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Pessoas que se submetem à cirurgia de catarata vivem mais, aponta estudo

Pessoas que se submetem à cirurgia de catarata vivem mais, aponta estudo
Pessoas que perderam a capacidade de enxergar em decorrência da catarata e que fizeram a cirurgia para restaurar a visão já vivem mais do que aqueles com a deficiência visual, que não realizaram o procedimento. As informações são de um estudo australiano publicado neste mês na Ophtalmology, revista da Academia Americana de Oftalmologia. Depois de comparar dois grupos de participantes do estudo, os pesquisadores encontraram um risco de mortalidade 40% mais baixo, a longo prazo, para aqueles que fizeram a cirurgia de catarata. A pesquisa foi elaborada a partir de dados recolhidos do Blue Mountains Eye Study, estudo de base populacional sobre visão e doenças oculares mais comuns na população idosa australiana. Um total de 354 pessoas com idades entre 49 anos ou mais e com diagnóstico de foram avaliadas entre 1992 e 2007. Foram feitos ajustes para idade e sexo, bem como uma série de ajustes para fatores de risco de mortalidade, como  hipertensão, diabetes, tabagismo, doença cardiovascular, índice de massa corporal e as medidas de fragilidade e comorbidades. As visitas de acompanhamento ocorreram após cinco e dez anos desde o exame inicial. Causada pela opacificação do cristalino, a catarata é a principal causa de deficiência visual tratável que afeta mais da metade de todos os idosos que têm 80 anos de idade ou em alguns casos, menos. A incapacidade causada pela visão turva, resultado da catarata diagnosticada e não tratada, pode colocar o idoso em risco de perigo físico em decorrência de lesões causadas por quedas ou batidas em objetos invisíveis, bem como danos psicológicos, como depressão e isolamento social.