Experiência religiosa afeta parte do cérebro, diz estudo
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Artigo científico escrito por pesquisadores em neurociência da Universidade de Duke, em Califórnia, nos EUA, causa polêmica entre religiosos. Publicado na revista especializada PLoS One, a pesquisa concluiu que pessoas que passam por experiências místicas significativas podem sofrer encolhimento de uma parte importantíssima do cérebro: o hipocampo. O estudo revelou que, em comparação com pessoas sem afiliações espirituais, religiosos tendem a apresentar maior atrofia na área cerebral. O hipocampo é importante para a assimilação de emoções, na transformação de memórias de curto prazo em lembranças duradouras e na manutenção de outras funções cerebrais. Para o estudo, os pesquisadores usaram a técnica da ressonância magnética funcional (fMRI) para medir o hipocampo de 268 homens e mulheres com 58 anos ou mais. Os participantes haviam sido recrutados para um estudo sobre depressão na idade madura, mas responderam uma série de perguntas ligadas às suas crenças religiosas e foram também avaliados e separados de acordo com a expressão da sua fé. O resultado mostrou uma diferença significativa na atrofia do hipocampo dos indivíduos que reportavam experiências místicas marcantes, em comparação com não-religiosos ou mesmo com religiosos que não tiveram revelações místicas. Os acadêmicos estmam que a diferença possa ser causada pelo stress vivenciado por esses indivíduos, que, com o tempo, pode prejudicar a área cerebral.
