Superbactérias se desenvolvem em ritmo alarmante, aponta centro de controle dos EUA
Relatório divulgado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) mostrou que as superbactérias se desenvolvem em um ritmo alarmante, muito mais rápido do que conseguem evoluir a biologia sintética e as indústrias farmacêuticas. O momento é de cuidado. A proliferação desses organismos já é considerada um problema de saúde pública mundial e recebe atenção dos especialistas durante o 8º Congresso Brasileiro de Biossegurança, que acontece até sexta-feira (27) em Salvador. Se essa é uma situação preocupante no resto do mundo, o panorama do Brasil é ainda mais grave. De acordo com Leila Macedo, presidente da Associação Nacional de Biossegurança (ANBio), entidade que realiza o evento, não existe um sistema de monitoramento adequado dessas infecções e ainda é preciso melhorar muito a situação, a limpeza e os demais procedimentos de biossegurança dos hospitais no país. “Humanamente, não estamos conseguindo acompanhar o ritmo dos organismos que já existem, pois eles se tornaram resistentes aos nossos medicamentos. A multiplicação das superbactérias é muito fácil e é preciso que haja controle dos centros de saúde”, explica. “Quando uma pessoa adquire uma superbactéria, e não existe um medicamento que possa impedir o crescimento dela, o acompanhamento é essencial, pois qualquer coisa que ela faça pode espalhar a doença”, esclarece. A especialista aponta que as infecções hospitalares são uma triste realidade no Brasil e que é preciso estabelecer uma política para o assunto. O 8º Congresso é uma referência para a América Latina e acontece no Bahia Othon Palace Hotel.
