Talidomida ainda causa deformações de bebês no país, diz pesquisa
Estudo publicado pela BBC mostra que o uso da talidomida continua a causar defeitos físicos em bebês nascidos no Brasil. A droga é distribuída na rede pública para tratar pessoas com hanseníase, que ataca nervos periféricos e a pele. O medicamento também era tomado por mulheres grávidas para combater os sintomas do enjoo matinal. O uso durante a gestação, no entanto, restringiu o crescimento dos membros dos bebês, que nasceram com má formação nas pernas e braços. Em torno de 10 mil bebês nasceram com defeitos físicos em todo o mundo até que a droga fosse tirada de circulação em 1962. No Brasil, a droga foi reintroduzida como tratamento das lesões da pele, uma das complicações da hanseníase. Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) investigaram os registros de nascimento de 17,5 milhões de bebês entre 2005 e 2010. 'Quanto maior o número de pílulas em cada Estado, maior o número de defeitos nos membros (dos bebês)', explica a pesquisadora Lavinia Schuler-Faccini.
