Dieta hiperproteica pode provocar lesões renais, alertam médicos
Por Redação
Especialistas da área de saúde alertaram para os riscos e perigos causados pelo consumo de proteínas muito acima do habitual, a exemplo da dieta hiperproteica. Em entrevista ao podcast Saúde 360 do Bahia Notícias, a nefrologista Ana Flávia Moura apontou que ingerir uma quantidade de forma exagerada da substância pode causar danos aos rins e outros órgãos do corpo.
“Quando a pessoa passa muito do limite de consumo proteíco, que é o que a gente chama de dieta hiperproteica, tem muita proteína, isso faz com que os rins trabalhem sobrecarregados. Eles trabalham numa exigência maior do que o padrão. Estamos falando de proteínas, mas serve para tudo inclusive para quem ingere uma quantidade muito excessiva de água também, porque ele [o rim] vai ter que filtrar muito mais líquido e vai trabalhar mais sobrecarregado também”, explicou Moura.
A médica disse ainda que outras situações podem ocasionar a sobrecarga dos rins e causar sofrimento e lesões progressivas.
“Então, qualquer situação que deixar o rim sobrecarregado de forma persistente, vai fazer ele sofrer. É como se uma pessoa estivesse trabalhando acima do limite que um ser humano tolera durante muito tempo. Vai chegar um momento que ele não vai aguentar. É a mesma coisa pro rim. Isso vai acontecendo aos poucos. Vão surgindo lesões ali dentro, como se fossem cicatrizes de pele mesmo, mas lá dentro do rim, que a gente chama de fibrose. Isso vai aumentando, essa sobrecarga persistindo até que chegue o momento que vai alterar a função do rim. Então, são coisas progressivas, mas que quando chegam no estágio mais avançado normalmente não conseguimos rever"
Já o urologista, Vinicius Machado indicou que a maior parte desses pacientes que fazem esse consumo, é o o público masculino buscando performance.
“Geralmente, a sobrecarga proteica acontece muito em homens buscando performance. E cabe a nós, de um modo inicial, já orientar o paciente, que o excesso de proteína também pode ser prejudicial à saúde. E quando pertinente, pedimos exames e trabalhamos nesse caminho. Trabalhamos muito em conjunto com os colegas nefrologistas para a gente poder atuar justamente nessa fase”, apontou Machado.
