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Bahia apresentou redução de 7,9 mil testes do pezinho em um ano, indica Apae Salvador

Por Redação

Bahia apresentou redução de 7,9 mil testes do pezinho em um ano, indica Apae Salvador
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Milhares de recém-nascidos não realizaram o teste do pezinho na Bahia, de acordo com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Salvador. Dados apontados pela instituição mostram que, de janeiro a outubro de 2021, foram triados no Programa Nacional de Triagem Neonatal 134.173 nascidos vivos, enquanto o número referente ao mesmo período em 2022 foi de 126.229 crianças. 

 

Os números apontam que houve uma redução de 14% do número de bebês detectados com alguma alteração. O exame é realizado gratuitamente, através do SUS, e a realização do exame garante diagnóstico e tratamento rapido de doenças que podem levar até a morte do bebê. 

 

“É extremamente preocupante essa lacuna que tem sido deixada por alguns pais, já que esse exame pode diagnosticar diversas doenças de origem genética, mudando para melhor a qualidade de vida, e até evitando óbitos nas crianças que recebem o dignóstico precoce”, alerta Helena Pimentel, médica geneticista e responsável técnica em Saúde da Apae Salvador. De acordo com a especialista, mais de 500 recém-nascidos podem ter deixado de ser detectados com alguma alteração este ano.

 

Desde o início do Programa Nacional de Triagem Neonatal, mais de 3,6 milhões de bebês já foram triados na Bahia até o ano de 2021, em mais de 5 mil postos de coleta. Durante todo o ano de 2021, foram triados quase 160 mil bebês, gerando uma cobertura de 86,48% do público total no estado.  

 

O propósito do teste do pezinho é triar, diagnosticar e tratar doenças antes das manifestações clínicas que podem surgir ainda no período neonatal de 0 a 28 dias de vida. A coleta deve ser realizada de preferência do 3º ao 5º dia após o nascimento para garantir qualidade do exame, e deve ser enviado o quanto antes para a Apae Salvador realizar as dosagens no laboratório especializado em triagem neonatal. 

 

Quanto mais cedo o diagnóstico e o início do tratamento, menores as sequelas e os riscos à vida do bebê. As doenças diagnosticadas pelo teste do pezinho podem levar à deficiência mental ou afetar gravemente a saúde da criança, até mesmo levando a óbito precoce.

 

O teste do pezinho pelo SUS é um programa de saúde pública e envolve a Secretaria Estadual da Saúde e secretarias de Saúde dos 417 municípios, na Bahia. Todos têm responsabilidade nesse processo: da família aos profissionais de saúde da rede do SUS. O exame permite detectar doenças como fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita, deficiência de biotinidase e aminoacidopatias.

 

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