Recuo do governo em cirurgia de mudança de sexo é criticado por especialistas
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Especialistas criticaram a decisão do Ministério da Saúde de suspender os efeitos da portaria que estabeleceria novas regras para a realização de cirurgia de mudança de sexo pelo SUS. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (1°), mas foi retirada em menos de 24 horas depois. Segundo o psiquiatra Alexandre Saadeh, coordenador do Amtigos (Ambulatório de Transtorno de Identidade de Gênero e Orientação Sexual), do Hospital das Clínicas da USP, o recuo foi uma espécie de "amadorismo" e "retrocesso". O estabelecimento é o único hospital que acompanha crianças e adolescentes com transtorno de identidade de gênero formalmente com o Ministério da Saúde. Outro que lamentou foi o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Carlos Magno. Para ele, a suspensão da portaria pode ser explicada por setores que hostilizam a comunidade gay e que tem força no governo. "Essa portaria já vem de um longo processo de discussão pelo ministério, não é nem [uma discussão] do movimento. Me entristece, porque parece ser mais um recuo do Ministério da Saúde frente à pressão do setor fundamentalista", disse. A retirada do governo também foi alvo de críticas da diretoria da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Angela Spinola, que informou que a questão independe de preferência religiosa. Informações da Folha.
