasília.
O pedido foi feito antes da decisão tomada nesta sexta pelo ministro Alexandre de Moraes de proibir visitas a Jair Bolsonaro tanto de seu filho, Flávio, quanto de qualquer outro político, até o final das eleições. Segundo a decisão de Moraes, apenas advogados, médicos e fisioterapeutas poderão ingressar na residência do ex-presidente.
Os advogados de Jair Bolsonaro informaram ao STF que Javier Milei estará no Brasil no dia 25 de julho, e gostaria de poder visitar o ex-presidente. No pedido ao STF, foi pedida autorização ainda para uma comitiva de Milei, formada pelo ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirino, a secretária-geral da presidência, Karina Milei, e o intérprete Enrique Luis de Boero Baby.
O presidente argentino Javier Milei já havia informado na semana passada que virá ao Brasil no dia 25 de julho para participar da convenção nacional do PL que vai confirmar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro. A convenção será realizada em São Paulo.
Como em sua decisão o ministro Alexandre de Moraes proibiu visitas a Jair Bolsonaro “com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de 2026”, o pedido feito pelo presidente da Argentina deve ser negado pelo STF.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a proibição de visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelos próximos 90 dias. A decisão, publicada nesta sexta-feira (17), também amplia as restrições impostas ao ex-chefe do Executivo, incluindo a proibição de contatos políticos até as eleições de outubro e a divulgação de novos manifestos.
A medida foi tomada após parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou descumprimento das regras da prisão domiciliar humanitária. O entendimento é que a leitura pública da "Carta aos brasileiros", feita por Flávio Bolsonaro, violou a determinação que impede o ex-presidente de utilizar redes sociais, de forma direta ou por intermédio de terceiros.
Na decisão, Moraes afirmou que o regime domiciliar não pode ser utilizado para conceder "privilégios" incompatíveis com a legislação nem justificar o descumprimento de ordens judiciais. O ministro destacou que a vedação também alcança a atuação dos advogados do ex-presidente, entre eles Flávio, que está habilitado no processo.
A defesa de Jair Bolsonaro sustentou ao STF que a divulgação da carta ocorreu sem conhecimento prévio do ex-presidente e negou qualquer tentativa de burlar as medidas cautelares impostas pela Corte.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quarta-feira (15) que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes utilizou a divulgação de uma carta escrita por Jair Bolsonaro (PL) como justificativa para ampliar as restrições impostas ao ex-presidente. O parlamentar declarou que o magistrado "só estava querendo uma desculpa para acabar de enterrar meu pai vivo".
A declaração ocorre após Moraes determinar a suspensão, por 90 dias, das visitas de Flávio ao pai. A medida foi tomada depois que o senador leu publicamente uma carta de Bolsonaro e divulgou o conteúdo nas redes sociais, o que, segundo o ministro, contrariou as restrições judiciais impostas ao ex-presidente.
Durante a entrevista, Flávio afirmou que a punição não tem justificativa e alegou que a decisão busca manter Bolsonaro incomunicável. Segundo ele, a restrição prejudica a articulação política do grupo e impede o contato do ex-presidente com familiares e integrantes de sua defesa.
"Ele só estava querendo uma desculpa para acabar de enterrar meu pai vivo. Não tem nenhuma lógica querer me dar essa punição de 90 dias sem falar com ele, a não ser a vontade do Alexandre de Moraes de deixá-lo incomunicável", afirmou Flávio durante entrevista ao Flow News.
O senador também afirmou que Bolsonaro já enfrentava limitações para receber visitas e citou que até familiares precisavam de autorização judicial para encontrá-lo. Além disso, disse que o irmão do ex-presidente, Renato Bolsonaro (PL), aguarda uma decisão do STF sobre um pedido para visitá-lo, classificando a ação como "sem pé nem cabeça".
Mais cedo, a defesa de Jair informou ao STF que o ex-presidente não sabia que a carta seria divulgada por Flávio. O documento foi apresentado em resposta à determinação de Alexandre de Moraes para esclarecer a divulgação da carta.
ASSISTA:
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (15), que ele não tinha conhecimento de que a carta entregue ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seria divulgada publicamente. A manifestação foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo que resultou na condenação do ex-chefe do Executivo.
O posicionamento responde à determinação de Moraes, que concedeu prazo de 48 horas para esclarecimentos após o documento ser lido por Flávio e posteriormente publicado nas redes sociais. Na mesma decisão, o ministro suspendeu por 90 dias as visitas do senador ao pai por entender que houve descumprimento das medidas cautelares impostas.
Na petição, os advogados sustentam que Bolsonaro "jamais soube" que o conteúdo seria tornado público e afirmam que não houve qualquer combinação prévia para divulgação do manuscrito. Segundo a defesa, a decisão de publicar a carta foi tomada exclusivamente por Flávio, sem conhecimento antecipado do ex-presidente.
Os defensores também alegam que Bolsonaro tem cumprido rigorosamente as restrições impostas pela Justiça, entre elas a proibição de utilizar aparelhos de comunicação, acessar redes sociais ou divulgar manifestações por intermédio de terceiros. Conforme o documento, a carta foi escrita de forma privada e entregue ao filho durante uma visita autorizada, sem a intenção de que fosse divulgada.
Em reação à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu por 90 dias visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma live nas redes sociais na qual perdeu o controle, disparou palavrões e fez pesadas críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A live foi ao ar na noite desta segunda-feira (13).
Durante mais de uma hora de live, com uma bandeira do Brasil ao fundo, o pré-candidato a presidente pelo PL alternou momentos de exaltação com promessas eleitorais, e se colocou como um político perseguido por Alexandre de Moraes e o STF. Em um dos momentos de perda de controle, Flávio Bolsonaro disse que em seu governo vai ser duro com estupradores, gritou palavrões e tentou associar o presidente Lula com a defesa de criminosos.
??Em live, Flávio se exalta, manda dedo e diz que estuprador "tem que se f..."
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) July 14, 2026
Confira?? pic.twitter.com/88tqwNQYxx
“Não tem que ter pena desse tipo de vagabundo. Alguém que abusa de mulher, que estupra mulher, que enfia o dedo em uma criança de 12 anos, tem que se fuder. E tem um presidente da República que defende esse tipo de gente”, gritou o senador, acusando Lula, sem apresentar provas, de defender criminosos desse tipo.
Em outro momento de sua live, o senador do PL disse que o presidente Lula deseja manter a população na pobreza, e apresentou a si próprio como alguém capaz de enriquecer os brasileiros.
“Eu quero que você, pobre, fique rico. Eu quero que você, pobre, fique rico. O Lula quer que você, pobre, permaneça pobre e fique pobre”, declarou.
Na sequência, Flávio ironizou pessoas que atribuem conquistas pessoais aos governos petistas.
“Eu vejo as postagens: ‘Tudo que eu tenho eu devo ao Lula’. Aí você vai ver o que a pessoa tem, a pessoa não tem nada. ‘Tudo que eu tenho eu devo ao Lula’. Aí a pessoa não tem nada. Gente, não tem lógica. O Lula é o pai dos ricos”, completou Flávio Bolsonaro.
Nas redes sociais, parlamentares e influenciadores bolsonaristas exaltaram o tom agressivo do pré-candidato do PL.
“Bolsonaro está de volta”, disse o deputado Gustavo Gayer (PL-GO), comentário feito também por diversos outros bolsonaristas.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) escolheu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como seu porta-voz e seu pré-candidato à Presidência da República. A decisão foi anunciada neste sábado (11), por meio de uma carta escrita por Bolsonaro e lida pelo filho após um encontro entre os dois, em meio à crise interna enfrentada pelo partido.
No documento, Jair afirma que o primogênito é a "melhor opção para livrarmos o Brasil da corrupção, da violência e do empobrecimento" e diz confiar no senador para representá-lo politicamente. O texto também defende que apoiadores deixem de lado divergências e se unam em torno do projeto eleitoral para 2026.
Durante a leitura da carta, Flávio afirmou que a definição busca evitar "falas conflituosas ou direções diferentes" entre lideranças da direita. O senador ainda sugeriu que há grupos tentando enfraquecer sua pré-candidatura e convocou militantes a defenderem o projeto nas redes sociais e em outros canais de comunicação.
ASSISTA:
O anúncio acontece após o desgaste provocado por vídeos publicados pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Nas gravações, ela criticou a aliança do PL no Ceará com Ciro Gomes (PSDB) e fez reclamações sobre a condução política dos filhos de Jair Bolsonaro.
Uma declaração do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) sobre a vida pessoal do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chamou atenção após ser revelada em um podcast sobre a trajetória de Michelle Bolsonaro. Segundo o parlamentar, a ex-primeira-dama precisou ensinar o marido a beijar quando os dois iniciaram o relacionamento.
De acordo com a jornalista Adriana Negreiros, responsável pelo podcast lançado pelo UOL, Sóstenes afirmou que Bolsonaro "não sabia beijar" e que Michelle foi responsável por ajudá-lo. "Ela ficou dando deu aula para ele aprender a beijar na boca, porque ele não sabia. Ela foi perseverante", relatou o deputado.
Durante a entrevista, Adriana também contou detalhes sobre a vida de Michelle antes de conhecer o ex-presidente. Segundo ela, a ex-primeira-dama trabalhava na vinícola Aurora, em Brasília, onde fazia demonstrações de vinhos e conheceu o brigadeiro da Aeronáutica Átila Maia, com quem manteve um relacionamento por cerca de um ano.
Ainda conforme a jornalista, foi o próprio militar quem incentivou Michelle a buscar uma oportunidade de trabalho na Câmara dos Deputados, apresentando-a a um parlamentar. Nesse período, ela conheceu Jair Bolsonaro.
OUÇA A FALA DE SÓSTENES:
Bem aqui está o tal furo de reportagem que os deputados Sostenes Cavalcante nós proporcionou, " ele não sabia beijar". pic.twitter.com/NAYp2bpjHd
— Adnan Peixoto (@AdnanvpPeixoto) July 9, 2026
A Polícia Federal apreendeu, nesta quarta-feira (8), uma espingarda registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O armamento foi localizado na casa de um homem em Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul. O homem teria procurado voluntariamente à Polícia Federal para informar que estava com a arma e demonstrar interesse em entregá-la.
Segundo informações do g1, o armamento era o último da relação de armas vinculadas ao ex-presidente que ainda não havia sido recolhido e agentes da PF se deslocaram até o endereço para recolher o armamento e adotar as medidas cabíveis.
A ação faz parte de uma determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O ministro entendeu que a permanência de armas na posse de Bolsonaro é uma situação incompatível com a medida de prisão domiciliar. Após solicitar a entrega das armas, Moraes também autorizou buscas na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nesta quarta, o mandado previa a busca e apreensão de armamentos, munição, acessórios e documentos de registro. Nada foi encontrado. O representante da Suprema Corte destacou que a ação foi motivada por informações desencontradas quanto ao número de armas em nome do ex-presidente.
"Sobrevieram aos autos informações indicando divergência entre o quantitativo de armas de fogo regularmente registradas em nome do apenado e aquelas efetivamente entregues aos órgãos competentes, circunstância que evidencia, em tese, o descumprimento da determinação judicial e recomenda a adoção de providências destinadas à localização e apreensão dos armamentos eventualmente mantidos sob o poder do condenado", afirmou Moraes.
Bolsonaro cumpre atualmente uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão. Desde o dia 24 de março deste ano, ele está sob prisão domiciliar humanitária, autorizada por Moraes inicialmente por 90 dias, e, posteriormente, prorrogada.
A Polícia Federal (PF) fez buscas por armas na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, nesta quarta-feira (8), segundo informou a defesa dele. Além de armamentos, mandado previa a busca e apreensão de munição, acessórios e documentos de registro, mas, ainda segundo os advogados do ex-presidente, nada foi encontrado.
O advogado João Henrique de Freitas, que é ex-assessor de Jair e faz parte da defesa, divulgou o ocorrido em uma publicação no X. Ele escreveu que “é lamentável que um ex-Presidente da República ainda seja submetido a esse tipo de ação”.
Acabo de sair da residência do Pres. @jairbolsonaro após acompanhar mais uma BUSCA E APREENSÃO da Polícia Federal, determinada pelo Ministro Alexandre de Moraes.
— João Henrique N de Freitas (@JHNdeF) July 8, 2026
O mandado buscava armas, munições, acessórios e documentos de registro. A defesa já havia informado previamente o…
Ele afirma ainda que a ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A ação foi confirmada pela Polícia Federal, mas os investigadores não deram detalhes.
O Comando do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que entregou à Polícia Federal as armas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que estavam sob sua guarda. O comando também informou que duas das oito armas que, segundo a defesa do ex-presidente, estariam no Batalhão de Polícia do Exército não se encontram sob a posse do Exército.
Após a divulgação da nota do Exército, na noite desta segunda-feira (6), a defesa de Bolsonaro disse que fez uma nova verificação no armamento do ex-presidente e afirmou que a outra arma, uma espingarda, está em uma importadora no Rio Grande do Sul. A arma teria sido um presente ao ex-presidente e que não chegou a ser retirada por Bolsonaro.
Segundo o G1, a outra arma não entregue possui o mesmo da arma do ex-presidente que foi apreendida em uma blitz em Brasília com um militar do Exército que atuava na segurança do ex-presidente.
ENTREGA DAS ARMAS
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a entrega, para a Polícia Federal, de 8 armas de propriedade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que estão, segundo advogados, com o Exército.
O ministro do STF deu a ordem após a defesa de Bolsonaro informar na sexta-feira (3) que essas armas estavam no Batalhão de Polícia do Exército.
Diante da decisão de Moraes, a defesa de Bolsonaro informou que, dessas 10 armas, duas já haviam sido entregues para a Polícia Federal em abril de 2023, após ordem do Tribunal de Contas da União (TCU). Outras oito, disseram os advogados ao STF, estavam com o Batalhão de Polícia do Exército.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou nesta segunda-feira (6) que o Comando do Batalhão de Polícia do Exército entregue à Polícia Federal as oito armas registradas em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que estão sob sua guarda. O ministro definiu um prazo de 48 horas para a entrega, em Brasília.
Na última sexta-feira (3) Moraes determinou que todo o arsenal vinculado ao ex-presidente fosse entregue à PF pela defesa após decidir mantê-lo em prisão domiciliar. Na decisão, o ministro considerou "incompatível" a manutenção da posse de armas de fogo por Bolsonaro enquanto ele cumpre pena criminal. As informações são da CNN.
Ainda na sexta-feira, porém, a defesa informou ao STF que duas armas da marca Caracal já haviam sido entregues em 2023, em cumprimento a uma decisão do TCU (Tribunal de Contas da União). Outras oito, segundo os advogados, estão acauteladas no Batalhão de Polícia do Exército.
Em resposta a medida, a defesa chegou a indicar os nomes de um advogado e de um segurança que fariam a retirada do armamento do Batalhão para viabilizar a entrega à PF dentro do prazo estabelecido.
Já nesta segunda, Alexandre de Moraes decidiu transferir a responsabilidade diretamente ao Comando do Batalhão, dispensando a necessidade de que a defesa retire as armas antes de entregá-las à Polícia Federal.
O ministro também determinou que a Polícia Federal confirme se as duas armas da marca Caracal mencionadas pela defesa estão, de fato, sob sua guarda, conforme informado pelos advogados. Além da entrega do arsenal, Moraes determinou na sexta a revogação do Certificado de Registro de CAC de Bolsonaro.
O vereador de Balneário Camboriú, Jair Renan Bolsonaro (PL), oficializou neste domingo (5) sua pré-candidatura a deputado federal por Santa Catarina nas eleições de 2026. O anúncio foi feito por meio das redes sociais. Na publicação, o filho caçula do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que pretende dar continuidade ao legado político do pai e defender os valores do grupo político ao qual pertence.
"Cumprindo a missão que meu pai, Jair Messias Bolsonaro, me deu: continuar lutando pelos brasileiros e defender os valores que sempre nos uniram", escreveu.
Após viver entre Brasília e Rio de Janeiro, Jair Renan transferiu seu domicílio eleitoral para Santa Catarina e iniciou sua trajetória política em 2024, quando foi eleito vereador em Balneário Camboriú com a maior votação do município.
CONFIRA:
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter o ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar após o encerramento do prazo inicial de 90 dias da medida. Na mesma decisão, o magistrado determinou que Bolsonaro entregue todas as armas de fogo em até 48 horas.
Segundo o g1, o prazo da prisão domiciliar havia terminado na última quinta-feira (25), e a decisão sobre a continuidade da medida era aguardada ao longo desta semana.
Na decisão, Moraes afirmou que a manutenção da prisão domiciliar é justificada pelas circunstâncias do caso. "No presente momento, a manutenção de prisão domiciliar humanitária mostra-se razoável, adequada e proporcional, sobretudo porque, afastados os fatores impeditivos anteriores e presentes as excepcionalidades humanitárias, é possível sua concessão mesmo para os condenados em regime fechado", escreveu o ministro.
Antes de ser colocado em prisão domiciliar, Bolsonaro permaneceu detido na Superintendência da Polícia Federal. Em 15 de janeiro deste ano, foi transferido para uma sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
Entre os fatores considerados por Alexandre de Moraes para a manutenção da medida estão o estado de saúde do ex-presidente e a conduta durante o período em que permaneceu em casa. Um dos episódios analisados foi a apreensão, em 15 de junho, de uma pistola registrada em nome de Bolsonaro durante uma abordagem da Polícia Militar do Distrito Federal. A arma estava com um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e, segundo a ocorrência, não estava acompanhada do certificado de registro no momento da fiscalização. O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal.
Em depoimento, Bolsonaro afirmou que a arma é de propriedade dele e declarou que havia solicitado apenas um conserto no armamento. O ex-presidente também disse que mantinha a arma na residência dele por motivos de segurança. A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou entendimento de que a análise sobre eventual falta grave deve considerar o resultado final das investigações.
Nos últimos dias, a defesa de Bolsonaro sustentou ao Supremo que não houve irregularidade na posse da arma e que o episódio não deveria impedir a continuidade da prisão domiciliar. Segundo os advogados, o armamento estava regularmente registrado e o ex-presidente não foi comunicado sobre eventual suspensão ou cancelamento do registro.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.