Prática da meditação ganha aos poucos status científico
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Utilizada como método para diminuir o risco de ataque cardíaco e para reduzir os efeitos colaterais de tratamentos contra o câncer, a meditação conquista aos poucos o estatuto cientistas. "As grandes religiões orientais já sabem disso há 2.500 anos. Mas só recentemente a medicina ocidental começou a se dedicar a entender o impacto que meditar provoca em todo o organismo. E os resultados são impressionantes", afirma Judson A. Brewer, professor de psiquiatria da Universidade Yale. Segundo especialistas, até a década passada, não contava com respaldo médico. "Com a ressonância magnética e a tomografia, percebemos que a meditação muda o funcionamento de algumas áreas do cérebro, e isso influencia o equilíbrio do organismo como um todo", informou o psicólogo Michael Posner, da Universidade de Oregon. A meditação reúne uma variedade de benefícios, difere apenas na duração e no método (em silêncio, entoando mantras etc.). Para os especialistas, as variações, no entanto, não influenciam no resultado final com igual efeito no cérebro. Na prática, aumenta a atividade do córtex cingulado anterior (ligada à atenção e à concentração), do córtex pré-frontal (ligado à coordenação motora) e do hipocampo (que armazena a memória). O método também estimula a amígdala (que regula as emoções) que quando acionada, acelera o funcionamento do hipotálamo, responsável pela sensação de relaxamento. Os especialistas, entretanto, dizem que a meditação não deve ser encarada como a cura de muitos males. Informações de Tiago Cordeiro / Veja.
