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Artigos

Iône Ramos
O simples privilégio de saber ler e escrever
Foto: Divulgação

O simples privilégio de saber ler e escrever

No Brasil da década de 1950, mais da metade da população com 15 anos ou mais eram analfabetos. O acesso às letras era um privilégio restrito a poucos, limitando a cidadania de milhões de brasileiros.

Multimídia

Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes

Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes
Durante entrevista ao podcast Projeto Prisma, do projeto Vota BN, nesta segunda-feira (24), o senador Angelo Coronel (Republicanos) afirmou que o Senado Federal não pode atuar como um "puxadinho" do Poder Executivo e declarou que não pretende exercer um mandato "chapa-branca" para o governo de plantão.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

8janeiro

Coronel da PM do DF afirma que Exército dificultou prisão de terroristas em Brasília
Foto: Reprodução TV Câmara Distrital

O coronel da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) Jorge Eduardo Naime disse que o Exército dificultou prisão dos bolsonaristas radicais que invadiram as sedes dos três poderes da República no dia 8 de janeiro, em Brasília. A declaração foi feita em depoimento na CPI dos Atos Antidemocráticos na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) nesta quinta-feira (16).

 

A CPI está investigando os ataques perpetrados por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra os edifícios-sede na Praça dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro. Na quarta-feira (15),  a Comissão aprovou a convocação do general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), para prestar depoimento. O deputado federal Fábio Felix (PSOL), autor do requerimento, afirmou: "O general Heleno foi mencionado várias vezes por alguns dos golpistas investigados como alguém que incentivou [os ataques]".

 

Durante o depoimento na CPI, o coronel da PM disse que que participou da operação para desmobilizar o acampamento dos extremistas. Entretanto, a polícia foi impedida de entrar no local por uma linha de choque do Exército.

 

"Tinha uma linha de choque do Exército com blindados. E por mais interessante que parecesse eles não estavam voltados para o acampamento, eles estavam voltados para a PM, protegendo o acampamento”, disse Naime.

 

Segundo o coronel, a situação só foi pacificada após uma reunião entre coronéis da PM, o ex-interventor federal Ricardo Cappelli e o general Gustavo Henrique Dutra de Menezes, ex-chefe do Comando Militar do Planalto. Naime afirmou que recebeu ordens para manter a presença policial na Esplanada e mobilizar tropas para remover o acampamento na manhã do dia 9 de fevereiro.

 

Naime ocupava o cargo de chefe do Departamento Operacional da PMDF durante os ataques terroristas em Brasília. Ele foi preso em 7 de fevereiro, após a Polícia Federal (PF) realizar a operação Lesa Pátria, que investiga a omissão de militares na contenção dos vândalos e suspeitas de colaboração com atos de terrorismo.

 

‘PARECIA UMA SEITA’

Sobre a situação dos acampamentos, o coronel disse que “parecia uma seita”, onde os acampados “viviam em um mundo paralelo”. Ele disse ainda que chegou a ouvir de um homem que extraterrestres ajudariam as Forças Armadas em um almejado golpe de Estado contra o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

"Aquele pessoal do acampamento vivia em um mundo paralelo. Eu estive algumas vezes no acampamento, conversei com algumas pessoas e escutei relatos, assim, que falei: ‘Cara, não é possível que essa pessoa está me falando isso’. Teve um que me abordou e falou para mim que ele era um extraterrestre, que ele estava ali infiltrado e que assim que o Exército tomasse, os extraterrestres iriam ajudar o Exército a tomar o poder. Eles consumiam só informações deles, era só o que era falado no carro, estavam em uma bolha”, relatou o militar aos parlamentares.

 

O coronel conta também que a corporação chegou a ser notificada sobre casos de tráfico de drogas e prostituição dentro do acampamento bolsonarista, além de um movimento de arrecadação diária de dinheiro por PIX.

 

"Tínhamos conhecimento da ‘Máfia do PIX, de lideranças que ficavam ali. Não temos nomes, mas elas ficavam no acampamento pedindo para que as pessoas fizessem PIX para manter o acampamento”, explicou Naime.

 

POUCOS POLICIAIS

Durante o depoimento, o presidente da CPI, Chico Vigilante (PT-DF), questionou o ex-comandante sobre a quantidade insuficiente de policiais militares envolvidos na contenção do ato golpista. Vigilante alegou que documentos obtidos pela CPI indicaram que somente 200 policiais, que ainda estavam em treinamento, foram mobilizados, enquanto o restante da tropa ficou em estado de alerta.

 

Naime afirmou que não esteve envolvido no planejamento da operação, já que estava de folga naquele dia. Ele explicou que é comum mobilizar alunos em treinamento para atividades policiais, desde que acompanhados por profissionais mais experientes.

 

"Me causa estranheza ter usado somente alunos. Precisa fazer uma revisão nessas escalas, ver se isso realmente aconteceu. Isso foge completamente do nosso padrão. Usar os alunos é normal, mas sempre acompanhado de policial com experiência”, disse.

“Volto com o coração limpo”, afirma Ibaneis Rocha após reassumir cargo de governador do DF
Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil

Ibaneis Rocha (MDB) reassumiu o cargo de governador do Distrito Federal nessa quinta-feira (16), durante uma sessão solene no Palácio do Buriti, em Brasília. O emedebista disse durante o evento que volta ao cargo com o “coração limpo”.

 

"É importante dizer que esse afastamento que nós tivemos ao longo desse período foi necessário. Vivemos momento de dificuldade. Recebi o afastamento pelo ministro com todo respeito, paciência. Volto com coração limpo, cabeça tranquila", afirmou o governador.

 

A volta de Ibaneis se deu após determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes) nesta quarta-feira (15). O magistrado avaliou um pedido apresentado pela defesa de Ibaneis pelo fim da medida cautelar imposta logo após os atos golpistas do 8 de Janeiro, onde o ministro entendeu o governador deveria ser investigado por suposta omissão na segurança do DF no dia 8 daquele mês, quando bolsonaristas radicais invadiram e depredaram as sedes dos três poderes da República.

 

Como defesa, Ibaneis Rocha classificou o ato antidemocrático de "atípico" e avaliou que foi resultado de um "apagão geral”. “O que aconteceu naquele 8 de janeiro, realmente, foi algo atípico na história do Distrito Federal. Na minha visão, a culpa não foi só do Anderson. Eu acho que nós tivemos um apagão geral”, afirmou Ibaneis. Ele também afirmou que fez o que pôde "de acordo com as informações que eu tinha”.

 

Sobre o afastamento, o governador disse que saudades "do povo do Distrito Federal" e que volta "com o coração livre, dentro da minha cidade e com as minhas lideranças". Ibaneis foi recebido por apoiadores no Palácio do Buriti e foi ovacionado algumas vezes durante o discurso.

 

Ainda durante a cerimônia, o chefe do Executivo local agradeceu à vice-governadora Celina Leão (PP), que assumiu o GDF durante o afastamento de Ibaneis. "Tocou a cidade com carinho, força. Só tenho a agradecer por tudo que ela fez", afirmou.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Tenho pra mim que os nepo babies parecem meio perdidos. Alguém precisa dar uma orientação pra eles. Tem até filho feio confundindo o próprio pai. Enquanto isso, o Cacique vai ter que lutar pra afastar a imagem de pé frio, e Zoião tenta convencer que é desenrolado. Mas quem tá passando uma mensagem meio confusa é o Rambo. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Tânia Scofield

Tânia Scofield
Foto: Thiago Tolentino / Antena 1 Salvador

"Na verdade, o que a gente encontra hoje na rua de Salvador é uma faixa de veículo assim, bem acima do necessário. Esse acima do necessário permite inclusive que um carro ultrapasse, porque às vezes tem 3 metros e meio, 3 metros, às vezes 4 metros".


Disse a presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), Tânia Scofield, durante entrevista nesta terça-feira (8) ao programa Bahia Notícias no Ar, ao comentar a preocupação de parte dos motoristas com a redução do espaço para os carros nas obras de requalificação da Avenida Lafayette Coutinho, popularmente como Avenida Contorno é uma "percepção um pouco equivocada".
 

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o pré-candidato ao Senado Federal Angelo Coronel (Republicanos) nesta segunda

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A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a entrevistar os principais candidatos ao Senado e ao Governo do Estado.

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