Pacientes defendem liberação de remédio para tratar câncer de medula recusado pela Anvisa
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Entidades da Saúde se recusam a aceitar a negativa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que não autorizou o registro de medicamento com a substância lenalidomida, usada no tratamento de pacientes com mieloma múltiplo, um tipo de câncer de medula óssea. O médico e diretor de Políticas Públicas da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), Dirceu Raposo Mello, defendeu o uso da substância com monitoramento e controle por parte das autoridades. “Tem pacientes que vão à Justiça e conseguem o tratamento, aí o SUS [Sistema Único de Saúde] importa”. E acrescentou: “O que fazer? A revisão do ato [da Anvisa] e a autorização do uso no país”, disse. Segundo o médico, atualmente, mais de 80 países no mundo usam a substância para tratamento de pacientes com mieloma múltiplo. A lenalidomida é indicada para pessoas que já não respondem aos remédios usuais ou abandonam o tratamento por causa dos efeitos colaterais provocados pela talidomida, entre eles, formigamento nas mãos e nos pés. Apesar de o mieloma múltiplo ser incurável, o medicamento serve para amenizar os efeitos da doença. A lenalidomida integra o mesmo grupo da talidomida (usada no país para o tratamento de Aids, lúpus, hanseníase, doenças crônicas e câncer). Nesta quinta-feira (15), ocorreu um debate entre deputados e profissionais na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara do Deputados. Informações da Agência Brasil.
