Padilha diz que médicos brasileiros não devem se preocupar com estrangeiros
Por Francis Juliano
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O ministro da saúde, Alexandre Padilha, disse durante o programa Acorda pra Vida, da Rede Tudo FM 102,5, que a possível desvalorização dos médicos brasileiros considerada pelas entidades da categoria em virtude do programa Mais Médicos, não condiz com os propósitos do projeto. “Os médicos brasileiros têm que ficar tranquilos. Se a gente tiver um número suficiente de brasileiros nós não vamos chamar nenhum médico de outro país. Agora, se faltar médico brasileiro com unidade pronta e com a população precisando de atendimento, a gente vai atrás de médicos em outros países”, declarou. Padilha disse que o país aumentou nos últimos anos quatro vezes o investimento per capita na saúde, mas admitiu que a situação é inferior à realidade de vizinhos sul-americanos como Argentina, Uruguai e Chile. Sobre as queixas de clínicas e médicos de não atenderem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) pela falta de investimento, Padilha considerou que em algumas situações "é evidente", e complementou ao afirmar que o principal desafio é equilibrar o número de profissionais às necessidades da saúde brasileira. “Se a gente fosse ter no Brasil o que a argentina tem, precisaríamos de mais 400 mil médicos, mas do que o dobro do que existe no país”, afirmou. Sobre a polêmica ventilada em relação à preferência de médicos cubanos, o ministro lembrou que aqueles médicos já fizeram outras parcerias com o Brasil. “Há muito anos que temos parceria com a saúde de Cuba e para solucionar o problema não deve se partidarizar o debate”, declarou ao relatar que no governo Fernando Henrique Cardoso, o então ministro da Saúde José Serra havia recorrido a médicos do país caribenho.
