Saiba quais as vacinas que devem ser tomadas na adolescência
Foco em outras atividades e a falta de diálogo entre pais e filhos podem fazer com que adolescentes não atualizem o tradicional calendário de vacinas. A partir dos nove anos de idade é possível que crianças se previnam contra o HPV, doença sexualmente transmissível. Quanto mais cedo for a imunização, melhor, já que ficará imune quando a vida sexual for iniciada. Em geral, aos 11 anos, os jovens precisam do reforço da vacina tríplice bacteriana contra difteria, tétano e coqueluche. Essas doses só são encontradas em clínicas particulares. Enfermidades que do ponto de vista epidemiológico são importantes como coqueluche e meningite também merecem atenção redobrada. De acordo com a médica Jacy Andrade outro grupo de risco que deve ficar atento são as jovens mulheres por estarem em período fértil. “Ao protegê-las, estamos protegendo recém-nascidos na fase inicial de suas vidas pós-parto”, explica. A questão cultural é outro fator que chega a atrapalhar a imunização dos jovens. “A vacina é considerada coisa de criança. A ideia da população é que adultos e adolescentes não precisam se vacinar. Por isso que muitos chegam desatualizados sobre o assunto nessa fase da vida”, diz Jacy. Também são importantes para adolescentes e adultos receberem imunização contra hepatite B, tríplice viral (sarampo/caxumba/rubéola), tríplice acelular do adulto (disfteria/tétano e coqueluche), meningococo, gripe, hepatite A, pneumococo. Confira o calendário divulgado pelo Ministério da Saúde aqui.
