Após Justiça suspender eleições, Sindimed nega irregularidades em pleito e aponta “narrativas falaciosas”
Por Redação
O Sindicato dos Médicos no Estado da Bahia (Sindimed) se pronunciou sobre a suspensão do processo eleitoral para o mandato 2026-2030 da entidade. A manifestação enviada à imprensa nesta terça-feira (14), chega após a 17ª Vara do Trabalho de Salvador suspender de forma imediata as eleições do Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed) por denúncia de irregularidades no processo eleitoral.
Na nota, a diretoria do sindicato pregou acerca da lisura do processo e explicou que todas as etapas seguem o estatuto da entidade.
“A escolha da Comissão Eleitoral é prerrogativa da gestão, cujo mandato encerrará em 30 de abril de 2026. Em gestões passadas, os membros eram escolhidos dentre profissionais não médicos, fato corrigido pela atual gestão, que modificou a composição para contemplar apenas médicos”, diz um trecho da nota.
O sindicato explicou ainda acerca da formação dos integrantes da comissão.
“A comissão foi gerada através da escolha de seis nomes dentre os que se inscreveram, pontuando pelos critérios, e então foram sorteados três”, informa o comunicado.
O Sindimed classificou as denúncias como tentativas de interferência no processo eleitoral.
“Há 30 dias, as eleições vêm sendo alvo de diversas ações judiciais e narrativas falaciosas, no sentido de desestabilizar e suspender o pleito”, argumenta.
RELEMBRE O CASO
A decisão proferida na última terça-feira (7) interrompeu quaisquer atos de votação, apuração, proclamação de resultado e posse. As eleições eram previstas para os dias 14 e 15 de abril.O representante da chapa de oposição, o médico Tiago Almeida, apontou que "a decisão aponta que o processo eleitoral é marcado por reiteradas manobras da atual gestão na tentativa de manipular a democracia interna, a transparência e, principalmente, a vontade dos médicos”.
Entre as acusações, estão a inclusão de pessoas que não são médicas na lista de votação, inclusive advogados ligados ao sindicato, o uso de registros de médicos falecidos e a exclusão de centenas de profissionais aptos a votar, sem critério transparente. A comissão eleitoral também é questionada por atuar, segundo a oposição, como extensão da atual diretoria, sem autonomia e sem isenção.
A chapa afirma ainda que o regimento eleitoral foi montado de forma antidemocrática, restringindo a livre manifestação dos médicos, e que houve tentativa de impugnar a oposição mesmo após inscrição regular. Para a chapa, o conjunto desses fatos revela uma tentativa de controlar o processo eleitoral e impedir que a categoria se manifeste livremente.
