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Obesidade na menopausa duplica o risco de câncer de mama

A obesidade contribui para o aumento da produção do hormônio feminino estrógeno, que, quando encontrado em grandes quantidades no organismo da mulher, pode provocar a multiplicação celular descontrolada das células do seio e de outros órgãos femininos, de acordo com o oncologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Artur Malzyner. "Os níveis desse hormônio deveriam estar diminuindo nessa fase da vida devido à perda de função dos ovários", explica o especialista. Existe ainda outro fator que liga o desenvolvimento do câncer de mama com a obesidade: a inflamação. As células de gordura aumentam a produção de fatores inflamatórios, que estão diretamente relacionados com a proliferação e o crescimento das células do câncer. "A mulher que está fora do peso considerado ideal para sua faixa etária deve adquirir o quanto antes hábitos alimentares saudáveis e evitar o sedentarismo", aconselha o médico. Entre os sinais de alerta da doença estão o nódulo palpável no seio acompanhado ou não de dor mamária, alterações na pele que recobre a mama e secreção no mamilo. Além da obesidade e sedentarismo, o tabagismo e a predisposição genética são fatores que também colaboram para o desenvolvimento do câncer de mama. "Para que a doença seja identificada precocemente e permita cura definitiva, é importante a realização da mamografia a partir dos 40 anos de idade. Este exame permite mostrar lesões em suas fases mais iniciais, detectando até as bem pequenas. A mulher que tem história desta doença na família deve iniciar exames mais cedo", informa.