Artigos
A Pesquisa que Induz o Vencedor
Multimídia
Vereador Randerson Leal fala sobre autoria do projeto da faixa azul na Bonocô: “Quando o filho é bonito, todo mundo quer ser pai”
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
4 bilhoes
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3), a Operação Exchange. O objetivo da ação é desarticular uma organização criminosa especializada na lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas. Entre os alvos da ofensiva está Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, brasileira que foi alvo de sanções econômicas do governo dos Estados Unidos por ligação com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC).
A Justiça Federal determinou o bloqueio de até R$ 10,4 bilhões em bens, valores e criptoativos dos investigados. Ao todo, foram expedidos 11 mandados de prisão temporária, dos quais sete foram cumpridos até o momento, e 13 mandados de busca e apreensão em diferentes endereços.
O empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado como parceiro de Stella e também sancionado por Washington, é considerado foragido pela polícia.
De acordo com as investigações da Polícia Federal, obtidas pelo jornal O Globo, os suspeitos utilizavam uma complexa rede financeira para ocultar a origem dos recursos. O fluxo incluía transferências ilícitas de criptoativos, transporte de dinheiro em espécie, transações bancárias de alto valor e repasses sucessivos entre diversas contas.
Para tentar despistar as autoridades de controle, os investigados utilizavam codinomes. Shimada era identificado nas comunicações como "o Japa", enquanto Stella utilizava o apelido de "Lara Croft". Segundo o inquérito, Stella atuava como secretária e intermediária de Shimada, sendo responsável por organizar a coleta de grandes quantias de dinheiro vivo e fornecer suporte logístico.
Shimada, por sua vez, operava como o elo financeiro direto com traficantes de drogas. De acordo com o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, Victor Shimada é sócio da empresa Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda, no Brasil, e da Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda, sediada em Portugal.
O governo americano o acusa de lavar mais de US$ 30 milhões (cerca de R$ 156 milhões) de recursos ilícitos utilizando criptomoedas para transferir os valores de volta ao Brasil em benefício de uma rede de lavagem de dinheiro associada ao PCC na Flórida.
No Brasil, Shimada é investigado pela Polícia Civil de São Paulo e pelo Ministério Público por suspeita de participação em fraudes financeiras relacionadas ao caso VaideBet, que apura o desvio de recursos do contrato de patrocínio entre o Corinthians e a casa de apostas.
A denúncia aponta que a empresa de Shimada movimentou valores com a Wave Intermediações, firma que estaria ligada a operadores financeiros mencionados em delações sobre o crime organizado. A investigação brasileira, no entanto, não afirma de forma categórica que Shimada seja integrante do PCC, mas o descreve como parte de um fluxo financeiro que se conecta a pessoas investigadas.
Além dos crimes financeiros, Shimada responde a quatro processos na esfera comum por ameaça, violência doméstica, injúria e lesão corporal dolosa. Ele chegou a cumprir um breve período de prisão domiciliar em janeiro de 2025 devido a uma ação judicial envolvendo o Banco Votorantim (BV).
Em nota enviada pela defesa de Victor Shimada, o advogado Yuri Cruz declarou que ainda não teve acesso aos documentos oficiais que embasaram as sanções americanas ou a nova operação. No entanto, o defensor ressaltou que Shimada nega veementemente qualquer envolvimento com facções criminosas ou com a prática de lavagem de dinheiro, manifestando confiança de que os fatos serão devidamente esclarecidos pela Justiça.
Stella Stefanie, que atuava como secretária nas empresas e não possuía antecedentes criminais registrados no Brasil antes da operação desta sexta-feira, ainda não teve manifestação de defesa divulgada.
Em relação à prisão domiciliar anterior de Shimada, o banco BV informou que identificou movimentações irregulares em seus serviços de tecnologia de pagamento em agosto de 2024. A instituição comunicou imediatamente as autoridades e colaborou de forma ativa como assistente de acusação no processo penal que apurou as irregularidades.
Enquanto a Marinha do Brasil administra um patrimônio bilionário de R$ 3,4 bilhões em imóveis funcionais na Bahia, o Exército e a Aeronáutica mantêm os valores de suas centenas de unidades habitacionais no estado sem transparência clara.
Os dados, obtidos pelo Bahia Notícias por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) em parceria com a organização sem fins lucrativos Fiquem Sabendo, revelam uma profunda disparidade na transparência ativa entre as três Forças Armadas sobre os gastos e ativos imobiliários em território baiano.
Entre apartamentos e residências destinados a oficiais, a Marinha é a única a detalhar os custos de seu patrimônio, que se concentra majoritariamente na capital. Salvador lidera com R$ 3.488.702.254,54 em ativos imobiliários, seguida por Porto Seguro, com R$ 7.068.363,53, e Caravelas, com R$ 1.424.759,17.
Por outro lado, o Exército e a Aeronáutica limitaram-se a divulgar apenas listas gerais de cidades onde possuem imóveis. O comando do Exército foi ainda mais restrito, alegando razões "segurança institucional" e a "segurança da família militar", além de exigir um "elevado esforço administrativo" para consultar seus 21.541 imóveis no Brasil.
Uma boa parte desses gastos é explicada pela estrutura legal vigente. A Lei Complementar n.º 97/1999, que regula o funcionamento das Forças Armadas, e a Lei n.º 13.341/2016, que reestruturou o Ministério da Defesa, mantêm um modelo de efetivo elevado com garantias específicas de carreira.
O Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) também critica a falta de transparência no orçamento da Defesa e defende que o debate sobre os gastos militares deve considerar a necessidade de readequação a prioridades sociais, como saúde, educação e combate à pobreza.
Esses valores de imóveis não ficam claros após pedidos via LAI. O Exército forneceu apenas uma lista de cidades da Bahia, justificando que o "detalhamento excessivo poderia comprometer a segurança nacional e a integridade física das famílias militares".
A Força Aérea Brasileira (Aeronáutica) respondeu com dados públicos de forma mais direta, com atualização no formato do arquivo no dia 11 de maio. A instituição informou que possui 241 imóveis registrados em território baiano, distribuídos entre Salvador, Porto Seguro, Ilhéus, Caravelas e Bom Jesus da Lapa.
A Marinha do Brasil foi mais transparente e direta com os pedidos de acesso à informação dentre as três forças. Ao todo, entre apartamentos e residências, a Marinha possui um total de 648 unidades pela Bahia, distribuídas em Ilhéus, Salvador, Porto Seguro, Juazeiro e Caravelas.
Sendo os únicos que revelaram os valores desses imóveis em arquivo, os dados da Marinha mostram que Salvador tem um custo imobiliário de R$ 3,48 bilhões, além dos seguintes valores nas cidades litorâneas:
- Porto Seguro: R$ 7.068.363,53
- Caravelas: R$ 1.424.759,17
O Exército Brasileiro, pelo CEX, negou o detalhamento técnico e geográfico, citando riscos estratégicos. Negando novamente após recurso em maio, seus dados revelam somente que a Bahia tem seis localidades com suas forças: Alagoinhas, Salvador, Barreiras, Ilhéus, Paulo Afonso e Feira de Santana.
Mesmo com um requerimento apresentado na Justiça, o Exército enviou um anexo sem nenhuma atualização dos valores.
Locais representativos das Forças Armadas em Salvador | Fotos: Reprodução / Google Street View
GASTOS BRASILEIROS
Vale contextualizar que o Brasil foi o país latino-americano que mais ampliou suas despesas militares em 2025, com alta de 13%, totalizando 23,9 bilhões de dólares (R$ 119,6 bilhões), segundo relatório do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri).
Nos últimos anos, segundo o Sipri, o Brasil tem retornado a participação do PIB nacional para as Forças Armadas, custeando cerca de 1,05% do PIB, com alta registrada entre 2024 e 2025, com uma alta de 9,3% dos valores.
Ainda assim, o Brasil não lidera a América do Sul em participação proporcional do PIB destinada à defesa. Em termos comparativos, países sul-americanos como Chile, Equador, Colômbia e Uruguai apresentam percentuais proporcionalmente superiores em determinados períodos.
Mesmo sem liderar o ranking regional, o Brasil vem retornando uma ampliação dos seus investimentos em defesa e buscando fortalecer sua capacidade estratégica e militar na América do Sul.
O BN consultou os dados do Sipri e fez a projeção entre 1985 e 2025. Confira abaixo:
Os dados gerais refletem a distribuição e a realidade do patrimônio imobiliário militar sob a circunscrição do estado da Bahia.
O clipe de Despacito, de Luis Fonsi e Daddy Yankee, continua batendo recordes. Dessa vez, o produto se consagra como o primeiro audiovisual na história a alcançar quatro bilhões de visualizações no YouTube. O vídeo já havia se tornado o material de língua espanhola mais visto nas primeiras 24 horas de lançamento, além de bater a marca de visualizações com alcance mais rápido na sequência de 200 milhões de views, 2 bilhões e 3 bilhões. Publicado na plataforma de vídeo em 12 de janeiro deste ano, “Despacito” continua com uma média de 14 milhões de acessos por dia.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Lore Improta
"Não consegui controlar o emocional por uns dois dias".
Disse a dançarina e influenciadora Lore Improta ao fazer um forte desabafo nas redes sociais sobre o puerpério vivido com Levi, seu segundo filho com Léo Santana.