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Confira os passos para se tornar um doador de medula óssea

Confira os passos para se tornar um doador de medula óssea
Os critérios para quem gostaria de doar medula óssea são semelhantes aos de uma doação de sangue. A hematologista do Hospital São Camilo Pompeia, Maria Cristina Almeida Macedo, explica que, para ser doador, é preciso se cadastrar no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). É preciso procurar o hemocentro da sua cidade (confira a lista dos endereços da Bahia
), onde será realizado o cadastro com seus dados pessoais e a coleta de uma amostra de sangue retirado do braço. A amostra passará por um processo de tipificação, que levantará as características genéticas de compatibilidade. A partir daí, o doador recebe um número que o identificará no banco de medula.  Para doar, é preciso ter 18 e 55 anos e não ter histórico de doenças infectocontagiosas ou de câncer. As mulheres não podem doar durante a gravidez. O Redome realiza a análise de dados e identifica possíveis doadores compatíveis. A pessoa cadastrada é convocada e tem a liberdade de decidir se, de fato, fará a doação voluntária. Aqueles que optarem por continuar no processo devem comparecer ao hemocentro de referência para realizar a complementação e confirmação do exame de histocompatibilidade humana (HLA), que comprova a compatibilidade. Além disso, é realizado um check-up para verificar o estado de saúde do doador. Após a confirmação dos exames de compatibilidade e do estado de saúde do voluntário, a doação é realizada em um centro para transplantes de medula óssea. Hoje, de acordo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil conta com 26 centros completos que realizam todos os tipos de transplante, entre eles a Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba). O doador pode realizar a doação por meio do sangue periférico e, nesse caso, ele toma um medicamento por cinco dias para estimular a liberação das células tronco para que possam ser coletadas; ou pela retirada da medula por meio de punções na bacia - esse procedimento costuma utilizar anestesia peridural (a mesma utilizada em partos) ou geral. Após 24h, o doador já pode retomar suas atividades normalmente. Apenas em casos em que a pessoa realize trabalho com esforço físico intenso, o tempo de repouso deve ser um pouco maior. As células doadas se regeneram em pouco menos de 15 dias, por isso o doador pode permanecer cadastrado no banco de medulas para outros transplantes, caso haja novamente a compatibilidade.