Médico que fugiu de Cuba afirma que país ganhará parte dos salários do Mais Médicos
O médico cubano Carlos Rafael Jorge Jiménez criticou, nesta quarta-feira (4), a remuneração dos profissionais que atuarão no Brasil por meio do Programa Mais Médicos por, segundo ele, não receberem integralmente a bolsa de R$ 10 mil. Os médicos do seu país, de acordo com Jiménez, recebem entre R$ 60 e R$ 70 por mês de trabalho em Cuba e no Brasil devem ganhar entre R$ 450 e R$ 700. Ele acusa que o restante do valor será entregue ao governo cubano. Jiménez fugiu de Cuba há 12 anos e naturalizou-se brasileiro. “O explorador é o governo cubano e o governo brasileiro está apoiando a vinda deles. Por que os médicos cubanos não podem entrar e sair quando querem, por que não podem pedir asilo político?”, questionou. O cubano relatou que conterrâneos eram reparados para vir ao Brasil há pelo menos um ano com aulas de português e de funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS). Jiménez, que há três anos exerce a profissão de médico no Ceará, foi um dos participantes da sessão da comissão geral da Câmara dos Deputados, ocorrida nesta quarta (4) no plenário da Casa, convocada para debater a Medida Provisória (MP) 621, que cria o Programa Mais Médicos. Informações da Agência Brasil.