Aumento do curso de Medicina 'favorece exploração de mão de obra', dizem entidades
Entidades que representam os médicos condenaram o programa Mais Médicos, anunciado pelo governo federal nesta segunda-feira (8). O sistema prevê a contratação de mais profissionais para atendimento em áreas carentes, além de aumentar a formação de medicina em dois anos, o que implica aos estudantes de Medicina trabalhar no SUS durante o período, remunerados por uma bolsa. Comunicado assinado pela Associação Médica Brasileira (AMB), Associação Nacional de Médicos Residentes (ANMR), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Federação Nacional dos Médicos (Fenam) afirma que “é inaceitável que nosso país, cujo governo anuncia sucessivos êxitos no campo econômico, ainda seja obrigado a conviver com a falta de investimentos e com a gestão ineficiente no âmbito da rede pública”. As medidas "assumem altos riscos", segundo as entidades, porque “não observam a cautela imprescindível ao exercício da boa medicina”. As instituições consideram que a ampliação do tempo de formação nos cursos de medicina é “uma manobra que favorece a exploração de mão de obra”. O formato de contratação dos profissionais de saúde, sem garantias trabalhistas expressas, são pontos críticos do programa, na opinião das associações médicas.
