Governo cubano controlaria salário de médicos, diz jornal
Matéria de O Globo com médicos ditos anônimos, desta quinta-feira (22), põe dúvida sobre a forma de contratação dos cerca de quatro mil profissionais cubanos anunciada pelo governo na quarta-feira (20) para o programa Mais Médicos nas 700 cidades recusadas pelos médicos brasileiros. Segundo reportagem de Thiago Jansen, existem restrições pessoais e de remuneração aos médicos. Segundo Jansen, um médico "X", que prefere o anonimato e que foi enviado para o Brasil nos anos 90, conta que colegas seus não podiam se recusar a viajar sem que sofressem sanções. "Se recusasse, era considerado quase um contrarrevolucionário, o que lhe provocava uma série de dificuldades profissionais e pessoais. Acabava sobrando até para a família dele, que passava a ser hostilizada". O mesmo X critica a remuneração: "Eu ficava com o equivalente a US$ 300 de um total de US$ 1.800. Quem recebia o dinheiro era a embaixada cubana, que depois nos passava a nossa parte. Quando sobrava um pouco, enviávamos de volta para a família em Cuba. Era muito pouco pela quantidade de trabalho". De acordo com O Globo, antes dos dois anos de contrato, "X" desertou e fugiu. Outra cubana, denominada de "Y", diz à matéria do jornal que foi para a Bolívia há cerca de seis anos, e afirma que recebia cerca de US$ 300 “de bolsa” para se sustentar na Bolívia. Ela declara que o governo cubano depositava cerca de 30% do salário em uma conta à qual ela só teria acesso ao fim do programa. Como saiu antes, não recebeu o dinheiro. Informações de O Globo.