Artigos
O Bonfim como bússola: Fé, democracia e o destino do Brasil em 2026
Multimídia
André Fraga destaca importância da COP30 e explica papel do Brasil no debate climático global
Entrevistas
Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”
45a noite da beleza negra
As ruas do Curuzu exalarão um perfume especial direto da Senzala do Barro Preto, na Ladeira do Curuzu, na noite do próximo sábado (17). No local será realizada a 45ª edição da Noite da Beleza Negra, do bloco Ilê Aiyê, que escolherá a Deusa do Ébano e as princesas de 2026.
O evento, idealizado com o nome atual em 1979 por Sérgio Roberto, já foi realizado em vários locais de Salvador, como o Clube Comercial na Avenida Sete, Clube Fantoches, no Clube da Polícia Militar e a Associação Atlética da Bahia.
Neste ano, a festa ocorre na casa do bloco afro, a partir das 22h e terá apresentações da Band’Aiyê, Sued Nunes, Aiace, Sulivã Bispo, Banjo Novo e as candidatas a Deusas. A vencedora, além do Troféu e do título de ‘Deusa do Ébano’, receberá o valor de R$ 7.700.
Durante coletiva de imprensa, na manhã desta sexta-feira (16), Vovô do Ilê, presidente do bloco, explicou que apesar da consolidação do evento e o crescimento da festa, ainda há dificuldades para sua manutenção.
“Muita gente envolvida, começamos a trabalhar com profissionais na área de eventos, de coisa artístico”, declarou o presidente da associação.
Ao todo, são 15 candidatas que concorrerão ao título de ‘Deusa do Ébano’ neste sábado (17): Bruna Christine, Camila Silva, Camila Morena, Carol Xavier, Cecília Cadile, Dandara Namíbia, Joana Sousa, Larissa Oliveira, Mavih Souza, Nayara Temporal, Rafaela Rosa, Raíssa Conceição Batista, Sarah Moraes, Stephanie Ingrid e Dama de Branco.
As candidatas são preparadas, todos os anos, por Jaci Trindade. A coordenadora iniciou como apoio do concurso em 2004 e hoje é uma das principais responsáveis pelo cuidado e preparação das 15 candidatas anuais.
De todas as edições que acompanhou de perto, Jaci explicou que o essencial para uma Deusa do Ébano é “ter o pé no chão”. “Precisa ser humilde, sabe? É sempre olhar para o outro, sem aquele olhar de jogador. Sempre olhar para o outro, ser acolhedora, saber que ela tem um compromisso durante o ano todo com a instituição”, revelou.
Já segundo Vovô do Ilê, a Deusa do Ébano precisa de “sua autoestima elevada” e “pé lavado para dançar”. “A dança é que pesa muito. Lá não tem fita métrica, não exige que tem baixinha, altinha, magrinha, gordinha, não existe fita métrica, agora a dança é que tem que estar preparado”, explicou.
Arany Santana, co-fundadora do Ilê Aiyê e uma das diretoras do bloco, é a homenageada da noite e a apresentadora do concurso, também acompanha de perto as candidatas e conta a contribuição do concurso para ela e todas as mulheres negras.
“Foi o Ilê que teve essa brilhante ideia de fazer um concurso para exaltar a beleza da mulher negra no momento em que, 45 anos atrás, que mulher negra ocupava o último degrau da sua idade. Até aquelas que não eram negras”, afirmou Arany.
“Hoje nós temos a certeza absoluta que foi a maior política pública que uma associação cultural de bloco afro pôde instituir nessa sociedade porque hoje a gente tá vendo o resultado”, completou.
O evento terá a presença da atual Deusa do Ébano, Lorena Bispo, que passará o título para a nova escolhida. Ao Bahia Notícias, Lorena explica que mudou bastante com o reinado e que entendeu a reconhecer sua história.
“Eu sou uma outra pessoa, completamente. E eu acredito que eu me tornei mais resiliente, mais paciente. Aprendi a ouvir mais, falar menos, e é uma sabedoria que eu aprendi, inclusive de minha mãe, Dete, nossa estilista que nos transforma através dos seus tecidos”, contou.
O concurso terá na banda de jurados a Rainha Vânia Oliveira, Macalé dos Santos, Deusa Sueli Conceição, a Ministra Margareth Menezes, a vereadora Eliete Paraguaçu, Denise Assis dos Santos - representante da Bahiagás -, e a Secretária Zara Figueiredo.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Otto Alencar
"A única observação feita pelo senador foi que, historicamente, as chamadas chapas ‘puro-sangue’ não obtiveram êxito eleitoral".
Disse o senador Otto Alencar (PSD) ao criticar a possibilidade de formação de uma “chapa puro-sangue” do PT na Bahia e fez referência ao histórico eleitoral desse tipo de composição, citando as eleições de 2006, quando uma chapa majoritária ligada ao carlismo acabou derrotada.