Relação entre parto induzido e autismo é investigada por cientistas
Foto: Atriz Bruna Linzmeyer interpreta uma autista em telenovela
Uma associação entre mães que tomam medicação para acelerar parto e crianças geradas com autismo é investigada pela Universidade de Michigan, nos EUA. Divulgado pela revista "JAMA Pediatrics", a pesquisa, entretanto, não chega a afirmar que o parto induzido é uma das causas do transtorno que afeta uma em cada 88 crianças nos Estados Unidos. Em um período de oito anos, foram analisados 625 mil registros de nascimentos no estado da Carolina do Norte. O estudo sugere que o trabalho de parto induzido ou acelerado foi associado a um risco 35% maior de autismo em meninos, em comparação com trabalhos de parto sem nenhuma intervenção. Outra constatação é que um pequeno aumento do risco foi observado em meninas nascidas de mães que tiveram parto induzido (mas não acelerado). O parto pode ser induzido por razões como gestação tardia, infecções, pressão alta ou diabetes. Segundo Marie Lynn Miranda, autora da pesquisa da Universidade de Michigan, ainda são necessários outros estudos para chegar a melhores resultados. Informações da AFP.
