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Prefeituras devem demitir profissionais para receber equipes do Mais Médicos

Com o argumento de diminuir despesas com contratação de médicos, municípios brasileiros de quatro estados, entre eles, a Bahia -nas cidades de Sapeaçu, Jeremoabo, Nova Soure e Santa Bárbara -, já falam em demitir funcionários por ocasião do programa Mais Médicos do governo federal. Segundo matéria da Folha, a substituição deve representar economia para os municípios, já que a bolsa de R$ 10 mil do Mais Médicos é toda custeada pelo governo federal. Outro argumento para a redução de médicos nestes lugares é que a fixação dos profissionais pelo Mais Médicos, por período mínimo de três anos, combate a alta rotatividade de profissionais nos municípios. No entanto, a medida pode ameaçar a principal bandeira do programa que seria reduzir a carência de médicos em regiões historicamente desassistidas. Atualmente, as prefeituras recebem da União cerca de R$ 10 mil por equipe no programa Saúde da Família. Salários e encargos, porém, são pagos com recursos de cada cidade. As outras cidades que também já especulam demissões são no Amazonas (Coari, Lábrea e Anamã), Bahia (Sapeaçu, Jeremoabo, Nova Soure e Santa Bárbara), Ceará (Barbalha, Cascavel, Canindé) e Pernambuco (Camaragibe).