Artigos
Biblio, o quê?
Multimídia
Elmar Nascimento cita Wagner e crítica “presunção de culpa” contra políticos: "Estão fazendo uma barbaridade"
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
61 bilhoes
Uma análise detalhada realizada pelo banco BTG Pactual indica que o novo programa "Desenrola Brasil" deve movimentar uma cifra elegível de R$ 62,7 bilhões. Todavia, os analistas alertam que o impacto sobre a oferta de crédito e o bem-estar financeiro da população no curto prazo tende a ser limitado, repetindo padrões observados na primeira edição da iniciativa.
Para chegar a essa conclusão, o banco utilizou os resultados do "Desenrola 1" e os aplicou aos parâmetros do novo programa federal, que prevê descontos de até 90% no valor das dívidas e taxas de juros limitadas a 1,99% ao mês.
De acordo com o relatório, a primeira fase do programa não gerou uma melhora perceptível no bem-estar imediato dos beneficiários. Os analistas pontuam que "limpar o nome não significa, automaticamente, aumentar a renda disponível ou o acesso efetivo a crédito".
Na prática, embora o endividamento total tenha sido reduzido, não houve impulso ao consumo, uma vez que as famílias passaram a comprometer parte de seu orçamento mensal com o pagamento das parcelas renegociadas. As informações foram confirmadas pelo jornal O Globo.
“Nossos achados indicam que o programa Desenrola 1.0 reduziu a alavancagem dos grupos beneficiados, mas não gerou uma nova rodada de crédito para esses mesmos grupos”, escreveram os analistas. A avaliação é de que a melhora nos balanços financeiros foi capturada prioritariamente pelas instituições bancárias ou redirecionada a clientes de menor risco.
Para as famílias mais pobres, a transformação de dívidas antigas em novos compromissos mensais acaba por limitar o impacto subjetivo de bem-estar. O relatório conclui que, se o crédito adicional for direcionado a outros grupos em vez de retornar aos beneficiários diretos do programa, o efeito dinamizador na economia continuará aquém do esperado pelo governo federal.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Hilton Coelho
"O Guilherme Boulos está precisando de apoio dentro do PSOL. Ele defendeu que o PSOL participasse da federação com o PT e simplesmente 76% do PSOL disse não. Então, se tem alguém que está deslocado dentro do PSOL, não é o companheiro Ronaldo Mansur, é o companheiro Guilherme Boulos".
Disse o deputado estadual Hilton Coelho (PSol) afirmou nesta quinta-feira (24), durante a convenção da federação PSol-Rede, em Salvador, que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol), está "deslocado" dentro do partido após a maioria dos filiados rejeitar a proposta de federação com o Partido dos Trabalhadores (PT).