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São Paulo registra surto de hepatite A entre gays e vacinação é ampliada para conter avanço

Por Redação

São Paulo registra surto de hepatite A entre gays e vacinação é ampliada para conter avanço
Foto: Tomaz Silva / EBC

A cidade de São Paulo já contabilizou 353 casos de hepatite A entre janeiro e 15 de maio de 2025, com três mortes confirmadas. Diante do surto, a prefeitura ampliou a vacinação contra a doença para homens que fazem sexo com homens e para usuários da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), medicamento usado na prevenção ao HIV.

 

Os dados constam no Boletim Epidemiológico da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) e apontam que a maior parte dos casos está concentrada em homens (71,7%) com idades entre 18 e 39 anos (67,5%). Em todo o ano de 2024, foram registrados 618 casos e um óbito.

 

A medida adotada pela Secretaria Municipal da Saúde visa conter o avanço da infecção, que, embora neste momento atinja majoritariamente a população masculina que mantém relações sexuais com outros homens, pode atingir qualquer pessoa exposta ao vírus por meio do contato oral ou oroanal.

 

Ao Metrópoles, o infectologista Rico Vasconcelos, pesquisador da Faculdade de Medicina da USP, esclarece que a transmissão pode ocorrer antes mesmo de surgirem os sintomas clínicos, como olhos amarelados, fezes esbranquiçadas e indisposição. “Uma pessoa já pode estar infectada e eliminando a partícula viral sem apresentar nenhum sinal visível da doença”, explica.

 

Segundo o especialista, práticas sexuais que envolvem contato da boca com a região anal, como o chamado "beijo grego", aumentam o risco de infecção. No entanto, ele alerta que a hepatite A não deve ser tratada como uma “doença de homem gay”. “Pessoas que vivem em áreas sem saneamento básico, por exemplo, também estão vulneráveis e devem ser vacinadas”, pontua.

 

Ainda de acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, a alta de casos acompanha o cenário epidemiológico observado em outras regiões do país. “Esses surtos aparecem periodicamente, sempre que há bolsões de pessoas suscetíveis entrando em redes de transmissão”, diz Vasconcelos. Surtos anteriores já haviam sido registrados em 2018, 2022 e 2023.